quarta-feira, 12 de maio de 2010

A propósito de estrume

Fabricar combustível

Quem não se lembra desta publicidade? Esta ainda existe 'colada' em mosaicos numa parede, próximo de Viseu, conforme blogue expub.wordpress.com/2009/10/05/nitrato-do-chile/. Veja ainda o blogue, que tem uma explicação sobre este assunto, bastante interessante, chamado sai-tedaqui.blogspot.com/

No anterior post falamos de estrume e de estrumeiras. Vem a propósito dizer o que, com toda a certeza, todos sabem: a matéria orgânica é geradora de combustível.
Ora, como dizia neste post, as grandes casas agrícolas, como era o caso da Quinta da Aguieira, a casa agrícola do Dr. Augusto Santos, também em Aguieira, a casa agrícola de Sousa Baptista, em Arrancada e tantas outras, que as havia, quer na Veiga, na Arrancada, Paço, Brunhido, Carvalhosa, Carvalhal da Portela, nos lugares das chamadas Póvoas, tinham estas casas áreas substanciais para produzir a matéria orgânica que permitisse a fertilização das suas terras.
Mas lembro-me ainda que na Quinta da Aguieira tinham enormes instalações próprias para colocar grandes quantidades de detritos, mato, e outros materiais que seriam apodrecidos e onde iam desaguar, por canalização própria, todas as águas residuais da residência e das instalações animais.
Um dia alguém se lembrou (creio que o então proprietário da Quinta, Fernando de Vasconcelos e Sá) de ir «buscar» o gás que estava a ser produzido em instalações subterrâneas, algumas cobertas com placas de cimento, bastando para isso colocar, para ser absorvido, uma entrada própria.
Com esta conduta, o gás chegava por uma canalização normal até à cozinha e aqui, nos bicos de uma espécie de fogão, ligava-se, acendia-se um fósforo, e a chama aparecia para cozinhar.
Coisas de há muitos anos, quando não havia resíduos nos pinhais, porque era tudo muito rapadinho, dado que tais resíduos, a lenha, era o gás da cozinha daquele tempo.


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