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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Coisas da caça

Manuel Ferreira Rachinhas
O melhor caçador do concelho de Águeda


Não estamos a fazer paródia com este título. Era mesmo assim Manuel Ferreira Rachinhas, que residiu em Aguieira, como por aqui temos dito por várias vezes (Ver post de 13/9/2010, 27/1/2011 e 10/8/2012, por exemplo).
As fotos aqui inseridas já fizeram parte dos escritos naquelas datas mencionadas. E parece-nos ser de interesse chamar à colação a notícia que a digitalização ao lado confirma.
Repare-se que tal notícia foi publicada no número de 1 de Junho de 1929 do jornal Soberania do Povo. Por isso, mais palavras para quê? É um artista português e usa pasta medicinal.......  (toda a gente conhece o famoso sketch publicitário).
As figuras constantes da fotografia são sobejamente conhecidas - pelo menos para alguns. Estão identificadas num dos textos acima referidos. Manuel Rachinhas é o que se encontra vestido com uma espécie de fato-macaco militar, cinzento claro, de pé, o segundo a contar da esquerda. O fato era militar, porque teria chegado da tropa e nem o despiu. Foi assim mesmo para a prática do seu desporto favorito: a caça.
Mais uma vez chamamos a atenção para a redacção da notícia, porque, ao que parece, quem padecia e sofria os prejuízos das raposas era o Sr. Aires da Carvalhosa. Lembramos de ter visto, no seu quintal, uma raposa viva em cativeiro. Mas não era aquela que a notícia destaca... disso  estamos certos!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Coisas e Loisas - 9

Ainda o Amigo José Correia da Silva

Na «notícia» brincalhona com este amigo e grande companheiro de trabalho, que apresentamos no post anterior, havia ainda na montagem informática, que foi da autoria de João Azevedo (seja justo referi-lo, por não ter sido feito antes) uma adenda à notícia que tinha o seguinte início:


CASA INGLESA
Métodos revolucionários
Inglês Gestual
Prof. José Correia

«A Casa Inglesa tem-se pautado sempre, por ser vanguardista, nos métodos pedagógicos que utiliza.
Aproveitando a disponibilidade manifestada pelo Prof. José Correia em comprovar, no terreno, o seu método revolucionário de comunicação "O Inglês Gestual", está em condições de informar que o mesmo ultrapassa todas as expectativas.
O Prof. José Correia, que domina perfeitamente o inglês falado e escrito (lembramos que o compêndio do 12º ano de praia é da sua cu-autoria) conseguiu juntamente com um grupo de jovens, destacado pela escola para a orientarem, fazer uma vida perfeitamente normal, durante uma semana em Londres, utilizando apenas um vocabulário de 25 palavras (please, thank you, manager, drink, hot, comet top, micro computer, yes, olá, DÃO, muito, mais, abort, yellow, etc...) e, fundamentalmente, o Inglês Gestual, com o qual vai revolucionar o entendimento entre os povos.
O pequeno incidente com um polícia de Londres, que não conseguiu entendê-lo e foi pondo várias hipóteses (interná-lo em algum manicómio "mad house"? Levá-lo para o Palácio Real? Devolvê-lo com encomenda postal à origem?) acabou na esquadra, com um espectáculo "Mad Correia" memorável, graças às "anedotas gestuais" com as quais conquistou a assistência.
Agora as hipóteses de um novo esperanto com a adição desta nova linguagem, são aguardadas com interesse, pela comunidade científica mundial.
As bolsas de câmbio (com os japoneses à cabeça), mostram já o seu interesse nesta nova linguagem.»

******

É caso p'ra continuar a dizer; como este não vai existir tempo igual... (onde é que já ouvi isto?)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Coisas e Loisas - 8

Ao Amigo José Correia da Silva
...........
A digitalização da montagem feita sobre o andebol do José Correia em Inglaterra

O José Correia da Silva, que foi um colega de «carteira profissional», que é também um Amigo e reside em Recardães, foi e é uma pessoa ligada às actividades locais e algumas da sede de concelho, fez/faz parte de algumas Instituições, e, principalmente, esteve ligado à actividade desportiva do GICA, na área do andebol. Um dia, mais concretamente em 1994 - recordou-me ele - foi a Inglaterra com um dos seus filhos.
Nós, com o espírito de camaradagem e brincadeira existente, actualmente um pouco menos vulgar que há uns tantos anos atrás, quando ele estava ausente em Londres, pegamos numa página da Soberania do Povo e informáticamente foi feita uma montagem inserindo o que seria um artigo sobre o José Correia da Silva, a sua viagem a Londres e a sua actividade de técnico de andebol e mais umas 'coisitas'. Passados mais de 15 anos, é uma delícia ler a prosa que alguém com espírito e jeito para estas coisas nos deixou. Dizia assim o que está digitalizado, que se transcreve na íntegra.

