Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

Brumas da Memória - 13

A antiguidade da Paróquia de Valongo do Vouga
(do livro 'A Paróquia de S. Pedro de Valongo doVouga')


De rajada apontamos as armas do blogue para o livro mencionado, quer acima, quer no post anterior, de António Martins Rachinhas. Porque já li um certo conteúdo, para quem ainda o não tem e para aqueles que na diáspora se encontram, deixo este pequeno apontamento, inserido na página 39, quando se faz a história dos Bispos da Diocese de Coimbra, da qual a Paróquia de S. Pedro de Valongo do Vouga fez parte durante uns bons pares de anos. E por mais de uma vez. Transcrevemos apenas este naco:

«A seguir, referimos os nomes dos Bispos que ali exerceram a sua missão, enquanto a nossa paróquia fez parte integrante dessa Diocese, e iniciando esta relação a partir da data do primeiro documento que conhecemos sobre Valongo do Vouga, ou seja, no ano de 897, quando Valongo foi de Gondesindo Eris (Erotis, Erote, Eris), filho de D. Ero, cc, D. Enderquina Pala (1ª deste nome) e de D. Adosinda, que a doaram a S. Salvador de Lavra, onde sua filha Adosinda era freira:»

Seguem-se os nomes dos Bispos depois da 1ª reconquista cristã (878), até à conquista de Almansor (987).
Isto significa que as Terras de Valongo são milenares, porquanto se em 897 já eram conhecidas, confirmando-se, naturalmente, que foi povoada em época anterior à nacionalidade, como bem se diz e se escreve por muito boa gente competente em história.
Para já, deixamos apenas este pouco, porque o muito que contém, só se pode avaliar, lendo...

Brumas da Memória - 12

A Paróquia de S. Pedro de Valongo do Vouga
- António Martins Rachinhas -


A Capa do livro
Apesar de "ausente" destes locais, claro que tinha e tenho por aí matéria mais que suficiente para aqui postar. No que a este diz respeito, tomei a iniciativa de publicar apenas e só quando tudo tivesse sido apresentado.
Ou seja, acaba de aparecer mais um livro da autoria do nosso conterrâneo António Martins Rachinhas, que tem aquele título, e que podia ter aproveitado para me "antecipar". Como disse não o fiz. Tenho o livro em meu poder há uns tempos.
Ontem, dia 25 de Fevereiro deste ano da graça, realizou-se na Junta de Freguesia o acto solene do lançamento deste livro. Como o próprio confidenciou, andou de volta deste trabalho cerca de dez anos. Nós próprios acabamos de saber o trabalho que se suporta com estas coisas.
Isto para dizer o quê?
Para dizer que finalmente começam a surgir iniciativas sobre as terras de Valongo e sobre as suas histórias. E que tantas tem. E porque se torna necessário, imprescindível proporcionar e deixar um legado aos actuais e, principalmente, aos vindouros Valonguenses. Neste blogue tenho-me batido, vezes sem conta, sobre este assunto. Neste livro estão 263 páginas de história e documentação.
Mesa de honra do lançamento do livro
De destacar as personalidades eminentes que ajudaram o António Rachinhas nesta árdua e longa tarefa. E, por isso mesmo, o trabalho ganha em valor, dignidade, fidelidade. Ganha em história local, que, certamente, muitos desconheciam.
O acto solene que acima refiro, teve a presença do bispo emérito de Aveiro, D. António Baltasar Marcelino, que foi também autor do Prefácio, do bispo residencial, D. António Francisco dos Santos que, não estando presente, foi autor do Pórtico que ficou inserido nesta obra.
O salão nobre da Junta foi pequeno para tanta gente. Por isso é de registar ainda a presença de elementos da Junta e Assembleia de Freguesia, nomeadamente Carlos Alberto Pereira e António Manuel Pinheiro da Conceição, de Monsenhor João Gaspar, Eminente historiador, do Dr. Horácio Marçal, da Dr.ª Maria dos Anjos Antunes, a quem o autor pretendeu homenagear, porque seu marido, o Dr. Manuel Antunes de Almeida, foi o autor do prefácio de um outro livro seu, sobre a Escola C+S. De registar a presença do Prof. doutor Delfim Bismark Ferreira de Albergaria-a-Velha, notável historiador. A intervenção de Júlia Magalhães, poetisa popular da freguesia, na sua forma já peculiar, referiu-se a este facto com quadras suas que ofereceu ao autor.
Por isso, retomando as actividades cibernautas, aqui deixo, com ênfase, esta nota.

