quinta-feira, 17 de junho de 2010

O apeadeiro de Carvalhal da Portela


O apeadeiro primitivo ficava além do viaduto visível do lado direito da foto

Os apeadeiros de Carvalhal e Aguieira, ficam na freguesia de Valongo do Vouga. Ontem evidenciamos o apeadeiro de Valongo e algumas notas da sua história.
De facto, lembramo-nos também que, dentro dos seus limites, havia ainda aqueles dois. No que a eles diz respeito sabemos pouco, salvo alguns factos que temos memorizado. Não sabemos quando começaram a ser utilizados, nem sabemos quem teve a iniciativa da sua criação, mas sabemos outros pormenores que talvez a maioria das pessoas não tenham conhecimento ou, com o tempo, se esqueceram.
O de Carvalhal da Portela teve o seu local primitivo e, portanto, oficial, num local que ficava antes da actual ponte rodoviária que passa por cima do caminho de ferro, do lado de Macinhata. E aqui se manteve durante longos anos. Até que, a certa altura, e já há poucos anos, dadas as dificuldades de acesso, o mudaram para o lado sul da passagem de nível que agora está encerrada, dividindo o lugar em dois.
Até que, quando foi feita uma viagem comemorativa num comobio, de Sernada para Aveiro, com uma das velhinhas locomotivas a vapor e como havia (e há ainda) alguns ferroviários e porque era, na altura, o único meio de transporte das redondezas, no apeadeiro junto à referida passagem de nível havia muita gente e muita festa. O comboio parou e a festa foi completada com bolos, bebidas e outras ofertas.
Este comboio transportava ilustres personalidades da região, políticos, da área do turismo, etc. e lembro-me de notar que as pessoas, dado tempo decorrido sem refeição, davam mostras de estarem a passar por um momento de grande vontade de comer. Isto notei eu, quando sou abordado da parte de dentro do comobio por pessoa conhecida que me pede um bocado de bolo e um uma bebida (neste caso espumante).
Nesse mesmo comboio também ia pessoal superior da CP. E parece que alguém com essas funções, perante o manifesto entusiasmo da população, ao ver o estado que tinha o apeadeiro, terá afirmado, mesmo ali, que aquele apeadeiro deveria sofrer alterações e possuir outras condições.
E assim aconteceu. Passados uns meses é dado início às obras de construção de um apeadeiro com o mínimo de condições, nomeadamente abrigo, luz eléctrica, bancos e até horários que o tempo desactualizou ou que destruíram. E é esse apeadeiro que agora mostramos na foto que ilustra este post.
A seguir vamos referenciar alguma coisa sobre o de Aguieira.

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