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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Os nossos monumentos

Recorde e compare



Do que nos lembramos!
Não é nada especial, mas à primeira vista poderá fazer pensar um pouco, até pela denúncia que constituem uns sinais ali colocados e que fazem conhecer  claramente o local da freguesia.
Encontrei por aqui esta fotografia, que foi tirada há já alguns anos. E foi por isso que achei interessante. Verificar o que era, comparada com aquilo que, certamente, todos conhecemos.
O que acha? Um local muito diferente do que é agora? Ou nem tanto?
Acho bastante diferente do que é agora. Mas esta é a minha opinião.
Imagine como eram os outros locais das suas meninices e até de outros tempos mais antigos!
 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Brumas da memória - 10

TOURAL - CASTRELO - CRASTELO

Folheando um dos volumes - neste caso o II volume - dos livros do Padre Francisco Dias Ladeira, um homem que dedicou grande parte da sua vida à história, publicou dois livros sobre os aspectos relevantes da história do concelho de Águeda e das suas freguesias.
Embora tarde, fica aqui cumprida a promessa feita a alguém residente no lugar do Toural, que ainda traria aqui alguma coisa das teorias históricas que contém e que se contam por aí, porque, dizia que do Toural não se conhece nada, quer no mapa, quer na história. O II volume do «Município de Águeda», edição do autor, sem data, creio que dos anos 80, século XX, como é lógico, na página 261 tem escrito o seguinte:
Casa de habitação antiga, no lugar de Lanheses, que fica de frente com o Toural
«Castrelo ou Crastelo, hoje simples situs, local, em frente de Lanheses e conhecido por Toural, foi pequeno castro ou castelo, mais provavelmente uma atalaia do Marnel. Digo assim mas lembro que, apesar de muito perto, os povos não se davam, não eram unidos. Foi um mal da Lusitânia. Aparece mencionado em 1050, num documento de Gonçalo Viegas, que estamos sempre a citar; no século XVII, em que se mantinha povoado, mencionado no registo paroquial e tem, no elemento castro, ou seja povoação fortificada ou castelo, o ter sido um forte celta, ou pré-latino no activo nos 500 anos antes de Cristo, até à chegada dos latinos. Tenha-se presente que castelo é diminuitivo de castro e é precisamente este caso: castrelo, castro pequeno, castelo.»

Aqui fica uma «amostra» do étimo e topónimo que nos legou aquele prelado, que foi muito conhecido no concelho (e nem só) e que, salvo erro, paroquiou Aguada de Baixo, antes de ter falecido.
E a minha promessa fica cumprida. Mas há mais, quando me for possível...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Nacos de história

Carvalhal da Portela

Aspecto parcial do lugar (nova-urbanização do lado sul, junto da estrada Valongo-Macinhata)

Já tinha lido que em tempos imemoriais as condições de vida das populações obrigavam à existência das estruturas então possíveis e, para o seu funcionamento, tal como hoje, existia a obrigatoriedade em pagar taxas, impostos ou, com outros nomes, o que designamos de forma corrente, como portagens.
Também já li que essas portagens existiam principalmente nas vias de comunicação fluvial, noutros casos até para atravessar pontes ou outros locais. Havia uma portagem para os barcos que subiam o rio Vouga e aportavam junto a esta localidade, na ponte que foi há vários anos substituída, por não comportar o tráfego e a segurança.
Quer dizer que as portagens que tanto nos incomodam na actualidade, já existiam há largas centenas de anos, ou mais. Não sei mais que isto.
Vem a propósito dizer que o meu livro de leitura actual é «A Vila de Valongo do Vouga» do meu conterrâneo e amigo António Martins Rachinhas, lançado em 17 de Julho passado.
Não venho fazer apreciações de índole literária ou histórica (esta a principal materia que ali está compilada), porque não tenho preparação para isso, mas apenas realçar um naco de história àcerca de algumas terras, enaltecendo, agora, o lugar de Carvalhal da Portela, porque, como vamos ver a seguir, terá sido um entreposto de certa importância, pelo que, a páginas 35, o referido autor diz assim no seu livro:

«Segundo é referido no livro "A Terra do Vouga nos Séculos IX a XIV", do Dr. Delfim Bismark Ferreira, no capítulo referente a Portos, Portelas e Portagens, havia em 1325 no lugar de Carvalhal da Portela, uma dessas instituições, que assumiam um destacado papel na referenciação dos mais importantes pontos de passagem, caminhos e estradas que cruzavam o território. Estes locais estavam em ligação com tráfego e comércio fluviais e com a cobrança de portagens.»

Esta era a antiga estrada, na altura sem pavimentação, que ligava ao lugar de Vouga e Macinhata

Envereda, depois, por uma referência à freguesia de Valongo do Vouga, que havemos também de trazer aqui, porquanto está exposta numa linguagem que, certamente, não deixa margem para dúvidas. Então, um dia destes, aqui voltaremos com a dita referência à freguesia de Valongo, passe a redundancia. É apenas a confirmação do que, por variadas razões e em diversos locais (às vezes por conveniência), se tem propalado por aí e em outros lados...
Mas é interessante e curioso!

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