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO - L
Foi aqui perto que o barco terá rodeado em direcção
 a norte, após deixar o Vouga

Em 11 de Novembro (há tanto tempo) deixámos esta história numa espera de um barco situado abaixo da ponte de Vouga, dos Abadinhos, que levaria alguns amigos do Visconde de Aguieira até Ovar, onde deveria ser recolhido, ele e as suas pupilas, vindos de França, por Inglaterra, desembarcando em Vigo. Estratégias montadas para não serem descobertos pela família dos Bandeiras de Torredeita. Desta noite de 11 de Setembro [de 1850] deixamos as descrições, jubilosas, daquilo que passou esse grupo de pessoas, até à chegada a Ovar.
Os viajantes que iam esperar, vinham numa liteira que tinha sido alugada, no Porto, por António Soares, de Arrancada, o qual se tinha deslocado a Vigo para recolher os três viajantes (Visconde e as duas pupilas suas tuteladas).
Dizia o Dr. José Joaquim da Silva Pinho, na sua narrativa, que passaram no barco «uma bela noite, apesar de ele meter água por todos os lados, fazendo uma travessia alegre e chegando Agostinho Pacheco, apesar do seu génio grave e sombrio, a dizer facécias que nos fizeram rir. Nós íamos como para uma festa.»
Chegados a Ovar, com todas estas peripécias, «hospedámo-nos na estalagem do Tomé, à Ribeira, onde chegámos de tarde, mas debalde esperámos os viajantes nessa noite.»
Até que, «no dia seguinte também eles não vieram e só ao terceiro dia, já noite, é que Tomé nos veio informar de que se aproximava uma liteira que trazia uma família francesa, que ele não podia receber por ter a casa toda ocupada.»
Para o grupo de amigos de Joaquim Álvaro, já apreensivos e receosos pela demora, a esta notícia do Tomé correram para a rua e da liteira viram descer Joaquim Álvaro e as meninas Mascarenhas.
«Não é para contar o júbilo de todos nós.»
«Houve quem chorasse lágrimas de contentamento.»
O que é certo é que meia hora depois já estavam a bordo de um barco varino, com as meninas deitadas no cubículo da proa, repousando, ficando os homens sentados no tombadilho, e todos de ouvidos colocados no Dr. Joaquim Álvaro a ouvir alguns casos da sua vida de emigrado.
A seguir a sua chegada a Angeja, depois Travassô, etc.

(Continua)

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Souza Baptista

Aniversariava hoje se fosse vivo!


É exactamente o que queremos deixar por aqui informado. Souza Baptista nasceu a 19 de Janeiro de 1874, pelo que, como é lógico, o seu aniversário, mais um, passaria nesta data.
Sei, todos sabemos, que certamente falamos muito sobre Souza Baptista. Como já disse aqui, talvez por mais de uma vez, estou em crer que nunca será demais falar-se nesta figura ímpar. Que marcou a freguesia e marcou uma epoca da sua história e da sua vida.
Será desta forma simples que muitos ficarão a saber e outros a recordar, se já o soubessem, que esta data devia ser mais amplamente divulgada, quiçá, mais comemorada.
Penso que ninguém discorda de que, pela minha parte, fiz o que tinha a fazer.
Outros que o melhorem e realcem o facto da forma que entenderem, relembrando o exemplo de Souza Baptista, que fez o bem sem intenções de se enaltecer, fazendo-se apregoar ou tornar-se arauto público dos factos para os quais contribuiu.
Que o exemplo perdure e se torne multiplicativo e seguido!

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

A Junta de Freguesia na história - 90

Sessão extraordinária de 30 de Janeiro de 1916

 
Já ilustrou várias vezes esta história fotos da escola de Arrancada
Esta é a escola primária de Valongo do Vouga

Na sessão anterior que aqui foi referida, realizada em 9 de Janeiro de 1916, ficaram narradas as histórias de umas eleições e a convocatória para esta sessão extraordinária, que naquela data ficou já marcada para o dia 30.
Havia necessidade de verificar os concorrentes para a construção da segunda tarefa da «casa de escola» de Arrancada. E esta sessão consta em acta datada do referido dia 30 de Janeiro de 1916. Após os habituais termos usados nas actas diz o seguinte:


«Aberta esta sessão foi marcado o espaço de espera de uma hora para durante ela, quem ainda o pretendesse, poder apresentar a sua proposta. Findo este lapso de tempo procedeu-se à abertura e leitura da única proposta apresentada, pertencente a Manuel Lourenço, casado, carpinteiro, do lugar de Brunhido, que se obriga à construção da referida tarefa, constante de dois salões, vestíbulo e vestiário, alpendre e retretes respectivas, segundo as condições e caderno de encargos, pela quantia de mil duzentos e oitenta e oito escudos. A Junta, ponderando que não seria fácil aparecer concorrentes a qualquer praça que de novo se marcasse, que melhor interesse ou melhores garantias desse à mesma Junta e atendendo também a que é indispensável não protelar estes trabalhos, resolveu adjudicar a empreitada ao referido concorrente, ficando também resolvido que o respectivo contrato fosse lavrado por meio de auto. Foi também resolvido autorizar o presidente a representar esta Junta na redacção do referido contrato. E por último foi também deliberado proceder-se imediatamente à construção das retretes pertencentes à parte do projecto da Escola já construída, e bem assim autorizar o seu pagamento.»