DESPORTISTA AGUEDENSE NA ALTA RODA DO ANDEBOLO Prof. José Correia representou condignamente o andebol português, na orientação da equipa inglesa, que vai estar presente no Campeonato Europeu da modalidade e recebeu novo convite

O aforismo popular «Santos da casa não fazem milagres», aplica-se mais uma vez, com toda a propriedade, ao prestigiado Prof. José Correia, técnico de andebol, que correspondeu totalmente às expectativas criadas pelo convite que a Federação Inglesa da modalidade lhe dirigiu, para orientar a preparação da sua equipa de honra, durante o estágio que decorreu no período de 4 a 8 de Abril [de 1994].
Efectivamente não constituiu surpresa, a não ser para os mais distraídos, o convite que a Federação Inglesa de Andebol, dirigiu ao Prof. José Correia, um dos mais prestigiados técnicos da modalidade.
Sabedores das muitas solicitações a que não tem podido corresponder, congratulamo-nos por ver uma das mais importantes Federações Mundiais, solicitar a colaboração deste nosso conterrâneo que, à educação física em geral, tem dedicado a sua carreira universitária.
O Prof. José Correia desenvolveu um trabalho de muito mérito, tendo recebido os maiores elogios dos jogadores, técnicos e críticos que se movimentam nesta modalidade de características tão específicas.
A Federação Inglesa, face ao interesse demonstrado pelo seu departamento técnico, solicitou ao Prof. José Correia que orientasse um curso de reciclagem aos treinadores ingleses, convite que o nosso conterrâneo não pode aceitar de imediato, sem estabelecer os contactos que considera indispensáveis, para conseguir os resultados pedagógicos a que já nos habituou.
A propósito transcrevemos uma passagem da entrevista que concedeu ao jornalista John Alvarázio da BBC.
- Pode rvelar-nos as reservas que o levaram a não confirmar o convite que a Federação Inglesa lhe fez?
- Como compreende, a minha esposa é liberal, mas tenho que ter a certeza que não contraria esta minha ausência por mais 15 dias, que é o período mínimo para que possa desenvolver um trabalho válido. Eu é que sei o fado que tive de cantar, para conseguir esta escapadela...
Por outro lado, tenho que reunir uma equipa técnica que me acompanhe e esteja habituada à minha linguagem e aos meus métodos. Considero que só a colaboração do Prof. José da Costa, na ginástica aplicada, do Dr. Jaime Domingues na didáctica do treino e do Dr. Júlio Pinto, na motricidade humana aplicada ao andebol, poderei corresponder ao convite que muito me honra.
O nosso amigo José Correia, por afazeres profissionais tem desenvolvido a sua actividade no Instituto Politécnico de Águeda, vai agora defrontar-se com um novo desafio: a marcação cerrada que os principais clubes nacionais lhe vão mover, no sentido de conseguirem a sua colaboração para a próxima época.
Contactada a sua esposa, D. Celeste Correia, confidenciou-nos aguardar ansiosamente o regresso de seu marido, não só para «matar saudades» ginasticais, mas ainda para confirmar a veracidade da notícia que dava o Recreio de Águeda, como interessado na colaboração deste nosso amigo, na secção de massagens da sua nóvel equipa feminina de xadrez.
Entretanto, estamos em condições de desmentir, que no baile que se seguiu à homenagem que lhe foi prestada, o Prof. José Correia tenha bebido uns copos de "Silgueiros" (todos sabem que o nosso amigo é abstémio), e muito menos que a garota (por sinal bem medida), que não o deixou "assentar" durante toda a noite, fosse o "travesti" mais bem "apetrechado" da capital londrina.
Em todo o caso, um dos jornalistas presentes que por sinal abriu o baile com aquela "moça" acabou a dança em dificuldades (vermelho e algo embaraçado), tendo mudado de par sem que tenha feito quaisquer comentários mas passando a escolher os seus novos pares com um cuidado acrescido e algo desconfiado.
*****
Relembro que se trata de uma notícia inventada e a brincar com o José Correia da Silva, que em Abril de 1994 acompanhou o seu filho mais velho numa viagem a Londres organizada pela Escola Secundária onde este estudava. E a viagem resultou nesta brincadeira. Belos tempos...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Gente destas terras - 18

A Mónica Silva, ainda pequenina, creio que com o seu 1º troféu na Casa do Povo
..........
Mónica Silva

Quando há dias aqui escrevi sobre o atletismo que passou a existir na freguesia, através da Casa do Povo de Valongo do Vouga, escrevi de forma resumida e o mais sintético possível.
A Mónica neste desporto começou a desabrochar bastante cedo as suas qualidades e propensões para a modalidade. Nas provas em que participasse, obtinha, quase sempre os primeiros lugares. Evoluiu, saiu da Casa do Povo e foi até à ADERCUS. Daqui foi não sei para onde. Mas creio que foi integrar a equipa de atletismo do Futebol Clube do Porto. Destacou-se na modalidade.
Participou nos jogos da Lusofonia (creio que é assim que se chamam), chegando a ir até Macau. Ali, com as mais destacadas figuras do atletismo nacional, ganhou uma das provas principais, à frente de consagradas, nomeadamente de Fernanda Ribeiro, que pelo que nos foi dito, foi mesmo a Fernanda Ribeiro, que corria ao lado da Mónica, a qual não estava, talvez, nos seus dias. E vai daí, vira-se para a Mónica e diz; «Mónica não posso, vai tu sózinha». E a Mónica avançou e ganhou.
A Mónica além de disicplinada, que aprendeu a ser, não gostava muito, no início, do atletismo. Dizia que tinha de se levantar muito cedo. Mas um dia, com a teimosia da irmã e do pai, foram até à Mourisca, onde havia daquelas provas de brincadeira ou parecidas. E quando lá chegou, insistiu com o pai que não queria participar, alegando que eram crianças mais pequenas do que ela, pelo que, se participasse, iria certamente ganhar. Mais tarde foi isso que aconteceu.
E, na Casa do Povo, parece que tiveram de lhe dar uma medalha antecipadamente para ela participar. E foi aqui que ganhou o primeiro troféu. Creio que é aquele que está na fotografia acima.
Hoje a Mónica está integrada, o que ainda não é do domínio público, num grande clube de atletismo: O Maratona Club de Portugal, do Porto. Não fora um acidente de viação e já a Mónica teria participado, creio que pela primeira vez, numa prova de maratona.
Por último, dizer que o dia 25 de Novembro é um dia especial para a Mónica. E espero que seja um dia feliz, porque é o dia do seu aniversário.
Aqui deixo estas memórias de uma pessoa de Valongo que vai brilhar, estou certo, naquilo que gosta de fazer. Mas que se queixe da disciplina e da organização... porque sem isso nada se faz, nada se consegue.
Cheguei a obter fotografias, nas primeiras provas da Casa do Povo, como das mais pequeninas atletas da nossa Terra. Ao lado o Ti Chico, um atleta que, creio, sendo já septagenário, ainda participava nestas provas. Achei interessante aquilo que escrevi no jornal «Valongo do Vouga» da época, colocando a fotografia lado a lado, como a mais jovem e o mais idoso.

