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domingo, 16 de agosto de 2009

Conceitos em ent(revista)

ENTREVISTA DE MARCELO REBELO DE SOUSA



Nota prévia: - O prof. Marcelo Rebelo de Sousa não necessita de explicações em pormenor para ser apresentado. É que estava de volta dos meus links de jornais, quando noto no «Jornal i on line» uma entrevista que concedeu à conceituada jornalista Laurinda Alves. Não a conheço pessoalmente, mas também precisa pouco de apresentações. Além do conceito referido como jornalista e escritora, fez uma incursão na política para o PE, é uma pessoa que colaborou com alguns serviços da Diocese de Aveiro, nas áreas da formação e dos colóquios. Entrevistou para aquele diário o prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Creio que mais palavras são dispensáveis. Não sou, no que se pode afirmar, um grande postulante das opiniões do professor. Os comentários que estão a juzante da entrevista, são da conta de quem os faz, porque nestes dá a impressão que o fazem demonstrando grande dose de razão. Mas é caso para dizer também: «se ninguém fala de mim, é porque não tenho importância ou valia alguma». A entrevista, aconselho a sua leitura, por ser interessante. Deixo aqui este pequeno resumo: Ora clique aqui pf:

Quantos anos lhe apetecia viver mais?
Sou providencialista: aqueles que Deus quiser. Agora, sem ser providencialista, acho que estou aqui para cumprir determinadas missões no domínio do ensino, da comunicação com os outros, da pedagogia e da transmissão aos outros. O Amigo lá de cima decidirá se é daqui a dois, cinco, dez ou 15 anos. Mas eu tenho uma teoria que descobri agora: as pessoas morrem como vivem. Se vivem pachorrentamente, serenamente, morrem assim. Se vivem de forma violenta, abrupta, morrem assim. Há uma frase em latim que diz tales vita finis ita - tal vida, tal morte. O que quer dizer que já há muitos séculos se pensava isso. Eu, como tenho uma vida particularmente agitada, provavelmente vou ter uma morte agitada.

As voltas que o mundo dá...

OUVINTES DA REGIONAL DE AVEIRO FIZERAM FESTA RIJA
(OS CORSÁRIOS DE VALONGO)

( Do Diário de Aveiro, quarta-feira, 19 de Junho de 1991, com a devida vénia)



Foi simpática e foi bonita a festa de convívio que os ouvintes da Rádio Regional de Aveiro promoveram no passado domingo na Quinta do Picado. Centenas de pessoas, algumas vindas de terras distantes, acorreram à chamada da amizade e, cedo ainda, demandaram terras de Aveiro. A Quinta do Picado caprichou em receber: engalanou o tapete das ruas, enfeitou as margens das estradas e deu ar de festa grande ao pavilhão da Associação Carocho. E o despertar das gentes fez-se com a Fanfarra do Centro Paroquial de S. Bernardo e a Banda da Escola de Música da Quinta do Picado a percorrerem as principais ruas da localidade, seguindo-se uma actuação alternada em que uns e outros foram exímios.
A manhã e a tarde separou-as a missa campal. O pároco de S. Bernardo, padre Félix, rezou-a, apesar de ser frágil neste momento o seu estado de saúde. Mas ele esteve no início destas iniciativas, compreendeu-as e incentivou-as desde sempre e como poucos, pelo que a sua presença era quase que uma questão de honra, sua e da comissão organizadora. Naturalmente que as palavras por si proferidas foram de incentivo à amizade, à solidariedade e a todos os movimentos que visem o bem-estar das pessoas. Todos o escutaram. Muitos o terão ouvido.
De tarde, foi a folia. Variedades seguidas, com artistas e grupos da nossa zona. E sempre mais público a chegar, como que a não querer que o sol se pusesse naquela tarde de alegria e movimento.
Passaram pelo palco o Armando Martins, Francisco Gamelas (a merecer mais oportunidades), D. Lizete (que bela voz e que bem canta o fado!), Mário Melo e Justina Abrantes (fez enormes progressos do ano passado para cá), os «Meninos do Vouga» (atenção a este grupo: é mesmo bom), o Rancho Infantil de Alagoas Santa Joana de Aveiro, Rancho das Lavradeiras de Sarrazola e, vindos de Valongo do Vouga, a Orquestra e Coral «Os Corsários» (outra actuação de muito destaque)
Foi uma tarde cheia. Tanto, que se sentiu dificuldade em coordenar as subidas ao palco. Mas a verdade é que já a noite vinha quando se começou a arredar pé e muitos foram os que levaram o dia noite dentro e viram chegar a madrugada. Acabava assim o segundo convívio dos ouvintes da Rádio Regional (93.6 MHz) iniciativa que começa a ganhar raízes e provavelmente se repetirá pelos anos fora.

