quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Coisas e Loisas - 19

O Relógio de Sol

Já explico porque é que me deu em falar de relógios de sol.
Mas antes de falar neste instrumento que mede o nosso tempo, as nossas vidas, fui bisbilhotar (não há nada de mal em dizer, porque quem não sabe, estuda, consulta, pesquisa, investiga, para ficar a saber).
O melhor sítio, sem sair de casa, para pesquisar isto é, como todos sabem, a Wikipédia. E lá encontrei qualquer coisa que vou tentar resumir:
Igreja de Valongo. Uma foto reduzida que está a seguir, veja na faixa de granito do lado direito desta torre, um pouco acima das flores de cor lilaz. Lá está o relógio de sol

Se é um relógio, é porque serve para medir o tempo. Ficou assim convencionado há muitos séculos, talvez. Se tem a palavra sol, é porque o sol influencia, por um determinado processo a contagem desse tempo que vai passando. E isto é determinado em função da posição do sol.
Há vários relógios de sol. Os mais conhecidos designam-se por «relógios de sol de jardim». Eu sei que há outros. Os relógios de sol, têm uma superfície plana que é o «mostrador», como ainda se designa, onde estão marcadas umas linhas em determinadas posições. No meio tem um pino ou outro instrumento parecido com um pequenino (ou maior) poste, de forma a que este, exposto ao sol e preso na base, projecte uma sombra.
.....
Essa sombra que se projecta em função do sol, na forma de um risco escuro (se não, não era sombra), vai andando à volta à medida que o sol avança para o ocaso. E o risco lá vai batendo nos traços que definem as horas do dia.
Desses remotos tempos, primeiro foi o homem primitivo que se apercebeu deste facto científico (como não podia deixar de ser, pois talvez não fosse nenhum animal irracional a chamar a atenção do homem) e as primeiras observações do tempo eram provocadas pela sua própria sombra e pela qual fazia a estimativa das horas do dia.
De manhã, a sombra do corpo era mais comprida, voltada para oeste, e à medida que se aproximava do meio-dia, a sombra "encolhia" e quase que se sobrepunha ao próprio corpo. Depois, avançado o dia, a sombra voltava a «esticar-se» no sentido contrário ao da sombra matinal.
Depois vieram outros instrumentos e outras evoluções para o conhecimento do tempo e, neste, das horas, dos minutos e segundos. E paremos por aqui... porque o resto já toda a gente sabe.

*****

Como disse no princípio, porque é que evidencio este facto dos relógios de sol, que toda a gente conhece?
A razão é simples: é que, na freguesia temos uns resquícios de relógio de sol, que está aceitavelmente preservado. Falta-lhe é o pino, uma haste, um prego, etc. colocado no seu devido lugar.
Claro que não é necessário dizer onde está esse relógio de sol, se verificar as fotos que aqui estão a ilustrar este apontamento.
Na realidade, na parede da torre da igreja de Valongo do Vouga, ele lá está a pedir que seja arranjado, pois sem um pino, uma haste, uma vareta, um prego ou outra coisa que faça sombra, o relógio não está a fazer nada. Está, provavelmente, à espera que o danifiquem ou o façam desaparecer.
Os relógios de sol normalmente mostram apenas a "hora solar aparente", mas se levar algumas alterações podem indicar a hora padrão, que é, ao fim e ao cabo, a hora do fuso horário em que o relógio possa estar geograficamente colocado.
Para terminar posso adiantar que, sem sol, nada feito. Por isso é que há horas em relógios com corda e com pilhas, que apareceram muitos anos depois.
Mas creio que posso afirmar que não há hora mais certa que a hora solar... quando há sol...
Desculpem a linguagem jocosa.
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