domingo, 15 de fevereiro de 2009

TOCA A RASGAR! - II

A VIDA DE UMA CRIANÇA
Era (e é) este o título de um poema, muito sério, muito sensível (ainda hoje e sempre, infelizmente, no que ao tema respeita) que o Zézito criou (até hoje parece que ninguém reclamou direitos de autor) e declamou de uma forma fantástica no espectáculo a que me referi no capítulo anterior, que, repito, tinha o título ‘TOCA A RASGAR’.
O Zézito parece que ainda é assim mais conhecido e como eu o trato (mas, pormenorizando e respeitando o autor, chama-se José da Silva Ferreira Martins, morou na Veiga e tinha o seu estabelecimento na Póvoa, reside actualmente na Trofa). Assim, toda a gente sabe de quem se trata, creio eu…
Como prometi trazer aqui alguns pormenores desse espectáculo, eis o poema intitulado “A VIDA DE UMA CRIANÇA”, espectacularmente declamado por José da Silva Ferreira Martins. E o Zézito ouviu umas ovações que nem imaginam. Foi verdade. Eu estava lá…


Quando no silêncio da noite te recordo…
Olhando aquela estrela candente
Lembro-me daquele beijo tão quente,
Tão fresco como aquela rosa
Tão meigamente saído da tua boca carinhosa!

E, com aquele beijo, nasceu uma criança…
Que nasce feliz por ter muito amor
Por ter uns pais que lhe dão conforto.
Que evitam que no mundo haja tanta dor
Para que no futuro não vejas tudo morto.

Nasceu uma criança…

E desceu num mundo com estruturas sociais,
Onde os habitantes são todos iguais,
Onde não há guerra nem leis raciais
Onde não há droga nem poderes locais.
Onde não existem doentes nos corredores dos hospitais
Tratados piores que meros animais,
Onde não há hipocrisia nem poluição
Onde não se alimenta a prostituição.

A criança cresce num mundo feliz…

Onde existe a paz, o amor e a verdade
Onde existem ninhos de felicidade,
Onde não há Chaimites mas jardins-de-infância
Onde cada bala é uma rosa sem espinhos
E cada granada uma explosão de tolerância.


A criança cresceu e foi para a escola.
Aprendeu a ler, aprendeu a amar
Aprendeu a dar sem nada receber,
Aprendeu a ouvir sem nunca odiar,
Aprendeu a saber ganhar e a saber perder.

Agora, reparai…
Não são precisas mais crianças iguais?
Se quisermos ver o mundo melhor
Sem ódio, sem dor, sem coisas fatais,
Criai-os assim e dai-lhes amor
Não deixeis criar anos internacionais
Que apenas rendam p’ra comerciais.

Criai-os, amai-os, não os desprezais
Que o mundo precisa é de amor de pais,
O mundo precisa da Vossa compreensão
Para que os vossos filhos não vivam na ilusão.
Não lhes dêem brinquedos de guerra,
Vamos lutar pelo amor e paz sobre a terra
Vamos todos lutar por uma sociedade justa
Vamos todos fazer um mundo melhor?
Vamos… Vamos… Vamos…
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