domingo, 15 de novembro de 2009

Casa do Povo de Valongo do Vouga - 10

Assistência que aguarda atletas na meta (digitalização
 de gravura do «Valongo do Vouga»)
 
Atletismo
....
Com Carlos Lopes

Este atleta, por todos conhecido e admirado, esteve já em Valongo do Vouga. E precisamente para «apadrinhar» a primeira prova oficial de atletismo na freguesia. Sabe quando isso aconteceu? E se sabe, lembra-se?
É evidente que ajudo através dos meus arquivos (modestos) e do jornal paroquial «Valongo do Vouga». Foi em 7 de Abril de 1991. Não foi há muito tempo, mas, apenas, há 18 anos!
Neste jornal, escrevia o seguinte, no número de Abril de 1991. «Abrimos as informações noticiosas sobre desporto, neste número de Abril, com um facto inédito na freguesia. No dia em que este número chegar a casa dos seus leitores já se terá realizado um prova de atletismo, em vários escalões, que tem o patrocínio da Casa do Povo de Valongo do Vouga» E mais abaixo, acrescentava: «A este facto, que acontece pela primeira vez na freguesia de Valongo do Vouga, nos referiremos em pormenor no próximo número...» E a seguir: «A prova conta ainda com a presença do campeão Carlos Lopes e da sua equipa, pelo que tudo promete que seja um êxito.» E foi...
Não vamos transcrever tudo, mas deixamos estas notas daquele jornal do mês de Maio, em que escrevi:
«E a freguesia saiu um pouco da letargia em que se tem encontrado, porque após ter sonhado, saiu realidade o dia 7 de Abril findo, passando a ter aquilo que poderá ser um marco importante no desporto local, além de futebol...»
«O tempo ajudou a festa daquele domingo, com a presença do campeão Carlos Lopes que com a sua equipa (Belenenses) marcou presença condigna e foi até esta equipa que individual e colectivamente venceu a prova rainha.»
Seguem-se outras considerações, tendo sido destacados os jovens atletas Liliana Margarita, Mónica Raquel e, em equipas, vencendo em minis (800 metros).
E, sem grande risco, é de afirmar que já há 18 anos consecutivos que temos atletismo de nível na freguesia e a ele ligados factores históricos nacionais e internacionais que mereciam outros destaques neste naco de prosa histórico-desportivo da freguesia e da Casa do Povo de Valongo do Vouga, com os feitos dos seus atletas, pelo país e pelo mundo, desde o Oriente ao Ocidente, passando pela Europa.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Valongo – Raízes do futebol - VI


O pinhal com nome de "campo da bola"

No Jornal Paroquial «Valongo do Vouga», de Julho de 1989, o Sr. Carlos Jorge dos Santos Pinho, do lugar de Aguieira e que foi residente em Albergaria-a-Velha durante muitos anos, acrescentava à história descrita por João Lopes Martins, a que nos temos referido sobre este assunto, o seguinte:

«Conforme "note bem" – N.B. – no final do artigo epigrafado da autoria de João Lopes, amigo de infância e colega de Escola Primária, vou dizer-lhe o seguinte: Em Aguieira, além dos já referidos campos, houve, muito anteriormente a estes, outro denominado «campo da bola», ao lado da «PAVIVOUGA», em Aguieira, propriedade de meu primo João Augusto Pires Santos, que lhe coube em partilha pelo ramo materno.
Foi utilizada uma parte do terreno a mato que foi roçado, e preparado por desportistas amadores, que almejaram dar uns pontapés na bola, na altura, uns jovens promissores e pioneiros do desporto da nossa terra.
Era conhecido pelo pinhal do «campo de futebol», durante anos e anos sucessivos.
Dessa juventude que realizou aquele estádio, lembro alguns deles: Manuel Rachinhas, Joaquim Celina, Augusto Tatu, António Lourenço, Raul da Aida, Manuel Pinto, Joaquim da Conceição; e outros mais «velhos» e evoluídos no desporto, não só naquele: Augusto Santos, Manuel Joaquim Fernandes Oliveira, Fernando Oliveira, Mário Pinho, António Paula e Augusto Henriques (Arrancada).
Jogou-se ali a bola durante anos que não sei quantos, onde havia disputa de prémios. Foi também utilizado para tiro aos pratos.
Lembro que o filho do proprietário do GRANDE HOTEL da CURIA, o sr. Afonso Costa (entre nós, familiarmente, era conhecido pelo «Afonsito», embora fosse um latagão), deu, naquele mesmo terreno, a comparticipação como futebolista, mas, sobretudo, era uma revelação como um bom atirador; vinha munido de uma máquina manual de lançar pratos, assente no chão, de boas espingardas e de bom cartuchame.
Ao tempo, recordo ainda ligado a este desporto, o estabelecimento do sr. Manuel Fernandes de Oliveira, vulgo, Manuel do Adjuto, onde havia, além do mais, uma secção famosa e sempre bem sortida de artigos de caça. Os caçadores das redondezas e até de Águeda, vinham ali efectuar os seus fornecimentos e colher conselhos e indicações valiosas dos mais experientes.
Recordando… na frente dos meus olhos vejo a imagem do alvo de papel pardo de embrulho, pregado na porta da casa existente na «terra dos moinhos», ao lado da estrada, que abria para aquele imóvel, sendo as espingardas disparadas pelos proprietários junto do muro que havia à margem do rio de Aguieira.

