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quarta-feira, 15 de março de 2017

Souza Baptista - 10


Homenageado na sacristia da igreja em 1931!!!  


Conforme digitalização que antes fica registada, cuja fonte teve origem na Soberania do Povo, de 28 de Fevereiro de 1931, foi publicada aquela notícia.
Qualquer actividade e qualquer facto, por simplório que se apresentasse, justificava sempre motivo para enaltecer o benemérito Souza Baptista!
A notícia, publicada com algum atraso, dá conta de uma homenagem àquele grande benemérito da freguesia, na sacristia da igreja paroquial, descerrando-se um retrato a óleo do homenageado! A simples homenagem aconteceu em 15 de Fevereiro de 1931.
Durante muitos anos vimos aquele retrato e no meu tempo de imberbe criança, olhava para ele mas não sabia o que representava e quem era. Mais tarde fiquei a saber. Paroquiava Valongo do Vouga, na altura, o Rev. Padre Celestino de Almeida Branco, da Veiga.
Para além da obra de arte que constitui, agora não se encontra lá pendurado! Cremos que está guardado algures.






quinta-feira, 14 de abril de 2016

Souza Baptista - 8

O início das obras na igreja

É conhecido que as obras da igreja paroquial, em 1945, tiveram a comparticipação total de Souza Baptista e a confirmação fomos encontrá-la nesta notícia que aqui reproduzimos. E por ela ficamos a saber que começaram no dia 24 de Maio daquele ano.
Pela curiosidade contida, acrescentamos mais uma digitalização de um agradecimento de um casal do Sobreiro, porque várias pessoas conseguiram reunificar um rebanho de sua propriedade, que lho tinham roubado ou disperso com essa intenção. Leia essa notícia, que vai perceber o que se passou.
Estas notícias fomos rebuscá-las ao semanário «Soberania do Povo» de 26 de Maio de 1945, através da Biblioteca Municipal Manuel Alegre, de Águeda, como se percebe.


A reprodução da notícia completa:
«Custeadas pelo conhecido benemérito desta freguesia, sr. Joaquim Soares de Souza Baptista, começaram no dia 24 do corrente as obras de reparação da nossa igreja.
Desde já muito felicitamos o nosso benemérito, desejando simplesmente que Deus o cumule das suas bênçãos e que os valonguinos lhe sejam reconhecidos.»
- «Continuam os assaltos a poleiros e currais de gado lanígero da região da Trofa e Valongo do Vouga.»


ROUBO DE OVELHAS:


A reprodução desta notícia:

Sobreiro de Valongo
AGRADECIMENTO

Muito penhorados, vimos, por este meio, agradecer a todas as pessoas que tiveram a bondade de recolher as nossas ovelhas, que os gatunos nos roubaram na madrugada do dia 20 e abandonaram pelas estradas; e em especial aos srs. Ernesto do Paço, António Manata, da Mourisca, Fernando Padeiro, também da Mourisca, e à srª Anunciação Chapeleira, de Arrancada.
A todos a nossa gratidão.
Sobreiro, 24.5.1945.
Joaquim Ferreira de Castro Veríssimo - Isaura da Silva Bastos.

*****

Assim se conhece e regista um acontecimento invulgar na freguesia, concretamente no lugar do Sobreiro, conforme publicado no semanário Soberania do Povo de 26 de Maio de 1945, como antes fica citado.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Souza Baptista - 4

Comunhão solene de Maria Dalba Sintz de Souza Baptista

Ando à procura de algumas imagens históricas, que aparecem por aí publicadas, da autoria de António Rosa da Silva Magalhães, as quais nos dão elementos históricos de redobrado interesse e curiosidade, além de espelhar fielmente o modo de vida da população da freguesia de Valongo do Vouga nos tempos de antanho.
Esta que aqui fica, cuja redacção foi elaborada a 8 de Setembro de 1929 e publicada no jornal Soberania do Povo de 14 de Setembro daquele ano, dá conta de uma ternurenta cerimónia na igreja de Valongo do Vouga, de que António da Silva Magalhães foi o autor e que, se consegue ler (clique na imagem que fica um pouco maior), diz assim:

 
O nome da senhora não está correctamente escrito. Pelos elementos conhecidos, admitimos ser MARIA DALBA SINTZ DE SOUSA BAPTISTA, filha de Joaquim Soares de Souza Baptista e de Maria de Sintz. Era casada com o eng.º Flávio Soares Martins, entretanto falecido em 11 de Agosto de 1993, situação que é por demais conhecida. Não possuímos foto da senhora citada na notícia de 1929. 
Esta notícia indicia clara e inequivocamente o seu autor, através das iniciais finais de «S.M.» que, como outras notícias que aqui traremos, identifica Silva de Magalhães.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Coisas e Loisas - 40

