terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A história local

Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga
- Sítio da Mina -

Guia da estação e do visitante

Recolhemos, deste guia, editado pela Câmara Municipal de Águeda, em Janeiro de 2008, o que temos vindo a fazer de há uns tempos a esta parte, recomeçando a obter o que se diz a partir da página 35 e seguintes.
No último post ficamos pela descrição das construções ali existentes, situadas por altura do séc. I a.C., sendo «por este tempo que se constrói a grande plataforma murada, à semelhança de um criptopórtico, embora este não seja porticado.» E continua esta descrição na página 35, a dizer o seguinte:

«A sua função destinava-se a conter um aterro, para assim poder ser suprimido o desnível do terreno, nivelando-o pela cota mais elevada, favorecendo deste modo a construção a construção de edifícios - públicos - de maior envergadura e com maior destaque na paisagem, a par de outras construções.
Contudo, anteriormente à edificação desta obra monumental, que remontará a época augustal, outras construções subjacentes, também elas de fábrica romana, aí tinham sido erguidas, como ficou documentado quando se estudou a abóbada de eixo vertical 2 (imagem ao lado).
Sobre parte do muro este-oeste desta construção de planta rectangular, orientadfa de nordeste-oeste, foi erguido o troço da amurada da plataforma, voltado a oeste, o que levou ao desmantelamento de parte do muro.
Esta obra de engenharia civil romana apresenta uma planta rectangular, conforme foi definida pelo levantamento preliminar de 1941, de Rocha Madahil e Sousa Baptista, distribuindo-se por uma área da ordem dos 1.600 metros quadrados.
Construída em pedra aparelhada, obtida no local e/ou em áreas adjacentes, o arenito revela-se uma construção de aparelho tipícamente romano, o opus vittatum, se bem que aqui os construtores tenham introduzido uma alteração significativa, ao nível da matéria-prima componente:
- o ladrilho de barro que, usualmente, marca naquele aparelho a separação entre as fiadas de pedra - regularmente cinco - aqui foi substituído por pedra, também em arenito mas, de espessura menor e colocada de dorso, de maneira a criar o mesmo efeito que os lateres, no aparelho original.
A solução encontrada não é tão "decorativa" como na versão original, mas é bem indiciadora de que os construtores não a desconheciam; talvez que a escassez de matéria-prima - o barro - tenha levado à escolha desta solução, ou mais simplesmente que, dado o desnível do terreno, a aplicação exclusiva de pedra tornasse a plataforma mais resistente, em seu entender.»


(Continua)
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