A redacção deixa sérias certezas de que uma parte da escola já estava construída. De outro modo não se redigia «proceder-se imediatamente à construção das retretes pertencentes à parte do projecto da Escola já construída.»
Esta acta foi subscrita por João Baptista Fernandes Vidal, secretário interino, e assinaram Álvaro de Oliveira Bastos, António Gomes de Oliveira e Albano Ferreira da Costa. O primeiro, presidente, os restantes vogais.
Vamos ver se conseguimos encontrar a história da finalização das obras e da sua inauguração, se é que existiu. O que existiu e vou narrar, é a história da inauguração da sede antiga da Junta de Freguesia. Ainda não a tenho, mas creio que foi em 1959, e essa acta, com a qual ja tomei contacto, está redigida por Nelson de Morais Rachinhas e nela menciona os pormenores da inauguração, para cuja construção participou seu pai, Joaquim Ferreira Rachinhas, do lugar de Carvalhal da Portela.

Blogues da freguesia - 19

A Poesia da Isamar



Sei, mesmo antes de passar os olhos por estas linhas, o que estarão a magicar. E que será do género: este tipo não tem por aí mais blogues da freguesia com que se ocupar?
Certamente. Mas se volto a insistir neste e com este é precisamente porque, do meu ponto de vista, como é óbvio, aquele que contém matéria mais que suficiente para ser reparado, olhado e até transformado (se as autoras assim o entenderem e consintam) em matéria que fique a perdurar para além desta auto-estrada, que constitui a Internet.
Se quer, concretamente, saber o que penso, é isso mesmo. Arranjar uma selecção, feita por especialista na matéria e fazer com que, dali, nasça um livro da freguesia e para a freguesia. Até em termos pedagógicos.
Numa altura em que se confirma a necessidade, com o que se preocupam algumas pessoas que andam de volta deles, em que a freguesia possua, para consulta ou estudo, alguns livros que dêm a conhecer o que é, o que era a freguesia nos tempos de antanho, parece-nos que não ficaria mal a ninguém que qualquer Instituição pudesse dar um jeitinho e mandar elaborar e imprimir um livro daquelas poesias que, mais tarde ou mais cedo, poderão desaparecer e perder-se o que, no momento, constitui um valioso património cultural desta terra, tão carecida anda destas e de outras coisas.
Sei que o momento não é o mais oportuno... até parece que ando a ver TV, que não é o caso... mas a brincar a brincar, quero dizer as coisas sérias, não para obter favores pessoais, mas para alertar, o que não será necessário, creio eu. Aqui deixo um print screen... o último.
Pensem nisso...

Domingo, 15 de Janeiro de 2012

Notas à solta

Pois é, retomar!

Nova ponte do Rio Vouga, vista de baixo
É isso mesmo. Dizer que depois de 9 de Dezembro do ano passado, venho retomar as actividades blogueiras, com o pedido que me seja relevada esta ausência, mais por causa das condições meterológicas do que outra coisa.
Não estive doente. Não estive ausente. Não tive impossibilidades de acesso informático. Tive, isso sim, algumas contrariedades climáticas.
É assim mesmo. Com o frio, não conseguia «bater» no teclado.
Não é que esteja muito enrejelado. Antes pelo contrário.

Ponte antiga, pouco antes de ter ruído
Foto de montante
Há outra coisa que pesou também muito, além de alguns afazeres particulares: a preguicite.
Mas já passou. E agora cá estou para ficar à disposição de quem quer que seja.
E, para recomeçar, antes fica uma transcrição de uma das crónicas (parcial) de Adolfo Portela, com o seu ar jocoso, em jeito de entremez (da época) e de alguma troça das políticas e dos políticos do século XIX - princípios do XX.
Então, como diz o publicitário: ATÉ JÁ...
Façam favor de se divertir.

