sábado, 28 de agosto de 2010
Escolas de Arrancada
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Solidariedade - Madeira

As buganvílias voltarão a estender placidamente sobre as ribeiras os seus braços brancos, rosa, cor-de-vinho; a árvore de fogo do Largo do Colégio levantará mais alto o seu deslumbre; os Jacarandás repetirão o assombro colorido; as Tipuanas desdobrarão, nos inícios de Junho, um incrível tapete amarelo frente a São Lourenço ou na subida de Santa Luzia.
Esperamos que, num tempo não distante, se possa reconhecer, de novo, a limpidez do traçado atlântico do centro, as ruas confusamente populares, o arabesco do mercado, o mesmo desenho de cheiros, a mesma mescla de sonoridades, o brando silêncio que nas praças tem o seu quê de familiaridade tímida, quase cerimoniosa.

O Funchal é, ainda que isso seja escassamente recordado, uma cidade literária, como Trieste ou Marraqueche: ali não apenas nasceram Edmundo Bettencourt, Cabral do Nascimento, Herberto Helder ou Ana Teresa Pereira, nasceram os seus universos.

José Tolentino Mendonça - Texto
© SNPC 25.02.10
SNPCultura - fotos
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Recordações

Praça de S. Pedro
A segunda é apenas para mostrar, como já foi feito de outras vezes aqui mesmo, qual era o aspecto da Praça de S. Pedro. Do lado esquerdo da imagem, pode ainda ver-se a casa da D. Alexandrina Fernandes de Pinho e da loja do sr. Eugénio Fernandes Gomes, antes da demolição.

Escombros de duas casas demolidas frente ao largo de S. Pedro
A terceira e a quarta fotografia foram obtidas no mesmo dia, apenas com ângulos um pouco divergentes, mas que mostram a casa da D. Alexandrina após a sua demolição, bem como a loja onde esteve o sr. Eugénio Fernandes Gomes, com todos os escombros ainda num monte antes de terem sido retirados. Estavam frente à Praça de S. Pedro e do adro da igreja. Curiosidades de situações que existiram e que desapareceram do nosso visual quotidiano.