(Esta foi a reportagem do matutino acima citado, na qual participaram os Valonguenses que figuram na digitalização feita à foto que acompanhava a reportagem referida deste jornal. O destacado a negrito é da minha autoria. Esta festa teve lugar, como se diz na reportagem, no domingo dia 16 de Junho de 1991, na Quinta do Picado, Aveiro. Na foto digitalizada são visíveis pessoas conhecidas, entre elas, uma pelo menos, que todos conhecemos e que (apesar de muito jovem) já não está entre nós.)

Crime e violência!

Empresária sequestrada ficou nua e sem cabelo


Neste blogue, como já deve ter reparado, tenho na barra lateral alguns links com vários órgãos de comunicação social, pelos quais pode consultar facilmente e rapidamente as notícias sempre de última hora e de forma cómoda.
Só que está aqui uma notícia que pelo inédito que constitui e pela violência que facilmente se percebe, não deixei de a trazer mais visivel e destacadamente a este post.
Está no Jornal de Notícias. Quer ler? Clique aqui.

sábado, 15 de agosto de 2009

Coisas e Loisas - 4

A QUINTA D'AGUIEIRA E OS EFEITOS DA PUBLICIDADE


Já não sei em que Jornal, mas uma vez na revista de um deles, creio que no «Expresso», havia uma publicidade da Quinta d'Aguieira e que se referia aos seus afamados vinhos. A curiosidade não era a publicidade e as garrafas do precioso néctar. A curiosidade estava na fotografia que dava uma saliente nota à mensagem publicitária.
Fotografia essa que, como se pode ver, era a Quinta d'Aguieira num ângulo que até esta altura ninguém tinha utilizado, se não estou em erro.
Só sei que, a partir daquele momento, foi ver um manacial de fotografias alusivas em qualquer publicação, que até eu fiquei influenciado e preso por aquela imagem e, vai daí, comecei também a apresentar fotografias, por mim tiradas, nas publicações em que participava.
Mais um pormenor. Vendo bem a página da revista onde consta esta publicidade com a fotografia da Quinta d'Aguieira, não existe nome da revista, não existe data, não existe nada...
Penso até que naquela altura a Quinta ainda não era propriedade da Sociedade Agrícola da Quinta da Aveleda, SA. Na página seguinte a esta, está uma publicidade sobre a recolha de sangue, do Instituto Nacional do Sangue e penso que esta situação se reporta ao ano de 1999 ou 2000.
Fica, para já, o registo do facto e da história que conheço.

Há ainda um outro pormenor a registar. É que, quando em 1989, ou antes, procedia à recolha de elementos para o folclore, não posso deixar passar em claro os rótulos utilizados, naquela altura, pela empresa, dos quais, apenas para recordar, aqui deixo dois digitalizados e que aqui tinha guardados há vários anos. E parece que são iguais aos que se encontram nas garrafas!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

As voltas que o mundo dá...

