quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Que fiz eu para merecer isto?

A incompreensível justiça de Deus


Que fiz eu para merecer isto? Tropeçamos a cada passo da nossa vida com esta pergunta que todos e cada um normalmente faz no momento de acontecimentos inesperados e, principalmente, quando tais acontecimentos ressaltam para a via do sentimento doloroso e brutal do nosso ser. Especifico, concretamente, o caso da perda súbita de familiares e/ou até amigos intímos. Fazem-se interrogações que ninguém esclarece. Atitudes de pânico, revolta, raiva, que nada nem ninguém explica para amenizar o inexplicável. Enfim, situações que cada um de nós certamente já passou. As palavras mais populares (chamemos-lhe assim) que se ouvem são as de que Deus é injusto... ou melhor... se Deus existisse, isto não acontecia...
Vamos abreviar. Isto que abordo neste sítio, é muito complicado, dizem. Concordo. E trago à colação esta questão por causa de um livrinho que estou a ler e que tem por título exactamente o título e sub-título deste post. «Que fiz eu para merecer isto? - A incompreensível justiça de Deus», reforço. Tem 15o páginas, lê-se bem, o seu autor é Anselm Grün, edições Paulinas, Junho de 2007 (http://www.paulinas.pt/).
Não vou ocupar agora mais espaço, para não maçar, falando do autor, mas apenas transcrever meia dúzia de linhas, que acho bastante interessantes, além de outras passagens importantes por lá espelhadas. Diz assim o autor, na página 104/105:


«Por cada morte de entes queridos nasce um sentimento de culpa. Porque é que eu não lhe disse o quanto gostava dele? Porque é que falámos tão pouco sobre aquilo que é importante, aquilo que verdadeiramente nos sustenta? Porque é que eu não quis admitir que ele estava gravemente doente? Porque é que não aproveitei a hipótese de me despedir conscientemente dele?
Também aqui é importante apresentar os sentimentos de culpa a Deus e depois largá-los, enterrá-los e não estar constantemente a escavar sobre eles. Devemos agora estabelecer contacto com aquele que morreu, pedir-lhe que nos acompanhe a partir do Céu, que interceda por nós junto de Deus, para que a nossa vida tenha sucesso. E podemos perguntar-lhe: "Que queres tu de mim? Que devo eu fazer? Como devo viver?" Certamente que aquele que morreu não quer que nos dilaceremos com sentimentos de culpa. Quer que nos dediquemos à vida e que, com base na memória dele, tornemos real aquilo que está em nós. A mensagem que ele nos queria transmitir, através da sua vida e morte, pode constituir uma ajuda para isso.»
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