quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 30 de novembro de 2010
ABANDONADO!
domingo, 19 de setembro de 2010
Valongo do Vouga em séculos
-E até, porque não, a Casa dos Talhos, com alguma arquitectura de outrora...
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Solidariedade - Madeira

As buganvílias voltarão a estender placidamente sobre as ribeiras os seus braços brancos, rosa, cor-de-vinho; a árvore de fogo do Largo do Colégio levantará mais alto o seu deslumbre; os Jacarandás repetirão o assombro colorido; as Tipuanas desdobrarão, nos inícios de Junho, um incrível tapete amarelo frente a São Lourenço ou na subida de Santa Luzia.
Esperamos que, num tempo não distante, se possa reconhecer, de novo, a limpidez do traçado atlântico do centro, as ruas confusamente populares, o arabesco do mercado, o mesmo desenho de cheiros, a mesma mescla de sonoridades, o brando silêncio que nas praças tem o seu quê de familiaridade tímida, quase cerimoniosa.

O Funchal é, ainda que isso seja escassamente recordado, uma cidade literária, como Trieste ou Marraqueche: ali não apenas nasceram Edmundo Bettencourt, Cabral do Nascimento, Herberto Helder ou Ana Teresa Pereira, nasceram os seus universos.

José Tolentino Mendonça - Texto
© SNPC 25.02.10
SNPCultura - fotos
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Tempo dos Tempos