O azeite roubado
A colheita da azeitona
 
Dos alfarrábios bibliotecários amarelecidos, encontramos duas notícias na Soberania do Povo de 27 de Novembro de 1943, quando, por outros motivos, na Biblioteca Municipal Manuel Alegre, andávamos na pesquisa de elementos sobre outro assunto. E essas notícias, que transcrevemos, com a devida vénia àquele semanário, eram do seguinte teor:
 
Valongo do Vouga
8 de Novembro
 
Os gatunos entraram na igreja matriz e roubaram parte do azeite destinado à lâmpada do SS. (Santíssimo Sacramento)
 
 
Carvalhal da Portela
15 de Novembro
 
Nesta região está quase concluída a apanha da azeitona, que é animadora. Oxalá que a boa farturinha venha a produzir apreciáveis efeitos. O lagar de azeite de Arrancada, que, segundo dizem, é o que nesta área maiores rendimentos dá ao lavrador, graças aos modernos maquinismos de que é provido e à conscienciosa maneira como é dirigido, encontra-se em plena laboração.
 
A primeira, na época de quarenta, séc. XX, demonstra que o móbil do crime era um. Se fosse hoje,  certamente que não tinha interesse o azeite.
Na segunda notícia, o que fica destacado era o lagar de azeite de Arrancada, cuja montagem, cremos, foi da responsabilidade do sr. Manuel de Bastos Xavier e que laborou durante muitos anos, até a azeitona ter desaparecido. Actualmente, já vai aparecendo novamente em certas quantidades, que, nalguns casos, já justifica a sua colheita.
O autor destas notícias era António Rosa da Silva  Magalhães, de Fermentões.

domingo, 17 de junho de 2012

Os nossos monumentos

O título desta página, penso, é o mais apropriado. Se em matéria de monumentos houve por aí bastantes e importantes a atestar uma história, certo é que a corrosão dos tempos e a incúria dos homens fizeram com que tais atestados que deram mais valia e ascensão a estas terras já desapareceram do nosso quotidiano, mas não, em alguns casos, da memória e das pessoas e dos escritos que nos foram legados.
Há dias deu-nos para fazer o que as fotos a seguir deixam antever. Aqui as deixamos, porque, em opinião pessoal, elas constituem a amostra de um monumento que temos intramuros da freguesia.
A qualidade pode não ser a melhor. Mas mostra o que de mais importante temos actualmente.
Reconhece-se que temos andado afastados. O que se pode informar é que o motivo desse afastamento, importante para mim, está a terminar e, espero, que seja também importante para todos os Valonguenses. A seu tempo daremos notícias.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Festas religiosas

A Solenidade de Nª Sª da Conceição

De vez em quando, e desde que goste (o que, certamente, não vai acontecer com outros visitadores), deixei previsto que aqui diria alguma coisa sobre este dia - 8 de Dezembro - que marca algumas celebrações no lugar de Arrancada, promovidas pela Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, a mais antiga instituição de índole religiosa existente na região, com 400 anos feitos em 2010.
O seu primeiro estatuto, o breve do Santo Padre Paulo Quinto, foi dado em Roma em 1610.

Hino Akathistos (que literalmente significa «estando de pé», porque se canta nesta posição) é o hino mariano mais famoso do Oriente cristão e, possivelmente, de toda a Igreja.
Composto originalmente em grego no final do século V, é de autor desconhecido. Sua autoria é atribuída a diversos personagens, porém não há nenhuma prova concludente e, possivelmente, talvez seja melhor assim.
Como disse um comentarista moderno, «é melhor que o hino seja anónimo. Assim é de todos porque é da Igreja». (transcrito, com a devida vénia, daqui)

