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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Já passou um ano!

Um ano de andanças bloguistas!


Este apontamento já vem com uns dias de atraso. Porque isto era para ser dito no dia 9 de Outubro. Mas aliado a algumas distracções próprias do estado das pilhas etárias, bem como à azáfama de outras ocupações, que me arranjam, sempre para e em favor dos outros, a coisa passou. Mas ainda vem a tempo de poder informar (recordar) que no dia 9 de Outubro fez UM ANINHO que nestas Terras do Marnel e Vouga foram postados os primeiros escritos daquilo que se propunha ser um blogue. E penso que o conseguiu!

Naquele dia, nasceu oficialmente esta página.

Começou sem saber nada, sem a ajuda de ninguém, apenas com o espírito arrojado e aventureiro a quem teimosamente se lhe enfiou na massa encefálica que havia de ter aqui uma coisa das novas tecnologias. E de tanto bater, de tantas asneiras e erros cometidos, ele cá está, não na perfeição, mas, como dizia um colega meu, «já se torna comestível».
Tenho muito que melhorar, que aprender, tenho de partir ainda muita mais pedra, até que se possa dizer que as coisas evoluíram.
Eu sei que ainda estão muitas coisas mal organizadas, fora dos esquemas que mandam os cânones, a colocação e arrumação de temas está um tanto baralhada, mais parecendo uma salada, mas russa. Lá iremos andando.
O que é certo - e para que o cesto roto não se gabe mais -, terminamos para dizer que uma coisa que nasceu com a ajuda de muitos amigos bloguistas, a quem agradeço os respectivos conselhos e sugestões, que muito ajudaram a que se apresentasse agora e assim, fica pelo menos um número de 12 meses com o simpático (não excepcional) volume de 9.000 páginas visitadas. Uma nota especial para a Aninhas, que me aturou com alguns telefonemas e logo para a Guarda, onde estuda.
É isto o que nos move. OS OUTROS. E é para eles, jovens ou menos jovens, de longe ou na diáspora (e principalmente para estes) que nos dedicamos com afinco a esta tarefa quase diária.
Conto convosco, nas vossas visitas. Ainda não vi alguém que discorde ou que aponte uma ou outra falha. Devia ser feito. Não me importo, porque agradecia imenso. Sozinho nada sei, nada posso. Juntamente com alguém, seremos capazes de virar o mundo de pernas para o ar.
Para todos vai o meu agradecimento e o meu desejo das maiores felicidades pessoais e profissionais.
Obrigado!!!

Eleições Autárquicas


Glória aos vencedores; honra aos vencidos


Os meus parabéns aos vencedores (que foram muitos, por várias razões) e também aos vencidos, que viveram, de forma concreta, a beleza da democracia. Uns e outros merecem o meu aplauso e a minha promessa de estímulo e de apoio, para que possam continuar a fazer-se eco dos anseios, a diversos níveis, das populações que povoam a nossa sociedade. Afinal, todos saíram vencedores, quanto mais não seja, pela coragem e determinação com que defenderam e propuseram os seus ideais para um mundo melhor. Por isso, "Glória aos vencedores; honra aos vencidos".

Do blogue: Pela Positiva
de: Fernando Martins
(Gafanha da Nazaré)

domingo, 11 de outubro de 2009

Eleições Autárquicas

Resultados na freguesia de Valongo do Vouga
A constituição da Assembleia de Freguesia
O Presidente da Junta

Concluiram-se em Valongo do Vouga, as votações, o escrutínio e os resultados foram os seguintes:
-Carlos Alberto Carneiro Pereira - PSD - 1239 votos
-Abílio Ferreira Gomes da Silva - PS - 946 votos
-Augusto Martins Barbosa - CDS-PP - 216 votos
-Jose dos Santos Sousa- CDU - 138 votos.
Primeira questão: Com os seus 1239 votos, Carlos Alberto Carneiro Pereira é, mais uma vez, o Presidente da Junta.
A Assembleia de Freguesia é constituida por nove elementos. Aqui os apresentamos digitalizados, porquanto conforme a seguir explicamos, os mandatos que, face aos resultados, apenas cabem a duas organizações políticas: o PSD, com 5 mandatos e o PS, com 4.

