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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Portugal Infantilizado

"  Diálogo em tempo de escombros"  ao vivo


 Ao contrário de outras partes da Europa, Portugal permaneceu rural, paternalista, autoritário, bastante infantilizado e com sistemas eleitorais restritos, já que os seus protagonistas não tinham confiança num povo que não educavam.
No meio destas vicissitudes manteve-se com grande consistência uma rede de humanismo, que é o nosso melhor capital para o futuro.

(D. Manuel Clemente, Bispo do Porto)
*****

Não faz mal algum conhecer a opinião de outras pessoas.
Desde que exponham ideias com razoabilidade, honestamente e abertamente.
De alguma conversa desconexada, andamos nós pelos cabelos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Em Democracia

Acabou-se a liberdade


«Já ninguém se entende no país dos brandos costumes e agora pegou a moda de todos acusarem todos. O país está a brincar com o fogo: não tarda nada esquece a importância do significado da palavra liberdade. E aí...

Já aqui se escreveu o óbvio: não é possível que todas estas acusações terminem sem consequências. E a razão não se prende apenas com essa, bem simples, de apanhar os culpados. O mais grave é que este clima de suspeita que se instalou em Portugal, somada à crise financeira e às discussões sobre a bancarrota do país, pode estar a condenar o significado de uma das palavras mais importantes nas democracias modernas - a liberdade. Radical? Repare-se. »


Editorial de Martim Avilez de Figueiredo

No jornal i

Pode ler tudo aqui

sábado, 14 de novembro de 2009

O nosso blogue


Reorganizar (renovar)

As ideias surgem sempre, em catadupas, que raramente conduzem de forma correcta a concretizar aquilo que julgamos ser útil. No caminho mudamos de opinião e outras ideias surgem.
Uma das coisas que aqui já está mal, embora propositadamente colocado, é aquele título «O nosso blogue». O blogue foi aqui colocado, organizado, baptizado, foi escrito... mas a partir de certo momento, entrando na auto-estrada cibernauta, ele deixa de ser meu ou nosso, no sentido restrito, embora legalmente seja eu o responsável. Entrando no espaço cibernauta, o blogue já não é nosso, é de todos. Mas quando se se encontra qualquer coisa que não obedece às regras ou pise os riscos de alguma legalidade, para uns tantos e que para nós seja desconhecida, aí vêm um ror de entidades e gentes a actuar sempre pronta e eficientemente (e zelosamente), como já sabemos.
Pensar, pensamos. Agir, queremos agir, mas afinal aquilo que na nossa situação quereríamos fazer (porque agora queremos fazer tudo), concluímos também que, afinal, o tempo que julgávamos poder dispôr a partir de agora seria suficiente para tudo isso, mas escasseia a olhos vistos. Tenho a sensação que o tempo está a correr muito depressa.
Mas o projecto que tenho em mente na reformulação deste blogue é tentar introduzir-lhe mais imagens desta terra, sendo necessário tempo e material para concretizar esta ideia.
Temos intenção de criar rubricas próprias, tipo etiquetas para os temas, surgindo-nos, para já, algumas facetas relacionadas com, por exemplo, uma rubrica chamada «RECORDAR» «OS NOSSOS CANTINHOS» que tem algum relacionamento com as referidas imagens e ainda algo mais sobre «INSTITUIÇÕES».
Estas ideias, além de outras que, certamente, irão surgir, terão em vista poder levar uma mensagem de saudade a todos os nossos conterrâneos da diáspora (ausentes de cá, até noutros países), para que lhes possamos recordar, se for o caso, algumas facetas, locais e outras curiosidades.
Vamos lá a ver se consigo o tal engenho, arte, tempo, disponibilidade e meios.
Apenas para «mostrar» um pouco dessa intenção, deixo aqui uma amostra com algumas fotos de uma igreja muito conhecida, que tem algumas peças e recantos já classificados de monumento nacional. Isto também para ilustrar este texto e a pública intenção. O local, não necessita de ajuda para se identificar. É a igreja de Nª Sª da Glória (Sé de Aveiro). Não foi nem é por nada de especial, apenas porque escolhi fazer fotos nocturnas, para experiência (e para aprender alguma coisa), neste local.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Um país sob suspeita...

...Onde vale a pena viver!

Portugal dos pequeninos (Coimbra)

Portugal atravessa um período difícil. Ninguém está a salvo da mais reles suspeita e a justiça está no centro do furacão, alimentando com gasolina este incêndio descontrolado que ora beneficia uns, ora prejudica os mesmos. Procuradores (ou seja, investigadores) e juízes sempre andaram de mão dada numa insalubre intimidade - são formados na mesma escola, o Centro de Estudos Judiciários - que afecta a credibilidade da justiça, fragilizando os arguidos e corroendo o Estado de Direito. A estes, juntam-se os jornalistas que, com o impulso justiceiro de dar notícias em primeira mão, deixam-se levar ao sabor das migalhas que recebem, sem medir os efeitos das informações parcelares que divulgam como se fossem sentenças. Confunde-se tudo, atingindo e destruindo reputações pessoais e, pelo caminho, arruinando a confiança sobre a qual repousa o futuro de um país. Sem confiança, não há, no entanto, futuro, apenas terra queimada, cinismo e descrédito.



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