domingo, 13 de setembro de 2009

Gente destas terras - VI

Conselheiro Rodrigues de Bastos
Moutedo (1777 - 1862)

É no Brasil onde mais se encontram citações e referências ao conselheiro Rodrigues de Bastos. Apreciemos este extracto, descoberto num jornal, “O Puritano” de 8/2/1900, escrito por António Trajano. Este terá sido aluno do conselheiro, em Coimbra, embora de origem Brasileira. Terá passado momentos menos bons na vida, até que andrajoso, sem meios, um pedinte, um sem abrigo é apoiado por alguém que o reconheceu. O que encontrei trata assim:
«António Bandeira Trajano
O relato transcrito foi extraído do periódico “O Puritano”, 08/02/1900, Num. 36, p.1., escrito por António Trajano. Além de curioso e ser um acontecimento antigo que se repete todos os dias, também retrata, ainda que de modo negativo, a importância de dar atenção ao Evangelho:»
E acrescenta…
«O pavimento térreo do edifício do seminário era ocupado por uma grande fábrica de cerveja. Este estabelecimento tinha um excelente guarda-livros, moço brasileiro, educado em Coimbra, onde teve como professor de latim o ilustre Conselheiro José Joaquim Rodrigues de Bastos, latinista de nomeada.»
O extracto deste relato pode ser consultado aqui neste endereço….
*****
Ainda no II Seminário Brasileiro Livro e História Editorial, é feita alusão ao conselheiro Rodrigues de Bastos, inserida num trabalho que foi publicado no site a seguir indicado, que trata de uma dissertação sobre as primeiras tipografias brasileiras na cidade gaúcha de Rio Grande. Consta este extracto:
«A influência lusa também se dá na impressão da tipografia de Cândido Augusto de Mello, através da obra Meditações ou discursos religiosos, do português José Joaquim Rodrigues Bastos (1777-1862)» Veja aqui o site…. (pág. 6/7)
Para terminar, mais esta citação:
«O escritor português José Joaquim Rodrigues Bastos (1777-1862) foi autor de colecções de máximas e de obras de edificação cristã. No prefácio de uma dessas, “A Virgem da Polónia”, «estabelece que o enredo a ser desenvolvido é mero pretexto para falar do Cristo, das escrituras e do pecado original. E isso de facto ocorre, em meio a intermináveis invectivas contra a anarquia contemporânea e brados em defesa da filantropia e da caridade para com os deserdados da sorte (BASTOS, 1860).»Pode consultar este extracto de GOMIDE, Bruno. Clóvis Bevilacqua e o romance russo: entre naturalismo superior e emancipação literária. In: Revista Inventário. 4. Ed., jul/2005, clicando aqui… (após entrar, clicar "baixar o arquivo ou imprimir" e ir até à pág. 13).
*****
Uma referência especial e indispensável ao livro de «Ualle Longum a Valongo do Vouga» da autoria do nosso conterrâneo António Simões Estima, que tem uma história e biografia muito desenvolvida sobre o Conselheiro Rodrigues de Bastos, da qual, com a devida vénia, tomei a liberdade de digitalizar a gravura que ilustra este post. Da página 287 à página 291 da citada obra, pode-se apreciar a empolgante história deste ilustre Valonguense. Faleceu, no estado de viúvo em 4 de Outubro de 1862, quase com 85 anos, na sua casa do Porto, onde tinha a sua profissão de advogado. Era filho de João Rodrigues da Cruz e de Bárbara Luiza Correia de Bastos. Tinha contraído matrimónio, na Sé Catedral do Porto, com D. Maria Joaquina Rodrigues de Sampaio, filha de Manuel Rodrigues da Cruz, ourives, natural do Moutedo, sua prima.

Vamos passar a inserir, de forma esporádica e não permanente, alguns pensamentos, máximas e provérbios, da autoria do conselheiro Rodrigues Bastos, na barra lateral deste blogue, a maior parte deles também já publicados no jornal paroquial «Valongo do Vouga».
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