quarta-feira, 16 de junho de 2010

A história local

Mais uma vez aqui fica a imagem da Quinta da Aguieira. Esta foto foi obtida hoje

As Meninas Mascarenhas
O livro - XXII

Avancemos um pouco mais nos resumidos episódios desta longa e apaixonante história.
Após a sua retirada do gabinete do Governador Civil, voltaram a Vila Nova mais confiantes. O administrador, José Maria, mostrava-se menos preocupado e oprimido, mas sempre com a esperança de poder resistir ao temporal em que se tinha envolvido.
A campanha montada pelos Bandeira continuava. A imprensa publicava artigos violentos, que excitavam o espírito do público e a opinião generalizava-se contra o tutor e contra o administrador de Vila Nova. Nesses artigos eram denunciados alegados actos de corrupção, muito ouro espalhado, pelo tutor Joaquim Álvaro, muitos boatos, nos quais se acreditava com facilidade. Foi o caso da semana na cidade do Porto.
Os espiões eram numerosos e cada um procurava meticulosamente o sítio onde Joaquim Álvaro teria escondido as Meninas, a polícia não parava e o Dr. Silva Pinho dizia: «Eu estava sossegadíssimo», porque tinha a certeza que as Meninas não podiam ser encontradas.
Os seus amigos, Velosos da Cruz, em Vila Nova, também andavam descontraídos, nada incomodados com com as investigações policiais e com o trabalho dos espiões. O depositário das Meninas era uma pessoa incorruptível e nada o fazia dobrar na sua integridade e na sua fidelidade. O que lhe dava mais cuidado, era o administrador, que o Dr. Silva Pinho não pretendia que fosse sacrificado à «sanha perseguidora dos fidalgos de Torredeita».
Mas esperava-se, de instante a instante, um incidente novo, qualquer coisa que teria, forçosamente, de perturbar o plano de Joaquim Álvaro. E não demorou muito que surgisse. Novamente o beleguim do governo civil chega apressadamente à hospedaria da Mariana, eram nove horas da manhã,. intimando-os a irem novamente à Casa Pia, como se denominava a casa do governador civil naquele tempo, pormenor que já foi explicado.
Parecia ser evidente que o governador civil mudara de ideias, numa clara cedência à pressão exercida pelos Bandeiras e seus protectores, aqueles tios das Meninas.
A seguir conta-se o que se passou na dita Casa Pia.

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