O apuramento dos mandatos é feito segundo as regras do método de Hondt, que a seguir apresentamos: Em linguagem própria, explicamos como funciona.
Apurados os votos de cada lista participante, divide-se o total que cada uma obteu, por 1-2-3-4-5 e assim sucessivamente, conforme o numero de mandatos que a lei determina. Vai-se obtendo um resultado e depois são distribuídos esses mandatos, conforme a ordem de grandeza dessa divisão, em forma decrescente.
O caso concreto de Valongo:

Divisão ..1 ... ..2 ...... 3...... 4....... 5

PSD ...1239 .. 619 ... 413 ... 309 ... 247
PS ...... 946 .. 473 ... 315 ... 236
CDS .... 216 .. 108 .... 72
CDU ... 138 .... 69

Com este quadro resumido, por não haver necessidade de o estender, verificamos que os números, por ordem decrescente, são: 1239-946-619-473-413-315-309-247-236, que totalizam os 9 mandatos da Assembleia de Freguesia.
Olhando para o quadro, os números 1239-619-413-309-247, são mandatos do PSD.

Os números 946-473-315-236, são do PS.

Logo o PSD tem 5 mandatos e o PS tem 4 mandatos, que dá o total dos elementos da Assembleia de Freguesia.
O número imediatamente anterior ao mais baixo - 216 - que é inferior ao do 9º mandato, não elege mais um membro da Assembleia de Freguesia, por se ter esgotado com o 236 do PS. O número da CDU, é ainda mais inferior, a qualquer outro, pelo que também, ficando de fora, tal como o anterior, não elege qualquer elemento.
Salvo qualquer erro ou omissão, é este o funcionamento do método de Hondt, sem enveredar por outros pormenores, que os tem, como é o caso de empate entre dois coeficientes iguais, em que se dá o mandato à minoria. É um factor fundamental, neste método, que tem por finalidade previligiar e permitir a representatividade das minorias.
A seguir a estas eleições, há o apuramento final (Comarca) e depois disso reune-se a Assembleia de Freguesia (presidida pelo elemento que obteve maior número de votos), que vai eleger os dois vogais da Junta e, depois, o Presidente da Assembleia de Freguesia e os 1º e 2º secretários desta.
Como disse, aqui ficam digitalizados os primeiros elementos que constituem a Assembleia de Freguesia, que, como referi, vai sofrer algumas alterações, com a saída do Presidente da Junta e dos respectivos vogais que a vão constituir, que serão substituídos pelos elementos seguintes na ordem da lista a que pertencem.
Esta a minha participação cívica, esclarecendo quem, porventura, não sabia dos mecanismos do funcionamento destas situações.
.....

Os 5 elementos da inicial A.F. eleitos pelo PSD

Os 4 elementos da inicial A.F. eleitos pelo PS

sábado, 10 de outubro de 2009

Música que encanta e delicia!

Pai-Nosso arrojado

Encontrei esta versão, espanhola, do Pai-Nosso. Como dizem os comentários que estão agregados ao DVD, é interessante esta versão, declamação, musical. Está ali alguém, que com voz forte e firme nos chama a atenção para qualquer coisa da nossa vida. É também, quanto à tradição, uma versão musical de certo modo arrojada e fora do comum. Penso, contudo, que não destoa, tudo dependendo de um facto muito simples: a forma e o modo como queremos ouvir e sentir o que ouvimos.

*****

Avé Maria, Schubert (Pavaroti)

Ou então, para deliciar os ouvidos pela incomparável interpretação de Pavaroti, esta versão de Avé Maria de Schubert. Só espero que tanto uma como outra seja do agrado de quem ouvir estas duas peças. Deliciosas, magníficas!

