sexta-feira, 11 de junho de 2010

Gravar a história

A história das placas


Há umas semanas atrás, fiz aqui um apontamento sobre as placas e a história que as mesmas podem conter e transmitir. Uma dessas placas foi a de Joaquim Soares de Sousa Baptista, que em 1935 foi colocada numa das capelas laterais da Igreja Paroquial. Como diz a placa, ali ficou gravado que a referida capela foi construída a expensas suas.
Dizia também, que para além da lápide sobre o órgão de SMI o Duque de Bragança, há uma outra, muito mais recente que está num local discreto e "meio escondido" logo no lado direito da entrada principal da igreja. Essa placa, que agora fotografamos e aqui trazemos diz o que a mesma transmite e que se pode ler com muita facilidade e clareza.
A mesma marca uma outra data na vida deste templo paroquial e que diz assim:

RESTAURAÇÃO
FEITA COM A AJUDA DE DEUS
COM A COLABORAÇÃO DO POVO
E DOS AMIGOS
1984 - 1989


Esta placa pretende assinalar as obras de conservação e restauro a que o templo da igreja paroquial foi sujeito durante este período de tempo. Era pároco o Pe. António Ferreira Tavares e é dele a autoria da redacção daquelas palavras. Por sinal enquadradas perfeitamente no espírito do que foi realizado. Não vale a pena dizer as coisas de outro modo. Foi assim, e pronto.
Essas obras, resuma-se, tiveram incidência na cobertura, que já permitia a invasão de humidades e água, do restauro dos principais altares, do tecto, da capela-mor, do pavimento e dos bancos, isto para resumir.
Porém, hoje, ao visitá-la, faço a comparação de que as obras de restauro da família Sousa Baptista, em 1935, tiveram uma vida de cerca de 50 anos, após os quais se realizaram estas em 1984. Mas passados cerca de 25 anos, já são visíveis deteriorações graves, ao nível das madeiras e dos dourados que, nalguns locais, se estão a transformar, por efeitos estranhos, ficando, nalgumas zonas, em vez de dourado, estãos os mesmos a adquirir uma acentuada e, para mim, estranha cor preta.
Não somos especialistas, nem estamos aqui para apontar ou resolver coisas de que não percebemos, tanto mais que certamente os actuais responsáveis conhecem. Por isso, não existe intenção, com tais observações molestar as boas acções e boas intenções das pessoas. Nem tão pouco chamar a atenção. As obras de conservação e restauro, no tempo que medeia desde as últimas, é relativamente curto. Porque necessita, a breve trecho, de uma atenção minuciosa para que não se deteriore ainda mais.
Repito: que não sejam levantadas erradas interpretações sobre o que acabo de expôr. Apenas se reproduz o que vimos.
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