A propósito deste evento e desta pequena história, este Hino vai ser cantado na Vigília da Sé (Aveiro), no dia 7 deste mês, com adaptações de um conhecido compositor de música litúrgica, António Cartageno (Padre) e que, em parte, está no vídeo que a seguir reproduzimos.
Foi apresentada, na sua versão original, em vários locais e celebrações importantes e de destaque, inclusivé do Vaticano com João Paulo II, e essa versão original tem uma duração de cerca de 45 minutos, só no canto. O que se reproduz, numa adaptação e autoria daquele compositor antes citado, tem cerca de 13 minutos... apenas.
Melhor que mais história e palavras, ouça a gravação, se o pretender. Destacamos, sem pretensiosismos ou qualquer outra intenção, a voz, em dueto, da soprano e da contralto, que, como se compreende, nem sequer conhecemos. A letra e a música está em várias partituras, e, como é bem de ver, na partitura que possuímos, que constituiu uma oportunidade para aprender.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ventos da República - 1

Lei da separação da Igreja do Estado

Frontaria da igreja de Valongo
Os ventos da República, como durante muito tempo era vulgar tal designação, trouxeram ao país muitas modificações, algumas completamente surpreendentes quanto inesperadas e até de alguma perplexidade, entre elas a muito propalada Lei da Separação da Igreja do Estado. Hoje já nem tanto contestada mas, contrariamente ao impacto inicial, considerada lógica e natural. Tudo vai evoluindo... algumas coisas no bom sentido... outras nem tanto assim. Mas isso, agora, pouco importa.
Pelo espaço cibernauta encontramos alguns resquícios que estão  nos arquivos, e estes à disposição do público para consulta.
Também no que à freguesia diz respeito, lá encontramos as actas que se elaboravam e constituíam um inventário de bens e valores que a lei determinava que se realizassem.  Meticulosamente, era feita a descrição de tudo o que estava no templo, seus arredores, capelas e outros locais de culto. O inventário era realizado com a presença de algumas personalidades dotadas de poderes jurídicos e públicos para o acto. Isto é, com autoridade, mas... havia sempre um mas...
Já aqui fizemos referência a estes factos. E prometemos trazer alguns indícios. Vamos tentar traduzir - o que está a ser um pouco difícil - o que consta nessas actas, correndo o risco de interpretar mal alguma palavra ou palavras que a caligrafia utilizada venha a confundir, involuntariamente, como é natural. Abaixo, deixamos também as digitalizações dessas páginas, que respeitam ao

Arrolamento ou inventário dos bens e valores pertencentes à Egreja da freguesia de Vallongo, concelho de Águeda
Aos dez dias do mês de Agosto de mil novecentos e onze, nesta freguesia de Vallongo, deste concelho e Egreja matriz desta mesma frreguesia, aqui foram presentes os cidadãos - doutor Eugénio Ribeiro, na qualidade de administrador do concelho, João Baptista Ferreira Vidal, Presidente da Junta de Parochia desta freguesia, comigo Joaquim Augusto Almeida e Silva, aspirante de finanças, servindo de secretário de finanças do concelho, no impedimento do respectivo, aqui, em conformidade com o disposto no artigo sessenta e três da  da lei da da separação da Egreja do Estado, de vinte d'Abril do corrente ano, se procedeu ao arrolamento ou inventário dos bens e valores pertencentes à Egreja, a saber:
Uma egreja que se compõe de sachristia, uma capela, e uma casa contígua, cinco altares, baptistério, (cera?, não se percebe bem), púlpito, tudo com dois sinos grandes, relógio na torre, com as imagens de Sam Pedro, Santa Maria Magdalena, Santa Tereza, Senhora do Rosário, Santa Luzia, Santo Afonso, Sam Lázaro, Sam Sebastião, Senhora da Soledade, Menino Jesus, Um oratório; dois crucifixos de madeira; Uma cadeira parochial; seis bancos de pinho; Dois confessionários; Dois crucifixos de madeira; uma cadeira parochial; seis bancos de pinho; dois confessionários; (dá-me a impressão que há coisas repetidas) uma credencial; etc., etc., etc.

