sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Gente destas terras - X

Júlia dos Santos Magalhães
- A paixão pela cultura -
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Júlia dos Santos Magalhães

Foi daquela forma que em 5 de Novembro de 1999 intitulámos uma pequena reportagem sobre a vida da faceta cultural de Júlia dos Santos Magalhães.
“Herdeira dos dons de um Homem de armas, também ela, filha do guarda 603, que era, naquele tempo, senão o principal pelo menos um dos principais seguranças do marechal Carmona, teve na sua vida a situação enquadrada no exemplo da peça teatral “Uns Comem os figos…” - dizia na altura a reportagem no «Região de Águeda»(esta levada à cena, recorde-se, mais recentemente num espectáculo revisteiro, aqui já publicado, que foi conhecido por «Toca a Rasgar», no qual participámos).
A sua paixão pelo palco começa na catequese pela mão do então pároco de Valongo do Vouga, padre Manuel Rodrigues Pinheiro Júnior, em 1938, no dia 3 de Janeiro. Participaram outras crianças, que o eram na altura, grande parte delas ainda vivas, como é o caso da apresentadora do espectáculo Maria de Lourdes Matos, esposa de Manuel Augusto Borges de Oliveira, residentes no Covão.
Havia ainda outros, alguns deles já desaparecidos do convívio humano, mas que citamos tal qual os publicamos em 1999: Maria dos Santos, Norberto Morais, Maria Celene Corga, Urbano Estimado, Manuel Corga, José F. Carmo, António Simões Estima, Armando Corga, Armando S. Correia, José Maria Estimado, José Morais, e Homero Magalhães. Havia ainda interpretações variadas onde se apresentavam Maria Augusta Silva, Maria do Carmo Martins, Deolinda Lourenço, Maria Augusta Morais e Benvinda Corga.
Júlia Magalhães intervinha num número chamado “Brincos de Cereja” especialmente feito para si e mais tarde recriados pela sua filha Maria Albertina e pela sua neta Leonor. Um grupo de meninos, cujo solista era Norberto Morais, tinham um refrão que dizia mais ou menos assim:

É que há certa bicharada
Que não presta para nada
Nem é útil a ninguém
Só faz o mal e nunca o bem.

A sua vida de autodidacta nunca parou. Após um tempo de interregno, reaparece em cena com “A Rosa do Adro”. Depois, apoiada pela Casa do Povo, foi ver grupos de teatro por si ensaiados e encenados, chegando a ter inscrito no INATEL um dos melhores grupos do distrito de Aveiro, além de outras actividades. Este trabalho culminou com uma participação na TV, canal 1, no programa “Às dez”, que era apresentado por Madalena Balsa e Sérgio Figueira e entretanto substituído pelo programa “Praça da Alegria”.

No próximo post iremos abordar os livros de Júlia dos Santos Magalhães.

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