Powered By Blogger
Mostrar mensagens com a etiqueta Júlia Magalhães. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Júlia Magalhães. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de junho de 2014

Gente destas Terras - 44

Júlia Magalhães

Antes de enveredar por outros temas e caminhos blogueiros, vou, certamente, repetir o que muita gente já viu. Postar aqui o link que nos leva ao vídeo da TVI, sobre a presença de Júlia Magalhães naquela estação de TV num programa que é comummente conhecido por «A TARDE É SUA», sendo sua apresentadora Fátima Lopes.
Para falar sobre a freguesia e uma das suas facetas, que teve uma longa tradição, que foi o teatro, e se o tempo tivesse esticado um pouco mais, seria introduzida outra matéria.
A iniciativa foi o que foi, não dependeu apenas dos presentes, nem dos ausentes, mas do que foi possível arranjar...
Aqui se deixa o referido endereço electrónico http://www.tvi.iol.pt/programa/a-tarde-e-sua/4140/videos/133829/video/14144988/1 que nos leva ao vídeo que ficou para memória futura.
A seguir, este conteúdo será orientado para outras áreas.
Até lá...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal

O Presépio da Igreja de Valongo do Vouga

A um cantinho da igreja
O presépio era feito
Pelas mãos do sacristão
Com devoção e respeito.

Com alguma antecedência
O musgo se apanhava
Cada um, seu pedacinho
Ao sacristão se levava.

Depois, ele e os ajudantes
Nesse canto o espalhavam
Fazendo montes e vales
Um lindo aspecto lhe davam.

Ao olhar os tons do musgo
Ficava-se com uma ideia
Que se estava a vislumbrar
Um pedaço da Judéia.


Depois, por montes e vales
O serrim lá se espalhava
A fingir que eram estradas
Que ao presépio nos levava.

Aqui e ali dispersas,
Dum modo às vezes bizarro
Eram então colocadas
As figurinhas de barro.

Lá bem no cimo dum monte
Como a dominar a grei
Com imponência e majestade
Ficava o palácio do Rei.

Pastoreando os rebanhos
Montes subindo e descendo
As figuras dos pastores
Iam também aparecendo.

Com cordeirinhos aos ombros
Ou nas flautas tocando
As figuras de mercadores
P'las ruas iam ficando.

E no sítio mais longínquo
É que os Reis-Magos ficavam
Sempre à procura da estrela
Só a seis de Janeiro chegavam.

E lá no alto, pendurada
Estava a estrela-Luz
A indicar o caminho
Até ao Menino Jesus.

S. José e Nossa Senhora
E os animais também
Estavam lá no Presépio
Na lapinha de Belém.

E no dia de Natal
Com o fato domingueiro
Para beijar o "Menino"
Todos queriam ser o primeiro.

Quem dera poder voltar
Outra vez a ser criança
E ver de novo o Presépio
Que ainda guardo na lembrança.


Do livro de poesia de Júlia Magalhães "Ponto Final"
Editado em 2009 pela autora
Gravura digitalizada do mesmo livro, que representa
O Presépio da Igreja de Valongo do Vouga, a que este
poema se refere.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Gente destas terras - XIII

Os livros de
Júlia dos Santos Magalhães



Acabei de receber um mail de um amigo, no qual vinha um anexo com um ficheiro de uma imagem da capa do livro de Júlia Maglhães, a que nos temos referido, livro esse que me faltava na colecção que aqui se tem postado.
É o livro «Contos d'Avó», cuja capa aqui fica digitalizada para conhecimento dos bloguistas que por aqui andam ou venham a visitar este modesto cantinho.
E cuja leitura se recomenda. Não só para os mais pequenos...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Coisas e Loisas - 5

Rio Marnel e seus moinhos
Ex-Libris da freguesia de Valongo do Vouga "do passado"
A propósito do Rio Marnel:
Aspecto recente do Rio Marnel, na Garganta
Em Campelos, das Talhadas,
Tem o Marnel a nascente,
Onde se lava e se mata
A sede a muita gente.

Nascido num valeirinho,
Lá vem ele, encosta abaixo,
Rasgando o ventre da terra
E forma logo um riacho.

Por tantas serras passando,
Por um caminho tão longo,
Por entre arbustos e lapas,
Veio passar por Valongo.

E a nossa freguesia,
Que é um lindo Vergel,
Fica ainda mais bonita
Com a passagem do Marnel.

E o Marnel que é dotado
De uma beleza que encanta,
Tem um belo panorama
Em Brunhido, na garganta.

Mas sem querer demorar,
Cheio de pressa, a correr,
Vai levando as suas águas
E com o Vouga vai ter.

E assim, muito juntinhos,
Vão os dois a namorar,
Saltando de pedra em pedra,
Até morrerem no Mar.


(Do livro "Pedras Soltas", de Júlia Magalhães, página 7).

A seguir a este poema, a autora relata, em prosa, uma série de factos, alguns deles extintos, outros em recuperação, como aqui aludimos, sobre o Trilho das Levadas, em plena utilização desde sábado, dia 26 de Setembro, principalmente aludindo a certas "funções" que o rio desempenhou, destacando-se entre elas «o rosário dos moinhos colocados nas suas margens e que tanto valor tiveram nos tempos de antanho, pois era neles que todos os habitantes da região moíam, ou mandavam moer, o seu milho, centeio ou trigo para o seu pão, que era o principal alimento da família.»
Descreve, depois, com bastante pormenor e rigor todos os moinhos existentes numa e noutra margem, bem como os seus proprietários.
Para visitadores deste blogue e interessados por estas «estórias» seria fastidioso aqui enumerar tudo o que Júlia Magalhães descreve no seu livro. Por isso, nada melhor que consultar a obra «Pedras Soltas» ou até os seus outros livros que neste blogue já tivemos oportunidade de dedicar bastante, mas nunca demasiado espaço, nos quais predomina sempre a sua terra e o Rio Marnel.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...