As crónicas de Adolfo Portela - 5

A política de Águeda

Do livro «Crónicas» de Adolfo Portela, edição do semanário Soberania do Povo, no que se refere a política, respigamos este naco de interessante prosa, da página 128 à página 130. Isto para divertir, se a transcrição a isso originar. É este o conteúdo:

Agueda antiga-Paços do concelho. Neste local está a CGD,
edificío dos correios, etc.
«A prosa era à vara larga! Nada de cortesias! O que não quer dizer, de todo em todo, que essa literatura não tivesse algumas notas acentuadamente ingénuas e simpáticas, certas delicadezas de forma e de crítica, que lhe dão, ao menos exteriormente, o ar de quem vai de casaca e claque por cima de uma estrumeira...
Aqui temos, para exemplo, Lúcifer, um correspondente misterioso que data o seu comunicado do Lago Estígio e que vem de lá com o seu rir satânico, a dizer coisas impiedosas, mas artisticamente torneadas de estilo, acerca de certo escândalo famoso em que se pretendeu envolver o nome de João Ribeiro. Aqui temos também o Piolho Viajante, em «passeio pelo concelho de Águeda», a chamar a um clínico da terra todos estes lindos nomes que parecem catados por mão experimentada numa lição de fisiologia social: «molécula desorganizadora e dissolvente, de infecção mefítica e miasmática, enviada pelo corpo catedrático de Coimbra, com o nome antipático de flato...» Aqui temos ainda (e este era sapateiro, vejam lá...) o Zé do Forno, José Miguel da Silva, que, ao meio das mais cruéis arremetidas contra um celebrado galopim de Segadães, não se descuidou, por honra da literatura, de o apresentar com o mimoso epíteto de «menino bochechudo das gentilezas de Alquerubim».
Eram ovos moles em nata de vento...»

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

NA ÉPOCA DE NATAL



Um amigo, natural da freguesia e residente em Lisboa, já lá vão uns anitos, sugestionou-me com um vídeo idêntico. Lá fui à cata dele e aqui o deixo, porque o considero original, embora, certamente, haja quem não concorde muito. Mas na era digital e das novas tecnologias, como devemos encarar esta ideia? Natural, com a condescendência do espírito de Natal!
Porque ideias idênticas e interessantes, o Youtube tem lá mais... é só ir ver.

Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011

INSUPORTÁVEL

QUEM AGUENTA?

Este blogue não foi criado para estas coisas. A ser verdade, também o tenho de usar para mostrar a minha indignação (mostrar indignação só, não chega)! Um amigo meu enviou-me este mail que vou procurar aqui reproduzir. E nem vou acrescentar mais nada, porque a este propósito, o que para aí há é demais e muito repetitivo! Diria escandaloso. Os anteriores eram escandalosos. Afinal, nada mudou!
E já me levaram mais de 200 Euros no subsídio de natal... que muita falta me fazem.
- Para o ano não há subsídios! Como vou pagar o seguro do meu bolinhas?
- Como vou pagar o IUC, na ordem de mais de uma centena de euros (para aí uns 150€) que é o normal dos carros de pequena cilindrada?
- Como vou pagar o IMI?
- Como vou pagar  o seguro da casa?
- Como vou aguentar e viver o dia a dia? Sempre metido em casa, para não gastar, mas mesmo assim...
Para ficarmos apenas por aqui.
Mas as comissões da troika, de centenas de milhões, têm de ser pagas!

*****

QUE LINDO EXEMPLO ! O tal carro novo que compraram para as obrigações protocolares.
E anda esta corja a impor tantos sacrifícios a quem já não pode mais, para isto... Estes gajos não tem vergonha na cara! Que lindo exemplo!!!


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QUE LINDO EXEMPLO ! O tal carro novo que compraram para as obrigações protocolares.
E anda esta corja a impor tantos sacrifícios a quem já não pode mais, para isto... Estes gajos não tem vergonha na cara! Que lindo exemplo!!!  

Depois da ressaca das novas medidas de austeridade que vêm aí, os nossos governantes pedem poupança, contenção e que façamos mais uma vez sacríficos ...
Nem deixam assentar a poeira, adquirem de rajada uma viatura para convidados do Estado. Um Mercedes S450CDI no valor de 140.876 euros . A explicação dada, foi pelo custo de manutenção da anterior viatura e obrigações protocolares.
Um cidadão normal que tenha um carro antigo e a precisar de uma revisão geral o que faz? Não brinquem connosco. Se não temos dinheiro e estamos em restrições alugue-se um carro por uns dias ou compre-se um carro híbrido e mais em conta. Receber com dignidade não é o mesmo que sumptuosidade.
 
É uma vergonha! Depois queixem-se, o povo - «o povo é sereno» - tem que acordar para isto e muito mais. Esta noticia veio a lume, mas haverá outras peripécias que não se sabem. Definitivamente o exemplo não vem de cima e assim não vamos lá.
 