Eleições de antigamente

A secção ZERO



O primeiro recenseamento que tornava o sistema permanente (logo, o recenseamento era definitivo, desde que as pessoas não mudassem de residência e quando o faziam havia um mecanismo de controle), foi organizado e posto em execução, no cumprimento da legislação que a isso obrigava, na altura em era presidente da Junta de Freguesia o sr. José Lopes Falcão. Este foi o primeiro presidente da Junta eleito em eleições livres.
Eu ocupava, naquele tempo de mil novecentos e setenta e qualquer coisa (77/78), a função de secretário, a quem competia, com a ajuda (imagine-se o trabalho) de outras pessoas a elaboração do recenseamento. Foram algumas semanas, principalmente aos domingos, a recensear definitivamente toda a população, para efeito de ogrnaização dos cadernos eleitorais. Era tesoureiro, o José Simões Fernandes, já falecido.
É evidente que aquilo que estou a contar, é para se perceber o ambiente que se vivia naquele tempo à volta das eleições. Uma particularidade; as eleições realizavam-se, como agora, nas escolas de Arrancada. Sempre foi consensual não só a centralidade do local, mas as condições que as salas ofereciam. As primeiras eleições democráticas foram ainda realizadas nas antigas salas, que foram demolidas. No final da campanha, já era tradicional que o último local a ser "enfeitado" pelo pessoal das respectivas candidaturas, para colar cartazes, era a escola. Era também fatal, que as pessoas das várias organizações concorrentes às eleições, também lá se iriam encontrar.
Não havia problemas, ao contrário do que as notícias agora propalam com abundância. Todos tinham local, espaço e as áreas a ocupar com publicidade política chegava para todos, culminando este ambiente com o empréstimo ou troca de ferramentas e colas uns aos outros para terminar algum trabalho e cujo material estaria a escassear a alguns. Até as escadas eram usadas por todos alternadamente.
Depois vinha o dia das eleições. Nesse dia, e por isso é que intulei este post de «A secção zero», entre as salas (antigas) havia um compartimento de arrumos. Então, quer da parte da manhã, quer da parte da tarde, esse compartimento era designado pela «secção zero» e servia para se «votarem» uns tintos e umas chouriças ou outra especialidade carnívora na urna corporal (estômago) e era assim passado o dia das eleições, até ao fecho, em amena e democrática petisqueira.
Uma última curiosidade: no fim, após o encerramento e papéis postos em ordem, era o presidente da secção que tinha de ir levar o material a Águeda (durante alguns tempos), mas a maior parte do pessoal que tinha feito parte das mesas das Assembleias de Voto, reunia-se no Jacinto, e lá tínhamos uma jantarada à maneira, culminando o final com as tradicionais contas à moda do Porto...
Sem desprimor, porque nalguns casos uma parte destas coisas lá se vai mantendo, penso que eram outros os tempos e outras maneiras de ser... não sei dizer de outra maneira, mas parece que havia outra transparência e aproximação humana e camaradagem, sem descuidar os deveres e as responsabilidades.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Igreja Angolana

Bispos angolanos falam no Sínodo

Trabalhos da assembleia marcados por denúncias de exploração de recursos naturais e corrupção



Dois Bispos angolanos intervieram nos trabalhos do segundo Sínodo africano, a decorrer no Vaticano, apresentando alguns problemas que afectam o seu país e se estendem ao resto do continente, como a exploração dos recursos naturais ou a corrupção.
D. Emílio Sumbelelo, Bispo de Uíje, lembrou as “imensas e múltiplas convulsões populacionais, relacionadas com a guerra”, nos últimos 30 anos, destacando os conflitos inter-étnicos gerados pelas “condições de mal-estar económico e grande desigualdade social”.
Quanto a D. José Nambi, Bispo de Kwito-Bié, o prelado admitiu que “a cultura democrática vai dando passos, embora timidamente”.
“Há políticos desejosos de uma verdadeira mudança da situação, mas outros resistem, são insensíveis e procuram apenas os próprios interesses”, acusou.
O Bispo de Kwito-Bié falou do “analfabetismo no meio rural” e da pouca “educação cívica dos cidadãos”.

Ver notícia completa da Agência Ecclesia, aqui

Vidas

Menina fez sexo com três homens

Pensei ainda durante algum tempo sobre esta notícia. Faço a sua transposição ou não?

Era o meu dilema. É demasiadamente duro para ser mais um blogue a reproduzir, mais uma vez, tão repugnante notícia. Mas se nos calamos? Fica tudo como dantes. Então optei pela segunda hipótese. Aqui está o que para muitos é demasiado chocante...

"Com apenas 13 anos de idade, e desde Junho de 2008 até agora, uma menina da zona de Tábua teve relações sexuais completas com três homens, de 22, 45 e 64 anos, agora detidos pela Polícia Judiciária. Durante alguns meses, segundo foi ontem divulgado, a rapariga chegou a ser objecto sexual em simultâneo do homem mais novo e do mais idoso, apurámos com fonte policial."

