segunda-feira, 5 de outubro de 2009

No mundo do trabalho

Chefes brutais

Na continuidade do registo a que foi dado o título «No mundo do trabalho», em que abordámos alguns conceitos sobre a “brutalidade” de algumas chefias, vamos tentar obter o significado de outras características, de certo modo ainda abundantes, no que concerne ao trabalho, organizações e a alguns dos seus actores. Abordamos os seguintes conceitos:

Trabalho em união e espírito de equipa

Obscuro: - São os que não conseguem passar claras instruções aos subordinados, sobre como, na prática, resolver algumas tarefas, ou então não demonstram ter interesse nisso. A principal característica é que fala muito, dita como quer as coisas, assim, assado, mas não é capaz de demonstrar, por acções esclarecedoras, como são executadas as suas ordens.
Agressivo: - É uma característica que demonstra incompetência e ignorância. Então refugia-se em demonstrações agressivas dirigidas, normalmente, para as coisas produtivas. Em compensação, acerta sempre no alvo quando se trata de um subordinado. À frente de um superior, é um cordeirinho.
Teimoso: - Esta questão demonstra-se quando não quer ser receptivo à influência ou às sugestões. E a conversa com um chefe assim, é sempre difícil. Porque não dá o braço a torcer, porque pensa que perde autoridade, acaba a conversa com expressões desta natureza: «Eu quero assim e é assim que se faz.»
Autoritário: - Julga perder a sua dignidade e posição, quando se “baixa” para pedir qualquer coisa. Então não pede. Só manda: «faça isso! Traga-me aquilo! Venha cá!»
Manipulador: - Têm um jeito extraordinário para influenciar as pessoas sobre quem exerce a sua autoridade de trabalho. É capaz de colocar umas contra as outras, faz com que os outros levem a fazer coisas, mas que, no fim, não assume a sua responsabilidade.
Poderoso: - Este tipo de chefias, normalmente é-lhe concedido pela empresa um certo poder. E depois usa esse poder de forma maldosa e vingativa. Não é capaz de formar alguém que seja seu substituto ou um seu sucessor futuro e até de ajudar a crescer profissionalmente ou em outra área da vida relacional.
Sem sentido de humor: - Não entende, não aceita, não tolera qualquer graça ou brincadeira. O seu mais próximo sentido de humor é o sarcasmo. Se toma a iniciativa de brincadeira, é sempre para humilhar, diminuir ou com a intenção de colocar a nu as fraquezas do outro.
Insensível: - Não sabe, nem demonstra, qualquer sensibilidade ou percepção das coisas e dos desejos ou necessidades do ser humano. O trabalhador, para este tipo de pessoas, não é um humano com virtudes e defeitos, com qualidades e sentimentos, nem demonstra ter interesse pela vida dos outros. Não é solidário e a sua compaixão é mínima ou inexistente e, regra geral, utiliza um impermeável à justiça e à gratidão.
Não sabe ouvir: - Demonstra ser receptor muito fraco para o que os subordinados têm a dizer. Normalmente, apenas utiliza a sua voz para se fazer ouvir.
Inseguro: - Este tipo de chefias consegue camuflar na perfeição a sua insegurança. Por isso, está sempre desconfiado e na defensiva. A sua arma, nestes casos, é a prontidão para represálias.
Desagregador: - Faceta comum. Em vez de trabalhar para a união e espírito de equipa, faz o contrário. Porquê? Porque tem medo de que se voltem contra ele.
Mal consigo mesmo: - Tem demonstrações que afinal não goza de felicidade. Não consegue construir a felicidade e ser feliz. O seu autoconhecimento e autoavaliação são nulos.

*****

Estas demonstrações não acabariam por aqui. Fica apenas esta amostra, que consideramos suficiente. Uma nota final. A bibliografia em que nos baseamos e que no post anterior sobre este tema indentificamos, dá-lhe mesmo o título de Chefes Brutais. Consideramos este título demasiadamente violento.

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