Como o artigo publicado no jornal «Valongo do Vouga» foi da autoria do sr. Carlos Pinho e como cita e descreve imagens do seu quintal e da sua casa com alguns episódios rocambulescos da época, principalmente com o tiro ao alvo, nada melhor que ilustrar este post com duas imagens, esta da nogueira, que talvez já não exista e a de cima com as traseiras da sua residência e de seu pai Dr. Mário Pinho. Estas fotos foram obtidas a partir do caminho que vai para a Boiça, ali mesmo junto da capela de S. Miguel. A parte frontal da sua casa, à beira da estrada principal, já aqui foi apresentada em slide.

Ao fundo do meu quintal, ao lado de uma nogueira frondosa, havia uma porta de madeira na qual eram também fixados aqueles alvos, que abria para o caminho de pé que conduz à frente da Boiça, sobre a final eram igualmente alvejados as espingardas. Como precaução, uma sentinela de atalaia, estava colocada no posto respectivo, enquanto os tiros eram disparados.
A porta referida tinha e mantinha um «valor» extraordinário: embora de madeira, pesara bastante dada a circunstância dos inúmeros bagos de chumbo, de todos os tamanhos, estarem introduzidos na madeira por milhares de tiros suportados.
Para aqueles AMIGOS que citei e os que da minha geração (poucos já somos!) deles, de certo, se recordam ainda, dou-lhes em amor, a minha vivência de uma lembrança imorredoura!
Ao João Lopes Martins dei esta achega como complemento de uma memória… periclitante já!»
Junho/89
Carlos Pinho

*****
E do que conseguimos, até agora, obter sobre as Raízes do Futebol nos vários lugares e, particularmente, na freguesia de Valongo do Vouga, aqui o deixamos para história e memória futuras, embora espalhada por vários capítulos, mas não dando por encerrada a pesquisa. E se houver por aí alguém que saiba alguma coisa, faça favor de apitar...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Valongo - Raízes do futebol - V

A evolução - De GDA para A.D. Valonguense

Penso que será o fim do depoimento histórico de João Lopes Martins, inserido no Jornal Paroquial «Valongo do Vouga» de Maio de 1989. Eis como termina:



Cabeço Gordo - baliza do lado poente referida no texto. O material aplicado era a madeira serrada em longitude e com quatro faces. Se não estou em erro, o guarda-redes, em plena defesa de estilo, é o Zé Carlos Rachinhas. No poste contrário, a apreciar, está o António Marques da Silva. A ideia era essa: tirar a foto ao guarda-redes em plena acção.
Nasce o GDA e a sede improvisada
Após o campo pronto, colocaram-se as balizas com o auxílio braçal do Orlando Pata, António Lima, Abílio H. Silva e com a dádiva da madeira feita pelo grande amigo José do Carmo. De seguida, reuniu-se a rapaziada, os que jogavam e não só, na loja do Adjuto Matos, e ali foi deliberado os jogos que se iam efectuar. O grupo ficaria a chamar-se «Grupo Desportivo da Arrancada-GDA».

As primeiras camisolas e calções
As camisolas de cor amarela foram adquiridas em Coimbra a 10$00 cada uma, os calções, cada jogador comprou o pano e elástico e o Avelino Verdelha é que os fazia (de borla), os quais eram de cor azul.

Aguieira faz o segundo campo
Tendo mudado de proprietário o terreno da Cumeada onde tinham o seu 1º campo, um grupo de rapazes, desta vez encabeçados pelo José Matos (Hermosa), consegue convencer o António Salgueiro a fazer do seu quintal um campo de futebol. Ali se fizeram muitos e bons desafios; estava-se no ano de 1948.

O lugar de Brunhido esboça também o seu grupo de futebol
O Armando Correia Simões, desportista que era, comprou uma bola (em 2ª mão). O grupo, porque os pais dos rapazes daquele lugar não lhes davam tempos livres, a pouco e pouco foi desaparecendo, agravado ainda com a emigração do Armando Simões, que foi um belíssimo ponta direita do Recreio de Águeda.

O GDA arranja novo campo de futebol
Decorria o ano de 1956, e face ao mau piso do Campo do Cabeço Gordo, os acessos eram difíceis, resolveu a Direcção, nesta altura entrar em negociações com o sr. Urias Carretas, para lhe arrendar uma área de terreno no Rodelo para fazer novo campo. Vencidas as dificuldades e ali construído o parque de jogos, que embora não fosse famoso nas suas dimensões, remediava porque era do melhor piso e mais central.

