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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Casa do Povo de Valongo do Vouga - 13

No tribunal por reuniões ilegais


Novas instalações e, ao fundo, o primeiro edifício da Casa do Povo

Decorria o ano de 1972. Ali para os lados de Pessegueiro do Vouga, no mês de Agosto deste ano, propaga-se um violento incêndio. A sua origem, dizia-se, terá sido o «Vouguinha». Por isso, o comboio acabou e passou-se aos transportes públicos em autocarros por conta da CP. Foi uma confusão geral. Depois vieram automotoras a diesel, a conta gotas. Agora voltaram comboios a várias horas do dia. Ainda bem. Mas vamos ao que importa.
O violento incêndio, devastou durante alguns dias (pelo menos os dias 18, 19 e 20 de Agosto) as freguesias de Valongo do Vouga, Macinhata do Vouga, Préstimo e Talhadas. Andou aqui perto de casa. Numa reunião após esta tragédia, a direcção da Casa do Povo resolveu ceder as suas instalações para reuniões das pessoas afectadas que se relacionassem com aquele incêndio, recolhendo assinaturas dos proprietários das matas queimadas, para ser enviada uma petição ao Presidente do Conselho de Ministros, na altura o prof. Marcelo Caetano.
Mais tarde, numa reunião da direcção em 12 de Novembro de 1972, constata-se que se realizaram três reuniões para tratar de problemas postos pelo grande incêndio de Agosto de 1972. A primeira promovida pelo Presidente da Câmara, que esteve presente. A segunda não teve o Presidente da Câmara possibilidade de estar presente para assistir e a terceira por produtores interessados.
A direcção deu todo o apoio, como era seu dever, e tinha sido deliberado, pessoalmente expressa ao Delegado do INTP (Instituto Nacional do Trabalho e Previdência) já extinto. Mais tarde foi enviada uma exposição ao Presidente do Conselho de Ministros com 365 assinaturas, através daquele Delegado do INTP.
Passados alguns dias a direcção foi notificada para comparecer no Tribunal Judicial de Águeda, pois a GNR dizia que se tinham feito reuniões ilegais na sede da Casa do Povo. A acta que refere este facto histórico deixa vincada que são de lamentar as incompreensões e o vexame a que a direcção foi sujeita.
Não sabemos como as coisas acabaram.
Mas sabemos como as coisas eram!!!!!

domingo, 7 de novembro de 2010

Coisas da Guiné - 32

Estranha Noiva de Guerra

Comecemos por dizer que há muito tempo não trazia aqui qualquer coisa sobre a Guiné. Temos agora um motivo, que se trata de um romance de Armor Pires Mota, que tem aquele título. Tenho vários livros deste prestigiado escritor, de Águas Boas-Oiã, alguns deles como tema de fundo a guerra que foi vivida na Guiné. Somos amigos há muitos anos e cabe aqui recordar até alguns factos.
Quanto à guerra, sofreu mais o Armor que eu, como por aqui tenho denunciado. Para além do Armor me ter valido e ajudado, moralmente, num momento trágico da minha vida, após a Guiné, bem como sua saudosa esposa, já falecida, aproximou-nos o trabalho, o jornal Soberania do Povo, as reportagens de «O Préstimo a caminho de Lisboa» (antes de 1974) e agora a Guiné e outras coisas que não importam.
É quanto à Guiné que existe a maior surpresa da vida militar de ambos. O Armor foi para um local diferente daquele que me foi destinado. Nunca nos encontramos na Guiné. Teve uma vida de guerra muito sofrida, na sua CCav 490 (se não estou em erro). Uma outra curiosidade, está no facto de ambos, embarcados no mesmo navio, chegamos a Lisboa, sem nunca, mesmo no barco, nos termos encontrado.O navio era o «Niassa». Continuamos com os nossos contactos, por causa disto e daquilo e dos livros, e só de vez em quando.  Ultimamente um pouco mais. Agora por causa do livro com aquele título.
O livro tem uma programação prestigiada para o seu lançamento. E vai ser:
- 10 de Novembro, pelas 18:30 horas, na sede da Associação 25 de Abril, em Lisboa, por Beja Santos.
- 13 de Novembro, pelas 16 horas, no Centro Cultural Élio Maia, no Silveiro, por Beja Santos.
- 19 de Novembro, pelas 21:30 horas, na Livraria Bertrand, do Forum de Aveiro, por João de Mancelos.
Dos direitos de autor, prescindiu ele dos mesmos em favor dos Centro de Apoio de Inclusão Social, da Liga dos Combatentes.
O Dr. Beja Santos também foi um militar da e na Guiné. E é autor de vários livros da sua vivência neste país.
No dia 13 de Novembro, no Silveiro, lá estarei.
Para terminar, este factor importante:
Estava a chegar a casa, agora há pouco, e vi que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI, apresentou este livro de Armor Pires Mota. Daí o facto de me ter lembrado desta nota, já longa, aqui. Ainda não tenho o livro e estou curioso e ansioso para o ler.
Em cima uma amostragem da capa, com uma fotografia genuína da Guiné. O Armor ainda me telefonou a perguntar se eu tinha uma foto da Guiné que incluísse aquela imagem de um soldado a ser transportado, ferido ou morto.Queria que a capa do livro tivesse esta imagem. Ele lá sabe porquê. E quando o ler, certamente que ficarei também a saber...

