sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Eclesialmente
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
A história local
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
A nossa história
Na sua grande reforma entre os séculos XVII e XVIII, a igreja ficou com corpo e capela, dois arcos nos flancos, quase juntos ao arco cruzeiro, destinados, como ainda se pode constatar, a altares, uma porta principal e, conforme já referimos, duas portas laterais e frestas altas e rectangulares, conforme explica o Inventário Artístico de Portugal – Distrito de Aveiro – Zona Sul – Academia Nacional de Belas Artes, Lisboa 1959.
De salientar que o arco da direita foi construído na segunda metade do século XVIII, formando capela. O outro arco do lado contrário, só o foi após aquela data, mais recentemente. O tecto da referida capela, da direita, que terá sido construída na segunda metade do século XVIII carece de restauro urgente, sob pena de se perderem e destruírem as pinturas originais, feitas em quartelas, decorados de rótulos policromos e dourados, em estilo concheado, que encerram motivos da Paixão, à excepção de um em que se vê um cálice, anjos adoradores e letreiro eucarístico.
Entre os anos de 1930 – 1935, teve esta igreja uma grande reforma, toda ela subvencionada pela família Sousa Baptista.
Há várias esculturas, a que os especialistas não dão grande relevo, quer artístico, quer histórico, sendo algumas do século XVII, “de pequeno interesse” (sic). De salientar, entre estas, os dois anjos ceroferários independentes, setecentistas, graciosos, mas correntes. O púlpito tem uma singela bacia de pedra e guardas de madeira, em forma de balaústres espiralados. De salientar, o que não consta nos alfarrábios, seria o órgão de tubos, que acabou por desaparecer, desmontado em peças e em bocados. Do mesmo consta o local, com varandim em forma de púlpito e uma placa gravada na parede, assinalando a sua existência ali.
Também no arco cruzeiro, os dois anjos estão em atitude de fazer qualquer coisa dada a posição dos braços. Lembramo-nos que os mesmos tinham longas trombetas nas mãos, as quais também acabaram por desaparecer. E este facto também não aparece citado naquele ou em outro “Inventário” conhecido.
Transcrevendo daquela obra acima citada, diremos: «De categoria é a pia baptismal. Trabalho feito em calcário, do princípio do século XVI, época manuelina; posto que não venha das principais oficinas mas da simples artificiania, é obra pouco comum. Dotada de pé curto e secção quadrada, segue traçado octogonal, produzindo um corpo de rectângulos e um de trapézios em ligação com o pé; quatro desses rectângulos são decorados de um busto de criança desnudada, cercada de haste vegetal, os dois restantes só de folhagens; os trapézios do segundo sector são cheios de temas florais diversamente compostos; em cada ângulo do pé há um rosto humano e nas faces folhagens cruzadas.»
E mais abaixo, diz-se: «A custódia de prata dourada é espécie de certa categoria. Pertence ao século XVII e ao tipo de templete. Este é formado de um par de colunas jónicas, postas a cada lado, suportando o cupulim, que Cristo ressuscitado remata; em lugar de pináculos há quatro anjinhos com os símbolos da Paixão; o receptáculo não tem radiação solar mas ornatos curvilíneos; a sub-copa, o pé e a base seguem os tipos correntes, havendo tintinábulos quadrados.»
De referir, por ser ainda de recordação visivelmente recente, que no adro foi o cemitério, sendo retiradas, ainda não há muito, algumas cercas férreas que limitavam a existência de sepulturas. Algumas delas em pedra, tendo sido recuperadas, em obras recentes, algumas delas, que lá estão dispostas em local apropriado para não serem danificadas.
Termina aquele Inventário Artístico referindo que havia uma via-sacra, dos princípios do século XVIII, partia da igreja e ia terminar num cabeço. Este Inventário Artístico dizia, em 1959, que esta via-sacra tinha sido restaurada em parte. E conserva-se uma das cruzes (já restaurada, como outras), ao lado da porta axial da igreja. Havia uma cruz alta, igualmente de grandes braços, junto da zona terminal, que seria no local hoje conhecido por Calvário, além das intermédias, em cada estação da via-sacra.
Este templo sofreu profundas obras de manutenção e conservação, que se prolongaram por cinco anos, sendo responsável o pároco de então, Rev. Padre António Ferreira Tavares. Estas obras foram iniciadas com os trabalhos de cantaria em granito, por pedreiros especializados, em finais de Janeiro de 1984.
Foram substituídos diversos elementos por se encontrarem muito danificados, desde o telhado, até ao douramento da talha dos altares e colunas interiores, feito por pessoal especializado neste tipo de trabalho, em que o sopro era fundamental.
A sagração do novo altar, todo numa peça de granito, foi realizada pelo então bispo titular da diocese, D. António Baltazar Marcelino, numa Eucaristia que teve lugar no dia 12 de Fevereiro de 1989, celebração esta que culminava com a visita pastoral que nessa semana tinha feito à freguesia.
Entre outros elementos, era de destacar os bancos novos com condições adequadas a que as pessoas se sentissem comodamente instaladas. Os anteriores, já muito velhos, destoavam bastante e foi motivo de reparo, pelo menos uma vez, por parte de D. António Marcelino. A propósito, lembro-me perfeitamente de, naquele dia, no fim da celebração, o Bispo de Aveiro, dirigindo-se a todos os Valonguenses presentes, ter dito, mais ou menos, isto: “Agora, sim, graças ao trabalho de todos, tendes aqui uma belíssima igreja”, referindo-se até ao caso dos bancos.
Pode não estar correcto este pormenor, mas, para o caso, pouco importa. O que importa é o facto em si, com mais ou menos uma ou outra palavra.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Igreja Angolana

