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domingo, 1 de junho de 2014

Gente destas Terras - 44

Júlia Magalhães

Antes de enveredar por outros temas e caminhos blogueiros, vou, certamente, repetir o que muita gente já viu. Postar aqui o link que nos leva ao vídeo da TVI, sobre a presença de Júlia Magalhães naquela estação de TV num programa que é comummente conhecido por «A TARDE É SUA», sendo sua apresentadora Fátima Lopes.
Para falar sobre a freguesia e uma das suas facetas, que teve uma longa tradição, que foi o teatro, e se o tempo tivesse esticado um pouco mais, seria introduzida outra matéria.
A iniciativa foi o que foi, não dependeu apenas dos presentes, nem dos ausentes, mas do que foi possível arranjar...
Aqui se deixa o referido endereço electrónico http://www.tvi.iol.pt/programa/a-tarde-e-sua/4140/videos/133829/video/14144988/1 que nos leva ao vídeo que ficou para memória futura.
A seguir, este conteúdo será orientado para outras áreas.
Até lá...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A arte de Talma

Na página anterior e em outras circunstâncias, quando se pretende focar a actividade de representar - o teatro - é muito comum dizer-se que esta arte é a arte de Talma.
Mas o que é ou quem foi Talma?
Isto tinha de ter uma origem. Refere-se a uma personalidade de nacionalidade francesa, cujo nome completo era François Joseph Talma (1763-1826), que foi actor trágico. Iniciou a sua vida profissional como dentista, mas em 1787 já representava no teatro francês. Aderiu às ideias da Revolução, e em 1789 ganhou grande prestígio e a protecção de Napoleão Bonaparte. Fundou o Teatro da Nação (actual Comédie Française). Mais tarde teve também a protecção de Luís XVIII. A sua técnica teatral foi revolucionária na arte de representar, que passou a ser mais natural.
Como sabemos, até ainda não há muitas décadas, a arte de representar traduzia-se muito pela entoação de voz um tanto declamada, digo eu.

Brumas da Memória - 14

Os teatros em Valongo do Vouga


Traseiras da Casa do Povo, onde se situava a secretaria antiga,
um grupo de jovens, nos quais eu incluído, que levou a efeito,
durante não sei quantas semanas, uma récita interessante.
O programa está digitalizado. Quando oportuno reaparecerá.
Foi apresentada, pela 1ª vez, em Setembro de 1961
Penso que não constitui qualquer exagero afirmar-se que a actividade de teatro, em Valongo do Vouga, viveu momentos altos em diversas épocas. E havia por cá bons actores que não deixavam os seus créditos por mãos alheias nesta Arte de Talma (ver página acima sobre este tema).
Também chegámos a fazer parte de alguns grupos que a esta salutar actividade cultural se dedicavam. E neste blogue já foram publicados alguns excertos daquilo que era feito com a participação de alguns colegas e amigos das tertúlias que existiram.
Vem à baila este problema dos teatros da freguesia porque há uns tempos atrás, quando nos dedicávamos à pesquisa sobre outros problemas e temas, aparece-nos sempre aquilo que não procuramos. E o que encontramos foi isto:
Em 21 de Abril de 1951 era noticiado que a «União Valonguense» deu duas récitas pela Páscoa, na Casa do Povo, que foram muito aplaudidas. Este grupo e esta designação «União Valonguense» tem a ver com uma forma peculiar que se usava naquele tempo para baptizar as colectividades de recreio e cultura. E tinha sede em Brunhido!
Em 2 de Fevereiro de 1952 havia mais uma notícia dando conta que «andam em ensaios dois grupos amadores de teatro nesta freguesia. Um em Aguieira, com o drama em 3 actos «Escravos e Senhores», outro em Brunhido, na sede da «União Valonguense» com a peça sacra em 4 actos e dois quadros, «Milagres de Santo António». Àvante rapazes, é no teatro das nossas aldeias que a mocidade encontra um alegre passatempo que instrui, civiliza e educa.»
Estas notícias eram da autoria de António Rosa da Silva Magalhães, que, sendo de Brunhido, residia em Fermentões, um grande apaixonado por esta actividade, para a qual deu muito do seu contributo.

*****
Quanto ao grupo de Aguieira, é da minha lembrança e assistência a esse espectáculo no qual participavam algumas pessoas que ainda estão entre nós. Tratava-se de uma história, em que entravam os «senhores» de uma época e aqueles que eram tratados desprezivelmente, em cujas personagens havia algumas a representar pessoas de cor.
Para os anos cinquenta, século XX, era políticamente arrojada a apresentação, mesmo em teatro, uma história que pretendia demonstrar que o racismo não era bem visto, ainda naquele tempo.

*****

No grupo da fotografia, estão alguns dos jovens «actores» desta récita, que foram: Matilde Gomes, Maria de Lurdes Rachinhas, Fernanda Morais, Rosa Morais Gomes, Elisabete Matos, Luísa Matos, Elizabete Meneses, Vítor Corga, Jorge Santos, Fernando Lages, José M. Ferreira, Álvaro Bastos, Jorge M. Gomes, Hernâni Gomes, Albino Ferreira e Fernando Tavares da Silva (conhecido por «Fernando Miúdo»), à frente, careca e com o chapéu na mão, de Brunhido. Havia outros intervenientes, como o Paulino Gomes, já falecido.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Recordar é viver