Gravura do blogue santa-nostalgia.blogspot.com
Cheguei a dar comigo e com a minha cara-metade a fazer comparações com o tempo climatérico que vivíamos no tempo de escola e aquele que agora nos martela. Chegamos à conclusão que na realidade não seria necessário fazer este exercício mental para concluir o que era e é óbvio. O que é certo é que nas conversas caseiras, dividimos e recordamos o tempo na sua essência. A primavera distinguia-se: era mesmo Primavera.
O verão era mesmo o verão típico de calor dentro de uma época. No outono, era o cair da folha e outras coisas. No inverno, em Outubro, princípio de Novembro, já havia geada a rodos. E chuva, muita chuva. Recordamos a primavera com o nascimento das viçosas plantas, verdinhas, flores e ervas que germinavam, os carvalhos e outras árvores com as suas novas folhas. Os primeiros passarinhos, as muitas andorinhas (onde é que elas andam agora?).
No verão, aquele calor próprio, mais seco que agora, mas violento e vinha sempre nos meses próprios. Pouco chovia nesta época. De seguida o Outuno, a maior parte do tempo com rajadas fortes de vento leste a sacudir violentamente os carvalhos do Dr. Augusto Santos, em Aguieira, onde nós, crianças, passávamos algum tempo a juntar as folhas e a fazer grandes resguardos, paredes de montes de folhas, mais parecidas com ninhos um pouco agigantados.
Depois o inverno. Íamos, a maioria, descalços para a escola ou com calçado rudimentar e de fraca qualidade. Como as estradas não eram alcatroadas, fartávamo-nos de partir a «vidraça» de gelo que existia nas poças e nelas se encontravam, até chegar à escola. Eu penso que estou a delirar com estas histórias, porque todos sabem que isto era assim e agora não anda bem. Mas faz-se pouco, ou quase nada, pela mudança das coisas. Vejam as notícias que chegam dos responsáveis que andam a estragar tudo isto, nomeadamente os maiores países do mundo. O homem vai ser o assassino do próprio homem, com mais anos ou menos anos percorridos... e nisto parece que estamos todos de acordo. Até quando, também não sei...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Coisas da Guiné - 16
(Imagem de tornado obtida no Google em antenaparanoica.blogger.com.br)Um violento tornado. Ao meio da tarde, o vento rodou para oeste em rajadas fortes. O tornado veio e veio como sempre. Vento e chuva. Nuvens de chumbo escondendo o sol violento, disparado sobre as tabancas, como asas de jagudis, enormes, sinistras. O vento começa de arremeter aos repelões, como touro furioso: escarva, muge, tropeça, arranca. Derruba cerce um tronco seco, arranca um bissilão pujante, leva no assalto a cangra duma palhota, prende-se ao chão num redemoinho de poeira e medos, varre o azul para semear nuvens, tempestades. E as nuvens atropelam-se, alastram-se como um borrão de dilúvio e acabam por estoirar em violências de fogo que se pega à selva, que fende e incendeia o ar morno e cinzento. Então, o vento mais forte, sacode as crinas. O céu estremece e as nuvens desmancham-se em cordas de água que enchem caminhos, bolanhas, tudo. A selva ganha fúrias e as árvores exibem, desgrenhadas, a sua cabeleira verde, sempre verde e gestos alienados. O calor sufoca, mas, quando vem a calma, derrama-se uma frescura muito doce sobre as coisas e as bajudas e o garotio saem para o terreiro a lavar os corpos numa algazarra de quase festa.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
O CONCEITO E A HISTÓRIA DA SEMANA - II
Voltamos ao tema do conceito da semana e dos dias que a compõem. Antes de mais, queremos particularizar os dois dias principais da semana; o sábado e o domingo.
SÁBADO: - É o sétimo dia da semana. Deriva do hebreu Shabbath e do latim Sabbâtu. Em hebreu é ainda conhecido com a denominação de Sabat. Dia consagrado pelos hebreus ao culto e ao descanso. Uma nota para dizer que a morte de Cristo foi um tanto atribulada e controlada quanto ao tempo de execução, pelo que a Sua situação devia ser resolvida na sexta-feira, antes do pôr-do-sol, uma vez que logo a seguir ao pôr-do-sol, era o sábado e nesse dia os Judeus nada faziam nem o julgamento ou o sepultamento de Cristo. O dia de culto já vinha do tempo de Moisés, pelo que este dia está ligado a numerosos acontecimentos de carácter religioso, como a Criação, para o povo hebreu monoteísta.
Este dia também é conhecido, na crença popular da idade média, pela assembleia nocturna de bruxos e feiticeiras, presidida por Satanás. Aí se praticavam conjuras criminosas à meia-noite de sábado.
DOMINGO: - Primeiro dia da semana. Segundo o cristianismo, foi consagrado por Deus ao descanso e às liturgias divinas, instituído para lembrar a Páscoa da Ressurreição e o Pentecostes, ocorridos neste dia. Deriva do latim "dominïcus". É ainda conhecido no latim por "dies dominïcus", que significa Dia do Senhor. Parece-nos, contudo, que nada impede que se lhe chame Dia do Sol, Dia da Luz. Afirmamos isto com base na língua inglesa, que chama Sunday ao domingo. Se em inglês Sun quer dizer sol, luz, e day é dia, entende-se que se pode adoptar esta denominação sem grandes dúvidas, uma vez que já ouvíamos chamar ao domingo o dia do sol, mas não a explicação. Pode ser esta a sua origem. Quadros abaixo sobre o nome dos dias da semana.
O TERMO "FEIRA" NA LÍNGUA PORTUGUESA
O facto de se chamar, em português, aos restantes dias da semana segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira, tem como origem uma campanha da Igreja Católica, que pretendia abolir os nomes pagãos, santificando os dias da semana, como ainda se mantém. Parece que esta campanha no continente europeu só vingou em Portugal. O termo "feria" significa dia de mercado, dia santo, em latim. Ao sentido de mercado que temos na palavra "feira", na idade média os dias santos eram dias de mercado.
Como antes se refere, os dias da semana têm os seus nomes em português devido à liturgia católica, que teve a influência de Martinho de Dume. Este passou a denominar os dias da semana da Páscoa como dias santos, nos quais não se devia trabalhar.
A ORIGEM DOS NOMES DOS DIAS
A seguir apresentamos dois quadros, pelos quais podemos verificar, no primeiro os dias da semana que foram conhecidos de várias formas. O segundo quadro coloca-nos perante os dias da semana, como já foi dito, de forma egocêntrica, tendo como origem, além do latim, os deuses que eram adorados por vários povos.
Duas notas últimas além de outras que omitimos: em alguns idiomas, como no caso do espanhol, a influência católica conseguiu ainda impor o sábado e o domingo.
O imperador Flávio Constantino (280-337 d.C.), após a sua conversão ao cristianismo, mudou o nome de Prima Feria, para Dominica Dies, que foi evoluindo para Dominus Dei, que quer dizer "Dia do Senhor", como já foi dito, acabando na palavra Domingo.
Proximamente abordaremos conceitos de trabalho, duração do trabalho, além de história própria da época da Revolução Industrial.
DIAS DA SEMANA LATIM
Latim Pagão | Latim Vulgar | Latim Litúrgico I | Latim Litúrgico II | Português |
Dies Lunae | Lunae Dies | Secunda Feria | Secunda Feria | Segunda-feira |
Dies Martis | Martis Dies | Tertia Feria | Tertia Feria | Terça-feira |
Dies Mercurii | Mercurii Dies | Quarta Feria | Quarta Feria | Quarta-feira |
Dies Jovis | Jovis Dies | Quinta Feria | Quinta Feria | Quinta-feira |
Dies Veneris | Veneris Dies | Sexta Feria | Sexta Feria | Sexta-feira |
Dies Saturni | Saturni Dies | Sabbatum | Sabbatum | Sábado |
Dies Solis | Solis Dies | Prima Feria | Dominica Dies | Domingo |
DIAS COMPARATIVOS ENTRE POVOS
LATIM | DEUS ROMANO | DEUS SAXÃO | IDEOGRAMA CHINÊS |
Solies Dies | Sol | Sol | Sol |
Lunae Dies | Lua | Lua | Lua |
Martis Dies | Marte | Tyr | Fogo |
Mercuri Dies | Mercúrio | Odin | Água |
Jovis Dies | Júpiter | Thor | Árvore |
Veneris Dies | Vénus | Freya | Metal |
Saturni Dies | Saturno | Saturno | Terra |
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
O CONCEITO E A HISTÓRIA DA SEMANA - I
Período de sete dias consecutivos que se inicia no domingo e termina no sábado, na maior parte do mundo, principalmente na civilização ocidental.
Ficamos a saber que com esta definição, a semana é um período de tempo, cuja expressão vem do latim “septimâna”, que significa sete manhãs.
Os relatos bíblicos também já nos apresentavam uma unidade de tempo, organizada numa semana, nomeadamente no livro do Génesis, capítulo 1, versículos 1 e seguintes. Penso que convém esclarecer (a maior parte das pessoas sabe-o) que os Hebreus contavam os dias não das zero horas às vinte e quatro horas, como agora, mas do pôr-do-sol ao pôr-do-sol. Por isso, quem consultar a Bíblia no livro indicado, vai verificar que, em primeiro lugar, aparece a tarde e só depois a manhã. Vem mesmo a jeito dizer ainda que a Bíblia deve ser lida no contexto da vida, dos hábitos, dos costumes e da região onde teve origem.
A ordenação dos dias da semana mundialmente utilizada, tem a sua origem em astros e deuses, em sistema geocêntrico. Existe ainda a orientação influenciada pela liturgia cristã. Neste caso, a semana começa à segunda-feira e termina no domingo, sendo este o dia de descanso semanal para a maioria dos povos. O sábado e o domingo são conhecidos pelos dias de fim-de-semana.