domingo, 10 de julho de 2011

Brumas da memória - 7

Lei da separação da Igreja do Estado

Este facto histórico parece que ficou marcado por algumas agrestes dissenções, uma vez que, como foi referido no número 1 desta série de «Brumas da Memória», o Estado «confiscou», se é que é este o termo adequado, alguns bens das paróquias erectamente constituídas na altura da implantação da República.
Há por aqui bastantes trabalhos históricos de qualidade e fidelidade sobre este assunto. Um deles, tenho de citar, porque a ele pertence esta gravura. Clique aqui e veja alguns dados históricos e a quem pertence esta gravura de ironia... (site Almanaque da República).
...........
Prometi aqui trazer - e já as tenho - digitalizações ou outras formas de demonstração da inventariação de tudo aquilo que existia nas igrejas, pertencente a essas paróquias.
Este problema, como se sabe, teve grandes repercussões, principalmente quando da publicação da Lei de 20 de Abril de 1911.
Já estivemos a ler uma parte dessa lei e parece que, para a época, fazia incidir regras bastante rígidas no funcionamento do culto, das obras, dos templos, das receitas e despesas, dos orçamentos, da prestação de contas e outras coisas do género.
Na minha humilde interpretação, se o Estado pretendia criar regras para a separação da Igreja, essa separação era concretizada e nada mais havia a fazer. Tal lei, dá conta de liberdade de associação, de culto e de religião. Aponta e confirma essa liberdade... mas com outrasa regras que delimitassem os «campos» de actuação de um e outra. Sabemos do poder que tinha sido atribuído à Igreja em vários domínios. Mas não era, certamente, a razão principal. Os poderes deveriam ser «separados» e, pronto, acabou...
Isto já foi há muito tempo, está tudo cicatrizado, tudo se esfumou, pelo que o que interessa, agora, é a história.
Deixo por aqui um link, através do qual se pode consultar e matar a curiosidade destas coisas que se passaram há cem anos...


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Eclesialmente

Dialogando

Admito que ninguém leva a mal (embora tenha o direito de discordar, mas sem molestar, porque é assim a liberdade), mas o responsável por este blogue ainda sou eu, se provocar um pequeno desvio e apresente o conteúdo de uma digitalização, cujo conteúdo nos despertou alguma curiosidade. Quer concorde ou não, aqui a deixamos para apreciação. 

Clique na imagem para ampliar

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Recordar é viver

Texto: - Júlia dos Santos Magalhães


De facto é verdade.
É por isso que, rebuscando nos meus papéis à procura de recordações, encontrei um que me transportou a anos já bem longínquos.
Ao ano de 1938, em que pela primeira vez pisei um palco, pela mão do então nosso pároco, padre Manuel Rodrigues Pinheiro Júnior, que Deus tenha em seu eterno descanso. E como eu, outros que eram então crianças. Alguns já não pertencem ao número dos vivos, outros, graças a Deus ainda o são. Alguns encontram-se no nosso país, outros em diversas paragens do Globo. Alguns, que eu sei do seu paradeiro, outros, há muito de que não ouço falar. O papel encontrado, é o programa do «Nosso Teatro» e que aqui vai impresso, para que a recordação chegue a todos os que foram intervenientes e que, concerteza, gostarão de ver os seus nomes e recordarão, como eu, esse tempo tão saudoso.
Pensando que com esta publicação, todos irão ter gratas recordações, não quis privar-vos dessa alegria. E assim, passado mais de meio século, aqui estamos todos a recordar o tempo da nossa meninice.
Quem dera, que nos pudéssemos reunir todos numa confraternização para reviver tempos passados, e já que isso é impossível, queiram aceitar todos, a quem esta missiva chegar, um forte abraço da companheira amiga.

Júlia dos Santos Magalhães
(Brunhido)


In Jornal «Valongo do Vouga» Janeiro de 1989

*****

Foi em 3 de Janeiro de 1938 que as crianças da catequese fizeram a festa, cujo programa era como segue:

I Parte

1 - «Hino Nacional» (apoteose).
2 - «Apresentação», pela menina Maria de Lourdes Matos.
3 - «O Natal», poesia recitada pela menina Maria dos Santos.
4 - «A vida do mar», canção marítima, por um grupo de meninos.
5 - «Oração do aviador», poema recitado pelo menino Norberto da Fonseca Morais.
6 - «O Pinheiro da Serra», poesia recitada pela menina Celene T. Corga.
7 - «Bicharada», canto por um grupo e solo por Norberto Morais.
8 - «Oficina de Nazaré», quadro vivo.

II Parte

9 - «O Fotógrafo em Apuros!», comédia em um acto, pelos meninos Urbano S. Estimado, Norberto Morais, Manuel S. Corga, José F. Carmo, António S. Estima, Armando S. Corga, José M. Estimado, José F. Morais e Homero Magalhães.
10 - «Brincos de Cereja», cançoneta pela menina Júlia dos Santos Magalhães.
11 - «A neve de Natal», poesia (diálogo) pelas meninas Izilda F. Silva e Maria Ester Duarte.
12 - «Pescador», cançao da beira-mar, por um grupo de meninos.
13 - «Desgarrada», canção regional, pelas meninas Izilda Silva, Maria Augusta Silva, Júlia Magalhães, Maria Carmo Martins, Maria dos Santos, Deolinda Lourenço, Maria Augusta B. Morais e Benvida S. Corga.
14 - «O Alho», cançoneta pelo menino Urbano da Silva Estimado.
15 - «Sonho da Pobrezinha», quadro vivo.
16 - «Marcha Final», por um grupo de meninos.
17 - «Algumas palavras», pelo Pároco da freguesia.
18 - «Hino a Cristo-Rei», apoteose.