O FOLCORE DA CASA DO POVO EM FRANÇA


No «Diário de Aveiro» de 8 de Junho de 1991, cuja digitalização aqui reproduzimos, o sr. Jorge Corga foi o autor da notícia que a seguir transcrevemos na íntegra:

«O Rancho Infantil da Casa do Povo de Valongo do Vouga, está a preparar a sua digressão por terras de França, nomeadamente a Labouheyre e Bordeaux, onde se desloca de hoje até ao próximo dia 10 de Junho, a fim de ali efectuar actuações para a colónia de portugueses radicados naquela zona.
O rancho infantil vai estar hoje presente num baile a realizar na primeira localidade, no clube local dos portugueses ali radicados.
Aguardada com enorme ansiedade pelas crianças, esta viagem é sem dúvida o seu baptismo internacional, pois trata-se da sua primeira actuação fora do nosso país. Elas irão por certo caprichar para que o nome da sua terra Valongo do Vouga, dignifique o nosso concelho de Águeda e o distrito de Aveiro.
Após o seu regresso daremos mais pormenores do que foi a sua actuação por terras de França.
a) - Jorge Corga»

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Como vamos de política?

Dois elementos das listas do PSD e da CDU
agrediram-se fisicamente, ontem de madrugada

Os insultos pessoais e a guerra de blogues têm marcado a campanha eleitoral à Câmara de Alcochete, mas na madrugada de ontem, nas Festas do Barrete Verde, os ânimos entre candidatos do PSD e da CDU aqueceram e entraram na agressão física, com os dois a confirmarem que foram assistidos no hospital.

Ler notícia jornal i

CRISTIANISMO COM PIADA

O cristianismo não é propriamente
conhecido por ser a religião
da alegria, e é uma pena!

Embora já com algum atrazo, não deixamos de evidenciar e colocar à sua disposição um texto que merece uma reflexão séria e que tem efectivamente alguma piada.
Resumimos isto:
"O cristianismo não é propriamente conhecido por ser a religião da alegria, e é uma pena. «O cristianismo seria muito mais credível se os cristãos vivessem em alegria».
Por exemplo, quando citamos uma frase bíblica, raramente ela diz respeito à alegria. E, no entanto, a Bíblia é uma espécie de gramática do Humor de Deus. "
José Tolentino Mendonça
Vale a apena ler esta opinião clicando aqui
E, já agora, porque não? Veja este site aqui!
(Não está em causa a sua origem, mas a mensagem)

As voltas que o mundo dá...

O FOLCLORE DA CASA DO POVO

Como existem ainda várias situações para dar a conhecer sobre o Grupo de Folclore da Casa do Povo de Valongo do Vouga, hoje apresentamos, digitalizada, uma página do jornal "DIÁRIO POPULAR", que se publicava em Lisboa, como é de todos conhecido, e que sobre uma exibição realizada na cosmoplita cidade de Cascais, fez uma reportagem fazendo-a incidir de forma particular sobre o Grupo de Folclore Infantil da Casa do Povo da nossa freguesia.
Foi um festival de folclore que teve o patrocínio da Confederação das Casas do Povo, integrado nas comemorações dos descobrimentos portugueses, para cuja deslocação muito se empenhou, na altura, o sr. Jorge de Bastos Corga, infelizmente desaparecido do nosso convívio há uns anos.
No mesmo jornal, fiz incidir, sobremaneira, a minha "colherada", bem como a de alguns elementos da direcção que no tempo era responsável pelos destinos da Instituição.
São visíveis os jovens que faziam parte do elenco, que na foto e de forma casual e um tanto expontânea, foram "seleccionados" para a imagem, nomeadamente o António, a Isilda (trajes de noivos), a Fátima e a Lurdes Margarida, e o nosso moleirinho, cujo nome lhe perdi o rasto e a quem peço desculpa, tudo isto se não estou em erro quanto aos restantes.
Mas não ficou por aqui esta deslocação. A seguir rumamos pela Ponte 25 de Abril e foi oportunidade para fazer mais uma exibição de folclore, num festival realizado em Corroios, à noite, nos arredores da Cova da Piedade (Almada), onde havia pessoas minhas conhecidas que faziam parte da mesma organização de trabalho e que esperaram por nós. Aí, o agrado foi geral e de diversas formas manifestado por quem assistia ao espectáculo, regra geral pessoas mais habituadas a outro ambiente que não o rural que os componentes apresentavam.
Tudo isto no dia 15 de Julho de 1989. A reportagem do Diário Popular foi publicada na segunda-feira seguinte, dia 17 de Julho.
Registo com agrado este momento e este tempo...

