sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Coisas e Loisas - 12

A propósito...




... do que escrevi no post anterior, no qual comecei por dizer que raramente soube o que eram férias, devia ter acrescentado que a minha carreira de trabalho, oficialmente, como consta nos registos da Segurança Social, foi de 47 anos.
Antes de continuar, devo ainda esclarecer que estive a trabalhar durante três anos, de forma ilegal, cujo período não contou para aquela carreira contributiva.
O meu primeiro registo, como consta na Segurança Social, foi a 1 de Março de 1960.
Depois penso que é de enaltecer que das minhas contribuições nunca tive um subsídio por doença, inclusivé não usufruí de uma baixa, e ainda bem, porque todas as minhas ausências ao trabalho, felizmente curtas e ligeiras, «paguei-as» com tempo de férias. Logo, nunca fui ao médico «de família» pedir uma baixa, por realmente estar doente.
A única despesa que, de forma directa, usufruí foi a de abono de família. De resto, nunca provoquei qualquer despesa para além desta que referi.
Sei e conheço muita gente nestas mesmas condições. Felizmente não sou o único.
O que me parece é que a legislação devia premiar estes e outros beneficiários em idênticas circunstâncias. Reconheço que outros a elas tiveram de recorrer por manifesta necessidade. É para isso que serve a Segurança Social e respectivas contribuições: acudir a quem necessita... mas...
... deixem-me acabar este raciocínio e esta confissão. Conheço e conheci muita boa gente que conseguia obter baixas para ir até às termas ou às praias. Não estou a falar de cor, por muito que custe a muita gente sentindo-se molestada com esta verdade. Chegou a ser às descaradas e em grande volume.
Neste caso, como noutros, é a educação cívica que tínhamos... e talvez ainda exista...
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