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sábado, 18 de maio de 2013

Brumas da Memória - 32

1966 - Inauguração dos Serviços Sociais
António Pereira Vidal & Filhos, Lda.


Florzita Viçosa


Com vista a cumprir o prometido - apresentar de seguida todo este espectáculo de 1966 - registamos mais  uma canção, que, socorrendo-nos do quadro sinóptico que a brochura impressa continha, foi interpretada pela Isabel de Castro (Maria Isabel Gomes de Castro) actualmente a residir em Oiã, com letra de Hernâni Gomes, como se tem acentuado e música de Manuel Morais, autor de todas.
A digitalização dessa canção está aqui ao lado.
Não se esqueça. Clique na imagem para aumentar.




 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A Internet e o Consumo

Prometido é devido
 
Imagem retirada da Internet (Google)

Dois post's antes deste escrevi, na noite de 14 para 15, uma história de trabalho de alguém da freguesia que anda sempre atrás de clientes para lhe comprarem os produtos que representa. Já vou dizer quem é.
Mas antes quero dizer também que tinha escrito, em jeito de brincadeira, que com aquele post e o vídeo que o acompanha, pela publicidade feita, iria obter algumas vantagens, nem que fosse... um sabonete.
E disse também que se acontecesse alguma coisa, vinha aqui e dava a conhecer.
Ora, como muitos sabem, a pessoa que esteve nos primórdios da representação da Amway, pelo que julgo saber, no concelho de Águeda, foi o José Augusto Martins, através de quem compramos produtos (alguns) daquela marca.
Ora, vai daí, o José Augusto, que anda sempre actualizado, viu no facebook aquela coisa, foi ao blogue, confirmou a situação e hoje, cerca das treze horas, aqui estava em casa a entregar um produto que já tinha sido comprado, mas não entregue (funciona sempre a mútua confiança), e, caso curioso, quando não atendemos pela porta, o José Augusto utiliza outro estratagema, para não perder tempo: um toque pelo telé-lé... abro a porta e ele dispara:
- Não trago o sabonete, mas tem aqui esta pasta de dentes... a melhor que se fabrica na Amway!!!

E a pequena embalagem da pasta de dentes cá ficou, para gastar a esfregar o que resta... deles...
Fico agradecido, José Augusto Martins, mas não abuso, porque senão era uma página diária e esgotava o teu stock num instante... com as vantagens só para um lado!!!!! Não estava certo!!!!!!

Mas se você, que está a ler isto, necessita de contactar o José Augusto, aqui tem: 96 022 49 06.

A Comunicação Social

A mudança 


Imagem retirada da Google
Não. Não aconteceu nada digno de registo para aqui vir substituir o que é a função da Comunicação Social. Nem tão pouco dissertar sobre este tema, que para tanto não tenho jeito.
Era só para chamar a atenção que na barra lateral deste modesto cantinho, modifiquei os links para aceder directamente e com facilidade aos vários órgãos de comunicação social escritos, que vai desde «A BOLA», passando pela «EURO NEWS», até aos tradicionais títulos e revistas, como é o caso da «VISÃO».
Penso que fica mais apelativo e identificável do que antes estava com o texto e os títulos.
E se lhe der na gana ir até lá espreitar o que contam, como eu fiz para testar as ligações, vai dar com notícias como estas, das quais destaco apenas os títulos:
 