Esta é a digitalização possível do «Diário Popular» de 17 de Julho de 1989

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

As voltas que o mundo dá...


O FOLCORE DA CASA DO POVO

Vamos continuar na senda do folclore da Casa do Povo. No último post tinha dito que voltaríamos a este tema. E penso que da melhor forma, colocando em slide a maior parte das fotos que tinha em meu poder.

Admito ser necessário dar uma explicação e ainda alguns dados que, nesta altura, são já históricos. A explicação prende-se com o facto de estarem aqui todas as fotos que tinha. E, por isso, algumas estão repetidas. Não se trata de evidenciar o traje, a foto, ou a pessoa. Trata-se de mostrar.

Outro factor prende-se já com a história. Primeiro, a maior parte, se não mesmo todas estas pessoas, algumas já falecidas, não fazem parte, no momento actual, do Grupo que continua a ter o apoio da Casa do Povo de Valongo do Vouga. Outras, estão já mesmo muito crescidinhas, algumas delas com netos e outras com os seus filhos, quando aqui eram inocentes crianças ou imberbes adolescentes (passe o termo)...

Estas fotos foram obtidas com a colaboração de um Valonguense, António Saraiva dos Santos, da Foto-Pop, e a elas foi dedicada uma tarde inteira, de autocarro, a percorrer alguns locais mais característicos da freguesia, nomeadamente a Quinta d'Aguieira, Carvalhosa, onde foi aproveitada a eira propriedade do Sr. José Henriques da Silva, uma, senão mesmo a única, naquele tempo, conservada e com características típicas para o efeito, além, como é óbvio, da Igreja de Valongo, dos moínhos do Paço, da Casa dos Talhos em Brunhido, a capela de Santo Estêvão, etc.

Como podiam e deviam ter sido outros locais... só que o tempo não esticou. E depois não houve outra oportunidade!

E tudo isto, em 1989, se não estou em erro...!!!

Fica o registo para a história!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

As voltas que o mundo dá...

O FOLCLORE DA CASA DO POVO




Há dias fui assistir ao Festival de Folclore promovido pela Casa do Povo. Não minto nem existe intenção de fazer um favor a alguém se disser que gostei de ver. Estive lá até ao fim. Não venho agora, passadas já algumas semanas, fazer qualquer comentário, notando um ou outro aspecto do que esteve ou não esteve bem.
Não é esse o meu propósito. Nem ficaria bem a quem também deu àquele Grupo, que ainda continua Infantil, muitas horas, dias de colaboração leal e desinteressada. Porque, quando lá estive também cometi falhas, erros e deslizes tais, que hoje já se esqueceram (ou não, depende de quem os recorda e da forma como os gravou em memória) e que eu, pelo menos, não me lembro.
As coisas evoluem, dependendo tudo do interesse que lhes é dado, do gosto com que se faz, e, quiçá, de alguns conhecimentos. Penso que o Grupo continua a não desmerecer a sua exibição em qualquer lado, tendo em conta diversos factores que vão da idade dos componentes atè à sua postura em palco. Porque o Folclore também tem regras...
O que pretendo salientar agora, está no modo como antigamente se fazia a publicidade dos Festivais em que participei, guardando em meu poder um dos exemplares do anúncio de um deles, no caso o III ENCONTRO DE FOLCLORE (repare-se que não se chamava Festival, mas Encontro).
Para delícia dos meus visitadores locais e não só, lá em cima deixo uma amostra do que era também, nestas coisas publicitárias, o Folclore, particularmente em Valongo do Vouga, através da fotografia de um cartaz.
A este assunto voltarei, com mais imagens. Até lá... façam o favor de ser felizes (como dizia Solnado, que já estamos a recordar).

domingo, 9 de agosto de 2009

Em Férias

Imagem obtida deste site


Oração pelas férias

Dá-nos, Senhor,depois de todas as fadigas
um tempo verdadeiro de paz.

Dá-nos,
depois de tantas palavras
o dom do silêncio
que purifica e recria.