O Presidente da República deveria inviabilizar esta compra. Devido à cimeira da NATO compramos carros, e por outro lado são estes senhores europeus que nos mandam apertar o cinto. Um verdadeiro paradoxo...
Não seria vergonha nenhuma pedir um carro emprestado à Europa para as nossas obrigações protocolares.
Que dirão a maioria dos portugueses que gostariam de trocar de carro e não têm possibilidades para isso' Não há dinheiro, não há gastos.
 
Este episódio mostra a nossa cultura permissiva - «quanto mais me bates mais gosto de ti» -  mas que deve ser denunciada e condenada
 
DIVULGUEM E REVOLTEM-SE.

***** 

Nota: A seguir aos asteriscos, o conteúdo é o do mail recebido. Só formatei o texto. Com estes exemplos, nomeadamente com o do carro do homem da lambreta, não vamos longe. Mas já agora estou em pulgas de curisoidade para ver o fundo da panela, se é que o fundo e a panela ainda existam...

Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Futebol da casa

A. D. Valonguense - A. A. Macinhatense
Março de 2011
A Liga dos Últimos


Veja, ouça!


Domingo, 4 de Dezembro de 2011

Festas religiosas

A Solenidade de Nª Sª da Conceição

De vez em quando, e desde que goste (o que, certamente, não vai acontecer com outros visitadores), deixei previsto que aqui diria alguma coisa sobre este dia - 8 de Dezembro - que marca algumas celebrações no lugar de Arrancada, promovidas pela Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, a mais antiga instituição de índole religiosa existente na região, com 400 anos feitos em 2010.
O seu primeiro estatuto, o breve do Santo Padre Paulo Quinto, foi dado em Roma em 1610.

Hino Akathistos (que literalmente significa «estando de pé», porque se canta nesta posição) é o hino mariano mais famoso do Oriente cristão e, possivelmente, de toda a Igreja.
Composto originalmente em grego no final do século V, é de autor desconhecido. Sua autoria é atribuída a diversos personagens, porém não há nenhuma prova concludente e, possivelmente, talvez seja melhor assim.
Como disse um comentarista moderno, «é melhor que o hino seja anónimo. Assim é de todos porque é da Igreja». (transcrito, com a devida vénia, daqui)

A propósito deste evento e desta pequena história, este Hino vai ser cantado na Vigília da Sé (Aveiro), no dia 7 deste mês, com adaptações de um conhecido compositor de música litúrgica, António Cartageno (Padre) e que, em parte, está no vídeo que a seguir reproduzimos.
Foi apresentada, na sua versão original, em vários locais e celebrações importantes e de destaque, inclusivé do Vaticano com João Paulo II, e essa versão original tem uma duração de cerca de 45 minutos, só no canto. O que se reproduz, numa adaptação e autoria daquele compositor antes citado, tem cerca de 13 minutos... apenas.
Melhor que mais história e palavras, ouça a gravação, se o pretender. Destacamos, sem pretensiosismos ou qualquer outra intenção, a voz, em dueto, da soprano e da contralto, que, como se compreende, nem sequer conhecemos. A letra e a música está em várias partituras, e, como é bem de ver, na partitura que possuímos, que constituiu uma oportunidade para aprender.

Sábado, 3 de Dezembro de 2011

Fundação Nª Sª Conceição

Momento de aniversário

Foi no passado dia 6 de Novembro. Idosos e não idosos, jovens e menos jovens, ali foram confraternizar num almoço de convívio, assinalando o 1º ano de utilização efectiva das novas instalações e já nove anos de actividade na freguesia!
Também me inscrevi e lá fui. Levei a máquina fotográfica e das fotos obtidas lembrei-me, só agora, de aqui deixar este slide. A pessoa da última foto do slide, faleceu esta semana.
Na próxima semana, para os católicos, celebra-se a Solenidade de Nª Sª da Conceição.


Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Brumas da memória - 11

Os topónimos de Valongo e arredores

Citando o livro do Padre Francisco Dias Ladeira, «Município de Águeda», edição do autor dos anos 80 século XX, II volume, damos conta da seguinte passagem no que a Valongo diz respeito.

Praça de S. Pedro, frente à igreja, após a sua urbanização.
A sobressair do telhado da casa do lado direito, a torre da igreja.