Nota: - Deixamos esta recordação da D. Júlia, crente que muita gente desconhecia a existência deste documento e do que ele representa em amostragem das características de uma vida já vivida há muitos e muitos anos. Um singelo registo de homenagem à D. Júlia Magalhães.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Coisas e Loisas - 19

O Relógio de Sol

Já explico porque é que me deu em falar de relógios de sol.
Mas antes de falar neste instrumento que mede o nosso tempo, as nossas vidas, fui bisbilhotar (não há nada de mal em dizer, porque quem não sabe, estuda, consulta, pesquisa, investiga, para ficar a saber).
O melhor sítio, sem sair de casa, para pesquisar isto é, como todos sabem, a Wikipédia. E lá encontrei qualquer coisa que vou tentar resumir:
Igreja de Valongo. Uma foto reduzida que está a seguir, veja na faixa de granito do lado direito desta torre, um pouco acima das flores de cor lilaz. Lá está o relógio de sol

Se é um relógio, é porque serve para medir o tempo. Ficou assim convencionado há muitos séculos, talvez. Se tem a palavra sol, é porque o sol influencia, por um determinado processo a contagem desse tempo que vai passando. E isto é determinado em função da posição do sol.
Há vários relógios de sol. Os mais conhecidos designam-se por «relógios de sol de jardim». Eu sei que há outros. Os relógios de sol, têm uma superfície plana que é o «mostrador», como ainda se designa, onde estão marcadas umas linhas em determinadas posições. No meio tem um pino ou outro instrumento parecido com um pequenino (ou maior) poste, de forma a que este, exposto ao sol e preso na base, projecte uma sombra.
.....

terça-feira, 22 de junho de 2010

Nacos de história - O cemitério no adro

Quando, a propósito da capela de Brunhido, que está postada antes, pesquisava o livro nele apontado, dei com uma descrição um tanto curiosa àcerca da igreja paroquial de Valongo e que, na sua parte final, refere esta passagem:
...



«Em volta da igreja, na relva do adro, conservam-se ainda algumas campas sepulcrais com letreiros, pertencendo ao século XIX, de tempo anterior à construção do actual cemitério; dão, todavia, a sugestão de que seriam os campos cemiteriais antigos, a rodearem os templos.»

De referir que conforme se encontra gravado no portão de entrada do cemitério, a data que lá se encontra menciona o ano de 1871. Portanto o cemitério terá tido o seu início de utilização neste ano.

Sobre este assunto, lembro-me ainda de ter verificado o que aqui se descreve editado em 1959. Vi algumas campas, indiciando as mesmas que no adro teria existido o cemitério. E penso que isso além de uma verdade há muito conhecida, foi confirmada aquando das primeiras obras realizadas no Lameirão (actual praça de S. Pedro), no mandato do nosso conterrâneo António Estima, as quais incluiram o escoamento de águas pluviais e, nessas obras, foi necessário fazer o alinhamento, cortando um pouco da área do adro, junto ao portão de ferro à sua entrada.
Essas obras colocaram a descoberto algumas ossadas humanas, que chegaram a constituir e a justificar alguns protestos de algumas pessoas, quando, ao domingo, ali se apresentavam para entrar, tendo deparado com o aparato da visão, para alguns repugnante e de falta de respeito (dizia-se) por tais ossadas. Lembro-me ainda de ver uma pessoa, já falecida, que protestava perante tal facto. Sendo como se diz, confirma-se que o adro foi cemitério e nele estão, cobertas, muitas ossadas humanas.
Mais abaixo, aquele livro faz ainda esta referência:
«Uma antiga via-sacra, dos princípios do século XVIII, partia da igreja e ia terminar num cabeço. Retauraram-na em parte. Conserva-se a cruz ao lado da porta axial da igreja e uma alta, igualmente de grandes braços, junto da zona terminal, além de certas bases.»
Esta descrição refere-se, como se diz, à via-sacra que ia da Igreja até àquele monte que conhecemos com a denominação de Calvário. Porém, as cruzes que ficam descritas, já não existem. Uma delas, junto da porta da igreja acima citada apareceu um dia danificada e foi, era então pároco o Pe. António Ferreira Tavares, reparada. Isto há cerca de 25 anos....