Além da ordenação antes indicada para os dias da semana, em países de cultura islâmica a semana começa no sábado e termina na sexta-feira, sendo este o dia de descanso para os muçulmanos.
Existe ainda uma terceira ordenação da semana, com fundamentos bíblicos, que é seguida pelos povos da religião judaica e por cristãos sabatistas. Esta semana, como sabemos, começa pelo domingo e termina no sábado, sendo este o dia de descanso para os judeus e os referidos cristãos.
Convém acrescentar que não se devem comparar nem alinhar calendários semanais de diferentes culturas, credos ou religiões, pois, além de desrespeito, retira-lhe a ordenação e o significado das suas origens.
A semana deve ser compreendida e aprofundada um pouco no sistema geocêntrico, que referimos antes, pela adoração dos astros, adoração dos deuses, mitologias e crenças, religiões e ciência. Ou seja, tudo aquilo que originou a contagem dos sete dias, a denominação e o significado de cada dia em cada povo e idioma, e as suas relações de um com o outro.
O ciclo lunar tem ainda nesta matéria bastante influência na semana de sete dias, pois algumas nomenclaturas pagãs ou religiosas tem a sua origem astronómica na divisão inteira de 29 dias em quartos, ou seja, um ciclo lunar.
Para não maçar, ficamos por aqui. Logo que possível, abordaremos a origem dos nomes dos dias da semana, a transformação do ciclo de 10 dias do Egipto para o ciclo de 7, a ver se conseguimos, depois disto, entrar na semana da Revolução Industrial.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O CONCEITO E A HISTÓRIA DA SEMANA
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
MAS QUEM INVENTOU O FIM-DE-SEMANA?!
5 Mil anos?
2 Mil anos?
500 Anos?
O primeiro fim-de-semana surgiu em 1908 e foi adoptado por uma empresa de moagem de milho, de Nova Inglaterra, para acomodar os trabalhadores judeus que não trabalham ao sábado, e os cristãos que não trabalham ao domingo (porque até Deus descansou no sétimo dia).
O fim-de-semana começou a ser adoptado por TODAS as empresas dos EUA, e a Europa só o fez somente em 1940! Há apenas pouco mais de 60 anos atrás! E não há 5 mil anos como alguém possa ter imaginado.
O fim-de-semana surgiu depois da Revolução Industrial.
As pessoas trabalhavam TODOS os dias, vendiam o almoço para comprar o jantar; ou esperavam que o milho de suas plantações crescesse para poder vender, trocar, plantar.
Hoje, nós vivemos a era da Revolução da Informação, do Indivíduo, do Conhecimento, do Empreendedorismo.
O fim-de-semana cabe dentro desta nova era?
Nem a pau!
O engraçado é que os milhões de ateus do mundo que comemoram a chegada de um novo fim-de-semana, nem imaginam que a cada 5 dias o mundo comemora a chegada de um novo feriado religioso.
Aqueles que vivem na veia essa nova Era do Conhecimento, já abandonaram há muito o conceito de fim-de-semana.
Que venha o Final do Fim-de-Semana!

Acrescentamos que aqui vai uma sugestão para passar o fim-de-semana ou para o final do fim-de-semana!!! Boa!!! Não é interessante o local? Aproveitem!