Veja a notícia completa no 24 horas aqui

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Eleições Autárquicas


Os candidatos
...
Abílio Ferreira Gomes da Silva (PS)

Augusto Martins Barbosa (CDS-PP)

Carlos Alberto Carneiro Pereira (PSD)

José Santos Sousa (CDU)

Como foi dito na altura da criação deste blogue, colocamos uma condição que seria não enveredar pela inclusão de política no seu conteúdo. Continuamos fiéis a esse princípio. Dentro de um trabalho isento e sério, apenas estavam em causa as terras que bordejam o Marnel e o Vouga.
Mas (há sempre um mas!), parece-nos que no que concerne à informação que os blogues possuem, entendemos que ficaria bem incluída a divulgação, até por questões de história e acontecimentos destas terras, das pessoas que nesta freguesia de Valongo do Vouga são os cabeça de lista e se candidatam à Junta de Freguesia nas eleições, a realizar no próximo domingo, dia 11 de Outubro.
É desnecessário acrescentar que o primeiro da lista - e são estes os candidatos - que obtiver maior número de votos, será automaticamente o Presidente da Junta de Freguesia. Isto para dizer que cada lista apresenta sempre um número de pessoas mais vasto, de acordo com o previsto na Lei.
Além disso, sabemos ainda que os Valonguenses (ou não) que se encontram ausentes das suas terras terão, concerteza, alguma curiosidade em saber alguma coisa sobre esta questão.
Posto este preâmbulo e justificação, fica ali em cima a digitalização possível dos quatro candidatos e respectiva identificação, que se vão apresentar a sufrágio directo e universal da população de Valongo do Vouga. A cada um identificamos, ainda, o Partido ou Coligação que legaliza e dá cobertura à sua candidatura.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A lactação

Leite materno tem diferentes efeitos consoante a hora do dia a que é extraído

As mulheres que guardam o leite materno para mais tarde o darem ao seu bebé devem ter em consideração a hora do dia a que o fazem.
.......
Ler notícia completa no jornal i aqui

Terras do Marnel

Talábriga - Capital Romana do Vouga

Aspecto das escavações do Cabeço de Vouga, Marnel, Talábriga

Acompanho com interesse o que se tem publicado sobre estas Terras do Marnel, principalmente o que se refere à chamada estação arqueológica do Cabeço de Vouga. Este local, situado aqui a dois passos, tem merecido também algum atrito histórico-arqueológico, que são coisas em demasia para as nossas intelectualidades sobre esta matéria.

Mas deixamos esta questão para acompanharmos o profesor Luís Seabra Lopes, creio que ainda na Universidade de Aveiro, que na sua página adianta curiosos dados históricos sobre o Cabeço de Vouga, citando ainda elementos de autores locais que a este assunto se dedicaram em tempos, nomeadmanete Rocha Madail, Sousa Baptista, além de outros.

Permitam-me, que respigue alguns aspectos da autoria deste conceituado universitário, na sua página «Talábriga - A Capital Romana do Vouga».

«História nacional: Talábriga é uma das mais antigas cidades portuguesas, pois, a sua fundação é anterior à chegada dos romanos (século II aC.); aliás, o único episódio de resistência à invasão romana de que há registo escrito ter-se-á passado precisamente em Talábriga.

História do distrito de Aveiro: Talábriga foi a capital romana da região do Vouga; em torno desta cidade e da rede viária que nela confluia se organizou o mais antigo povoamento da região.

Historiografia: O problema da localização de Talábriga tem apaixonado gerações de historiadores e arqueólogos portugueses desde o século XVI (ver historiografia e notas complementares); claro, quanto mais difícil é o problema, mais interessante se torna!

Em trabalhos publicados desde 1995, julgo ter demonstrado (dizia Seabra Lopes) que Talábriga ficava no Marnel, concelho de Águeda (ver a síntese actualizada). A investigação actual centra-se na rede viária e no povoamento da região do Vouga. Além disso, a Câmara Municipal de Águeda tem promovido, desde 1996, campanhas de escavações arqueológicas no Marnel.»

(Luis Seabra Lopes e mais dados históricos neste endereço)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

No mundo do trabalho

Chefes brutais

Na continuidade do registo a que foi dado o título «No mundo do trabalho», em que abordámos alguns conceitos sobre a “brutalidade” de algumas chefias, vamos tentar obter o significado de outras características, de certo modo ainda abundantes, no que concerne ao trabalho, organizações e a alguns dos seus actores. Abordamos os seguintes conceitos:

