sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Natal

Fotocromo da Catedral de Colónia, tirada em 1890, dez anos após a sua conclusão
Fonte: Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos

Os Magos do Oriente – III

Estamos cientes que o que aqui vamos dizendo sobre os Magos do Oriente serão situações mais banais e correntes, do que coisas novas que certamente estariam à espera. Porém, também me convenço que há por aí muita gente que porventura estará a leste destas coisas. Sendo assim, há que continuar e divulgar o que encontramos.
Vamos rodear algumas ideias sobre os nomes dos Magos e os significados que lhe foram atribuídos ao longo dos tempos. Seriam três? Como já disse, este número está na relação directa do número de presentes. Vamos aos nomes:
MELCHIOR (ou Belchior) - Encontrei ainda o nome de Belquior. Há quem afirme que este nome quer dizer «O meu Rei é Luz.»
GASPAR: - Este nome foi designado o que significa «Aquele que vai inspeccionar».
BALTAZAR: - Quer traduzir esta afirmação: «Deus manifesta o Rei».
Mas também há quem lhes atribua outros significados: rei da luz, o branco, e senhor dos tesouros. Origens também; um seria branco (europeu), outro seria amarelo (asiático) e outro negro (africano). Existem ainda origens, como sendo Melchior, rei da Pérsia, Gaspar, rei da Índia e Baltazar rei da Arábia.
Porquê Magos?
Magos, por se admitir serem astrólogos ou astrónomos. Interpretavam as estrelas, as constelações: E diz assim um autor: «Quando Júpiter se encontra com Saturno na constelação de Piscis, significa que «o Senhor do final dos tempos» aparecerá neste ano na Palestina. Foi, assim, com esta expectativa que os Magos chegaram a Jerusalém e perguntaram aos seus habitantes e depois a Herodes, pelo menino.
E acrescenta ainda: «A tripla conjunção dos dois planetas na constelação de Piscis explica também a aparição e o desaparecimento da estrela, dado confirmado pelo Evangelho. A terceira conjunção de Júpiter e Saturno unidos como se fossem um grande astro, ocorreu de 5 a 15 de Dezembro. No crepúsculo, a intensa luz podia ser vista para o sul, de modo que os Magos do Oriente, ao caminhar de Jerusalém a Belém, a tinham diante de si. A estrela parecia mover-se, como explica o Evangelho, "diante deles"» (Mt 2,9).»
A exegese vê nesta chegada dos Magos o cumprimento de uma profecia contida no livro dos Salmos (Salmo 72 (71), vers. 11) «Todos os reis se prostrarão diante dele; todas as nações o servirão.» E até o versículo 10 daquele salmo, refere claramente esta profecia: «Os reis de Társis e das ilhas oferecerão tributos; os reis de Sabá e de Seba trarão suas ofertas.»
A Bíblia de que nos socorremos e já identificamos, esclarece que o livro dos Salmos são poemas religiosos compostos ao longo de muitos séculos... e que a maioria seja anterior ao Exílio e alguns deles possam ser do tempo de David e ainda outros pouco tempo antes do Novo Testamento.
Resta mais uma curiosidade encontrada. Os Magos separaram-se, e há quem comente que se reencontraram cinquenta anos depois do primeiro natal, em Sewa, cidade da Turquia, onde vieram a falecer. Os restos mortais destes personagens foram trasladados para Milão, na Itália e daqui para Colónia na Alemanha. E é na Catedral desta cidade, que se encontra o túmulo dos Reis Magos.
Portanto, em primeira análise, podemos afirmar que os Magos existiram, tinham um objectivo que os exegetas interpretaram como uma Mensagem Divina.

A seguir: os significados dos presentes.

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