terça-feira, 4 de agosto de 2009

MITOS E CRENDICES

Imagem obtida deste site

AS SUPERSTIÇÕES DO CASAMENTO

Antes de continuar a desfolhar algumas crendices e mitos que se apregoam, sobre o casamento, uma das mais vulgares e até ainda hoje muito falada é:
-SINAL DE MAU AGOIRO O NOIVO VER O VESTIDO DA NOIVA ANTES DO DIA DO CASAMENTO. Destaco esta superstição, porque a acho de uma originalidade fantástica. Mas não tenho conhecimento que alguém tenha explicado porquê. Está a resposta no princípio? «É sinal de mau goiro...»
As restantes superstições que tenho em apontamentos já um tanto antigos (não muito), são as seguintes:

-Se chover no dia do casamento, é sinal de felicidade garantida.
-Duas Marias solteiras e uma casada devem fazer a cama aos noivos, para lhes dar sorte no futuro. E acrescenta o original: «Aí, muitas partidas se pregam! Espalham arroz pela cama, cosem os lençois das maneiras mais esquisitas, cosem a camisa de dormir da noiva (como é lógico, porque o noivo não tem camisa de dormir... então o que é que se usa agora?), torturam a noiva até mais não!»
-Dá azar no casamento se se realizar em ano bissexto.

No original consta uma ternura de redacção que fala da fatia do bolo cortado pela noiva e, de costas, atira-a para trás. A rapariga que a apanhar, diz-se, é a que casa a seguir à noiva.
Vejamos esta parte: «É costume ao meio das refeições os convidados baterem nos pratos, até que os noivos, um pouco envergonhados, se levantarem e darem um beijo». É ainda muito conhecida e, nalguns casos e locais, também muito usada.
Diz ainda a autora, naquilo que estamos a resumir: «Crenças populares que tanto animam a função». Aqui, a palavra função, quer dizer boda de casamento, festa, etc.


AS SUPERSTIÇÕES SOBRE OS MORTOS E A MORTE

Vista parcial do cemitério de Valongo do Vouga

-Quando um caixão com o cadáver desce à sepultura, os acompanhantes atiram com a mão uma pouca de terra, em jeito de última despedida e, diz-se também, para não sonharem com o morto.
-Se for a mulher que fique viúva, esta tem a obrigação de andar de luto durante sete anos seguidos. Durante dois anos, luto pesado, constituído pelo uso de lenço preto na cabeça, atado no queixo, meias pretas, bem como a forma de vestir que deve ser também de cor preta.
-Se o homem for o viúvo, deve usar camisa preta nos primeiros seis meses. Depois, só um "fumo" no braço da camisa ou do casaco, durante um ano.
-Ouvir-se um mocho piar é morte, a curto prazo na família, bem como o canto de galos durante durante a noite.
Um última nota, pessoal. Não é mencionado, naquele trabalho, que antigamente a família dava banho aos mortos, (a terminologia utilizada era "lavá-los") antes de serem vestidos e colocados no caixão. Não cuidei de saber, mas parece-me que actualmente já não se faz.

Nota: O "fumo" acima referido, para quem não saiba, porque ainda há poucos anos era usado, tratava-se de uma faixa de tecido preto que era cosido na manga, com a largura de cerca de 5 a 10 cm. (não havia medida padronizada, segundo creio) ao nível do braço, da camisa ou do casaco.
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