O GDA muda de nome
Com a iniciativa do José Falcão, elaboraram-se os estatutos a fim de se poder inscrever na Associação de F. de Aveiro. Quando da apreciação e discussão dos mesmos, foi levantada a ideia de passar a denominar-se A. D. Valonguense, para que englobasse toda a freguesia. Essa ideia foi aceite e aprovada em 1959.

Os estatutos são aprovados superiormente pelas autoridades
Depois de aprovados os Estatutos, em 1960, fez-se a sua inscrição na A.F. Aveiro em 1961.

Os primeiros jogos oficiais da A.D. Valonguense
Foram feitos a partir da época de 1962/63, no Campeonato de Promoção.

Novo campo da A.D. Valonguense
Devido às dimensões do rectângulo de Jogo que eram as mínimas no campo do Rodelo, e novamente com a colaboração do sr. Urias Carretas, é feito novo campo no Vale de Silvares, em 1968, sendo ainda o actual, que julgo ir perdurar por algumas gerações.

Cabanões, Abril de 1989.
João Lopes
N.B. – Se alguém quiser acrescentar mais alguns dados a esta crónica, o «Valongo do Vouga» aceita essa colaboração.

*****
Nota: - Mas não termina aqui esta história das raízes do futebol na freguesia. Para uma próxima oportunidade teremos ainda aqui um testemunho, publicado também no já citado Jornal Paroquial, que refuto de bastante interesse, da autoria de Carlos Pinho.
É natural que esta história não esteja completa. Pode carecer de algumas correcções. Pode conter até imprecisões. Mas creio que o autor deu uma preciosíssima ajuda na história desportiva local. Fica a quem interessar intervir…

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Valongo - Raízes do futebol-IV

Cabeço Gordo

A história do futebol na freguesia de Valongo do Vouga, segundo um escrito de João Lopes Martins, publicado em Maio de 1989 no Jornal Paroquial «Valongo do Vouga», continua, pela mão do autor, a constituir um espólio histórico de bastante interesse, que está mesmo a pedir que seja, naturalmente, melhorado.

Primeiro campo definitivo em Arrancada do Vouga – Cabeço Gordo
(Imagem do Cabeço Gordo, em actividade com atletas de palmo e meio - fins anos 50, séc. XX)
Decorria o ano de 1945, e, como de costume, o Grupo de Arrancada treinava na junção dos dois caminhos no Cabeço Gordo (o da Veiga com o do Cabeço Gordo) e no final de um dos treinos, a malta veio a corta-mato, direitos à Nova, a fim de matar a sede numa nascente ali existente, deparou com um terreno à beira do caminho que dava seguimento para a fonte da Deveza, onde estava azevém a secar em cima dumas rameiras ali existentes e pedras, e era uma área razoável para se jogar à bola; de imediato se mediu a passos, e logo se resolveu fazer dali um campo, mas não sabíamos quem era o proprietário do mesmo, mas eis que surgiu uma voz de um miúdo da Veiga que diz: «O mato é da Junta de Freguesia e a erva é do sr. André.» Ficámos radiantes e nesse mesmo dia se foi falar com o Secretário da Junta, que era na altura o sr. Prof. Abílio Quaresma. Este consultando diversos livros, confirmou que na realidade os terrenos eram da Junta. Pedimos-lhe para que não fosse vendido, pois íamos ali fazer um campo e colocaram-se as balizas no sentido Norte-Sul, a partir do caminho que dava para as Devezas. Era o sonho da malta ter um campo, mas tinha um defeito, era muito pequeno para as nossas ambições, só ficaria bom se fossem colocadas as balizas no sentido Nascente - Poente, mas o pior era a terraplanagem, pois era uma pedreira no centro do terreno e não havia dinheiro para tal empreendimento; mas, não se desanimou, e um punhado de rapazes resolve, a um domingo, fazer um peditório de porta em porta com início no cruzeiro. Abriu essa lista o sr. Alberto Henriques secundado pelo sr. Herculano Bastos, e, quando chegamos ao Stº António, já tínhamos 27.0000$00 (uma fortuna naquele tempo pois um litro de vinho custava 1$00).
Assim deu-se início às obras, tendo como tesoureiro e fiel depositário, secretário (do DEVE-HAVER) o António Coutinho Vasconcelos. Mas a pedreira era de tão grandes dimensões, que, apesar do dinamite ali empregue, não se conseguiu o fim em vista com o primeiro peditório e voltamos a bater à porta dos habitantes, agora a nível da freguesia. Receberam-se mais uns contos de reis e muitas ofertas de dias de trabalho braçal e com juntas de bois e vacas, sendo a maior oferta a do benemérito Sousa Baptista, que logo nos colocou à vontade: SE NÃO ACABÁSSEMOS O CAMPO, ele mandaria o seu pessoal privativo fazê-lo, findas as vindimas; o que veio a acontecer, ficando o terreno terraplanado no ano de 1946.

A seguir: Nasce o GDA e a sede improvisada e outras novidades… admito eu...

domingo, 25 de outubro de 2009

Valongo - Raízes do futebol-III

As raízes do futebol em Arrancada do Vouga
No seguimento do post anterior sobre a história do futebol na freguesia de Valongo do Vouga, continuamos a transcrever do Jornal paroquial «Valongo do Vouga», de Maio de 1989, o que nos contava João Lopes Martins.

.......

