A mulher mais velha do mundo que morava nos Estados Unidos, faleceu conforme notícia que pode ler aqui...
A mulher mais velha do mundo que morava nos Estados Unidos, faleceu conforme notícia que pode ler aqui...
O Ti Chico (Francisco) e a Mónica

Esta é uma parte da comunicação feita na conferência de imprensa, sobre Gabinetes de Imprensa na Igreja, que está a decorrer em Fátima, na qual participou o padre jesuita Frederico Lombardi e cuja notícia pode ver na íntegra aqui.
Então, até lá...




Entrada principal do cemitério de Valongo

A rotunda no Covão
Artigo 1.º - O território desta freguesia de Valongo do Vouga, limita com as freguesias de Águeda, Trofa, Lamas, Macinhata e Préstimo.
§ 1.º - A demarcação com as freguesias de Águeda, Trofa e Lamas é feita por uma linha divisória conhecida e mutúamente por todos respeitada.
§ 2.º - A divisão com as de Macinhata e Talhadas é formada por uma linha que liga marcos de granito, colocados em pontos de referência, por onde passa a referida linha.
§ 3.º A quando da divisão com a das Talhadas ficou assente, por acordo de ambas as partes contratantes, como consta do respectivo auto por todos assinado, que ficasse considerada de logradouro comum das duas freguesias, uma faixa de terreno de cerca de 80 metros de extensão para cada lado da Corga do Pereiro, para bebedouro e apascentação dos respectivos gados. Da margem esquerda essa faixa é formada pela largura que vai da linha dos marcos à Corga. Da margem direita é a mesma. Dentro desta zona ou área são iguais os direitos dos povos de Valongo e Talhadas, quanto a logradouro de gados.
§ 4.º - A divisão com a freguesia do Préstimo é determinada por uma linha que tem os seguintes pontos de referência: - Pelo sul o Rio Marnel, desde o extremo da freguesia, a Oriente, até alturas do moinho do Cabo; daqui atravessa o rio para o sul e segue pelo Cabeço do Mouco; aforado de Ernesto Gomes da Silva, na Fonte da Feira, pelo Nascente; estrada; pinhal de Manuel Lisboa; Cabeço da Trofa; Cabeço do Vale das Perdizes, junto ao terreno de cultura de Júlio Domingues; Cabeço do Junqueiro, atravessando terrenos de cultura de herdeiros do Arcanjo; Vale das Taxas; Cabeço do Vale das Taxas; Cabeça da Igreja, por Nascente; Almas da Maçoida e, finalmente, Troviscal, onde existe um marco de pedra vermelha. (1)
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Sei que o que vou escrever não é a história completa dos baldios da freguesia. Mas há um dado histórico que certamente já se vai esfumando na memória dos tempos e não convinha nada que isso acontecesse.
Tenho em meu poder, em fotocópia, o livro do Código de Posturas da Junta de Freguesia de Valongo do Vouga, editado em 1947 e cuja leitura nos deixa fascinados pela matéria que contém, pelos factos e pelas coisas que determina e regulamenta, hoje completamente impensáveis e, até, inadmissíveis, para outro tipo de gente, situações e modo de vida.
Vamos apontar as que consideramos mais relevantes, mais curiosas e interessantes. Hoje vamos contar a história dos baldios da freguesia, que já não existem com aquele ou outro nome, a qual está descrita em anotação àquele Código de Posturas.
No capítulo II – Património Paroquial, artigo 2º, diz: «Todos os terrenos ditos baldios e de logradouro comum existentes nesta freguesia são bens próprios da Junta – porque os comprou – e constituem Património Paroquial.» (2)
Frontaria da sede da Junta de Freguesia de Valongo
(2) Esta anotação tem a seguinte explicação em rodapé.(Termina assim o roda-pé inserido no Código de Posturas da Junta de Freguesia de Valongo)
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Já vai longa esta exposição. Mais histórias havia a contar, posteriormente à compra e venda dos baldios. Mas falta, pelo menos, dizer uma coisa: não se falou, neste texto, quem foi o autor desta proeza (porque, para aquele tempo, a solução é isto mesmo). Tratou-se do professor João Baptista Fernandes Vidal, que era o presidente da Junta. Era secretário, Joaquim Correia e Tesoureiro, António Coutinho Vasconcelos.
Continuamos com mais curiosidades do Código de Posturas, antes de passar à série de “Gente destas terras”…