VISÃO: - Diz saber como foi feita a eleição do Papa Francisco, antes do Conclave.
EXPRESSO: - Anuncia «Quando Portas escrevia que Cavaco merecia um estalo». Nem mais, nem menos, o título é este.
JORNAL DE NEGÓCIOS: - A Unilever JM (Jerónimo Martins) fecha unidade de Sacavém e integra os trabalhadores em Azóia. Eu comento; ao menos integrou os trabalhadores, senão lá ia a percentagem aumentar mais. Conheci a unidade de Azoia, no princípio dos anos 70, por onde andei a trabalhar numa fábrica que tinha, naquele tempo, a melhor organização administrativa e de recursos humanos. Designava-se «Fima», mais tarde «Lever», absorvida por Indústrias Lever Portuguesa, Lda.
O JOGO: - Noticia que o ladrão da família Mourinho, em Londres, já foi condenado 19 vezes. Este não fica com os créditos por mãos alheias...
O SOL: - Acaba de anunciar que o PS vai pedir a queda do governo na reunião do Conselho de Estado!!!!!!!!!!!!!!!!
JORNAL DE NOTICIAS: - Tem uma notícia de que a actriz Angelina Jolie pondera retirar também os ovários. Para além do impacto que esta actriz e a notícia estão a sofrer, não sei não como vai ficar a bonita actriz. Deus queira que fique bem. Mas a andar assim...
 
Ora espreite lá o novo look de alguns dos seus órgãos de comunicação social...
 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A Internet e o Consumo

Deambulava por aqui, "navegando" neste mar de comunicação quando vi o vídeo que a seguir está incorporado.
Não tenho nada a ver com a Amway, salvo conhecer pessoas, algumas da freguesia, que se dedicam afincadamente à venda de produtos daquela marca norte-americana, cujo sistema vem desde os meados do século XX, concretamente desde 1959.
E o esquema continua a ser o mesmo - porta a porta, pessoa a pessoa, de boca em boca, passa a palavra.
Então qual o interesse em incluir aqui este vídeo? Porque tenho vantagens? Porque ganho alguma coisa? Nada disto. Apenas porque ao conhecer essas pessoas que procuram ganhar a vida, estou também, indirectamente, a ajudar.
Quanto aos produtos que vendem, garantem  que são os melhores. Sou cliente de uma delas, e sei que o afirmam com convicção, não tendo receio e assumindo plenamente esta afirmação. Comprovo com alguns produtos que consumo...
Sou um mentiroso! Não ganho nada, não é bem assim. Vamos lá a ver se ganho, ao menos, um sabonete!!!!!!!!... Tinha graça... Mas se isso acontecer, eu depois digo...


terça-feira, 14 de maio de 2013

Brumas da Memória - 31

1966 - Inauguração dos Serviços Sociais
António Pereira Vidal & Filhos, Lda.


Seguindo o quadro sinóptico de uma pequena brochura que foi impressa a propósito deste espectáculo, a canção que se segue - o espectáculo não foi constituído só por canções, mas a esse facto voltaremos quando chegarmos ao fim - tem por título Adeus Amor, era o nº 11 na ordem de apresentação. Foi interpretada por Francisco Rodrigues, sendo a letra, como nas anteriores e seguintes, da autoria de Hernâni Gomes.  E a música, como todas, da autoria de Manuel Morais.
Recorde a letra clicando na imagem ao lado digitalizada.


domingo, 12 de maio de 2013

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO - LIX


O padre Fonseca que, recorde-se, morava no Beco, apresentou-se na Quinta do Cimo da Rua (como era designada, antigamente, a Quinta de Aguieira e assim citada, por aqui, várias vezes), sendo recebido pelo dr. Pinho. Este pô-lo ao corrente das suas ideias sobre o testamento que a moribunda esposa do futuro Visconde devia fazer.
O padre Fonseca, meditando, respondeu que ia primeiro ouvir a doente. E lá foi. O dr. Pinho seguiu-o até à entrada da porta do quarto vendo a cena que antes foi descrita.
 
Com esta foto pretende-se destacar a capela privativa
da Quinta de Aguieira, em primeiro plano, do lado direito.
Nela foram realizadas as exéquias fúnebres, antes de
ser organizado o funeral para o Sobreiro.
Quando o padre Fonseca se aproximou, D. Maria Mascarenhas recebeu-o com um sorriso e com palavras de agradecimento, como se transcreve:
"- O Sr. padre Fonseca! Como é admirável a sua dedicação e a sua generosidade!... A sua amizade não abandonou nunca a minha família. Recebi a sua bênção nupcial e vou receber as últimas consolações da nossa religião. O Sr. padre Fonseca aparece sempre, como os anjos protectores, nos momentos solenes. Agradecida! Agradecida!"
 