Trabalho em união e espírito de equipa

Obscuro: - São os que não conseguem passar claras instruções aos subordinados, sobre como, na prática, resolver algumas tarefas, ou então não demonstram ter interesse nisso. A principal característica é que fala muito, dita como quer as coisas, assim, assado, mas não é capaz de demonstrar, por acções esclarecedoras, como são executadas as suas ordens.
Agressivo: - É uma característica que demonstra incompetência e ignorância. Então refugia-se em demonstrações agressivas dirigidas, normalmente, para as coisas produtivas. Em compensação, acerta sempre no alvo quando se trata de um subordinado. À frente de um superior, é um cordeirinho.
Teimoso: - Esta questão demonstra-se quando não quer ser receptivo à influência ou às sugestões. E a conversa com um chefe assim, é sempre difícil. Porque não dá o braço a torcer, porque pensa que perde autoridade, acaba a conversa com expressões desta natureza: «Eu quero assim e é assim que se faz.»
Autoritário: - Julga perder a sua dignidade e posição, quando se “baixa” para pedir qualquer coisa. Então não pede. Só manda: «faça isso! Traga-me aquilo! Venha cá!»
Manipulador: - Têm um jeito extraordinário para influenciar as pessoas sobre quem exerce a sua autoridade de trabalho. É capaz de colocar umas contra as outras, faz com que os outros levem a fazer coisas, mas que, no fim, não assume a sua responsabilidade.
Poderoso: - Este tipo de chefias, normalmente é-lhe concedido pela empresa um certo poder. E depois usa esse poder de forma maldosa e vingativa. Não é capaz de formar alguém que seja seu substituto ou um seu sucessor futuro e até de ajudar a crescer profissionalmente ou em outra área da vida relacional.
Sem sentido de humor: - Não entende, não aceita, não tolera qualquer graça ou brincadeira. O seu mais próximo sentido de humor é o sarcasmo. Se toma a iniciativa de brincadeira, é sempre para humilhar, diminuir ou com a intenção de colocar a nu as fraquezas do outro.
Insensível: - Não sabe, nem demonstra, qualquer sensibilidade ou percepção das coisas e dos desejos ou necessidades do ser humano. O trabalhador, para este tipo de pessoas, não é um humano com virtudes e defeitos, com qualidades e sentimentos, nem demonstra ter interesse pela vida dos outros. Não é solidário e a sua compaixão é mínima ou inexistente e, regra geral, utiliza um impermeável à justiça e à gratidão.
Não sabe ouvir: - Demonstra ser receptor muito fraco para o que os subordinados têm a dizer. Normalmente, apenas utiliza a sua voz para se fazer ouvir.
Inseguro: - Este tipo de chefias consegue camuflar na perfeição a sua insegurança. Por isso, está sempre desconfiado e na defensiva. A sua arma, nestes casos, é a prontidão para represálias.
Desagregador: - Faceta comum. Em vez de trabalhar para a união e espírito de equipa, faz o contrário. Porquê? Porque tem medo de que se voltem contra ele.
Mal consigo mesmo: - Tem demonstrações que afinal não goza de felicidade. Não consegue construir a felicidade e ser feliz. O seu autoconhecimento e autoavaliação são nulos.

*****

Estas demonstrações não acabariam por aqui. Fica apenas esta amostra, que consideramos suficiente. Uma nota final. A bibliografia em que nos baseamos e que no post anterior sobre este tema indentificamos, dá-lhe mesmo o título de Chefes Brutais. Consideramos este título demasiadamente violento.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dia Mundial dos Animais

Os animais amigos do homem

O pachorrento "Cripton" que não é cá de casa

A "Ritinha" no alto, como gosta, sobre coisa fofa. Também não é de casa.

Outra vez?! É verdade. Lá está o noticiário da TV a sensibilizar-me com a notícia sobre a comemoração do Dia Mundial do Animal. Vi as reportagens feitas. Vi a fofura de alguns deles. E depois pensei nos animais cá de casa, de quem gostamos, de quem apreciamos particularidades, que as têm, qualquer que seja o animal. E gostamos também da atenção que nos dedicam... não é apenas a atenção que lhes prestamos... eles também sabem que não estão sózinhos. E quando ficam sózinhos, é apreciar a reacção que demonstram quando chegamos. Autênticas euforias festivas, demasiadamente evidentes que não deixam qualquer margem para dúvidas.
Para não fazer um inventário exaustivo, posso dizer que são dez gatos com dois cães e mais qualquer coisa que nos fazem companhia. Pelos quais nos responsabilizamos. E devia ser este o comportamento cívico de todas as pessoas que possuem os seus animais de companhia.
O animal, como ser vivo, devia ao menos ser respeitado e tratado nessa qualidade. O animal não é objecto que se produz, que se estraga, que aborrece e que se deita fora...
Tenho mesmo quase a certeza em poder afirmar que é diferente quem gosta de animais. Eles sabem quando conversamos com eles, quando se passa um raspanete e, muitas vezes, basta apenas fazer o gesto que eles sabem bem o que significa. E podíamos estar aqui a ocupar muito mais espaço com conceitos, sempre correctos e acertados, sobre os animais.
Também assinalo, desta forma, por aqui, o Dia Mundial do Animal. E ficam dois registos.

sábado, 3 de outubro de 2009

Distribuir alimentação

O mundo não tem soluções?