Blogues da freguesia - 6

Paróquia de Valongo do Vouga



Estamos em maré de dar a conhecer a quem, naturalmente, não saiba, da existência de alguns blogues. Estou convencido de que este que agora é apresentado, pelo menos aqui, não será de todo desconhecido.
Aliás, ficaria deveras surpreendido se houvesse alguém que tivesse a coragem de manifestar o seu desconhecimento, ou que, normalmente não o «visita». Principalmente por parte daqueles «evoluídos que se manifestam e identificam como cristãos».
É evidente que, tal como o apaixonado pelo teatro, pela música, pelo desporto, ou até praticante de qualquer destas ou de outras actividades colocadas ao dispôr da humanidade, seria inadmíssivel que relativamente a essas mesmas actividades desconhecesse alguns dos seus factores e até história.
Ora, com este caso e relacionado com os cristãos de Valongo, não podemos aceitar, embora isso, creio bem, se verifique.
Não vamos escalpelizar o seu conteúdo, porquanto o mesmo não podia aceitar-se de outro modo que não fosse só e simplesmente aproveitar este meio envolvente da sociedade para transmitir o que sobre Evangelização se vai realizando e, também, a mensagem que quer transmitir. E isto está ao alcance e conforme as possibilidades dos colaboradores do blogue.
Não que não tenha já tido intervenções e comentários, talvez «ciumeiros», de alguém que se manifesta contra isto e contra tudo... porque terá sido «esquecido»... porque não aparece a tomar a sua responsabilidade, foi respondido assim uma vez. Também Cristo foi contestado... porque incomodou os poderes instalados. Esses que criticam, talvez ingenuamente, fazem-no por ignorância e na ausência de alguma cultura... religiosa...
Sempre assim foi, e é difícil acabar com este tipo de situações. Só há uma coisa a fazer: continuar!
Mas a intenção é mostrar o blogue, como temos feito e o faremos a outros.

sábado, 6 de novembro de 2010

A heráldica da freguesia

Porquê verde e amarelo?

Ao lado e abaixo apresentam-se três situações relacionadas com a heráldica da freguesia de Valongo do Vouga. Ando a tentar descobrir o porquê das cores verde e amarelo (e ainda um azul) que foram adoptadas. Tenho desconfianças, mas não certezas e provas.
Parece esquisito estar a fazer esta interrogação, dirão. Mas não, e eu explico porquê.
A heráldica anterior, antes da mudança de estatuto, está legalizada por Parecer emitido em 21/2/1996, com publicação no Diário da República nº 135, de 12/6/1996 e registado na DGAL, sob o nº 22/96, de 25/6/1996. 
E antes desta situação, a heráldica era como ainda é. Penso eu...
Poderão responder-me: «Passaste pela Junta e esta dúvida nunca foi levantada?» É verdade, nunca me passou isso pela cabeça... e agora fazia jeito.
Na Junta de Freguesia nada mais me sabem explicar além disto. A nova heráldica, que vai ser diferente mas respeitando as mesmas cores de base actuais, está em curso.
A heráldica da Câmara Municipal também está com as mesmas cores de base. Mas o que quero saber é como nasceu, de quem foi a ideia, quais as motivações e significados que se levou a enveredar pelo verde e amarelo! 
Qual a primeira legislação que veio disciplinar e criar regras para a heráldica das localidades (freguesias e outras)? Será a Lei 53/91, de 7 de Agosto? E antes de 1991? Eu confesso que não sei... Alguém sabe?
Por intermédio da Junta de Freguesia, chegou a ventilar-se a hipótese de uma pergunta ao Organismo Oficial sobre este assunto. Mas, ao que parece, as respostas ficam para um amanhã...
Em cima o Brazão antes da alteração de Estatuto, a Bandeira e o Estandarte, ainda do antigamente.