Diz o dr. Pinho que estas palavras foram pronunciadas em voz pausada...
Seguem-se algumas frases de um diálogo entre a doente e o padre José Fonseca, nomeadamente sobre seu marido, o Dr. Joaquim Álvaro, sobre o qual o padre Fonseca disse que é um homem que sofre mais que todos e espera as melhoras da esposa que adora, confiando na providência de Deus. Disse a doente:
 
-"Desejava que o Sr. padre Fonseca me aconselhasse. Já pedi ao Céu perdão para as minhas culpas, mas receio que, por minha morte, continuem as desavenças da minha família. Se essas desavenças se pudessem evitar!...
-" Não posso dizer a V. Ex.ª que os lastimosos conflitos entre a casa de Aguieira e a casa de Torredeita hão-de necessariamente terminar. Se dependesse de mim, haveria a paz e a harmonia nas duas nobres famílias.

Brumas da Memória - 30

1966 - Inauguração dos Serviços Sociais
António Pereira Vidal & Filhos, Lda.


GAROTA DE CALÇAS

Este número, que fazia parte do espectáculo de variedades realizado naquele ano, quando foram inauguradas as instalações dos serviços sociais daquela empresa, cujo edifício, ainda existente, está a ser transformado, de uma forma efectiva, para instalações que têm em vista o aspecto social da freguesia e respectivas populações, como, aliás, é do domínio público. E ainda bem que se enveredou por lhe dar um aproveitamento, criando melhores condições, para aquilo que é um dos bens essenciais da freguesia; a segurança e a tranquilidade das populações.
Este número das variedades abria a segunda parte do espectáculo, foi interpretado por Celeste Maria (desculpem, qual Celeste Maria?), com letra de Hernâni Gomes e música de Manuel Morais. Penso que a música era enquadrada no estilo usado na época, designado por Yé-Yé... uma moda que revolucionou as jovens e menos jovens, quando passaram a usar calças, em 1966!!! E hoje?
Aqui fica a digitalização, não esquecendo que para aumentar deve clicar na imagem...

sábado, 11 de maio de 2013

Junta de Freguesia na História - 95

O primeiro Código de Posturas


Rotunda e actual sede da Junta, na Póvoa do Espírito Santo,
o local geográfico mais central da freguesia.
As posturas da Junta de Freguesia, como se intitula, eram um código onde se inseriam as normas a que ficavam obrigados todos os paroquianos e era aplicada, exclusivamente, na área do território da freguesia.
Especificamente ali ficava, preto no branco, tudo o que, naquele tempo e num mundo rural, deviam obedecer certos comportamentos e acções, as multas (que hoje se convencionou designar por coimas, porque a palavra 'multa' parece ser relativamente violenta!), consagrando ainda diversos capítulos que iam desde os limites da freguesia, o que era o Património Paroquial, os terrenos indispensáveis ao logradouro comum (para disciplinar o que era o mato, a lenha, o gado em pastorícia, coradouros públicos e outros mais).
Já aqui fizemos referência ao primeiro Código de Posturas da Junta de Freguesia que conhecemos, datado de 1947, que teve como principal obreiro o prof. João Baptista Fernandes Vidal.
Desta feita vamos referir que a acta da sessão da Junta de Freguesia, realizada em 14 de Maio de 1916, já referia a existência de uma iniciativa do género.
Confirmamos com a redacção que consta naquela acta, do seguinte teor:
 
«E finalmente foi deliberado encarregar o secretário desta Junta de elaborar e apresentar um projecto de Posturas, visto a Comissão em tempo para isso nomeada nunca ter reunido e alguns dos seus membros se terem ausentado, estando assim impossibilitados de fazer nisso qualquer serviço.»
 