Causou-me preocupação, estupefacção e senti também alguma revolta, quando hoje, nas notícias de um dos canais de TV, vi e ouvi alguns agricultores franceses a dizer que iriam encerrar as suas instalações de produção de leite, porque não conseguiam superar os encargos face às receitas, que eram insuficientes, em função do preço por litro porque estavam a vender este produto alimentar essencial, como sabemos. Um deles, salvo erro, admitiu que o vendiam a 25 cêntimos!
A propósito: certamente que já reparou, mais de uma vez ou dúzias de vezes, quanto custa quando o retira da prateleira dos mercados ou super-mercados? Praticamente, senão mesmo, nalguns casos e marcas, o dobro ou mais daquele valor! Ficam, assim, muitas interrogações no ar...
Chocou-me ver e ouvir um deles, já de certa idade, que tinha seu filho envolvido na exploração, na função de uma espécie de direcção técnica da unidade que possuía. E dizia este agricultor, chorando que nem uma criança, que lhe custava muito ver partir o seu filho e ter de encerrar a exploração que possuíam.
Em Portugal, parece-me que o panorama não é muito diferente.
A pensar nisto, lembrei-me de pessoa amiga, Fernando Martins, que lançou há tempos no seu blogue - Pela Positiva - uma espécie de campanha a que deu por lema «Uma Ideia para Portugal».
Eu diria, agora, mais que uma ideia para Portugal, será para a Europa, uma vez que, todos sabemos, nesta velha Europa não terá faltado nada o que a muitos nunca, até hoje, terá chegado. É necessário justificar com exemplos? Claro, também se dá: por aí algures no «corno de África» estão crianças que davam tudo por uma garrafa de água pura. Nesse mesmo local, ou próximo, há milhares de crianças a morrer de desnutrição, de fome, além de adultos, que vivem há dezenas de anos em constante guerra civil, como é o caso de Darfur, no Sudão, a Somália, etc.
Do lado ocidental de África, e colocando só em destaque a Guiné-Bissau que conhecemos numa parte, há falta de tudo, ou quase…
Não podia a União Europeia, de modo mais coerente e concreto, entre várias entidades que forneçam e os destinatários que carecem de tudo, enviar os excedentes do continente para estes e outros destinos? Sei que, nalguns casos, já se faz, mas admito que é insuficiente.
A tão apregoada solidariedade tem funções que já não se entendem, ou então trata-se apenas da existência de uma palavra no dicionário, que não traduz, na prática, aquilo que é o seu verdadeiro significado.
Este o modo como sei exprimir o que penso acerca deste caso concreto, num continente onde se esbanjam bens alimentares e, paradoxo dos paradoxos, os produtores desses bens encerram em contra ponto com os que morrem de fome.
E para não falarmos dos casos que temos dentro de portas!!!

Os bons vinhos

Quinta da Aguieira


No blogue "Copo de 3", cujo endereço pode verificar mais abaixo, inclui uma apreciação de duas ou três linhas históricas sobre o lugar de Aguieira e do Visconde, da Quinta, das vindimas e dos vinhos.
Com a devida vénia, transcrevemos daquele site o que o enólogo diz:

Casa da Aguieira
Era uma vez uma Casa, cujo dono era um ilustre político e viticultor do séc XIX, o Visconde da Aguieira. A propriedade, situada nas terras encantadas de Águeda, encerrava em si o maior dos mistérios - a arte de bem vindimar - tendo sido pioneira da região no engarrafamento de vinho tinto. Em 1998, a Aveleda tomou posse deste fascinante tesouro, tendo-o enriquecido mais e mais, com a ajuda do sábio e famoso Denis Dubourdieu. Desde então, este tem cuidado do vinho com toda a sua alma.

E a seguir, sobre o vinho, elabora o seguinte parecer:


Aveleda Follies - Touriga Nacional 2003
Castas: 100% Touriga Nacional - Estágio: 12 meses carvalho Francês - 14% Vol.

Tonalidade ruby escuro com rebordo violáceo e ligeiramente glicérico.

