terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tempo dos Tempos

Danificam o clima!

Gravura do blogue santa-nostalgia.blogspot.com

Cheguei a dar comigo e com a minha cara-metade a fazer comparações com o tempo climatérico que vivíamos no tempo de escola e aquele que agora nos martela. Chegamos à conclusão que na realidade não seria necessário fazer este exercício mental para concluir o que era e é óbvio. O que é certo é que nas conversas caseiras, dividimos e recordamos o tempo na sua essência. A primavera distinguia-se: era mesmo Primavera.

O verão era mesmo o verão típico de calor dentro de uma época. No outono, era o cair da folha e outras coisas. No inverno, em Outubro, princípio de Novembro, já havia geada a rodos. E chuva, muita chuva. Recordamos a primavera com o nascimento das viçosas plantas, verdinhas, flores e ervas que germinavam, os carvalhos e outras árvores com as suas novas folhas. Os primeiros passarinhos, as muitas andorinhas (onde é que elas andam agora?).

No verão, aquele calor próprio, mais seco que agora, mas violento e vinha sempre nos meses próprios. Pouco chovia nesta época. De seguida o Outuno, a maior parte do tempo com rajadas fortes de vento leste a sacudir violentamente os carvalhos do Dr. Augusto Santos, em Aguieira, onde nós, crianças, passávamos algum tempo a juntar as folhas e a fazer grandes resguardos, paredes de montes de folhas, mais parecidas com ninhos um pouco agigantados.

Depois o inverno. Íamos, a maioria, descalços para a escola ou com calçado rudimentar e de fraca qualidade. Como as estradas não eram alcatroadas, fartávamo-nos de partir a «vidraça» de gelo que existia nas poças e nelas se encontravam, até chegar à escola. Eu penso que estou a delirar com estas histórias, porque todos sabem que isto era assim e agora não anda bem. Mas faz-se pouco, ou quase nada, pela mudança das coisas. Vejam as notícias que chegam dos responsáveis que andam a estragar tudo isto, nomeadamente os maiores países do mundo. O homem vai ser o assassino do próprio homem, com mais anos ou menos anos percorridos... e nisto parece que estamos todos de acordo. Até quando, também não sei...

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