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A libertação sexual não foi tomada a sério pela Igreja



O celibato deve ser discutido, a Igreja não levou a sério a revolução sexual dos anos 60 e nas questões da homossexualidade "há vivências dramáticas" e "discriminações" às quais a Igreja deve atender. Opiniões de Antonio Autiero, referência da teologia moral católica, que diz ser legítimo que, no caso dos abusos sexuais, se exija mais da Igreja.


Por António Marujo.


Nota: - Esta entrevista foi conduzida por António Marujo, natural da nossa freguesia e residente em Lisboa. Seus pais residem actualmente em Aveiro.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Gravar a história

A história das placas


Há umas semanas atrás, fiz aqui um apontamento sobre as placas e a história que as mesmas podem conter e transmitir. Uma dessas placas foi a de Joaquim Soares de Sousa Baptista, que em 1935 foi colocada numa das capelas laterais da Igreja Paroquial. Como diz a placa, ali ficou gravado que a referida capela foi construída a expensas suas.
Dizia também, que para além da lápide sobre o órgão de SMI o Duque de Bragança, há uma outra, muito mais recente que está num local discreto e "meio escondido" logo no lado direito da entrada principal da igreja. Essa placa, que agora fotografamos e aqui trazemos diz o que a mesma transmite e que se pode ler com muita facilidade e clareza.
A mesma marca uma outra data na vida deste templo paroquial e que diz assim:

RESTAURAÇÃO
FEITA COM A AJUDA DE DEUS
COM A COLABORAÇÃO DO POVO
E DOS AMIGOS
1984 - 1989


Esta placa pretende assinalar as obras de conservação e restauro a que o templo da igreja paroquial foi sujeito durante este período de tempo. Era pároco o Pe. António Ferreira Tavares e é dele a autoria da redacção daquelas palavras. Por sinal enquadradas perfeitamente no espírito do que foi realizado. Não vale a pena dizer as coisas de outro modo. Foi assim, e pronto.
Essas obras, resuma-se, tiveram incidência na cobertura, que já permitia a invasão de humidades e água, do restauro dos principais altares, do tecto, da capela-mor, do pavimento e dos bancos, isto para resumir.
Porém, hoje, ao visitá-la, faço a comparação de que as obras de restauro da família Sousa Baptista, em 1935, tiveram uma vida de cerca de 50 anos, após os quais se realizaram estas em 1984. Mas passados cerca de 25 anos, já são visíveis deteriorações graves, ao nível das madeiras e dos dourados que, nalguns locais, se estão a transformar, por efeitos estranhos, ficando, nalgumas zonas, em vez de dourado, estãos os mesmos a adquirir uma acentuada e, para mim, estranha cor preta.
Não somos especialistas, nem estamos aqui para apontar ou resolver coisas de que não percebemos, tanto mais que certamente os actuais responsáveis conhecem. Por isso, não existe intenção, com tais observações molestar as boas acções e boas intenções das pessoas. Nem tão pouco chamar a atenção. As obras de conservação e restauro, no tempo que medeia desde as últimas, é relativamente curto. Porque necessita, a breve trecho, de uma atenção minuciosa para que não se deteriore ainda mais.
Repito: que não sejam levantadas erradas interpretações sobre o que acabo de expôr. Apenas se reproduz o que vimos.

sábado, 8 de maio de 2010

Gravar a história

A história das placas


É verdade e todos sabemos que a história também é gravada nas placas, nas umbreiras de algumas portas, nos tectos, eu sei lá em quantos mais locais poderia acrescentar, nos quais vemos letras, datas, frases que atestam façanhas, feitos, obras, lendas, batalhas, vitórias, derrotas, enfim, um rol de coisas que, muitas vezes, nos passam despercebidas ou ignoradas quando por elas passamos sem lhes ligar.