Nariz a denotar uma boa intensidade, revelando uma grande maturação com muita fruta em compota o que dá logo uma sensação de adocicado no nariz, a madeira está em sintonia com a fruta, suave torrado com baunilha, chocolate negro, folha de tabaco, em fundo mostra ligeiros florais ainda que tímidos em companhia de um toque balsâmico, frescura de conjunto que não deixa cair o vinho num campo enjoativo passado dois ou três copos, mostrando-se guloso e de boa complexidade.

Boca de entrada bem fresca, certo arredondamento com fruta bem presente ao lado de compotas, balsâmico, acidez bem presente que torna o vinho completamente diferente da prova de nariz, mais fresco e menos madurão, o que se agradece. Não mostra grande largura de boca mas apesar de tudo mostra-se de boa complexidade e bem equilibrado no seu conjunto.

Pela originalidade e pela curiosidade que encerra, engrandece e enaltece o nome de uma aldeia da freguesia de Valongo do Vouga - Aguieira -, aqui deixamos este registo interessante, com as respectivas fotografias.

Caso queira ver, clique aqui

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

No mundo do trabalho

Chefes brutais

Está cada vez mais complexo o ambiente no mundo do trabalho. Não vou agora dispender espaço e palavras para confirmar a teorização destes princípios. Se tiver tempo e pachorra, a eles voltarei mais tarde. Só direi que não se olha a meios para atingir fins pessoais ou outros.
Fui um autodidacta da área de Recursos Humanos e tudo o que se publicava sobre a matéria, eram leituras devoradas de forma constante. Por isso, nos papeis velhos vem sempre à luz do dia determinados conceitos que assentam que nem uma luva naquilo que se passava e que agora, devidamente refinado, se acentuou.
As leis que nos regulam em sociedade não podem andar à frente dos acontecimentos. Assim, não será por acaso que o código laboral passou a incluir na matéria jurídica o que esta convencionou por assédio moral (ou, de forma mais simplista, assédio no trabalho).
De uma fotocópia obtida por internet, da Revista Você, S.A. (Fevereiro de 1999), Editora Abril, respigamos e condensamos, o que o articulista classifica, nos "Chefes brutais", Os estilos de desumanidade.
Começa por chamar a atenção que as acções destes "chefes" podem ocorrer de diversas formas. Depende de vários factores, sendo fácil perceber quando estamos perante um chefe com estas características, principalmente quando somos a vítima. Eis alguns adjectivos e respectiva definição:
Controlador: - Não confia em ninguém e é um convencido que todos os subordinados são inaptos, ignorantes, ou melhor, não são tão bons quanto ele. Torna-se dono da primeira e da última palavra (decisão), chama a si todas as iniciativas, bloqueia (ou tenta bloquear) a dos outros. Não tem diplomacia para disfarçar. Pensa que lhe assiste o direito de falar na cara das pessoas como bem entende e, principalmente, à frente de quem quer que seja, desde que não seja um superior.
Dominador: - Entende ele que ser chefe, tem um significado superior para dar ordens, impor vontades e exigir obediência e respeito. As pessoas que o rodeiam, desde que não seja um superior, como antes fica dito, entende que são objectos à sua disposição.
Inflexível: - Não admite que errem. Não muda de opinião, a não ser nas costas dos outros, sem lhes dar conhecimento ou então por decisão própria, visto que não acata as sugestões dadas. Não admite alterações, mesmo que sejam positivas, no cumprimento dos seus decretos.

*****
Sei que fugi um pouco à orientação que dei ao blogue. Penso e admito que tenho o direito de o poder fazer, quando se contribui com alguma coisa para ajudar a raciocinar, dar a conhecer e ter alguma influência em alguém que esteja em relação com ou seja um chefe honesto e com princípios. Isto faz parte do que se deveria, ainda hoje, traduzir em realidade, na formação dos temas da liderança, numa gestão de recursos humanos. Mas não se faz. E se se faz, não chega. A formação humana também é importante no mundo do trabalho. Se lidarmos com objectivos honestos e transparentes, também aqueles que dirigem e os executantes, certamente que o farão de uma forma diferente, descontraída e sem pressões. Donde, naturalmente, sairá produtividade, que tanto se apregoa.

Das escolas onde proliferam agora estes cursos (têm ainda poucos anos de oficialização) saem "técnicos de recursos humanos", de reconhecida competência e outros que, numa grande parte, dão muito fracos exemplos nada condizentes com as teorias que lhes foram transmitidas.
Como já li algures, gerir recursos humanos, não é gerir números, mas pessoas concretas, cada uma diferente do companheiro da equipa de trabalho que está ao seu lado.
Ficamos, agora, por aqui.
Quanto às definições, a elas voltaremos porque não se resumem só àquelas... há mais... reais e interessantes!

