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domingo, 24 de outubro de 2010

Como os exemplos ensinam

Oração sem fé vai a pé


Sherlock Holmes e o Dr. Watson acampavam na floresta. Estavam prestes a adormecer, deitados sob o céu estrelado, quando o detective perguntou ao seu assistente: «Watson, observe: o que é que vê?».
«Vejo milhares e milhares de estrelas.»
«E o que é que isso quer dizer para si, Watson?»
«Quer dizer que, entre todos os planetas do universo, somos verdadeiramente afortunados por estar aqui na Terra. Somos pequenos aos olhos de Deus, mas muito especiais para o seu coração. E para si, Holmes, o que significa?»
«Significa que alguém roubou a nossa tenda!»

*****
 
Era tudo terrivelmente primitivo, mas é onde muitos continuam presos, tentando controlar e manipular um pequeno e não muito simpático Deus com subornos, promessas e observâncias religiosas desprovidas de adesão interior.


Comentário sobre a parábola bíblica do fariseu e do publicano.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Festa das luzes

Judeus de todo o mundo celebram o Hanukkah

A festa das luzes, ou Hanukkah em hebraico, assinala a libertação e purificação do Templo de Jerusalém e a revolta contra os selêucidas liderada por Matatias Macabeu e os seus cinco filhos, conforme está descrito no Antigo Testamento.
A revolta terá começado depois de um azedar das relações entre os judeus e os selêucidas, de cultura helénica, que ocupavam o território nessa altura, no segundo século antes de Cristo.
Inicialmente os exércitos ocupantes foram bem recebidos em Jerusalém, tendo garantido aos judeus o respeito pelo seu culto e a isenção de impostos para os sacerdotes e para o Templo.
Durante o reinado de Antíoco IV, porém, a situação alterou-se. As práticas religiosas judaicas foram proibidas e o Templo profanado. A última gota foi uma ordem para que os judeus oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos dos selêucidas. Quando Matatias, um sacerdote, se recusou a cumprir esta ordem, outro judeu aproximou-se do altar para oferecer o sacrifício em seu lugar. Matatias, contudo, aproximou-se do homem e matou-o, fugindo de seguida com os seus filhos e seguidores, e montando uma guerrilha contra os selêucidas e judeus colaboracionistas, que terminou com a libertação de Israel.

Impostos na raiz da revolta
Agora, uma descoberta arqueológica vem dar mais credibilidade a esta história bíblica. Um arqueólogo apercebeu-se de que três fragmentos de pedra que tinham sido descobertas em alturas diferentes, faziam parte da mesma tábua e juntando-as descobriu um decreto real nomeando um cobrador de impostos para as províncias de Israel, com ordens para recolher dinheiro dos templos.
Esta decisão, tomada pelo rei Selêuco IV, reflecte uma alteração radical nas relações entre os ocupantes e os judeus, que teria certamente causado muito mal-estar entre estes, e que explica como é que a situação pacífica da região deteriorou ao ponto de desencadear a revolta dos Macabeus.
Poucos anos depois do decreto Antíoco IV subiu ao trono, radicalizando a hostilidade e transformando o Templo num santuário ao deus grego Zeus.
A festa de Hanukkah recorda ainda a ocorrência de um milagre. Após a libertação do Templo, verificou-se que só havia azeite suficiente para manter a chama eterna acesa por mais um dia. Pela graça de Deus, contudo, a chama ardeu durante oito dias, o tempo necessário para se fazer e consagrar mais azeite para o Templo.
Um candelabro de nove braços é usado durante esta festa, com o acender de uma vela por dia durante oito dias, recordando os dias que a chama ardeu milagrosamente. O nono braço do candelabro, colocado no centro e mais alto que os restantes, é para o «shamash», a vela que é usada para acender as restantes e a que também se pode recorrer para usos seculares, garantindo assim a pureza das outras oito.

In snpcultura que pode ver aqui

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Eclesialmente

Advento



Nem medo nem recusa perturbaram
A graça que em Ti cumpre a sua obra:
Ofereceste a Deus aquele silêncio,
Onde habita a Palavra.

Em Ti desponta a aurora da justiça,
O mistério do reino que há-de vir;
A sombra do Espírito que desce
Teu coração preserva.