«Continuando com os étimos e topónimos de Valongo, da vila de Valongo faziam parte, cem anos antes da nacionalidade, dois casais, Melares e Lanheses, este existente e aquele desaparecido, por sinal que, em 1101, foram comprados por João Gondesende e sua mulher Ximena Froiaz (Forjaz): «et de uilla Ualle Longo Melares et Laneses». Nesse documento na alusão ao monte molas (mós), que se reveste de sentido, arqueológico-industrial, no termo molas ou mós. Lanheses, grafado Laneses e Laieses... provem do latim lagenas, anterior ao século XIII, vertido por lagens. Lavegadas, também do latim lavicata, de lavegar. Quintã, igualmente latina, de quintana, que dá quintã, pequena quinta, foi antiga vila ou seja vilar, vilarinho, vilela... Sabugal igualmente do latim sambucale. Mas também pode provir de sabugueiro, ou ainda de origem militar, pois sambuca, ou instrumento militar grego, semelhante à arpa, ou então também sambuca uma espécie de arma ou máquina de guerra, para atacar fortalezas. Talvez mais viável esta, por causa da presença do castrelo, agregado fortificado, ou das proximidades do castro do Marnel ou dos castros de Recardães, Castro de Além e de S. Jorge. Claro que esta última referenciação só aparece em plena idade média; vinha bem longe o conhecimento de S. Jorge, sendo os castros anteriores ao cristianismo. Damos por terminadas estas notas sobre os lugares habitados. Se fôssemos para os locais, de que só fizemos pura menção a um terço de Agadão (cf. I vol. esta freguesia), nunca mais tinha fim e surgem, com frequência, vocábulos da maioria dos povos que por aqui aportaram, o que só faremos na monografia de Aguada de Baixo, e para essa freguesia, que foi sede de município.»

Nós é que não damos por terminadas estas histórias, fidedignas ou com alguma fantasia, diga quem o souber, voltaremos a consultar o que nos legou o Padre Francisco Dias Ladeira.

Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

Isto vale uma vida

Visitei, casualmente, o Facebook, e encontrei lá este vídeo que o Zé Martins «descobriu». Não sou insensível às coisas que a vida nos demonstra, nem sequer gosto de ouvir palavras como racismo, xenofobia e outras coisas que tais. Quero também, neste modesto sítio, partilhar do que muitos também manifestaram. Deixo aqui esse vídeo do Youtube.

Brumas da memória - 10

TOURAL - CASTRELO - CRASTELO

Folheando um dos volumes - neste caso o II volume - dos livros do Padre Francisco Dias Ladeira, um homem que dedicou grande parte da sua vida à história, publicou dois livros sobre os aspectos relevantes da história do concelho de Águeda e das suas freguesias.
Embora tarde, fica aqui cumprida a promessa feita a alguém residente no lugar do Toural, que ainda traria aqui alguma coisa das teorias históricas que contém e que se contam por aí, porque, dizia que do Toural não se conhece nada, quer no mapa, quer na história. O II volume do «Município de Águeda», edição do autor, sem data, creio que dos anos 80, século XX, como é lógico, na página 261 tem escrito o seguinte:
Casa de habitação antiga, no lugar de Lanheses, que fica de frente com o Toural
«Castrelo ou Crastelo, hoje simples situs, local, em frente de Lanheses e conhecido por Toural, foi pequeno castro ou castelo, mais provavelmente uma atalaia do Marnel. Digo assim mas lembro que, apesar de muito perto, os povos não se davam, não eram unidos. Foi um mal da Lusitânia. Aparece mencionado em 1050, num documento de Gonçalo Viegas, que estamos sempre a citar; no século XVII, em que se mantinha povoado, mencionado no registo paroquial e tem, no elemento castro, ou seja povoação fortificada ou castelo, o ter sido um forte celta, ou pré-latino no activo nos 500 anos antes de Cristo, até à chegada dos latinos. Tenha-se presente que castelo é diminuitivo de castro e é precisamente este caso: castrelo, castro pequeno, castelo.»

Aqui fica uma «amostra» do étimo e topónimo que nos legou aquele prelado, que foi muito conhecido no concelho (e nem só) e que, salvo erro, paroquiou Aguada de Baixo, antes de ter falecido.
E a minha promessa fica cumprida. Mas há mais, quando me for possível...