A placa que atestam as bemfeitorias da igreja, principalmente na citada capela


Isto vem a propósito de tudo o que existe na freguesia, mais antigo ou mais recente, que tem história gravada nas placas, nas paredes, que justifica uma edição especial, intercalada com as restantes séries históricas que temos vindo a publicar.
A placa de hoje, que sugeriu este post e a série de que nos lembramos tentar dar início, para as quais é necessário obter as fotos adequadas, deslocações etc., para ilustrar e comprovar as mais diversas situações, é a que se encontra na igreja paroquial, numa capela, mais conhecida pela capela das almas, e que aqui reproduzimos.
A esta distância de tempo, já muito foi dito àcerca do seu bemfeitor, pelo que mais justificações e adjectivos serão, neste canto, perfeitamente dispensáveis. Falar mais da vida e obra de Joaquim Soares de Souza Baptista, entendemos que, não sendo demais, ele, esteja onde estiver, certamente que na sua modéstia entende que não é preciso mais para evidenciar a sua acção e o seu desprendimento.
Basta esta placa com que fazemos acompanhar estas linhas saídas ao correr do teclado, que se dirá que foi ele o grande impulsionador de muitas obras na freguesia, entre elas as de benfeitoria de obras de certo vulto na igreja paroquial.
E como dizemos no princípio, naquela capela das almas a placa lá está... E já lá vão uns anitos...
Vamos ver outras...


Nota:
Uma pequena curiosidade. Ilustramos este apontamento com as cores da heráldica da freguesia. Estamos à espera de obter o novo estandarte, mas parece que a burocracia emperra a sua aprovação e publicação. Só depois disso é que o podemos utilizar e publicar.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

A história local

O Órgão da Igreja Paroquial

Estou por aqui a seleccionar algumas fotos que permitam a montagem de um slide, afim de apresentar alguns locais da freguesia. Com estas fotos, pretendemos mostrar (e contar) alguma coisa destas nossas terras.Entre elas vai surgir uma que merece um destaque histórico antecipado e particular.


É precisamente esta que antecede a ilustrar este post e que faz parte integrante da igreja paroquial.
Não sei se saberão - a maior parte das pessoas certamente que sabe - que este local serviu de suporte de um órgão que foi concedido por volta do ano de 1834, porque após a sua concessão não sabemos quanto tempo esteve à espera de se poderem ouvir os sons que terá produzido durante muitos anos.
Constava-se até que, da parte de fora da igreja, havia uma instalação de «bombagem» de ar suficiente para fazer funcionar o dito cujo.
E uma curiosidade, que  não é, certamente, para um grande número de pessoas, que periodicamente ali se desloca, ficam mesmo ao lado ou encostadas a uma placa que atesta a sua existência naquele local e que tem gravados os seguintes dizeres::


«Este orgão foi concedido por S.M.I. o Duque de Bragança, por decreto de 11 de Agosto de 1834 a requerim.to do Provedor do Concelho de Vouga João Baptista de Figueiredo Pacheco Telles»

Ainda não há muito tempo, muitas pessoas lembravam-se daquele órgão. Contudo, alguma incúria e outras causas que o tempo descura e os homens não cuidam, dele restam apenas uma placa, confirmativa da sua concessão e existência, e o púlpito, que a fotografia mostra. Seria o coro alto, como se define e onde o grupo de cantores se colocava. Não temos a certeza, mas é provável. Há quem saiba disto.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A Junta de Freguesia na história - 6

As dádivas para a igreja

Continuando a vasculhar as actas antigas da Junta de Freguesia, fomos encontrar um dado curioso relacionado com um Valonguense residente no Porto e que ofereceu para a igreja os objectos a seguir mencionados, cuja acta nos permitimos transcrever em parte, datada de 23 de Junho de 1901, a qual teve a presença de «padre e prior João Antonio Nunes Callado, presidente, José Correia de Bastos, Antonio da Fonseca Vidal e o vogal, tambem secretario, João Baptista Fernandes de Sousa».

«Acta da sessão em 23 de Junho de 1901»
«E aberta a sessão pelo referido presidente, compareceu o Excelentíssimo senhor Manoel d'Almeida Fonseca, natural déste logar de Vallongo e actualmente residente na cidade do Porto, que declarou que, desejando concorrer da melhor vontade para o asseio e explendor do templo em que recebeu o Sacramento do Baptismo, desejava offerecer, como effectivamente offerecia para a referida egreja os seguintes objectos: uma imagem do Coração de Jezus, uma bandeira ou estandarte, respectiva á mesma imagem, vinte jarras para ornamento do altar onde fosse colocada a imagem e um cofre para receber as as esmolas que fossem offertadas pelos devotos da mencionada imagem e pleos irmãos ou Liga de Oração em união com o Coração de Jesus, conforme os Estatutos approvados pelo Sumo Pontifice Leão Treze, esmolas que desejava também que fossem de futuro applicadas a uma festa annual ou não annual do dito Coração de Jezus; e que, como estava annunciada, honrava hoje a referida imagem, no mesmo templo, e a expensas suas, com uma festa.
E a Junta, summamente grata para com o bemfeitor que offerece os mencionados objectos, deliberou aceital-os; e deliberou tambem que a predita imagem fosse collocada no altar das Almas da egreja matriz desta freguezia, e que n'esta acta se lançasse um voto de louvor ao bemfeitor d'este Santuario, que tanto deseja o engrandecimento do culto Divino.
O mesmo bemfeitor declarou mais que offerecia tambem o paramento completo, branco, que já entregara ao Reverendo Prior d'esta freguezia, para servir no culto Divino da egreja. E a Junta deliberou tambem aceitar este mencionado paramento, muito reconhecida, e roga a Deus que lhe conceda muitos annos de vida para continuar a benefeciar esta egreja, tão carecida de protecção das almas bemfazejas. E para constar... etc., etc., etc.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Eclesialmente