Vista parcial do Cabeço Gordo (actualmente)

Privados daquele campo, pela sua vedação, este grupo improvisava os mais disparatados locais para os seus treinos, ora no Largo da Póvoa do Espírito Santo, ora na estrada junto às Escolas Primárias de Arrancada e, às vezes, dentro do recreio desta e no encontro dos caminhos Veiga - Cabeço Gordo e que davam para Pé da Salgueira.
Os encontros com grupos de fora eram feitos no largo da feira, do lugar do Beco, ou então em casa do adversário como na Giesteira, Travassô e Macinhata.


O lugar de Aguieira forma o seu grupo de futebol – Ano de 1931
Foram seus fundadores e jogadores, entre outros, o António Lourenço, Augusto Tatu, Joaquim Celina, José da Conceição.


O primeiro campo de Aguieira (improvisado)
Com consentimento do Exmo. Sr. Conde de Águeda, improvisaram o seu primeiro campo no areeiro da Cumeada.


O segundo grupo de futebol em Arrancada
Em 1932 forma-se outro grupo de futebol em Arrancada, que era constituído praticamente por estudantes àquela data, do qual faziam parte entre outros, os senhores Augusto Alberto Henriques e seu irmão Amílcar, António Bastos Xavier, Flávio Martins (todos de Arrancada) Luís Costa e Augusto Correia Bastos (de Brunhido) os irmãos Sereno (de Lanheses) e Álvaro Corga (de Macinhata).
Desconheço quantos desafios fez este grupo, somente me recordo um, em Mourisca do Vouga, que foi interrompido por invasão do campo, quando Arrancada estava a ganhar.


A primeira bola de futebol em Arrancada
Foi no ano de 1929, que chegou a primeira bola de futebol a Arrancada, para a prática daquele desporto, oferta feita pelo então estudante de Lisboa, Augusto Alberto Henriques. A partir desta data nunca mais se parou de «Jogar à Bola».

O primeiro campo (improvisado) em Arrancada
O primeiro campo foi no areeiro das Picadas, onde havia uma exploração de areia para o fabrico de adobos, os quais mais tarde foram aplicados na vedação da Quinta das Picadas e Rio de Baixo, propriedade do sr. Alberto Henriques.

O primeiro grupo de futebol em Arrancada – 1930
Os jogadores de então e fundadores do grupo eram, entre outros, o José Barbeiro, António da Isaura, Alberto Bôla, Joaquim Manco, Joaquim Pistarrilha, Ramiro (da Veiga), Augusto Tatu (Aguieira).

Valongo - Raízes do futebol-II

Campeões de Águeda




Foi nesta secção internauta da «Soberania» chamada "Campeões de Águeda" que encontrei esta imagem. Por baixo, apesar dos semblantes de alguma satisfação pela vitória, a notícia triste que a seguir se reproduz. Esta intromissão não impede a continuação da história de João Lopes Martins, sobre as raízes do futebol na freguesia de Valongo do Vouga.
.........
O VALONGUENSE venceu a Taça do Distrito da época de 1999/2000, ao derrrotar o Canedo na final, na marcação de grandes penalidades (4-3), depois do 1-1 no tempo regulamentar.O jogo foi a 6 de Maio, em Avanca, e tragicamente assinalado pela morte, ao intervalo, devido a uma síncope cardíaca, de um dos grandes símbolos do clube - Carlos Coelho (Carlinhos), que foi fundador, atleta e dirigente.
A taça (foto) foi entregue por Elísio Amorim (ao tempo vice-presidente da AFA) e recebida pelo capitão Nazaré.
(Publicada por Soberania do Povo)

sábado, 24 de outubro de 2009

Valongo - Raízes do futebol I

Alguma história do futebol na freguesia

A propósito do futebol que, como se sabe, foi "importado" de Inglaterra, depressa este fenómeno se espalhou por outras terras e continentes.
No que à freguesia diz respeito, admitimos a hipótese de que pouco ou nada existe escrito sobre este assunto. A não ser a memória de alguns que ajudem a reconstituir a evolução local neste desporto de massas, como é dito.
Por isso, estava a pesquisar elementos a que podemos já chamar antigos, quando me ressaltou, numa das páginas do Jornal Paroquial «Valongo do Vouga», do mês de Maio de 1989, já lá vão, portanto, 20 anos, na página 6, uma história sobre a evolução do futebol em Valongo do Vouga, que tem como autor João Lopes.
Se não me engano, este senhor era residente na altura em Cabanões, mas oriundo de Arrancada do Vouga, e cujo nome completo João Lopes Martins, escrevia, naquele tempo, o seguinte:



«AS RAÍZES DO FUTEBOL EM ARRANCADA DO VOUGA»

Intróito

Pessoas minhas amigas e desportistas do meu tempo de jovem, insistiram comigo por diversas vezes para que eu escrevesse algo sobre o nascimento do Futebol na Freguesia e em especial no lugar de Arrancada do Vouga, pois, segundo eles, eu era a pessoa indicada, o que me lisonjeia, mas reconheço e sei que existem pessoas na nossa freguesia com mais gabarito literário do que eu para o efeito.
Embora fosse adiando tal pedido daqueles meus amigos, o mesmo não foi esquecido e como se aproxima uma data em que aqueles desejam assinalar com uma homenagem a um vulto que deu o seu melhor pelo Grupo Desportivo de Arrancada, mas conhecido pelo GDA, não desejo de forma alguma privá-los daquilo que tanto desejam saber, mas, antes de o fazer quero deixar dois pedidos, quer aos leitores do «Valongo do Vouga», quer às pessoas que irei citar: o primeiro é apresentar as minhas desculpas por qualquer lapso que possa existir nas datas, e o segundo as minhas desculpas às pessoas que foram jogadores, pois irei tratá-las pelo seu nome e alcunha que então tinham, pois assim será mais fácil identificá-las.
Deverei acrescentar a tudo isto, que irei escrever uma síntese, pois doutra forma era necessário um livro, e com muitas páginas para narrar factos, acontecimentos inéditos, nomes de muitos e muitos jogadores que fizeram o GDA.

