sexta-feira, 2 de outubro de 2009

No mundo do trabalho

Chefes brutais

Está cada vez mais complexo o ambiente no mundo do trabalho. Não vou agora dispender espaço e palavras para confirmar a teorização destes princípios. Se tiver tempo e pachorra, a eles voltarei mais tarde. Só direi que não se olha a meios para atingir fins pessoais ou outros.
Fui um autodidacta da área de Recursos Humanos e tudo o que se publicava sobre a matéria, eram leituras devoradas de forma constante. Por isso, nos papeis velhos vem sempre à luz do dia determinados conceitos que assentam que nem uma luva naquilo que se passava e que agora, devidamente refinado, se acentuou.
As leis que nos regulam em sociedade não podem andar à frente dos acontecimentos. Assim, não será por acaso que o código laboral passou a incluir na matéria jurídica o que esta convencionou por assédio moral (ou, de forma mais simplista, assédio no trabalho).
De uma fotocópia obtida por internet, da Revista Você, S.A. (Fevereiro de 1999), Editora Abril, respigamos e condensamos, o que o articulista classifica, nos "Chefes brutais", Os estilos de desumanidade.
Começa por chamar a atenção que as acções destes "chefes" podem ocorrer de diversas formas. Depende de vários factores, sendo fácil perceber quando estamos perante um chefe com estas características, principalmente quando somos a vítima. Eis alguns adjectivos e respectiva definição:
Controlador: - Não confia em ninguém e é um convencido que todos os subordinados são inaptos, ignorantes, ou melhor, não são tão bons quanto ele. Torna-se dono da primeira e da última palavra (decisão), chama a si todas as iniciativas, bloqueia (ou tenta bloquear) a dos outros. Não tem diplomacia para disfarçar. Pensa que lhe assiste o direito de falar na cara das pessoas como bem entende e, principalmente, à frente de quem quer que seja, desde que não seja um superior.
Dominador: - Entende ele que ser chefe, tem um significado superior para dar ordens, impor vontades e exigir obediência e respeito. As pessoas que o rodeiam, desde que não seja um superior, como antes fica dito, entende que são objectos à sua disposição.
Inflexível: - Não admite que errem. Não muda de opinião, a não ser nas costas dos outros, sem lhes dar conhecimento ou então por decisão própria, visto que não acata as sugestões dadas. Não admite alterações, mesmo que sejam positivas, no cumprimento dos seus decretos.

*****
Sei que fugi um pouco à orientação que dei ao blogue. Penso e admito que tenho o direito de o poder fazer, quando se contribui com alguma coisa para ajudar a raciocinar, dar a conhecer e ter alguma influência em alguém que esteja em relação com ou seja um chefe honesto e com princípios. Isto faz parte do que se deveria, ainda hoje, traduzir em realidade, na formação dos temas da liderança, numa gestão de recursos humanos. Mas não se faz. E se se faz, não chega. A formação humana também é importante no mundo do trabalho. Se lidarmos com objectivos honestos e transparentes, também aqueles que dirigem e os executantes, certamente que o farão de uma forma diferente, descontraída e sem pressões. Donde, naturalmente, sairá produtividade, que tanto se apregoa.

Das escolas onde proliferam agora estes cursos (têm ainda poucos anos de oficialização) saem "técnicos de recursos humanos", de reconhecida competência e outros que, numa grande parte, dão muito fracos exemplos nada condizentes com as teorias que lhes foram transmitidas.
Como já li algures, gerir recursos humanos, não é gerir números, mas pessoas concretas, cada uma diferente do companheiro da equipa de trabalho que está ao seu lado.
Ficamos, agora, por aqui.
Quanto às definições, a elas voltaremos porque não se resumem só àquelas... há mais... reais e interessantes!
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