D. Emílio Sumbelelo, Bispo de Uíje, lembrou as “imensas e múltiplas convulsões populacionais, relacionadas com a guerra”, nos últimos 30 anos, destacando os conflitos inter-étnicos gerados pelas “condições de mal-estar económico e grande desigualdade social”.
Quanto a D. José Nambi, Bispo de Kwito-Bié, o prelado admitiu que “a cultura democrática vai dando passos, embora timidamente”.
“Há políticos desejosos de uma verdadeira mudança da situação, mas outros resistem, são insensíveis e procuram apenas os próprios interesses”, acusou.
O Bispo de Kwito-Bié falou do “analfabetismo no meio rural” e da pouca “educação cívica dos cidadãos”.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A Palavra do Bispo
D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, destaca mudanças culturais complexas e transformações sociais profundas e considerou que “a vida consagrada e o ministério sacerdotal se vivem hoje em condições particularmente difíceis”, destacando os “contextos de mudanças culturais complexas e de transformações sociais profundas”.
(Foto em 'cartas_ao_portador.blogspot.com')
Notícia da agência Ecclesia que pode ler aqui.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Marcos históricos


terça-feira, 15 de setembro de 2009
Coisas da Guiné - 10
Vaticano atento à situação no país lusófono
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Gabinetes de Imprensa na Igreja

Por conseguinte, devemos sempre preocupar-nos para que os conteúdos que nós comunicamos e o modo como os comunicamos sejam coerentes com este Evangelho, que estejam permeados pelo amor a Deus e às pessoas, pela procura do seu verdadeiro bem. Devemos estar absolutamente convictos de que somos servidores do bem dos nossos irmãos e irmãs e que, se por vezes defendemos posições que parecem ir contra corrente, fazemos isso apenas para o verdadeiro bem e a verdadeira felicidade das pessoas às quais a Igreja se dirige. Devemos também compreender que o modo de comunicar, a linguagem respeitosa e verdadeira, têm que reflectir o amor de Deus pelo mundo.
Esta é uma parte da comunicação feita na conferência de imprensa, sobre Gabinetes de Imprensa na Igreja, que está a decorrer em Fátima, na qual participou o padre jesuita Frederico Lombardi e cuja notícia pode ver na íntegra aqui.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Usos e Costumes



Trata-se de um pequeno folheto onde estão inseridas algumas explicações, e orações, segundo as respectivas estações, já com quase 60 anos de idade! É que tais folhetos foram impressos, como consta nos mesmos, em Janeiro de 1950.
Foi, ainda, o seu conteúdo, utilizado durante alguns anos pelo Sr. Padre António Ferreira Tavares, anterior pároco da freguesia, que depois, segundo cremos, mandou fazer outros com as mesmas características.
O que se pretende com este post é apenas fazer história. Não é fazê-la repetir, pois como diz o povo a história não se repete, (há quem não concorde) porque tudo na vida deve evoluir (o ideal seria que tudo evoluísse no bom sentido).
E fazer história seria recordar não só as vias-sacras de Arrancada e Valongo, mas, principalmente, uma via-sacra, que marcou a minha infância. Passava-se na Veiga, quando de manhã muito cedo, antes de todos começarem o trabalho, ao nascer do sol, era eu sacudido da enxerga e acordado pela monocórdica mas interessante música cantada por grande grupo de pessoas, Veiga abaixo, até ao terreno do Calvário, no início daquele lugar, ali a meia dúzia de metros do entroncamento da estrada Aguieira - Arrancada, a seguir ao cruzeiro do primeiro lugar. É que com familiares que já não são vivos, morei na Veiga durante algum tempo. Naquele terreno, que não estava como hoje está, havia uma série de cruzes e à volta de cada uma, com as respectivas estações, se terminava a via-sacra. Este terreno é propriedade da Junta de Freguesia, cuja área está reduzida a uma ínfima meia dúzia de metros quadrados, quando era, para nós, crianças, um grande campo de futebol, onde se jogava até à hora de ir para a escola.
E nessa via-sacra, destacava-se e bem a condução da mesma pela voz do Sr. Manuel Marques de Almeida, residente na Veiga, como todos sabem.
Neste folheto, já todo rasgado pelo tempo, são ainda visíveis alguns apontamentos feitos pelo referido prelado, que serviam de orientação para levar a bom termo esta cerimónia penitencial na quaresma.
Para recordar, aqui ficam as digitalizações das quatro páginas, tantas quantas constituíam o referido folheto, em tamanho A5, dobrado ao meio. E, como consta no folheto, estava no rol das “Tradições de Valongo do Vouga”, além de outras, que foram muito importantes e de grande impacto, na época quaresmal, nesta freguesia, cuja semana anterior à Páscoa, era chamada a semana das Endoenças, que quer significar, em termos simples e resumidos, “solenidades religiosas na quinta-feira santa” ou, de outra forma, "Celebração eclesiástica da Paixão de Cristo, na quinta-feira santa". Penso que essa tradição extinta era mais que uma "Celebração Eclesiástica" apenas reduzida à quinta-feira da semana santa.
E neste folheto consta uma nota que tem uma ligação importante ao 'Cantar as Almas Santas', como em post anterior já referi. É só verificar, no folheto e no post…
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Os católicos sem párocos

A necessidade surgiu do facto dos sacerdotes serem cada vez menos, cada vez mais velhos e doentes, o que torna estas situações cada vez mais comuns.