Vamos continuar a pesquisa, a fim de poder confirmar se o trabalho do secretário foi ou não realizado com êxito. O que não acreditamos é que as Posturas de 1947 tenham sido o resultado daquela decisão e trabalho de 1916! Deus nos valha!
Mas, quem sabe lá?!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Os nossos monumentos

Recorde e compare



Do que nos lembramos!
Não é nada especial, mas à primeira vista poderá fazer pensar um pouco, até pela denúncia que constituem uns sinais ali colocados e que fazem conhecer  claramente o local da freguesia.
Encontrei por aqui esta fotografia, que foi tirada há já alguns anos. E foi por isso que achei interessante. Verificar o que era, comparada com aquilo que, certamente, todos conhecemos.
O que acha? Um local muito diferente do que é agora? Ou nem tanto?
Acho bastante diferente do que é agora. Mas esta é a minha opinião.
Imagine como eram os outros locais das suas meninices e até de outros tempos mais antigos!
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Brumas da Memória - 29

1966 - Inauguração dos Serviços Sociais
António Pereira Vidal & Filhos, Lda.


Ficam por aqui estes versos que correspondiam a mais uma canção do espectáculo realizado naquele ano. Esta tem por título a FÚRIA DO TOTOBOLA. Estávamos na época de grande euforia de um jogo social, que ainda vigora, mas sem a dinâmica e o entusiasmo que lhe era dedicado. Fica a digitalização que, recorda-se, pode clicar nela para melhor poder ler/recordar.
Segundo o quadro sinóptico, o intérprete foi Augusto G. Silva, o autor da letra desconhecido e a música de Manuel Morais.
 
 
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Ditadura do Consenso

Uma Voz da Guiné

Foto obtida no Palácio do Governador,  em dia de render a guarda,
ano de 1964, agora completamente degradado, destruído.
Não é novidade para ninguém que tenho pela Guiné-Bissau uma grande afeição, diria mesmo, saudade. Era inevitável, decorridos todos estes anos, desde Julho de 1963.
Outros, como bons portugas que são, sentem o mesmo por alguns locais de Angola, Moçambique, S. Tomé, Cabo Verde, Macau e Timor.
Quase nos esquecemos daqueles (ainda bastantes) que vivem neste mundo de Deus, manifestando os mesmíssimos sentimentos por Goa, Damão e Diu. Quase todas as semanas contacto com um bravo companheiro, camarada, que esteve prisioneiro na Índia, e traz sempre consigo, no carro, um livro sobre aqueles tempos ali vividos. Escrito não sei por quem...
 
Porquê este longo introito?
Para dizer que na barra lateral deste blogue, ou lá como se chama (?), adicionei um muito falado e corajoso blogue, da autoria de um jornalista guineense, António Aly Silva, um independente, que luta sozinho pela justiça, pela paz e denuncia as arbitrariedades, prepotências e completo desrespeito para com o seu povo, o mais pobre do mundo, que, ainda hoje, passados mais de quarenta anos, os seus naturais manifestam alguma saudade no tempo de permanência dos militares portugueses e por aquilo que lhe proporcionavam, que hoje, aqueles que dizem ser autoridades, lhes negam na mais revoltante acepção da palavra. Ou seja, não lhes dão nada.
 
A Ditadura do Consenso é, no meio da «floresta guineense», a única voz que denuncia as injustiças, as corrupções financeiras, do narcotráfico em que «quiseram» que o país em quem mandam, com o poder das armas, se tornasse naquilo que é, a grande placa giratória donde irradia, para os mais variados locais do mundo, toda a droga que vai, inexoravelmente, destruir vidas e fazer encher os bolsos de outros, que pouco se preocupam com aquilo que, ao consumidor final, vai provocar.
 
