segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Casa do Povo de Valongo do Vouga - 1

A data oficial da fundação



Edifício primitivo da Casa do Povo (1º corpo, até à 2ª janela branca). O 2º corpo, para poente, (com escadas em declive) foi ampliado posteriormente
 
Além deste, vamos dedicar alguns post's à história da fundação da Casa do Povo de Valongo do Vouga. É dispensável repetir as repercussões que teve na vida da população da freguesia nos meados do século passado e de todo o empenho que o seu fundador dedicou a esta obra e aos seus objectivos. Já foi dito muito? Talvez... mas repetir, não será demais, pelo espírito com que Sousa Baptista olhava e sentia a vida de todos os concidadãos.
O que sei, por pesquisas efectuadas, é que há alguns nacos de história (pormenores) que talvez não sejam do conhecimento geral ou que não representem mais-valia para evidenciar os aspectos históricos mais importantes e tenham sido, com base nestes pressupostos, deixados em descanso nas prateleiras.
Porém, a este facto se refere com pormenor o nosso conterrâneo António Simões Estima, que através de várias actas dá uma completa panorâmica histórica da Casa do Povo, nomeadamente com a digitalização de todas as folhas da acta das deliberações da Comissão Organizadora e que aqui apenas deixamos, por amostra, a primeira página.
Esta tem a data de 15 de Fevereiro de 1942. Por aquilo que escreveu e transcreveu aquele conterrâneo, na sua obra «De Ualle Longum a Valongo do Vouga - subsídios monográficos», edição da Casa do Povo em 2003, páginas 223 e seguintes - ficamos com a percepção que o edifício da Casa do Povo já estava construído quando ocorre a primeira reunião da Comissão Organizadora, como refere António Estima. Logo, admitimos que a fundação oficial terá ocorrido naquela data - 15 de Fevereiro de 1942 - e esta Comissão teve a seu cargo a organização e oficialização da Instituição face ao Decreto-Lei 23.051, que regia a criação e funcionamento das Casas do Povo em todas as freguesias rurais.
Esta teoria é confirmada quando se lê na acta (que está feita avulsa, em papel de 25 linhas e só mais tarde transcrita para o livro de actas da Assembleia-Geral) que «aos quinze dias do mês de Fevereiro de mil novecentos e quarenta e dois, pelas catorze horas, na Casa do Povo desta freguesia de Valongo do Vouga, concelho de Águeda e a convite do senhor Joaquim Soares de Sousa Baptista, promotor da criação desta Casa do Povo e ofertante deste importante edifício onde ela há-de funcionar se reuniram os cidadãos...»
Ora, não oferece dúvidas que:

a) - A reunião ocorre já no edifício;
b) - A convite do Sr. Sousa Baptista;
c) - Promotor (principal) da existência, na freguesia, de uma Casa do Povo;
d) - Ofertante do importante edifício onde vai funcionar. Não iria oferecer alguma coisa que não existisse. Quando a reunião se realiza, como bem fica explícito na acta, o edifício já lá estava.
E parece também que não estamos a dizer nada de novo. Isto penso eu...
Mais pormenores daqui a algum tempo...
Até breve...
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