Powered By Blogger
Mostrar mensagens com a etiqueta República. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta República. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Greve em Águeda

Viva a República!

Foto que circula por aí do antigo edifício dos Paços do Concelho, 
onde se situavam Câmara Municipal, Repartição de Finanças,
Tesouraria da Fazenda Pública, Tribunal e Cadeia, entretanto
demolido. Neste local 'residem'  agora a Caixa Geral de Depósitos
e edifício onde funcionam os CTT
A história diz-nos que na implantação da república, logo após a queda da monarquia, houve muita coisa que as pessoas condenaram, outras que apoiaram, alguns desmandos e muitos factos e acontecimentos, que, raciocinado friamente, não ficou muito longe daquilo que se viveu após a "Revolução dos Cravos", de 1974 (25 de Abril) embora de cariz, fundamentos e justificações diferentes. Poderíamos repetir aqui o aforismo que no início da República existiu, também, um PREC (Processo Revolucionário em Curso).
Vejamos esta notícia local, retirada, a propósito de um outro caso que andamos a pesquisar, do jornal Soberania do Povo de 21 de Agosto de 1920:

Greve em Águeda

«Os operários das fábricas de ferragens dos srs. António Ribeiro de Matos, na Bicha Moura, e João da Silva Neto, d'Assequins, desta freguezia, fizeram greve na segunda e terça-feira, pedindo augmento de salário. Retomaram os trabalhos na quarta-feira de manhã.»

(respeitada a grafia da época)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ventos da República - 1

Lei da separação da Igreja do Estado

Frontaria da igreja de Valongo
Os ventos da República, como durante muito tempo era vulgar tal designação, trouxeram ao país muitas modificações, algumas completamente surpreendentes quanto inesperadas e até de alguma perplexidade, entre elas a muito propalada Lei da Separação da Igreja do Estado. Hoje já nem tanto contestada mas, contrariamente ao impacto inicial, considerada lógica e natural. Tudo vai evoluindo... algumas coisas no bom sentido... outras nem tanto assim. Mas isso, agora, pouco importa.
Pelo espaço cibernauta encontramos alguns resquícios que estão  nos arquivos, e estes à disposição do público para consulta.
Também no que à freguesia diz respeito, lá encontramos as actas que se elaboravam e constituíam um inventário de bens e valores que a lei determinava que se realizassem.  Meticulosamente, era feita a descrição de tudo o que estava no templo, seus arredores, capelas e outros locais de culto. O inventário era realizado com a presença de algumas personalidades dotadas de poderes jurídicos e públicos para o acto. Isto é, com autoridade, mas... havia sempre um mas...
Já aqui fizemos referência a estes factos. E prometemos trazer alguns indícios. Vamos tentar traduzir - o que está a ser um pouco difícil - o que consta nessas actas, correndo o risco de interpretar mal alguma palavra ou palavras que a caligrafia utilizada venha a confundir, involuntariamente, como é natural. Abaixo, deixamos também as digitalizações dessas páginas, que respeitam ao

Arrolamento ou inventário dos bens e valores pertencentes à Egreja da freguesia de Vallongo, concelho de Águeda
Aos dez dias do mês de Agosto de mil novecentos e onze, nesta freguesia de Vallongo, deste concelho e Egreja matriz desta mesma frreguesia, aqui foram presentes os cidadãos - doutor Eugénio Ribeiro, na qualidade de administrador do concelho, João Baptista Ferreira Vidal, Presidente da Junta de Parochia desta freguesia, comigo Joaquim Augusto Almeida e Silva, aspirante de finanças, servindo de secretário de finanças do concelho, no impedimento do respectivo, aqui, em conformidade com o disposto no artigo sessenta e três da  da lei da da separação da Egreja do Estado, de vinte d'Abril do corrente ano, se procedeu ao arrolamento ou inventário dos bens e valores pertencentes à Egreja, a saber:
Uma egreja que se compõe de sachristia, uma capela, e uma casa contígua, cinco altares, baptistério, (cera?, não se percebe bem), púlpito, tudo com dois sinos grandes, relógio na torre, com as imagens de Sam Pedro, Santa Maria Magdalena, Santa Tereza, Senhora do Rosário, Santa Luzia, Santo Afonso, Sam Lázaro, Sam Sebastião, Senhora da Soledade, Menino Jesus, Um oratório; dois crucifixos de madeira; Uma cadeira parochial; seis bancos de pinho; Dois confessionários; Dois crucifixos de madeira; uma cadeira parochial; seis bancos de pinho; dois confessionários; (dá-me a impressão que há coisas repetidas) uma credencial; etc., etc., etc.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comemorações da implantação da República

O discurso do Presidente 

Se o regime monárquico, como disse o seu último chefe de governo, suscitava a indiferença do povo, porque durou tão pouco tempo a Primeira República? Se tinham ideais tão elevados, porque se deixaram os políticos republicanos enredar em conflitos e divisões que acabaram por conduzir o país para uma ditadura?
É pacífica a conclusão de que a República foi um regime atravessado por querelas e lutas que pouco diziam ao comum dos Portugueses. Lutas que eram perfeitamente secundárias face aos problemas que o País tinha de enfrentar: o analfabetismo e a pobreza, o atraso económico, as desigualdades, a dependência do exterior, a entrada na Grande Guerra, o desequilíbrio das contas públicas.
O essencial não é a discussão e a luta dos políticos. Há cem anos, como hoje, o essencial é a vida concreta das pessoas.

Leia o discurso completo aqui

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...