Dá-nos,
depois das insatisfações que travam
a alegria como um barco nítido.

Dá-nos,
a possibilidade de viver sem pressa,
deslumbrados com a surpresa
que os dias trazem pela mão.

Dá-nos
a capacidade de viver de olhos abertos,
de viver intensamente.

Dá-nos
de novo a graça do canto,
do assobio que imita
a felicidade aérea
dos pássaros,
das imagens reencontradas,
do riso partilhado.

Dá-nos
a força de impedir que a dura necessidade
esmague em nós o desejo
e a espuma branca dos sonhos
se dissipe.

Faz-nos
peregrinos que no visível
escutam a melodia secreta
do invisível.


José Tolentino Mendonça

sábado, 8 de agosto de 2009

Tristeza do humor


MORREU RAÚL SOLNADO!

Trago aqui esta referência e, nalguns casos, notícia, do que todos já, certamente, sabem. Morreu o Artista, o Actor, o Comediante e o Humorista Raúl Solnado.
E se o faço é apenas por uma simples verdade. Marcou a minha geração, através do humor que fazia, do jeito com que o fazia, e da forma como o transmitia, a ponto de contagiar o mais sisudo e insensível dos humanos. Marcou a minha geração, mas também outras.
Por isto e só por isto, esta referência aqui.
As notícias internautas estão todas por aí. Por mim, veja clicando aqui

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Férias - Medite no silêncio


Quadro do site abaixo, sem identificação

TRABALHAR COM AS PRÓPRIAS MÃOS


Trabalhar com as próprias mãos
em tarefas caseiras, na costura,
no seu ofício, na bricolagem
e fechar o rádio e todo o zunzum interior
escutar o que fala sem palavras
enquanto as mãos se ocupam
e ocupam a superfície da alma.
Ou então, conduzir um automóvel
muito distendido, atento, delicado
uma vez que essa ocupação deixa livre
um pensamento sem pensamento
que amadurece algures.



Do SNPCultura

Bispo de Aveiro de luto


Ao início da noite de ontem (5/8), Deus chamou à Sua presença a Sra. Donzelina dos Santos, mãe do Sr. D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro.
Depois de longos anos de enfermidade, vivida em profunda união com Deus, foi chamada para a Casa do Pai.
Os seus restos mortais encontram-se em câmara ardente na Casa de Retiros de S. José, em Lamego, onde residiu nos últimos anos.
A Solene Missa Exequial realizar-se-á na Sé Catedral de Lamego, amanhã, sexta-feira, pelas 11.00h. O seu funeral seguirá para a sua terra natal, Tendais, no concelho de Cinfães, onde será celebrada Santa Missa de Corpo presente, pelas 17.00h.
A Diocese de Lamego, o seu Bispo, o seu Clero e todos os fiéis associam-se à dor de D. António Francisco e à da sua família, e não deixará de elevar a Deus preces pela alma desta generosa mãe que ofereceu tudo o que tinha à Igreja.
Neste momento, importa também destacar a generosidade das pessoas que, mais de perto, foram acompanhando a Sr. D. Donzelina na sua doença, e sempre a cuidaram com todo o carinho e atenção.
Deus, que nunca se deixa vencer em generosidade, acolha a alma desta sua serva. Possa ela gozar da visão beatífica na presença do Eterno Pai.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

MITOS E CRENDICES

Imagem obtida do endereço electrónico aqui

O FABRICO DO PÃO (BOROA)

A mulher que, antigamente, na sua casa e no forno que normalmente fazia parte da habitação, ou até em fornos onde os menos afortunados eram obrigados à sua utilização comum, fabricava, por suas próprias mãos, o pão de milho que todos comiam durante cerca de uma semana, costumava, sobre a farinha já amassada e pronta a ir ao forno, fazer o seguinte:
- Enquanto a farinha levedava durante mais ou menos uma hora, fazia na própria massa uma cruz (que era para ver através desta quando é que estava em condições de ir ao forno, por exemplo, quando a massa, em qualquer local dessa cruz, começasse a apresentar algumas rachadelas) e ao mesmo tempo dizia:
«Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Deus te acrescente
Como o milho da semente,
Pão que medre
E pecado que arrebente».