Certamente que serei, a partir de agora, sinalizado... como compreendem. Porque o polvo é um «bicho» que ainda não está em extinção...
Recomendo vivamente uma visita àquele blogue, aqui ou na barra lateral

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO - LVIII



Foi no interior deste edifício que se viveram as lancinantes e 
dramáticas cenas dos últimos momentos de vida de uma das
Meninas Mascarenhas. Fotografia já aqui postada
várias vezes.
Após a última postagem em Outubro de 2012, parece oportuno, para não dizer que se deve demonstrar um pouco mais de respeito para com os leitores, deixando mais alguma coisa a partir do momento em que a última página sobre este assunto ficou numa situação dolorosa pela perda eminente de D. Maria Mascarenhas. O dr. José Joaquim da Silva Pinho tinha sugerido que, perante o desenlace que se adivinhava, era prudente que a moribunda deixasse um testamento, ao que se opunha o dr. Joaquim Álvaro (futuro Visconde de Aguieira).
E deixamos a situação na frase com que terminou a acesa troca de impressões entre este e o dr. Pinho, quando lhe disse que não podia obedecer e que procederia como entendesse ser mais justo.
No ambiente de dor que se vivia naquele momento, Joaquim Álvaro já pouca atenção, nem ouvia o dr. Pinho, continuando no seu pranto de choro e lastimando-se verdadeiramente acabrunhado e infeliz.
Após o ter deixado só, chegam, entretanto, suas irmãs para lhe fazerem companhia e o dr. Pinho lá foi cuidar da realização da sua ideia, porque, dizia, «a ideia foi minha e ninguém a inspirou. Resolvi chamar a Aguieira o padre José da Fonseca, que vivia na povoação do Beco, que veio imediatamente. O padre Fonseca era o tipo do bom sacerdote cristão, grave, virtuoso, austero e digno.»

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Brumas da Memória - 28

1966 - Inauguração das instalações sociais
António Pereira Vidal & Filhos, Lda.


VALONGO À VISTA

 

Aqui fica por recordação mais um quadro do espectáculo que temos vindo a reproduzir. Com letra de Nelson Rachinhas e música de Manuel Morais, por título VALONGO À VISTA, teve como intérprete, José Carlos.
É provável que esta cantiga tivesse alguma conotação com a Revista de costumes regionais, composta por 2 actos, doze quadros e um prólogo, precisamente com aquele título. O seu conteúdo está digitalizado e se, como de costume, clicar na imagem, pode ler com facilidade.
 

sábado, 4 de maio de 2013

Brumas da Memória - 27

1966 - Inauguração dos Serviços Sociais
António Pereira Vidal & Filhos, Lda.


Continuamos a mostrar a quem por aqui passa, algumas imagens escritas ou digitalizadas, do espectáculo que assinalou a inauguração das instalações sociais daquela empresa, em 1966.
Fica uma digitalização, que vai poder ampliar, clicando na imagem.
Conforme quadro sinóptico a que temos feito referência, o intérprete foi Augusto G. Ferreira, a letra, como sempre, de Hernâni Gomes e a música (como sempre) de Manuel Morais.
Aqui fica a recordação...

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Brumas da Memória - 26

1966 - Inauguração dos Serviços Sociais
António Pereira Vidal & Filhos, Lda.


AS CRIADAS DE 1966

1ª Criada

Hoje a Criada Moderna                                             
Digitalização a partir do original
Para aumentar, clique na imagem
Sabe ter finura e tom...
Fina meia em bela perna
E tudo mais que é bom!

2ª Criada (acendendo um cigarro)

Fuma o belo cigarrinho
Mostrando grande altivez
Já põe rouge no beicinho
E sabe falar francês!

REFRAIN - Ambas

Somos criadas
Criadas finas
Muito esmeradas,
Muito ladinas,
Temos aos amos
Grande afeição,
Porém gostamos (bis)
Mais do patrão!...