À maioria, terá a freguesia feito o seu agradecimento, pelo que dos seus feitos ou exemplos ficaram e ficarão para sempre inesquecíveis.
Porém, a memória do Inspector GOMES DOS SANTOS, embora não apagada, terá, talvez, ficado um pouco despercebida.
Pensamos que é possível, a todo o tempo, redimir este facto, fazendo com que o nome do Inspector Gomes dos Santos possa ficar perpetuado, passando a ser o Patrono da Escola C+S de Valongo do Vouga.
Na semana em que a SOBERANIA é de VALONGO, é na certeza que estamos a transmitir a opinião e o sentimento de muitos, aqui deixamos a ideia que germinava há muito, sobre a qual não há qualquer outra intenção ou antecipação, embora, em verdade, ela já possa ter sido aflorada em conversa tertuliana.
As obras ficam… e os homens depressa passam, como referiu o Inspector Gomes dos Santos, na dedicatória que transcrevemos em separado.
Que as entidades competentes encontrem, com jeito e arte, outros argumentos mais convincentes que estes e possam perpetuar o nome de um valonguense na Escola que tanto custou, a alguns, implantar e está a funcionar na freguesia.»
«Nota: - O filho mais novo dos Inspector Gomes dos Santos, Dr. Arménio, está actualmente integrado no Corpo Docente desta Escola.»
Terminava, desta forma, a minha colaboração na «Soberania de Valongo do Vouga» de 23 de Junho de 1995. Naquele ano, a escola ainda se designava assim.


Esta era a residência de Zulmira Marques, na Veiga
É uma modinha de filas, recolhida no lugar da Veiga, transmitida pela Sr.ª Zulmira Marques, esposa do Sr. Ângelo de Almeida Carvalhoso, ela padeira famosa, já falecida há vários anos.
Para não prolongar em demasia esta história sobre modas folclóricas e outras tradições, a Sr.ª Zulmira foi a mãe de Joaquim de Almeida Marques e de Maria de Almeida Marques. O primeiro residente em Arrancada e casado com a Sr.ª D. Rosa de Almeida Melo. A segunda é viúva do Sr. Sebastião Gomes de Oliveira. Poderíamos aumentar ainda mais a árvore genealógica, mas ficamos por aqui.
Embora não tenha a certeza, penso que foi recolhida por pessoas ligadas ao Cancioneiro de Águeda, nomeadamente o Arqt.º Rui Aguiar, recentemente falecido.
Esta modinha também fazia parte do reportório do Grupo de Folclore Infantil da Casa do Povo e tinha na voz da Dr.ª Isilda Maria Duarte Pereira, a leccionar numa Escola Secundária do Algarve, uma excelente e inigualável intérprete. A letra é como segue:
Quero bem à minha sogra
Que me criou meu marido,
Ai, ai, ai, que me criou meu marido (coro)
Quero bem ao Deus do céu
Que mo tinha prometido
Ai, ai, ai, que mo tinha prometido (coro)
O meu amor eras tu,
Se te não foras gabar,
Ai, ai, ai, se te não foras gabar (coro)
Pela boca morre o peixe
Quem te manda a ti falar
Ai, ai, ai, quem te manda a ti falar. (coro)
O meu amor de brioso
Não me come quase nada
Ai, ai, ai, não me come quase nada (coro)
Come só dezoito broas
E um alguidar de salada
Ai, ai, ai, e um alguidar de salada. (coro)
Aqui d’el-rei quem me acode,
A quem não sabe nadar.
Ai, ai, ai, a quem não sabe nadar (coro)
Às meninas dos meus olhos,
Que se afogam com chorar
Ai, ai, ai, que se afogam com chorar. (coro)
Quero bem à minha sogra
Porque é mãe do meu amor.
Ai, ai, ai, porque é mãe do meu amor. (coro)
Que me deu do seu jardim
A mais bonita flor.
(Ai, ai, ai, a mais bonita flor. (coro)