Bono, Bíblia e Rei David

“Aos doze anos adorava David: para mim era como uma «pop star», as palavras dos salmos eram poesia e ele era um ídolo”.
O jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, lembrou as afirmações do vocalista dos U2, Bono Vox, que falam do seu fascínio pelo Antigo Testamento, nomeadamente pelo Rei David.
“Antes de se tornar profeta e rei de Israel, David passou por muita coisa. Foi exilado, e acabou por ir viver para uma caverna, onde fez as pazes com Deus. É aí que esta novela se torna interessante: David compõe os seus primeiros blues”, declara Bono.
Para o jornal da Santa Sé, estas palavras poderiam não ser mais do que uma afirmação irreverente; mas para o autor do artigo, Gaetano Vallini, a confissão do cantor pode ser lida como uma “originalíssima declaração de fé”.


Esta notícia tem continuidade no SNPCultura que pode ler aqui
Além disso, tem um vídeo dos U2, que pode ver.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ecumenismo

Semana da Unidade dos Cristãos
Talvez devêssemos ouvir Mozart juntos


Os passos mais consistentes no caminho ecuménico foram sempre sustentados por histórias concretas de amizade. E se há um desafio urgente a acolher, em vista dessa oração que Jesus faz («que todos sejam um» Jo 17, 22), é precisamente esse: o do mútuo conhecimento entre os cristãos, o da relação franca, tecida na gratuidade, na descoberta, no prazer de estarmos juntos, em trocas criativamente cordiais que avizinhem não só a razão.
No significativo património ecuménico que o século XX construiu, destacam-se, como pilares, histórias assim. Recordo aquela vivida por dois nobilíssimos teólogos: Hans Urs von Balthasar, católico, e Karl Barth, da Igreja Reformada. Conheceram-se em Basileia, nos anos 40, e certamente conversaram muito sobre as suas visões teológicas, sobre os grandes mestres da tradição cristã que revisitavam, sobre conceitos, distinções e distâncias. Conheceram-se a esse nível tão a fundo, que Balthasar escreveu uma introdução ao pensamento de Barth, hoje unanimemente considerada na bibliografia crítica daquele autor. Mas talvez esse sintonia não fosse possível, se a uni-los não estivesse também uma arrebatada paixão pela música de Mozart, que escutavam juntos naqueles anos tão carregados de incerteza, vendo (ou melhor, ouvindo) nela um sinal palpável da Redenção.

Pode ler mais aqui com alguns vídeos de boa música
Fonte: P. Jose Tolentino Mendonça
In SNPCultura
Gravura: - Pintura Saverio dalla Rosa

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

IGREJA E ESTADO NOVO

Posição de católicos que se opunham a Salazar
e
Submissão da Igreja ao Estado Novo

Cardeal Cerejeira e Salazar (1º e 3º a contar da esquerda) Inauguração da exposição do Mundo Português
(Lisboa 23.06.1940) Foto: Mário Novais

O Fórum Abel Varzim disponibiliza no seu site diversos documentos relativos à actividade empreendida por católicos na década de 1950/60. Os textos críticam algumas posições de António de Oliveira Salazar, bem como a submissão de parte do clero a determinadas políticas seguidas pelo Estado Novo.

Os arquivos incluem o número 8 do jornal clandestino «Direito à Informação», que começou a ser policopiado em 1963. O boletim pretendia difundir notícias e documentos que, previsivelmente, a Censura eliminaria dos jornais legais.


Fonte: SNPCultura.Esta notícia tem continuação aqui...

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