               II

1ª Criada

Já largamos o abano,
A vassoura e o caruncho,
P´ra sentadas ao piano
Alanzoar um faduncho!

2ª Criada

E por este caminho,
Digo isto sem quimera,
Inda havemos de ir parar
Ao Retiro da Severa!

REFRAIN - Ambas
Etc....     Etc....

PARA BIS III

Somos meninas bonitas
Como outra qualquer fulana.
Já não namoramos guitas
Da Guarda Republicana!

2ª Criada

Temos dons, vestidos, galas,
Nosso viver não é pêco...
E trocamos os magalas
Por um lindo papo seco!...

REFRAIN - Ambas
Etc....      Etc....


Esta a transcrição completa do que estava escrito.
Segundo o quadro sinóptico das canções, as intérpretes foram Celeste M. e Isabel A., com letra de desconhecido e música de Manuel Morais.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Brumas da memória - 25

1966 - Inauguração dos  Serviços Sociais
António Pereira Vidal & Filhos, Lda.

FOTO BOLA VALONGUENSE

Letra: - Nelson Rachinhas
Música: - Manuel Morais

Numa página de cada vez, vamos apresentar de forma seguida os vários números de que era composto o espectáculo que serviu para inaugurar estas instalações em 1966. Desta forma, poderão os eventuais interessados ter uma panorâmica mas abrangente e completa ao recordar o que foi este espectáculo, puramente amador, como se percebe. Hoje vai ficar por cá este número sobre futebol.
A propósito, convém recordar que a forma jocosa com que o saudoso Nelson Rachinhas colocou a tónica na letra, pois o Valonguense tinha sido fundado há poucos anos e dava os primeiros pontapés oficiais na bola das provas da Associação de Futebol de Aveiro. Tinha sido promovido à I Divisão Distrital e, na época seguinte, voltou à II Divisão Distrital. Creio que desta forma se percebe melhor o sentido e a interpretação da letra, que foi assim:
 
Disputei com galhardia
A 2ª Divisão
E quem é que nos diria
Símbolo da Associação Desportiva Valonguense
Que eu ali ficaria
Vice-campeão
 
Com tal lugar
Fui chamado a disputar
A Divisão superior
Mas o azar
Deu-me logo por lugar
O último e por favor
 
Nestas andanças da bola
Dei mil voltas à cachola
P'ra aquele lugar endossar
Mas por estranho que pareça
Ou aos outros aborreça
Ninguém com ele quis ficar
 
E assim com aflição
Estou a desesperar
Pois diz-me o coração
Que de novo a promoção
Terei de disputar
 
Foi escola para mim
Este belo campeonato
Oxalá que o fim
Que eu tenho dentro de mim
Seja para o ano um facto
 
Campeão eu vou ficar
Para o ano - sim senhor
Pois não há adversário
Que se faça autoritário
E se me consiga impor
 
Mas não quero terminar
Sem neste palco afirmar
De todo o meu coração;
Que nunca mais entrarei
Em coisas que nada sei
Para vos não enervar. (Bis)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Junta de Freguesia na história-94

Construção das escolas atrasada
 
No número 92 desta série admitia-se que a inauguração das escolas estava para breve. Porém, na acta da sessão de 9 de Abril de 1916, as coisas não correram como previsto e, ao que parece, teve de se protelar a situação com a prorrogação do prazo para o empreiteiro ter margem de tempo que, ao que se supõe, se justificava.
A acta daquela data, deixa registado este naco de prosa sobre o assunto das escolas primárias de Arrancada, que muitos de nós frequentámos.
 
«Tendo o empreiteiro de construção da primeira tarefa da Escola, ponderado a impossibilidade  da conclusão dos trabalhos da mesma no prazo estipulado, em virtude da grande invernia do mês de Março e consequentemente dos prejuízos que ali sofreu a pintura, que por se haver deteriorado teve de ser toda refeita novamente, razões estas que igualmente foram reconhecidas e provadas pelo técnico da mesma obra, foi deliberado prorrogar o prazo para a entrega provisória da dita obra até ao dia vinte e cinco do corrente mês de Abril.»
 