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Souza Baptista

O QUE NOS DEU PARA FAZER E ESCREVER

Este é o título de um pequeno livro da autoria de Joaquim Soares de Souza Baptista, editado em 1943, impresso na Tipografia Aguedense, em Águeda, naquele ano.
Estive com este livro na mão, hoje, dia 21 de Novembro do ano da graça de 2011!
Li um pouquinho desse livro, pois que o tive de deixar no mesmo local. Respeitei as instruções existentes.
Do pouco que li, fiquei desde já com uma perspectiva do que aquele benemérito tinha em projecto para a freguesia. E um deles era um clamor de que nada existia nesta terra que fosse ao fundo das questões e justificasse, pela história, pelas pesquisas e pelo trabalho que estas coisas dão, saber como nasceu o lugar da Arrancada, como eram as primeiras palhotas (disse cabanas do século X) que deram origem àquele grande aglomerado de cerca de 700 almas (no tempo de 1943) e um casario em todo o lado e bem conservado.
E dizia ainda que quando passava pela estrada principal e olhava para as casas antigas, admirava os seus umbrais, as almofadas (como se diz técnica e historicamente) das janelas, as datas que uma e outra tinham de 1690, com dizeres do género, que agora tenho de inventar: «Esta janela foi construída em 1595 por Tomé não sei quantos.»
E Souza Baptista interrogava-se: «Ninguém ainda se preocupou em saber que foi este tal Tomé que edificou aquela obra [de arte] e desse conhecimento aos contemporâneos quem foi o artista que realizou tais obras.»
É esta, mais ou menos, a ideia das linhas que lemos em diagonal.
Efectivamente é confrangedor verificar que se destruam algumas obras arquitectónicas históricas que existem ou já existiram.
É certo que não há apoios que possam travar esta destruição e as pessoas vão necessitando desses espaços. E a degradação também ajuda um pouco.
Mas Souza Baptista, neste livro, prova que era um homem de largos horizontes e via à distância os problemas que se provocavam ou iriam provocar antes de acontecerem. E muitos já aconteceram.
E depois, saber-se da história da nossa terra, de algumas pessoas ilustres, de algumas instituições, etc., nada há pesquisado e escrito que se deixe àqueles que hão-de ser os próximos continuadores deste Valle Longum. Ele apontava isto no livro!
Quando quiserem saber alguma coisa da sua terra, não há, porque salvo um ou outro, que o fez, os restantes nada fizeram, nada fazem...
Temos um trabalho em mãos há um ano. Ainda não terminou. Mas pelo que temos e já realizámos, agora tem de terminar, não com a rapidez desejada, mas com a pachorra que temos de aguentar até  chegar... ao fim...
Voltaremos a este caso do livro de Souza Baptista... escrito assim mesmo no livro, melhor, Joaquim Soares de Souza Baptista.

Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

A Junta de Freguesia na história - 89

Eleições
A casa da escola - Mais um passo

Foi feita uma «visita» à acta da sessão da Junta de Freguesia de 9 de Janeiro de 1916. Esta acta faz realçar um aspecto histórico interessante: a eleição.
Essa eleição era feita apenas entre os membros da Junta, pelo que a seguir se transcreve. Diz assim: «Em seguida foi interrompida a sessão para se proceder à eleição do presidente que há-de servir no corrente ano. Feito o escrutínio, verificou-se que a eleição recaiu no actual presidente (Álvaro de Oliveira Bastos), pelo que este continuou no seu lugar, no exercício das suas funções.»
O presidente nem se levantou. Continuou no seu lugar!


A casa de escola
É um termo que continua a ser usado nas actas dos distantes anos de 1915... 1916! Não sei porquê, mas poderia ter sido chamada de Escola Primária. Mas não, o termo utilizado era «casa de escola». Pronto, está bem, nós sabemos o que é....
«Seguidamente foram lidas as condições e caderno de encargos da empreitada da segunda tarefa da construção do projecto da casa de escola desta freguesia, as quais depois de devidamente apreciadas foram aprovadas. Foi também deliberado passar editais para a arrematação da dita tarefa, cuja arrematação tera lugar no próximo dia trinta, para o que fica já convocada a sessão extraordinária.»

Uma nota:
A foto que ilustra este post, refere-se ao primeiro edifício da sede da Junta de Freguesia, construído no tempo em que fazia parte da Junta, Joaquim Ferreira Rachinhas, de Carvalhal da Portela e que a esta obra dedicou muito do seu tempo e interesse. Este edifício foi demolido e construída a sede actual.
Claro que esta nota tem uma intenção própria. Não pelo enaltecimento da pessoa, que não necessita, mas pela curiosidade que outros terão em saber. Prometo solicitar fotocópias das actas do tempo que este conterrâneo fez parte da autarquia, em tempos mais recentes que os que tem sido postados. Temos «visitadores» do blogue que terão interesse em conhecer esses pormenores históricos.
A nossa intenção era a de continuar as datas cronológicamente, apontando em cada uma delas, aquilo que se passou. Vamos fazer esta alteração atendendo ao interesse que suscita saber de algumas «estórias» do tempo da Junta daquele Valonguense de Carvalhal da Portela.


Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011

A ponte do rio Vouga

Desaparece uma obra de arte e um marco histórico de Portugal?
Como prometido, embora o tempo continuasse a não favorecer, fomos à ponte do rio Vouga verificar o estado resultante do seu desabamento no passado sábado à noite, seriam cerca de 21 horas.

O seu estado agora:



antes:



Alguns dados históricos já por aqui escritos:
Segundo um letreiro existente, no ano de 1713 o rei D. João V mandou fazer a obra. Mas este letreiro, dizem os especialistas, dizia respeito apenas a obras de «reforma e de acrescentamento de alguns vãos.» Há uma outra, anterior a esta, ordenada por D. João III.
Dizia-se desta ponte que era quinhentista. E segundo o Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Aveiro, Zona Sul, edição de 1959, que muitos conhecem, cita que «Em carta ou alvará de 26 de Fevereiro de 1529 nomeava este rei a Jerónimo Gonçalves, fidaldo escudeiro, residente em S. Pedro do Sul, vedor e recebedor da obra da ponte que ora mando fazer no rio Vouga e sull. Foi seu construtor Mestre Ryanho (mestre que foy da obra da ponte de dita villa). Residia este nesta mesma vila de Vouga ainda em 1552.»
Segundo aquela obra histórica esta «ponte foi adaptada ao novo sistema de viação no século XIX e alargada em 1930 pela Junta Autónoma das Estradas, como outro letreiro esclarece. Este alargamento realizou-se por meio de grandes cahorros de cimento, que suportam não só os passeios como também a parte da faixa de rodagem.»
Há outros dados históricos interessantes, que se prescindem neste facto relacionado com o desabamento de toda a área do tabuleiro da parte central da ponte. Basta verificar uma e outra foto. Foi exactamente o pilar central que acabou por ruir ou o tabuleiro, que agora se pode analisar, é constituído apenas de algum material de grés, muito abundante na região.
E agora?
Não pretendemos ser profetas da desgraça, mas certamente que nada mais resta que não considerar, como dizia um autarca da zona, toda a história, a arte e a beleza, considerando aquele monumento completamente perdido, e como alternativa ser completamente demolido o que resta, até às margens ídilicas do rio Vouga. Ou seja, desaparece tudo o que era ponte...
Não acreditamos que seja esta a fácil e simples solução, fazendo desaparecer toda a história de um naco deste país... como o tem sido de outros locais com situações de história idênticas.
Aqui, neste caso, temos a salientar que não houve desastres pessoais. A vítima, que não ganhou para o susto, quando se viu envolvido e arrastado por todo aquele monte de aterro e pedregulhos, já teve alta e voltou à sua casa.
Ficamos por aqui, pois as considerações poderiam ser muitas mais...

Domingo, 13 de Novembro de 2011

A ponte do rio Vouga

SIMPLESMENTE RUIU......

ABRIMOS ESTA MENSAGEM PARA DIZER, PRINCIPALMENTE AOS DE LONGE, QUE A PONTE QUE ESTÁ RETRATADA NO POST ANTERIOR E DA QUAL AQUI REPETIMOS UMA IMAGEM IDÊNTICA, RUIU ONTEM À NOITE!


EFECTIVAMENTE A PARTE CENTRAL DO TABULEIRO CAIU AO RIO E, COM ELA, UMA PESSOA QUE CASUALMENTE E NAQUELE INSTANTE IA A PASSAR. NÃO TEMOS A IDENTIFICAÇÃO DA VÍTIMA, MAS SABE-SE QUE ESTÁ INTERNADA NOS HOSPITAIS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA, SENDO TRANSPORTADO, EM PRIMEIRO LUGAR, AO HOSPITAL DE ÁGUEDA. DAQUI FOI PARA AVEIRO E DESTA CIDADE PARA A DE COIMBRA.

HOJE O TEMPO NÃO AJUDOU. MAS AMANHÃ IREMOS AO LOCAL OBTER UMAS FOTOS DO ESTADO QUE A PONTE APRESENTA APÓS TER RUÍDO AQUELA PARTE QUE, DIGA-SE, ERA VISÍVEL O SEU MAU ESTADO.

E O INTERESSADO PRESIDENTE DA JUNTA DE LAMAS, ALCIDES DE JESUS, CLAMOU DURANTE ALGUNS ANOS, ANTEVENDO ESTA FATALIDADE QUE A INCÚRIA, O DESLEIXO E O DESINTERESSE HUMANO VOTARAM A PONTE E AS CONSEQUÊNCIAS QUE ORIGINOU!

SITUAÇÕES COMO ESTA, COMEÇAM A SER DEMAIS!!!!!!!