Gravura de símbolos obtida aqui

MITOLOGIAS E SIMBOLOGIAS

- Cães que uivam são sinal de mau agoiro.
- Partir vidros em casa são sete anos seguidos de azar.
- Vinho vertido na mesa é sinal de alegria.
- Não se deve varrer a casa durante a noite, para a rua. É o mesmo que deitar fora a fortuna.
- Dá azar abrir guarda-chuvas dentro de casa.
-Talhar o mau-olhado: Pare se talhar o mau olhado ou quebranto, numa criança, consulta-se uma mulher de virtudes que diz umas rezas próprias para os afastar. Em seguida, tem que se levar a criança, de noite, a uma terra e ela tem que caminhar sobre os limites de uma e outra. Enquanto isto a mulher de virtudes pronuncia mais umas rezas.
- Para talhar o aguado, fazem-se três bolinhos de boroa com três pinguinhos de azeite em cada um.
- Algumas simbologias dos sonhos na região:
-Sonhar com uvas brancas – lágrimas;
-Sonhar com uvas pretas – cartas;
-Sonhar com cobras esticadas – gente grávida na família;
-Sonhar com cobras enroladas – mexericos;
-Sonhar com ouro – azar;
-Sonhar com piolhos – miséria.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

IMAGENS REGIONAIS


O slide que agora é apresentado, conforme tinha dito anteriormente, tinha a intenção de ser organizado por lugares. Não é possível pelo facto do número de fotos ser susceptível de repetição. Embora tenha organizado essas fotos em pastas por lugares principais, daria mais trabalho e corria o risco de haver, na mesma pasta, fotos já vistas. Preferi esta solução, embora saiba que corro os mesmos riscos.

Não sou fotógrafo nem tenho essas pretensões. Mas as imagens que possa guardar e aquelas mais antigas que possa apresentar, não me farei rogado. Há por aí fotos muito antigas, mas quem as tem chama-lhe suas. E bem! Mas podiam ser apresentadas.

Um último pormenor. Estas fotos e até as tradições que aqui são apresentadas, têm em comum duas coisas: uma, a de dar a conhecer aos mais novos aquilo que se passava antigamente. Outra, a de dar a conhecer e matar saudades a todos os que estão longe da sua terra. Esta é, também e principalmente, a minha intenção e o meu objectivo.

Dos que estão longe, agradeço os vossos comentários, sugestões ou pedidos específicos sobre as imagens. Cá me encarrego de as ir buscar e transpor para esta internauta estrada.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

MITOS E CRENDICES

Imagem obtida deste site

AS SUPERSTIÇÕES DO CASAMENTO

Antes de continuar a desfolhar algumas crendices e mitos que se apregoam, sobre o casamento, uma das mais vulgares e até ainda hoje muito falada é:
-SINAL DE MAU AGOIRO O NOIVO VER O VESTIDO DA NOIVA ANTES DO DIA DO CASAMENTO. Destaco esta superstição, porque a acho de uma originalidade fantástica. Mas não tenho conhecimento que alguém tenha explicado porquê. Está a resposta no princípio? «É sinal de mau goiro...»
As restantes superstições que tenho em apontamentos já um tanto antigos (não muito), são as seguintes:

-Se chover no dia do casamento, é sinal de felicidade garantida.
-Duas Marias solteiras e uma casada devem fazer a cama aos noivos, para lhes dar sorte no futuro. E acrescenta o original: «Aí, muitas partidas se pregam! Espalham arroz pela cama, cosem os lençois das maneiras mais esquisitas, cosem a camisa de dormir da noiva (como é lógico, porque o noivo não tem camisa de dormir... então o que é que se usa agora?), torturam a noiva até mais não!»
-Dá azar no casamento se se realizar em ano bissexto.