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Este escrito de João Lopes Martins é ainda um pouco longo. Para não maçar e deixar a curiosidade e a leitura a meio, vamos fazer esta história, seguindo fielmente as ideias, as datas, os nomes das pessoas e outros pormenores tal como foram escritos. Doutro modo, não tinha graça alguma. E, tanto mais assim é, que, nesse escrito, é citado o nome de meu pai, com o nome próprio e a alcunha por que era conhecido. Assim como outros. Mas o que importa é a história…

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ADV - Aniversário

Histórias de 50 anos do Valonguense
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Capa dos Estatutos aprovados em Set/1960 e imprimidos em 1972
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Além de uma história bastante interessante, tenho também em meu poder os Estatutos da Asspociação Desportiva Valonguense, aprovados por despacho do Ministro da Educação Nacional de 26 de Setembro de 1960.
Oficial e legalmente será a partir desta data que existe o Valonguense.

Mas os Estatutos, imprimidos em 1972 e que, julgo, a partir desta data, não houve mais exemplares imprimidos, diz logo no seu artigo 1º que «A Associação Desportiva Valonguense, Agremiação Desportiva, fundada no lugar de Arrancada do Vouga, da Freguesia de Valongo do Vouga, em 1 de Janeiro de 1960, passará a reger-se pelos presentes Estatutos.»

Apesar de imprimidos em 1972, sabemos que tais Estatutos não se encontram actualizados, uma vez que, em algumas Assembleias-Gerais houve matéria que foi objecto de alteração. Não sei qual nem sei quando. Mas o que ali consta é que o clube já era considerado fundado em 1 de Janeiro de 1960.

É ainda curioso transcrever o seu artigo 3º que diz: - «O Clube tem a sua Sede Social na Rua Conselheiro Rodrigues Bastos, em Arrancada do Vouga e o campo de jogos no local denominado "Cabeço Gordo", limite da Veiga, da mesma Freguesia de Valongo do Vouga.»

Está confirmado que os primeiros jogos e respectivos treinos, eram feitos no Cabeço Gordo. Como, aliás, todos sabem ainda.

Na última página do livrinho onde estão redigidas as normas de legalização e funcionamento do clube, está o seguinte:

NOTA:

Posteriormente à homologação dos presentes Estatutos, foi adquirido pelo CLUBE, novo campo de jogos denominado "Campo de Jogos Bastos Xavier" em homenagem à Família Bastos Xavier, pela sua dedicação e contributo valioso que tem dado à Associação Desportiva Valonguense.

Esta nota deixa antever que o campo passou do Cabeço Gordo, para o actual, o que não é verdade, como sabemos. Ficaria melhor esclarecido se fosse descrito que antes da actual localização passou pelo local denominado "Rodelo", propriedade do Sr. Urias Carretas, de Arrancada.

Com algumas deficiências ou imprecisões, trarei aqui uma história contada por um dos intervenientes nos primórdios do futebol na freguesia de Valongo do Vouga. E, apesar disso, é bastante interessante e curiosa, porque ali consta a gênese do futebol na freguesia, talvez mesmo antes do GDA-Grupo Desportivo Arrancandense. São, pelo menos, pormenores muito curiosos, que dão uma ideia como era a vida daquele tempo (início do século XX) e como chegou, como a muitos lados, o bichinho do futebol. Que atingiu também os jovens dos anos vinte, das nossas terras.

Para a comemoração dos 50 anos, deixo, por agora, estas linhas...

domingo, 18 de outubro de 2009

ADV - Aniversário

49º aniversário do Valonguense

Com a dignidade merecida e possível, face a circunstâncias especiais que se vivem, lá se juntaram ontem os carolas mais novos e mais velhos, para celebrar 49 anos de "circulação" interrupta da formação desportiva, com bola, do clube que dá pelo nome de Associação Desportiva Valonguense.
Como já tinha dito, "outros valores se alevantaram" e não me "deixaram" estar lá.
Mas sei que foi uma festa-confraternização simpática. bem disposta, com boa e saliente camaradagem entre sócios, simpatizantes e Comissão Adminsitrativa, atletas, etc.
Não vale a pena dizer que houve discursos. Não vale a pena dizer que as Entidades comptentes marcaram presença. É costume que, nestas coisas, por muito modesta que seja a colectividade, não falham.
E houve bolos, como as fotos demonstram e que me foram facultadas pelo Filipe Vidal, que está sempre em cima do acontecimento.
A todos desejo as maiores felicidades e que, se um dia morrer o Valonguense (vade rectro), que aconteça quando todos os actuais Valonguenses já cá não estiverem. Macabro presságio? Não! É que os Valonguenses vão "partindo" aos poucos, um de cada vez, pelo que não vai deixar de existir Valonguenses que lhe dêm continuidade, com maior ou menor dificuldade. E deixo a todos esta certeza absoluta.
As pessoas têm uma visão, às vezes limitada, do que são, representam e valem todas as Instituições de um território, neste caso, do território da freguesia de Valongo do Vouga. E são já tantas... que mais parece quase um pequeno país...
Ah! Quase que ia esquecendo um facto importante na história desportiva da freguesia. «Descobri», se é que é o termo adequado, porque não descobri nada, está lá tudo escrito, alguns dados históricos sobre o início do futebol na freguesia. São lembranças (recordações) bastante interessantes e que vêm quase do início do século XX. Há que tratar da sua legalização......
Nota: - Como será visível e detectável, estes escritos são feitos directamente na página do blogue. Às vezes algumas gralhas estragam o panorama e a apresentação. Se isto acontecer, fica a explicação, com pedido de desculpas. Obrigado, porque sei que compreendem!..