Bandeira para hastear em edifícios


Estandarte para cerimónias e cortejos

Gente destas terras - 35

Padre João Maria Carlos
3/10/1900 - 6/11/1957


Foi também, e cabe aqui nesta rubrica, «Gente destas terras». Porque o foi na realidade no desempenho do seu múnus.
Faz hoje, 6 de Novembro, que desapareceu este prelado. Que paroquiou nesta freguesia. Não o cheguei a conhecer, mas muitas pessoas me falavam dele. Penso que foi ele que me administrou o sacramento do Baptismo. Saiu em 23 de Abril de 1948, indo exercer a sua acção evangelizadora em Ílhavo. Era um homem bom, cativante, pelo que depreendia das histórias e do modo como me falavam dele.
Nasceu na Gafanha da Nazaré a 3 de Outubro de 1900. Ordenado em 11 de Março de 1933.
Faleceu na Murtosa a 6 de Novembro de 1957, onde, entretanto, se encontrava como Pároco desta vila.
Deixou marcas na freguesia, quer pela sua aproximação com os paroquianos e outras iniciativas, nomeadamente pela construção da residência paroquial, erguida no tempo da sua permanência aqui.
Como tenho dito, deixo esta lembrança e esta efeméride, para recordação de alguns poucos que com ele conviveram e ainda estão no nosso número. Para os mais novos, que fiquem a saber que este homem passou por cá. Caso contrário, nós próprios é que apagamos e destruímos a história.
Para terminar: a um amigo da Gafanha enviei há uns tempos atrás esta digitalização. Fui surpreendido com a resposta esclarecedora que da família a que pertencia foram dados à Igreja apenas (!) cinco sacerdotes.


Nota: Com a ajuda do jornal «Valongo do Vouga» de Janeiro de 1978, página 9.

Os benefícios e os ganhos

À procura do tesouro


Quantas férias perdidas, quantas madrugadas passadas no escritório ou no laboratório foram gastas antecipadamente como preço das fortunas, aparentemente fáceis, ganhas na Internet? São incontáveis, como um número demasiado elevado de esposas nos poderia dizer.


Veja este pequeno texto completo por aqui...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A nossa terra

Vistas de Macinhata do Vouga

No seguimento da apresentação, em fotografia, de alguns recantos destas terras de Marnel e Vouga, tinha já por aqui uma fotomontagem que nos mostra alguns pontos da freguesia de Macinhata do Vouga.
Respeitando a orientação que desde o início demos a este trabalho, fica hoje por cá esta amostra que espero seja do agrado de quem nos visita e de quem conhece os locais.
Claro que esta apresentação pode considerar-se incompleta, pois dentro da sua área geográfica faltam ser incluídos outros locais de interesse, como, por exemplo, convento de Serém, Carvoeiro. Mas justificam que se apresentem, pelo que voltaremos mais tarde.




O Tempo

Luís Miguel Cintra lê o Eclesiastes



«Todas as coisas têm o seu tempo. E todas passam debaixo do céu, segundo o termo a que cada uma foi prescrito.
Há tempo de nascer e tempo de morrer. Há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. Há tempo de matar e tempo de sarar. Há tempo de destruir e tempo de edificar. Há tempo de chorar e tempo de rir. Há tempo de se afligir e tempo de saltar de gosto. Há tempo de espalhar pedras e tempo de as ajuntar.»