Fica deste modo retomado o fio da meada da história da construção da escola primária de Arrancada, que, esperamos, poder vir a encontrar a festa da sua inauguração.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Brumas da Memória - 24

1966 - Inauguração dos Serviços Sociais
António Pereira Vidal & Filhos, Lda.

Porque a série que recorda este espectáculo evocativo da inauguração dos Serviços Sociais desta que foi uma das grandes empresas da região ainda não terminou, aqui trazemos mais um naco dessa história que muitos recordam.
Como há tempos temos feito silêncio neste cantinho, não será exagerado aqui deixar alguns pormenores da que foi uma grande festa. Nomeadamente o facto do seu conteúdo ter sido redigido por um Valonguense actualmente a residir em Lisboa.
Desta feita deixam-se os versos que constituíam um quadro daquele espectáculo, como a seguir se transcreve.
Como já aqui constou em quadro sinóptico das canções apresentadas, esta teve como intérprete Augusto G. Ferreira, letra de Hernâni Gomes e música de Manuel Morais.
Foi assim:

PRECEDENTE DA CAMA

I

Temos na cama
um precedente
que agora é nosso
é da nossa gente.

A gente clama
como antigamente
para aproveitar
a ocasião presente.

podíamos ter cama
a cambraia forrada
macia de espuma
a prata bordada

   II

Mas o proeminente
da nossa gente
qu'agora nos rege,
na enxerga nos deixa
olvidando a queixa
... E não nos protege.

       III

  (Declamado)

Rompe-se o colchão
desfazendo-se em trapos
Vai-se a ocasião
de na cama presente
aproveitarmos o agente
que é nosso e não nos vale
Dando ao Vale Longo
aquilo que ele vale.
 
Tirá-lo dos trapos
da enxerga de farrapos
E em estradas sem covas
E noites com luz
E com águas mil
Nos dê assim provas
que bem nos conduz.
 
ESTRIBILHO:
 
(I)
 
 
É visível o tipo de fontenário da campanha
da Câmara Municipal de Águeda, quando 
o Eng.º Bastos Xavier foi presidente. Há ainda
alguns na freguesia, desactivados.
Nota: - Temos a sensação que esta brincadeira em verso, tinha um destinatário, como quase todas os escritos deste espectáculo.  Neste caso seria um dos sócios desta empresa, o Eng.º José de Bastos Xavier, que foi Presidente da Câmara, tendo tomado posse em 5 de Março de 1964, pelo que conseguimos apurar. Durante o seu mandato, com as possibilidades que as câmaras tinham na época, havia pelo menos um factor que sabemos o preocupava bastante: o abastecimento de água às populações. Não havia abastecimento de água estruturado, como agora possuímos.
Esse abastecimento era feito através do aproveitamento do precioso líquido em nascentes naturais que permitissem algum caudal. Chegámos a conhecer alguns, mesmo aqui na freguesia, donde se extraía água, conduzida por tubagem menos adequada, até chegar a um fontenário público onde se abasteciam as populações próximas.
Como se sabe, hoje não é necessário ir ao fontenário. Vem o fontenário até à grande parte das casas das famílias e, em vez de estar a água a jorrar noite e dia, desperdiçando-se, temos a torneira que só se abre quando minimamente necessária...
O Eng.º Bastos Xavier, ciente dessa necessidade, levou a efeito, a nível do concelho, uma campanha para aproveitamento/abastecimento de água. É disso prova a foto ao lado inserida.