Por Ti, Maria, Mãe imaculada,
Ao Céu se eleve o nosso humilde canto:
Louvor e glória a Deus três vezes santo,
Por toda a eternidade.

*****

Vem a propósito completar esta leitura com a visualização do vídeo que indicamos no link abaixo. É um pequeno vídeo, sugestivo e interpelativo sobre as desconfianças, a vida, para se poder concluir o que é a confiança. Está ali patente o que era comum entre os judeus: o repúdio da mulher.
Mulher que veio provar que, apesar de ter recusado inicialmente, acabou por não desconfiar e rejeitar a responsabilidade que lhe era pedida e se entregou com esta resposta: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» (Lucas 1,38).
É o tempo do Advento, por isso em vez de desconfiança, a certeza; em vez da recusa a aceitação divina da vida, personificada em Maria, que nos deu a vida por seu Filho.

In snpcultura cujo vídeo pode ver aqui

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

David - Parte II

Porquê David?

Num post quase antes deste, foi feita alusão ao Rei David, que a Bíblia menciona, mas também, como se percebeu, para dizer que o meu neto se chama David. Já fizeram um comentário, chamando-me avô (porque o sou), acrescentado um adjectivo qualificativo: «babado». Está bem, no que de bom e amigo se pretende transmitir.
Mas hoje venho com o tema dos Salmos, por causa do profeta David, em parte II, para cumprir o que lá ficou prometido.
Falar dos Salmos (da Bíblia, como é lógico) e para dizer, como ficou expresso, porque é que a numeração dos Salmos estão feitos, a partir do salmo 10, em duas numerações aparecendo uma normal e outra entre parêntesis. Exemplo, salmo 104 (103).
Como se disse o livro dos Salmos, terá tido vários autores e encontra-se directamente ligado à mais antiga designação utilizada para esta colecção de poemas ou cânticos religiosos. O nome para português deriva da palavra grega «Psalmoi» que é a que foi utilizada na antiga tradução grega, conhecida pelos Setenta, e que quer traduzir o termo hebraico "mizmorôt" (cânticos). Admite-se que este é o termo hebraico mais antigo.
A organização do livro dos Salmos, na Bíblia Hebraica actual, é constituída por 150 salmos, dos quais os salmos 1 e 2 são a abertura o salmo 150 representa o encerramento. Já disse que há, nos salmos, muitas referências e factos que constituem, de facto, passagens dos tempos de David e, na maior parte, se admite que este profeta é um dos seus autores. Mas existem factos, relativamente denunciadores do pós exílio, como outros pós-David, quase a roçar o início do Novo Testamento.
Voltemos à organização.
Na história antiga do texto bíblico, as numerações dos salmos variaram bastante, mas o conteúdo literário manteve-se. Como a divisão do texto era feito de maneiras diferentes, que resultava um número umas vezes inferior e outras superior a 150. Este era o número canónico no texto hebraico, conforme o encontraram os tradutores dos Setenta.
Assim, um resto desta situação dos Setenta na variedade da numeração dos Salmos é aquela que ficou e que transitou para as traduções latinas dela dependentes. Nestas, os salmos que se encontram entre o 9 e o 147, têm um número a menos, é adoptada pelas edições litúrgicas e no texto surge entre parêntesis.
Seria interessante podermos apresentar um mapa com as numerações conhecidas e usadas pelas duas Bíblias. Não me parece possível. Dizemos assim, por não sabermos como se faz em texto de blogue. Experimentamos, mas não deu.

É evidente que esta apresentação fica muito àquem daquilo que são e representam o Livro dos Salmos. Não se esgotaria só nesta explicação do porquê da ordenação numérica, como, por exemplo, os temas da interpretação, composição e datas, uso e lugar na Bíblia, classificação e, até, a teologia dos mesmos, nomeadamente, nesta matéria, sistematizar o pensamento que nos é oferecido.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

David

Porquê David?