(Terceiro capítulo do livro do Eclesiastes lido pelo ator e encenador Luís Miguel Cintra na Capela do Rato, em Lisboa).


Acompanhe o vídeo desta leitura no SNPCultura aqui
Pode ver ainda os dois anteriores vídeos

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Blogues da freguesia - 5

Trilhos de "Ualle Longum"


Vamos hoje ver um blogue da freguesia, que tem mérito e gosto. Não só pelo que representa em termos bloguistas, mas também pela informação disponibilizada àcerca de um desporto a conquistar cada vez mais jovens praticantes: o BTT.
Os seus autores e responsáveis até adoptaram no seu endereço e na barra lateral o nome do seu lugar, como era conhecido desde tempos imemoriais, que vão muito para além da idade média: Faramontanos.
Além destes pormenores a mais valia que contém é exactamente consubstanciada pelas imagens que este desporto ocasiona e com ele se podem obter. Fotos de rara beleza, proporcionadas pela natureza, uma vez que este desporto está sempre intimamente ligado e em contacto com ela.
Pelo que representa, em termos locais e não só, fica aqui o registo da existência destes «Trilhos de Ualle Longum», residente no seu Faramontanos. Um pouco mais de actualidade, não ficava mal... mas quem somos nós para afirmar isto?... não temos nada a ver com isso... e estamos, certamente, fora da época do BTT!


O seu endereço: http://www.faramontanosbtt.blogspot.com/

A Junta de Freguesia na história - 63

Câmara vende o que não é seu...

A Cruz do Almagre, é próximo do local que esta foto apresenta

Antes dos terrenos baldios da freguesia terem passado para a propriedade da Junta, conforme historia o prof. Vidal, cujos factos já aqui reproduzimos, convém lembrar que ora vinha uma Câmara que tornava paroquiais tais terrenos, como vinha outra que de imediato anulava aquela deliberação, como ele mesmo o escreveu.
O que se narra e se transcreve a seguir, estaria incluída na parte da deliberação ainda em vigor, de serem paroquiais os baldios. Isto a julgar pela reacção da Junta de Freguesia a uma alienação que a Câmara pretendia levar a efeito de um desses terrenos, dentro da sua jurisdição. Vamos ler o conteúdo da acta da sessão de 14 de Junho de 1914, que diz assim:

«... foi lido na mesa o expediente que constava de: - Um edital da Câmara Municipal deste concelho anunciando a venda de um tracto de terreno baldio, no limite da Cruz do Almagre, pertencente à área desta freguesia. A Junta de Paróquia, ponderando que os terrenos baldios desta freguesia são paroquiais, razão já de sobra para que aquele não possa ser alienado senão por esta Junta, mas considerando além disso que parte do dito terreno está considerado como de logradouro comum indispensável dos povos desta  e doutras freguesias, deliberou reclamar contra a alienação do mesmo terreno, com base nestes fundamentos, devendo fazer-se sentir à mesma Câmara Municipal que esta Junta não cederá nem deixará perder nenhum dos seus legítimos direitos e interesses.»

Segue-se a descrição de outros expedientes de somenos importância histórica.
E era assim. A César o que é de César...