Texto: - Júlia dos Santos Magalhães


De facto é verdade.
É por isso que, rebuscando nos meus papéis à procura de recordações, encontrei um que me transportou a anos já bem longínquos.
Ao ano de 1938, em que pela primeira vez pisei um palco, pela mão do então nosso pároco, padre Manuel Rodrigues Pinheiro Júnior, que Deus tenha em seu eterno descanso. E como eu, outros que eram então crianças. Alguns já não pertencem ao número dos vivos, outros, graças a Deus ainda o são. Alguns encontram-se no nosso país, outros em diversas paragens do Globo. Alguns, que eu sei do seu paradeiro, outros, há muito de que não ouço falar. O papel encontrado, é o programa do «Nosso Teatro» e que aqui vai impresso, para que a recordação chegue a todos os que foram intervenientes e que, concerteza, gostarão de ver os seus nomes e recordarão, como eu, esse tempo tão saudoso.
Pensando que com esta publicação, todos irão ter gratas recordações, não quis privar-vos dessa alegria. E assim, passado mais de meio século, aqui estamos todos a recordar o tempo da nossa meninice.
Quem dera, que nos pudéssemos reunir todos numa confraternização para reviver tempos passados, e já que isso é impossível, queiram aceitar todos, a quem esta missiva chegar, um forte abraço da companheira amiga.

Júlia dos Santos Magalhães
(Brunhido)


In Jornal «Valongo do Vouga» Janeiro de 1989

*****

Foi em 3 de Janeiro de 1938 que as crianças da catequese fizeram a festa, cujo programa era como segue:

I Parte

1 - «Hino Nacional» (apoteose).
2 - «Apresentação», pela menina Maria de Lourdes Matos.
3 - «O Natal», poesia recitada pela menina Maria dos Santos.
4 - «A vida do mar», canção marítima, por um grupo de meninos.
5 - «Oração do aviador», poema recitado pelo menino Norberto da Fonseca Morais.
6 - «O Pinheiro da Serra», poesia recitada pela menina Celene T. Corga.
7 - «Bicharada», canto por um grupo e solo por Norberto Morais.
8 - «Oficina de Nazaré», quadro vivo.

II Parte

9 - «O Fotógrafo em Apuros!», comédia em um acto, pelos meninos Urbano S. Estimado, Norberto Morais, Manuel S. Corga, José F. Carmo, António S. Estima, Armando S. Corga, José M. Estimado, José F. Morais e Homero Magalhães.
10 - «Brincos de Cereja», cançoneta pela menina Júlia dos Santos Magalhães.
11 - «A neve de Natal», poesia (diálogo) pelas meninas Izilda F. Silva e Maria Ester Duarte.
12 - «Pescador», cançao da beira-mar, por um grupo de meninos.
13 - «Desgarrada», canção regional, pelas meninas Izilda Silva, Maria Augusta Silva, Júlia Magalhães, Maria Carmo Martins, Maria dos Santos, Deolinda Lourenço, Maria Augusta B. Morais e Benvida S. Corga.
14 - «O Alho», cançoneta pelo menino Urbano da Silva Estimado.
15 - «Sonho da Pobrezinha», quadro vivo.
16 - «Marcha Final», por um grupo de meninos.
17 - «Algumas palavras», pelo Pároco da freguesia.
18 - «Hino a Cristo-Rei», apoteose.

Nota: - Deixamos esta recordação da D. Júlia, crente que muita gente desconhecia a existência deste documento e do que ele representa em amostragem das características de uma vida já vivida há muitos e muitos anos. Um singelo registo de homenagem à D. Júlia Magalhães.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Casa do Povo de Valongo do Vouga - 14

Festival de Marionetas
9ª Casa mágica


Na Casa do Povo de Valongo do Vouga e na continuidade do que vem sendo feito de há vários anos a esta parte - este é já o 9º espectáculo do género na freguesia - vai acontecer mais um Festival de Marionetas.
O evento terá lugar nos dias 19, 20 e 21 de Novembro - sexta-feira, sábado e domingo -, desenrolando-se o programa do seguinte modo:
Sexta 19 de Novembro - 14 horas - Teatro de Marionetas "A História de um cão" e às 21h30, Sombras "Árvore Mágica". 
Sábado 20 de Novembro - 21h30 - "Será que as girafas lavam os dentes"
Domingo 21 de Novembro - 17h00 - "A Girafa que comia estrelas"

Reserva de bilhetes: 234 644 414

A organização é da Casa do Povo de Valongo do Vouga, com direcção artística de Beto Hinca e colaboração de Festafife 2010 e o patrocínio de várias entidades oficiais e privadas.
Um bom espectáculo, quer para miúdos, quer para graúdos...
A seguir o prospecto de divulgação que anda por aí a ser distribuído.




quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Casa do Povo de Valongo do Vouga - 9

O Festival de Marionetas

O cartaz já anda por aí há uns dias. Como já se torna cada vez mais tradicional, o festival das Marionetas está na Casa do Povo, na próxima semana, nos dias 20, 21 e 22 do corrente mês de Novembro, com os seguintes horários:
Sexta-feira, 20 de Novembro: 14h30 e 21h30
Sábado, 21 de Novembro: 21h30
Domingo, 22 de Novembro: 16h00; 16h30
Pode reservar bilhetes pelo telefone 234 644 414.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vídeo: A essência do tuga

"Vai-se andando" é uma comédia de José Pedro Gomes com encenação de António Feio. A dupla de "Conversa da Treta" volta a colaborar nesta peça que estreia, hoje às 22h, no Casino Lisboa.


Vídeo e notícia do Expresso, que pode ver aqui

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