No original consta uma ternura de redacção que fala da fatia do bolo cortado pela noiva e, de costas, atira-a para trás. A rapariga que a apanhar, diz-se, é a que casa a seguir à noiva.
Vejamos esta parte: «É costume ao meio das refeições os convidados baterem nos pratos, até que os noivos, um pouco envergonhados, se levantarem e darem um beijo». É ainda muito conhecida e, nalguns casos e locais, também muito usada.
Diz ainda a autora, naquilo que estamos a resumir: «Crenças populares que tanto animam a função». Aqui, a palavra função, quer dizer boda de casamento, festa, etc.


AS SUPERSTIÇÕES SOBRE OS MORTOS E A MORTE

Vista parcial do cemitério de Valongo do Vouga

-Quando um caixão com o cadáver desce à sepultura, os acompanhantes atiram com a mão uma pouca de terra, em jeito de última despedida e, diz-se também, para não sonharem com o morto.
-Se for a mulher que fique viúva, esta tem a obrigação de andar de luto durante sete anos seguidos. Durante dois anos, luto pesado, constituído pelo uso de lenço preto na cabeça, atado no queixo, meias pretas, bem como a forma de vestir que deve ser também de cor preta.
-Se o homem for o viúvo, deve usar camisa preta nos primeiros seis meses. Depois, só um "fumo" no braço da camisa ou do casaco, durante um ano.
-Ouvir-se um mocho piar é morte, a curto prazo na família, bem como o canto de galos durante durante a noite.
Um última nota, pessoal. Não é mencionado, naquele trabalho, que antigamente a família dava banho aos mortos, (a terminologia utilizada era "lavá-los") antes de serem vestidos e colocados no caixão. Não cuidei de saber, mas parece-me que actualmente já não se faz.

Nota: O "fumo" acima referido, para quem não saiba, porque ainda há poucos anos era usado, tratava-se de uma faixa de tecido preto que era cosido na manga, com a largura de cerca de 5 a 10 cm. (não havia medida padronizada, segundo creio) ao nível do braço, da camisa ou do casaco.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

MITOS E CRENDICES


Crendices da gravidez, nascimento e baptismo


Baseado no trabalho de recolha da Dr.ª Helena Maria Morais Oliveira, vamos continuar a respigar, entre outros, os mitos e crendices que não há muitos anos abundavam por estas aldeias com mistério e sabor a superstição. Destacamos os que consideramos mais importantes, hoje, em particular, o que se relacionava com a mulher grávida:

- Quando se come, o que quer que seja, à frente de uma grávida, deve-se-lhe oferecer essa comida para que o bebé que anda a engenhar não augue (o mesmo que aguar e ougar).

- A mulher no estado de gravidez não pode:
-Ir ao cemitério;
-Pegar em animais ao colo;
-Trazer chaves ou flores nos bolsos;
-Saltar arames;
Tudo isto pode prejudicar a criança que vai nascer.

O nascimento de uma criança, explicada a outra criança, de uma forma simbólica mas adulterada (passe a violência do termo).
-Veio da feira do Beco (lugar limítrofe da freguesia, que faz parte da freguesia de Macinhata, famoso pela sua feira mensal) ou veio da feira de Março (de Aveiro).

- Não se deve divulgar o nome escolhido para a criança antes de ser baptizada. Sendo necessário, diz-se que se chama Custódio (se for rapaz) ou Custódia (se for rapariga), tudo por causa do mau-olhado!

- Não se deve ir à rua com o bebé antes do baptismo. Podem os espíritos maus apossarem-se da criança.

- A madrinha não deve andar grávida, pois pode morrer a criança que anda a engenhar ou tem má sorte o(a) afilhado(a).

- Após o baptismo, na Igreja, o cortejo deve sair pela porta principal. Se sair pela lateral, dá azar. O cortejo é encabeçado pelos padrinhos, levando a madrinha a criança. A seguir os pais e logo atrás os convidados.

- Já mais crescida e quando os seus caracóis começam a tomar formas, bem como as unhas da criança, deve ser a madrinha que lhos deve cortar. E enquanto o faz deve dizer: «Em louvor de Nossa Senhora te corto as unhas e não te corto a fala».
Se isto for feito, admite-se que a criança terá melhor sorte.