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Gente destas terras - 34

Artur Tavares Corga


Só agora tive oportunidade de aceder a este lugar, para dar nota de uma efeméride. Triste efeméride! Porque foi exactamente no dia 3 de Novembro, do ano de 1955, que faleceu este insígne Valonguense.
Digo isto sem falsas vaidades ou outras intenções, que não vêm ao caso. Mas só porque se tratava de um Homem de cujo espírito de iniciativa e empreendedorismo muito havia a esperar.
Lembro-me muito bem, que este homem morador na Rua António Pereira Vidal Xavier, ali no cruzamento das estradas da Valinha-Empresa-Aldeia-Póvoa, na casa que muito é conhecida pela «casa da D. Céu Corga» tinha estampado no rosto as fisionomias próprias de um homem de sonhos e ideias, e de ideais, acrescente-se também.
Teve uma vida dedicada à indústria, começando por se dedicar à construção civil, aliás, na esteira de seu pai, Manuel Tavares Corga. A «Empresa», como era conhecida, e oficialmente 'Empresa Industrial de Arrancada, Lda.' foi apenas um dos saltos dos que teria o sonho de ainda poder dar.
Tenho ainda bem presente que me deu, uma vez, uma boleia num veículo ligeiro, parecido com as actuais Opel Astra, creio que Bedford, de Águeda para casa. E a estrada que percorreu foi pela Mourisca.
Lembro-me ainda que a sua morte, quando conhecida, foi de um impacto bastante forte nas pessoas da freguesia. O acidente de viação que o vitimou, foi provocado pela camionete que conduzia, quando vinha de Abrantes para Valongo, perto de Tomar. Na camionete transportava uma prensa de certa envergadura, salvo erro destinada a um lagar de azeite, que o entalou na cabine, quando a mesma prensa se deslocou após uma travagem. Não sei agora se houve terceiros envolvidos no acidente. Interessa-me a efeméride do acidente que o vitimou e não as causas.
Era efectivamente um valor da freguesia, de quem muito havia a esperar.
Só para recordar aos mais velhos e dar a conhecer aos mais novos. Cujo nome se vai esfumando no nevoeiro dos tempos, sem, ao menos, estar perpetuado em qualquer esquina das nossas ruas, numa fria placa de pedra. Não é ingratidão. É isso mesmo: esquecimento.

(Com o apoio do Jornal «Valongo do Vouga», de Janeiro de 1978, página 8)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O Diálogo


Este folheto, distribuído todos os domingos na Paróquia da Glória (Sé), de que distinguimos a primeira página, é uma folha A4, dobrada (ficando, como é lógico em tamanho A5), sendo a primeira do comentário ao Evangelho do respectivo domingo ou celebração, e as restantes páginas são notícias, actividades e, na última, informações sobre o que se passa em todos os dias da respectiva semana. Certamente que muita gente conhece. Mas fica a intenção de dar a conhecer. Outras paróquias adoptam o mesmo sistema com outros nomes ou por outras vias.
Passada a apresentação, para ampliar clique na imagem e leia, se quizer, o conteúdo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Blogues da freguesia - 4

«Valongo do Vouga»

É minha intenção trazer aqui, de vez em quando, uma amostra dos blogues que estão espalhados por alguns sítios da freguesia. Aliás, a iniciativa já começou.
Hoje vínhamos com a intenção de «mostrar» mais um blogue, já muito conhecido, que dá por título principal «Valongo do Vouga». É um blogue do Filipe Vidal, que não necessita de apresentações, com conteúdo generalista e noticioso de tudo o que se vai passando pela freguesia. E não deixa passar uma...
Recomedá-lo, incentivar a sua visita, mostrá-lo aos circunstantes, parece-me que já não é preciso. Todo o seu trabalho fala por si. Portanto, mais que comentários, à vezes a cair no despropósito, é bem melhor ficar por aqui, com a digitalização de uma das suas últimas páginas. Que tenha muitos anos de vida!



Esqueço-me sempre: falta indicar o seu endereço: http://valongodovouga.blogs.sapo.pt/

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO XXXIV


Vista do bairro das Fontainhas no Porto

Ficámos em contar como é que o segundo «assalto» de que se salvou Joaquim Álvaro, quando foi «obrigado» a deitar-se na banheira cheia de roupa molhada por cima do seu corpo (embora com uma tábua a separar) foi provocado por uma indiscrição de uma criada de fora, que era conhecedora do que se passava dentro da casa de Ransam.
Esta contou ao seu namorado, que era sargento da guarda municipal, que um indivíduo que acompanhava as Meninas Mascarenhas se tinha escondido em casa dos seus patrões.
Este sargento, espertalhão, como o anterior, pensou também que poderia ganhar algumas moedas de ouro prometidas e deu (parte) conhecimento aos seus superiores desta informação da namorada.
Tanto o pai de uma das discípulas de madame Mesnier como o sargento da municipal ficaram logrados. Neste caso repetiu-se o mesmo quando passaram por Eixo (Aveiro). Aqui, a criada da D. Maria Júlia foi dizer ao namorado que estava gente suspeita em casa da sua ama. No Porto, a criada de fora de Pedro Ransam contou ao seu apaixonado o que se estava a passar na casa de seu patrão. Estes dois factos são equivalentes através do mesmo sentimento. E semelhantes quanto ao desfecho.
Dizia o Dr. José Joaquim da Silva Pinho que havia apenas uma pequena diferença: o enamorado de Eixo era cambaio e torto, o enamorado municipal era esbelto e direito.