A actividade bloguista é mesmo assim. Serve, para além da temática a que se dedica, poder expor, livremente, ideias, expressões, interpretações e outras conjecturas que a cada momento afloram na mente semântica.
Então, habituados que estão os meus visitadores a determinada linguagem, afloramento de temas, histórias, factos, etc., dão, de repente, sem mais, com a palavra David! Porquê?
Vamos ver.
David: nome próprio de pessoa.
Na história sagrada: David foi profeta entre 1042-972 a.C., um inteligente homem do seu tempo, e, conforme consta na Bíblia, segundo rei de Israel. Antes fora rei Saul, a quem fora retirado o ceptro. Este, entretanto, morreu.
E David foi ungido rei, nas condições conhecidas, por aqueles que conhecem (passe o pleonasmo).
Onde nos apoiamos, a Bíblia, – Difusora Bíblica, 5ª edição, Março de 2006 – nos primeiro e segundo livros de Samuel, do Antigo Testamento, são de dedicação quase exclusiva, a duas grandes figuras do AT – Saul e David.
David, favorito de Saul, casou com uma das suas filhas, Mical. Após a morte do sogro, fez-se proclamar rei dos judeus em Hebron. Vencido Golias, derrotou os Filisteus, conquistou Jerusalém e edificou nela a capital do reino. Reorganizou a vida civil e religiosa do povo hebreu e ampliou os limites do reino até Damasco e ao mar Vermelho. Os últimos anos da sua vida foram marcados por acontecimentos amargos, como a rebelião e a morte de seu filho Absalão, o seu adultério com Betsabé, e as disputas pela sucessão, que veio a recair em Salomão, um dos profetas do AT. Foi ainda músico e poeta, segundo a tradição, a ele se ficando a dever, em grande parte, o Livro dos Salmos.
O profeta Samuel foi o grande intermediário sagrado entre Saul e David. E este tudo fez para que o povo não ficasse desorganizado e desorientado. Israel conheceu, na época de David, grande prosperidade e paz.
A David está, na crença e em algumas passagens, ligado o Livro dos Salmos, mas, para falar disso não são suficientes duas linhas. Mas muitas folhas. As tradições hebraicas e cristãs sempre atribuíram uma grande importância a David, como sendo o autor dos Salmos. Isto apenas coloca em evidência o ascendente que este rei teve na criação das instituições de Israel. É ao culto, a que está ligado, a composição da maior parte dos SALMOS. Mas estes poemas foram compostos e conhecidos ao longo de alguns séculos e alguns deles poderão ter sido mesmo escritos não muito tempo antes do Novo Testamento. E nada impede admitir que alguns sejam mesmo muito anteriores ao Exílio. E cada salmo apresenta-se com duas numerações, cuja explicação fica para uma próxima oportunidade.
E, finalmente, p'ró que te deu! Porquê David? Por tudo o que fica dito. E PORQUE É O NOME DO MEU NETO…

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Bíblia

Sempre actual

O biblista português Joaquim Carreira das Neves considera que ninguém melhor do “que os artistas, pintores, poetas e escultores poderia apresentar o transcendente no imanente”.
“Se a Bíblia continua a ser o grande códice e o maior best-seller da humanidade, as artes têm de participar nesta literatura do Livro dos Livros”, defendeu.
Intervindo no colóquio "As Artes da Bíblia", que decorreu esta semana na Universidade Católica, em Lisboa, o exegeta franciscano afirmou que a Bíblia “começou por ser uma revolução na geografia das ideias religiosas de então”, apresentando a ideia do “monoteísmo”, que surge “necessariamente misturada com imagens de religiões do passado".

Notícia completa aqui.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

CRISTIANISMO COM PIADA

O cristianismo não é propriamente
conhecido por ser a religião
da alegria, e é uma pena!

Embora já com algum atrazo, não deixamos de evidenciar e colocar à sua disposição um texto que merece uma reflexão séria e que tem efectivamente alguma piada.
Resumimos isto:
"O cristianismo não é propriamente conhecido por ser a religião da alegria, e é uma pena. «O cristianismo seria muito mais credível se os cristãos vivessem em alegria».
Por exemplo, quando citamos uma frase bíblica, raramente ela diz respeito à alegria. E, no entanto, a Bíblia é uma espécie de gramática do Humor de Deus. "
José Tolentino Mendonça
Vale a apena ler esta opinião clicando aqui
E, já agora, porque não? Veja este site aqui!
(Não está em causa a sua origem, mas a mensagem)

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