sábado, 6 de fevereiro de 2010

A história local

Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga
- Sítio da Mina -

Da "conquista" ao domínio romano

Guia da estação e do visitante
Retomamos este guia, editado pela Camara Municipal, em Janeiro de 2008, o qual contém uma pormenorizada descrição, histórica e técnica, sobre as escavações levadas a efeito no Cabeço do Vouga, que tem incidido e vai continuar a incidir sobre as construções, as técnicas, os materiais, etc.
Assim, a partir da página 37, retoma-se o que antes ficou explanado sobre soluções construtivas, os indícios, os materiais, nomeadamente o barro, a aplicação da pedra em plataformas consideradas mais resistentes. Então temos:

«Será sobre esta plataforma que será erguido imponente edifício de planta rectangular, com um comprimento de 7,35 metros e uma largura de 4,80 metros, com muros de 0,54 metros de espessura média, com alicerce assente no afloramento da base.
Esta construção destruiu por completo uma outra, anterior, de planta circular, pré-romana, de que se detectou apenas o alicerce em arenito do afloramento.
A função deste edifício apenas se poderá vislumbrar, dada a escassez de vestígios arqueológicos aí assinalados; contudo, está-se em crer que deverá ter servido de base a um edifício de natureza político-militar, tipo castellum, dada a sua posição de destaque e uma certa robustez construtiva, se comparada com as outras construções aí existentes.
Envolvendo este edifício, outros alicerces de construções se documentam, embora este se destaque claramente.
O programa construtivo romano não se ficará porém por aqui, conhecendo novos desenvolvimentos e novaas soluções arquitectónicas nos séculos seguintes.
Entre os meados/finais do séc. III e o séc. IV d.C., serão introduzidas alterações significativas que modificarão por completo a aparência do sítio da Mina e alimentarão a mística e o imaginário das populações vindouras, até aos nossos dias - o castellum marnelis dos documentos notariais, é uma dessas expressões.
Fosse porque a pressão das construções estivesse a desiquilibrar a plataforma augustal ou porque se pretenderia acrescentar/reformular aquela com novas construções, ou ambas as necessidades - um edifício religioso, público, irá ser construído nos meados/finais do séc. III/IV d.C. - a realidade é que a engenharia civil romana introduziu novas soluções arquitectónicas que, em grande medida, chegaram aos nossos dias, apresentando ainda uma visibilidade monumental reveladora da grandiosidade da construção original.»

E chegamos assim à página 39, a qual começa por descrever uma dessas soluções arquitectónicas, as desginações que lhes foram dadas e outros aspectos relacionados com a construção. Iremos apreciar este naco de história em próximo capítulo.
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