Dia de todos os santos

Esta é a auréola dos santos

 
Hoje é dia de todos os santos: dos que têm auréola
e dos que não foram canonizados.
Dia de todos os santos: daqueles que viveram, serenos
e brandos, sem darem nas vistas e que no fim
dos tempos hão-de seguir o Cordeiro.
Hoje é dia de todos os Santos: santos barbeiros e
santos cozinheiros, jogadores de football e porque
não? comerciantes, mercadores, caldeireiros e arrumadores
(porque não arrumadoras? se até
é mais frequente que sejam elas a encaminhar o espectador?)
Ao longo dos séculos, no silêncio da noite e à
claridade do dia foram tuas testemunhas; disseram sim/sim e não/não; gastaram palavras, poucas, em rodeios, divagações. Foram teus
imitadores e na transparência dos seus gestos a
Tua imagem se divisava. Empreendedores e bravos
ou tímidos e mansos, traziam-te no coração,
Olharam o mundo com amor e os
homens como irmãos.

Leia mais no SNPCultura, por aqui...

sábado, 30 de outubro de 2010

Blogues da freguesia - 3

Blogue e Poesia


Estou em perfeita e completa sintonia com a maior parte dos blogues com origem na freguesia de Valongo do Vouga. Uns mais regulares, outros menos, mas não menosprezando nenhuns, antes enaltecendo-os a todos, conforme as possibilidades de cada um e do tema a que se dedicam.
Um dia destes andei por aí a fazer o balanço e a «visitar» todos eles e cheguei à conclusão que há cerca de 22 autores com blogues a navegar. Embora alguns já nem a página apresentam, outros estão muito desactualizados, ou melhor, estão muito bem «estacionados» e «abandonados» à espera que lhes dêem um pouco de vida.
Seja-me permitido evidenciar um, pelas suas características. Está intimamente ligado, úncia e exclusivamente, à poesia. Mas mesmo para mim, que da arte da poesia pouco sei, dá para sentir que ali existe uma veia fora do comum. Sei até que as suas autoras já concorreram em iniciativas literárias dedicadas à poesia. E o que leio e vejo nesse blogue é mesmo de «tombar» com aquilo que se lê, com os temas profundos, com a veia poética que ali existe e emerge diariamente, quase. Atenção ao aviso que está no blogue: inscrito na Sociedade Portuguesa de Autores.
Deixo-vos, lá em cima, com a imagem do blogue a que me refiro. O seu endereço é este:

http://www.apoesiadaisamar.blogspot.com/


E as suas autoras estão nesta montagem fotográfica muito sugestiva que me enviaram e que eu pedi para postar aqui. Admito que a maioria as conhece. Penso que o seu trabalho merece este destaque. E merecem também a visita e a leitura. Vejam, por favor. Não é necessário simpatizar com as autoras. É preciso perceber a natureza de que estão imbuídas e as mensagens que a sua poesia transmite.
Basta isto...

P.S. - Não estou a fazer isto por qualquer outro motivo que não seja dar-lhes o relevo que a situação e o trabalho justificam. Bem, se me disser que não aprecia o template, até posso concordar, o que não é necessário; já tiveram um mais adequado e consentâneo com o tema editorial do blogue. Mas o gosto não é nosso...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A nossa terra

Cantinhos de Aguieira



Acabo por lhe dar razão sobre o comentário que acabou de fazer.
É isso mesmo, enquanto a onda não passar, cá vai mais uma montagem de fotografias.
Estas, agora, dedicadas a Aguieira. A minha terra natal, diz-se, porque, parece, terei uma costela no Préstimo e vim por aí abaixo, ainda sem estradas, apenas serpentias de terra, à volta dos montes, que serviam de estrada até chegar cá abaixo, pelo menos até A-dos-Ferreiros. Porque daqui até Aguieira já se podia transitar (de bicicleta) com mais facilidade. Nunca cuidei em confirmar...
Esta Aguieira, que tem muito mais que mostrar, e mais a mais agora que está muito mais extensa do que o velho casario do centro do lugar, do Casal, do Meiral, do Covão, do Cimo da Rua, da Verdelha, etc., com o novo lugar que lhe dá enorme importância, a Cumeada, a nova zona residencial com importantes e belas moradias... para não falar do Vale das Figueiras... que coisas lindas!!!!!!!!