Agricultura - Bovinos Leiteiros

Vacas com nome próprio dão mais leite, sabia?



Devido ao trabalho de Douglas, sabemos que as vacas que têm nome dão mais leite, o que o fez merecer o IgNobel da Medicina Veterinária. "Estou contente, porque, apesar do divertido ser a ideia de vacas com nomes serem objecto de estudo científico, o prémio deu mais publicidade ao bem-estar das vacas", disse ao PÚBLICO, por e-mail, a cientista da Universidade de Newcastle.


Ver notícia na íntegra no Jornal Público, clicando aqui

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A Palavra do Bispo

Tempos difíceis para os padres

D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, destaca mudanças culturais complexas e transformações sociais profundas e considerou que “a vida consagrada e o ministério sacerdotal se vivem hoje em condições particularmente difíceis”, destacando os “contextos de mudanças culturais complexas e de transformações sociais profundas”.

(Foto em 'cartas_ao_portador.blogspot.com')
Notícia da agência Ecclesia que pode ler aqui.

Trilho das Levadas

Percursos Pedestres de Águeda
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O "Trilho das Levadas", na freguesia de Valongo do Vouga, aberto oficialmente em 26 de Setembro passado e que, depois disso, já tem sido visitado e percorrido por dezenas de pessoas, tem um folheto editado pela Câmara Municipal, a exemplo de outros trilhos, que incluem os Percursos Pedestres de Águeda, e que já foram iniciados há mais tempo, também têm os seus folhetos promocionais e de apresentação e que são:
- Trilho da Aldeia, junto à igreja matriz de Macieira de Alcoba.
- Trilho das Terras de Granito, tem início também junto à igreja matriz de Macieira de Alcoba, ou até em outro local onde passa, e vai até aos arredores da aldeia da Urgueira, desta freguesia.
- Temos ainda o PR1, Da Pateira ao Águeda, "é um percurso pedestre de pequena rota que decorre por caminhos e territórios das freguesias de Óis da Ribeira e de Espinhel unindo as margens da Pateira às do rio Águeda e as duas freguesias."
No próximo dia 5 de Outubro (feriado), vai abrir o Trilho «Percurso de Águeda», com início e fim no Largo 1º de Maio.
Por agora, deixamos as duas páginas do desdobrável sobre o Percurso da freguesia de Valongo do Vouga, o Trilho das Levadas.



Gente destas terras - XIII

Os livros de
Júlia dos Santos Magalhães



Acabei de receber um mail de um amigo, no qual vinha um anexo com um ficheiro de uma imagem da capa do livro de Júlia Maglhães, a que nos temos referido, livro esse que me faltava na colecção que aqui se tem postado.
É o livro «Contos d'Avó», cuja capa aqui fica digitalizada para conhecimento dos bloguistas que por aqui andam ou venham a visitar este modesto cantinho.
E cuja leitura se recomenda. Não só para os mais pequenos...

1 de Outubro-Dia mundial da música

A Música - Terapia da Vida

Como podem ver pela hora a que este post vai aparecer, quer dizer que só agora é que entrei neste blogue. Porque também no momento de «enganar o estômago», aptoveitei e estive a ver as notícias e estas relembraram-me que hoje é o Dia Mundial da Música.
Gosto de música? Claro que gosto, mas apenas aquela que me enche o espírito e alma. Então que tipo de música é esta? Toda a que não se estranha, mas se entranha. Boa música. E dos Beatles? Também. E sinfónica? Uma grande parte dela, que são autênticas obras de arte, tal qual um dos melhores quadros do mais famoso pintor. E coral? Maravilhosa, quando os naipes se encaixam bem uns nos outros e os nossos ouvidos são "invadidos" por uma harmonia celestial.
É assim e deste modo, que eu gosto de música. E para ilustrar e confirmar o que acabo de dizer, lá visitei o YouTube e escolhi, um bocado à pressa, uma música que me soa bem. Espero que a si também lhe transmita algo que o faça gostar, ou gostar mais, da música.
Já regressei do YouTube. Escolhi uma versão de "El Magnificat", um gregoriano de belo efeito, como é, normalmente, toda a música de temas religiosos ou espirituais. Mas não escolhi só por isto. Porque se trata de uma música que interioriza e acalma e, por outro lado, não é demasiadamente longa, para se tornar aborrecida e ser interrompida a meio...


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