Crendices seguintes:
- As superstições do casamento;
- As superstições sobre a morte e os mortos;
- Fabrico do pão;
- Crenças e simbologias;

domingo, 2 de agosto de 2009

Coisas e Loisas - 3

Quadro de Renoir
Desejar, desejar desesperadamente

Desejar, desejar desesperadamente
desejar até à dor e à angústia
até ao grande vazio amargo
desejar que seja de outro jeito
desejar o fim das crueldades
das loucuras, da estupidez, do abjecto,
desejar a satisfação, a luz, a ternura
ter muita fome, ter muita sede
do mundo diferente
e de si-mesmo diferente.



Nota: - Imagem e texto do SNPC





sábado, 1 de agosto de 2009

USOS E COSTUMES

A ESCARPELADELA (OU DESFOLHADA)

A escarpeladela era um acontecimento esperado ansiosamente por todos quantos apreciam uma noitada passada entre amigos e na maior reinação.
Convidam-se os amigos para a escarpeladela, a qual se verifica sempre à noite. As pessoas fazem uma roda e sentam-se no chão em cima de sacos de pano ou outra coisa qualquer, alumiados por uma lâmpada. A cena passa-se no cabanal ou no pátio da casa ou ainda junto da eira e da barraca que lhe ficava adjacente.
Aí começa a festa, pois assim se pode chamar à escarpeladela. Cantava-se ao desafio e diziam-se piadas maliciosas e devidamente apimentadas para apurar a noite.
Durante a escarpeladela, vivia-se uma certa ansiedade, porque ao surgir uma espiga vermelha (tão desejada, por vezes entre raparigas), há os abraços e os beijos.
Em tempos apareciam, de surpresa, os serandeiros, uns homens disfarçados e mascarados, para meter sustos e medo às raparigas novas. Agora já não há serandeiros, as escarpeladelas quase desapareceram (se não mesmo extintas), mas ao menos ficou a alegria e a recordação de tempos de confraternização pura e simples, tempos de reinação de cariz muito popular.
Em jeito de remate e para confirmar o que as escarpeladelas podiam provocar, registe-se um facto relacionado com um casal, já ambos falecidos (que serviram de fonte de recolha deste e de outros pormenores da vida popular que aqui se vivia), que foi numa escarpeladela que se conheceram mais de perto e ela por ele ficou “embeiçada”… e tudo por causa de uma espiga vermelha!


Como bem se percebeu, utilizou-se apenas a palavra escarpeladela para definir o que, em termos populares, também era conhecido pelas DESFOLHADAS…

(Texto adaptado de um trabalho de pesquisa feito pela Dr.ª Helena Maria Morais de Oliveira, no lugar do Sabugal e Valongo do Vouga, para a disciplina de português do primeiro ano da licenciatura obtida na Universidade de Aveiro, no ano lectivo de 1979/1980, classificada de BOM+, manuscrita, com 90 páginas. Não havia computadores e respectivo software de tratamento de texto, além da máquina de escrever).

Sobre Serandeiros (ou Sarandeiros, noutras terras), por exemplo, numa freguesia de Ovar, lugar de Arada, são conhecidas umas quadras interessantes sobre estas figuras que costumavam surgir de surpresa e com aspecto sinistro e atemorizador, e que dizem assim:
Ver blogue neste endereço: http://www.eb1-preguica-n3.rcts.pt/site_antigo/terra.htm
Aragem que leva fumo
Leva aquele serandeiro,
Porque assim tão importuno
Não tem aqui qualquer paleio

OU:
Serandeiro de gabão,
Feito de peles de ovelhas,
Sai-te daqui para fora,
Senão ficas sem orelhas

Na primeira quadra a rima não está muito de acordo com as normas e o ouvido. É que 'serandeiro' não rima com 'paleio'. Mas nestas coisas, o popular é que manda. Sem querer desvirtuar o que pode ser correcto, parece que ficava melhor ali poleiro. E até tinha outro sentido de acordo com o que antes é dito; de tão importuno que não tens aqui 'poleiro' onde pousar...

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