Brincar com as fotos:

José Corga (presidente) e José Lopes Falcão (um dos sócios mais antigos da fundação)
O Corga, com faca na mão, em vez de cortar o bolo parece que quer cortar a barriga do José Falcão!
Passe a brincadeira...

O bolo do aniversário em destaque

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Desporto adulterado

Guarda-redes apanhado a encurtar baliza

Baliza-Foto do site da empresa metalúrgica Rofel, com sede em Barrô

É inacreditável o que esta notícia traduz. Quando a encontrei, não me contive em que aqui fosse reproduzida. Tem um vídeo a confirmar a situação. Um atleta (neste caso o guarda-redes), no início do jogo, retira do seu local e afasta alguns centímetros os tubos da baliza de futebol, fazendo com que fique mais estreita que as medidas oficiais. Penso que não é ficção. Veja você mesmo no JN aqui...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Falando do desporto local

O Ti Chico e a Mónica

O Ti Chico (Francisco) e a Mónica

Não temos abordado muito alguns temas locais, que merecem ser destacados. Neste particular está a actividade desportiva. Mantém-se e está a ser desenvolvido sério trabalho nesta actividade.
Por agora e relacionado com o desporto, o que pretendemos dar a conhecer é apenas um facto curioso, passado há já alguns anos, com o atletismo na Casa do Povo de Valongo do Vouga, que ainda se mantém, com resultados positivos, como se sabe.
Pontificaram e destacaram-se alguns nomes de jovens (e outros menos jovens) da freguesia, (ou fora dela, mas integrando a eauipa) que andaram nas manchetes de jornais da especialidade. Não queria citar nomes, porque certamente posso cair na omissão e, desta forma, criar algumas clivagens pessoais, que não estão nas minhas intenções.
Além dos seniores, destacavam-se alguns jovens, como o caso do Carlos Barrocas, da Mónica Silva e de outros.
Porque é que refiro estes e não outros? Perguntarão ...
E eu explico porquê e penso que vão concordar.
Num dia que não sei determinar, porque não tomei nota, mas que já lá vão alguns anitos, estive na Casa do Povo num dia de uma prova de atletismo que, como sabemos, já se tornou tradicional, com algumas centenas de atletas dos vários escalões em prova, obtinha as classificações que a secretaria de apoio à prova, devidamente organizada, ia fornecendo e, de vez em quando, uns cliques numa máquina fotográfica antiga Pentax, lá ia registando os momentos que considerava mais importantes. Este trabalho era depois publicado em jornais nos quais colaborava.
Num desses raros momentos (e aqui estão os factores importantes desta história), está aqui, em paralelo, as fotos de uma das mais jovens atletas participantes, a Mónica Silva, e um dos mais idosos, o Francisco, mais conhecido nestes meandros atléticos, pelo Ti Chico.
Eu nunca cheguei a saber qual a idade do Ti Chico. Mas sei que andava na ordem dos sexagenários, ou mais. O Ti Chico, que morava em Ovar (parece que já falecido há uns tempos), participava em todas as provas de atletismo do INATEL e cumpria fielmente o percurso, sem cuidar do tempo que demorasse. O que ele queria era chegar, como me disse neste dia da foto, pessoalmente.
E contou-me as provas que estipuladas para o seu escalão etário tinha ganho, os países onde participou e, lembro-me, salvo erro, de me ter dito que ou tinha ido ao Japão ou tinha sido convidado para lá ir. Digo assim, desta forma, para não cair no contraditório…
A mais pequenina, que hoje é uma jovem e simpática conterrânea, a Mónica Silva, não vale a pena falar muito dela. Integrada numa equipa e numa estrutura de prestígio e sujeita a uma disciplina acentuada de trabalho, lá vai andando…
Esta a curiosidade da fotografia digitalizada, que irá ficar para a história local.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

As coisas do futebol

Artur Agostinho: De bradar aos céus!


"Felizmente não sou apenas eu a "dar na cabeça" - permitam-me a expressão - de um dos mais importantes cidadãos do mundo da bola. É desse mesmo que estou a falar. Do sr. Joseph Blatter, dono e senhor todo-poderoso do futebol do planeta Terra.

Tudo começou por força de um protesto, enviado à FIFA pelo presidente da Associação Dinamarquesa de Futebol, reclamando contra a forma como foram festejados alguns golos na final da Taça das Confederações. E não se pense que nessas celebrações houve atitudes impróprias ou gestos obscenos. Nada disso! Apenas gestos de agradecimento a Deus, por quem tem o direito de n'Ele acreditar, e que não visavam ofender fosse quem fosse."

Artur Agostinho, in Jornal Record



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