sábado, 28 de fevereiro de 2009

REVISTA "VALONGO À VISTA"

Depois contarei o resto da história. Mas antes disso, vamos a um cheirinho sobre o tema acima intitulado. Foi qualquer coisa fora do comum, extravasou limites territoriais da freguesia, correu fama e um êxito estrondoso o espectáculo levado a efeito na inauguração da Casa do Povo de Valongo do Vouga.
Os poucos sobreviventes do ano de 1943, ano em que este episódio se desenrolou, falam ainda com muita ternura e, principalmente, saudade do que constituiu o espectáculo revisteiro denominado «Valongo à Vista»

Foram seus autores o Inspector Arménio Gomes dos Santos, Abílio Quaresma e outros que, certamente, não tendo ficado nas prateleiras da história, nela colaboraram, como foi o caso do prof. Alberto Lopes de Melo, que passou a residir na Vacariça, Luso.
De referir ainda que temos uma lista (talvez incompleta) de alguns "actores" locais que nela tiveram directa participação. Conforme eram conhecidos, assim os vamos identificar. São os seguintes: Fernando Miúdo, Cândido Paz Corga, Maria (?), Almerinda, Olímpia, Maria Bastos, Ester Lopes, Cecília, Anitas, Mabília, Maria Lemos (parece ser Maria da Fonseca Lemos); e ainda, José de Almeida, Norberto, António Almeida, Maneca, Bruno, Manuel Biscoito.
Não sei se omitimos alguém.

Temos em nosso poder, conforme autorização dada pela direcção que há cerca de 30 anos era responsável pela Instituição (Casa do Povo), uma fotocópia da revista "Valongo à Vista". Foi toda transcrita no jornal paroquial «Valongo do Vouga», em vários capítulos. Gostaria de a poder aqui reproduzir, mas falta-me engenho e arte (como quem diz, conhecimentos informáticos), para levar a cabo esta tarefa.
Mas gostaria de, em primeira mão, apresentar a digitalização do livrinho que foi na altura imprimido, cremos que pelo Inspector Gomes dos Santos, no qual está, como a capa que abaixo reproduzimos deixa confirmar, as «Coplas da Revista de costumes regionais, em 2 actos, doze quadros e um prólogo, intitulada Valongo à Vista - Letra de Gomes dos Santos e Música de M. Varela». Coplas, são as canções alusivas a cada quadro, musicadas, alternando com o refrão e apresentadas no final de cada um dos quadros da revista.

Penso que é justo esclarecer que este M. Varela (como era conhecido) se tratava de Manuel da Fonseca Morais, que foi residente em Arrancada e que toda a gente sabia e sabe que na arte dos sons era de inexcedível competência e conhecimentos. Foi sempre um autodidacta em quase tudo, até na música...
E foi por sua causa que hoje temos entre nós o capitão Amílcar da Fonseca Morais, irmão daquele, que reside em Águeda, pessoa que não me atrevo a classificar (pela minha insignificância na matéria), na mesma especialidade dos referidos sons musicais (porque, não confundir, há outros sons...).
Então, se conseguir o que penso, aqui vai, para começar, uma amostra, mal arranjada informaticamente, de um documento um tanto inédito.

Não queria encerrar este capítulo, sem dizer que ao Filipe Vidal, neto do inspector Gomes dos Santos (Filipe Nuno Valente e Santos de Gouveia Vidal, de seu nome completo) emprestei as ditas fotocópias, que as digitalizou e já as cedeu a alguém que, parece, está a fazer um trabalho ou levantamento de algumas particularidades da freguesia de Valongo do Vouga.
Resta informar que tenho em meu poder (encontrei-as há dias, agora que ando a mexer em tudo quanto é papel) duas fotografias dos "actores" da revista, que vou tentar recuperar através de alguém tecnicamente preparado.

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