Blogues da freguesia - 2

Mais um blogue na freguesia
PÓVOAS DE VALONGO



É com redobrado prazer que damos a conhecer a existência de mais um blogue que, com origem no lugar da Redonda, vai falar da sua terra, da nossa terra, daquilo que se passa e muito mais coisas.
É seu autor o Miguel Santos Figueiredo, residente naquele lugar.
O Filipe Vidal, no seu «Valongo do Vouga» já lhe fez a justa apresentação e publicidade. Eu andava por aqui a procurar saber (é verdade, não sabia) como é que se postava aquela «face». Ajudado que fui, eis o gosto que tenho em apresentar a parte frontal e última do que consta no blogue do Miguel.
A propósito, convém informar que o Miguel tinha optado por um outro template, que trocou, agora, por este. Gostos não se discutem, respeitam-se... mas aceito mais este que o anterior, Miguel.
Força, toca de pugnar, por este meio, pela terra, que é ao fim e ao cabo os mais de 20 lugares da freguesia. Como que parafraseando um caso idêntico à beira-mar, podíamos aqui apelidar que Valongo do Vouga, com os seus lugares todos, podia constituir os «Estados Unidos de Valongo do Vouga».
Isto, claro está, a juntar a tantos outros blogues que estão na freguesia e que aqui, de alguns, temos feito alguma apresentação. Iremos aos outros, na devida altura.

O endereço: http://www.povoasdevalongo.blogspot.com/

A nossa terra

Vamos a Lamas do Vouga

Pois. Penso que adivinhei o que está a pensar. É isso mesmo, ainda estou na idade do brinquedo das fotografias, que me permite fazer isto e mais coisas.
A quem o devo? Também sei e já agradeci.
Ora nesta lenga-lenga de desalinhavadas palavras, o que pretendo neste momento é fazer estas montagens e dá-las a conhecer. Se não gostarem, digam-me, porque mudo e faço coisas a gosto (de todos?) de alguns.
Porque sempre disse que este sítio é do Marnel (Valongo) e Vouga (Rio, suas margens e locais), vamos agora até Lamas do Vouga. A seguir, logo se verá...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Gente destas terras - 33

Joaquim Soares de Sousa Baptista
19 de Janeiro de 1874 - 28 de Outubro de 1963


Hoje decorre o aniversário do falecimento do grande e inesquecível benemérito dos pobres e da freguesia, Joaquim Soares de Sousa Baptista.
Não vou fazer uma longa lista de todas as obras que dinamizou, não vou fazer a lista de todo o bem que proporcionou aos seus conterrâneos, porque é demais conhecida. Também bafejei de alguma ajuda que me proporcionou, que não vou revelar, como é lógico mas sinto a obrigação de neste pequeno espaço o evocar precisamente na data da sua morte.
Não sei porquê, mas estas últimas páginas só se referem aos mortos. E, neste caso, para lembrar, também o falecimento físico deste Homem que via no outro o irmão, que necessitava e a quem sentia a obrigação de ajudar, qual parábola do bom Samaritano.
Naquele dia, não assisti ao seu funeral. Mas as notícias que me chegaram, foi de uma descrição fantástica, anormal, de manifestação de pesar, jamais vista,  que o povo de Valongo e fora dele, em peso, prestou ao seu Bemfeitor. Andava eu pela Guiné, naquele mês cinzento de Outubro de 1963.
Aqui deixo um modesto e singelo contributo para uma homenagem àquele que serviu de exemplo a muitos, que o seguiram, mas mais aqueles que não o seguiram.
Como eu não gosto nada deste mundo! Mas é nele que tenho de viver, até à hora...
Certamente que Sousa Baptista, para os que acreditam, tem, inevitavelmente, o seu lugar sagrado entre os sagrados. Que na paz celestial viva eternamente...

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