Tarrafo - Guerra no pântano

Armor Pires Mota - Guiné 1963-1965


EDIÇÃO FAC-SIMILADA DE “TARRAFO”,
- O ÚNICO LIVRO PROIBIDO DE TODA A GUERRA COLONIAL


Armor Pires Mota que combateu na Guiné, entre 1963-1965, vai lançar no mercado, através da Editora Palimage, a edição fac-similada do livro TARRAFO Crónicas de um alferes da Guiné, o único livro de toda a guerra colonial que foi censurado, recolhido pela PIDE e proibido de circular. Edição fac-similada, apresenta, em toda a sua nudez, todas as anotações e sublinhados dos censores, o que faz de Tarrafo, que significa pântano, um documento único em toda a literatura de guerra colonial. Acontece isto nos 50 anos da mobilização do seu batalhão 490 de Cavalaria.
O primeiro lançamento será, no próximo dia 9, 16 horas, na Messe dos Oficiais, na Batalha, cidade do Porto. Presidirá à cerimónia o general Chito Rodrigues, presidente da Liga dos Combatentes e integra-se na Tertúlia Fim do Império. Será apresentador o escritor, historiador e poeta transmontano, João Barroso da Fonte. Entretanto no dia seguinte (10 de Maio) será apresentado em Coimbra, na Liga dos Combatentes, Rua da Sofia, tendo a presidir à sessão igualmente o presidente da Liga, às 15 horas.
 Livro incómodo para o governo e FA  
“Este livro comporta, desde o início da sua escrita, muitas histórias de guerra, páginas escorrendo nervos, gritos, sangue e lágrimas, chagas, cicatrizes, feridos e mortes. Retrata a guerra em toda a sua violência e brutalidade, por vezes, ao pormenor com esta originalidade: era escrito na sequência dos acontecimentos. O que foi uma novidade no jornalismo, quando começou a ser publicado no Jornal da Bairrada (1964). Era uma ousadia, um desafio quase inocente.
Mas a este livro, o primeiro sobre a guerra colonial, escrito por um combatente, foi acrescentada uma outra história, única em toda a literatura da guerra. Após alguns dias sobre a colocação da obra numa única livraria, a Vieira da Cunha, em Aveiro, era incluído no número dos livros proibidos. Havia de ser censurado e recolhido pela PIDE. Foi considerado um livro demasiado incómodo, muito desconfortável para o governo. Afinal, havia guerra. Não escondia nada. Nem os mortos, nem o desânimo e as lágrimas, muito menos as aldeias incendiadas e seus nomes, os bombardeamentos e o tipo dos aviões utilizados nas operações”, reconhece o autor.
    Passados muitos anos sobre a sua apreensão e o 25 de Abri, “eis que, como que, por mera sorte do acaso, o exemplar censurado veio parar às minhas mãos”, realça o autor. Tem os carimbos do Ministério de Defesa Nacional e de “Confidencial”. “Rara é a página que não tem sublinhados a vermelho, no sentido vertical, à margem, ou na horizontal por baixo da palavra ou da frase, considerada corrosiva ou subversiva, no mínimo incómoda. Há também notas a lápis, deixando a impressão de que houve dois censores, qual deles o pior”.

Nota: - O lançamento deste livro também vai ser feito em Oliveira do Bairro, em Junho...

Desculpem qualquer coisinha!...

Pois. Porque desde Outubro de 2012 abandonei este cantinho blogueiro, sem dar cavaco a quem quer que fosse. Foi uma imposição feita a mim mesmo. Terminar um trabalho para voltar aqui.
Terminei e cá estou.
Melhor esclarecendo, terminado não está. Falta o rabo...
Mas já tenho mais liberdade de minutos, de horas, de dias até!
Penso que acertei em cheio e com um bom motivo para recomeçar.
Falando de um Amigo, que esteve comigo na Guiné, em pleno apogeu da guerra colonial, com quem regressei no mesmo barco, o «Niassa». Já lá vão muitos anos.
A postagem que está acima fala disso. Por isso, nada melhor que ficar por aqui...

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