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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Natal?!

"Mãe, o Pai Natal existe?"
Aprenda a resolver este dilema

Acreditar no Pai Natal é saudável, dizem os psicólogos. Contudo, mais tarde ou mais cedo, os seus filhos vão descobrir que ele não existe. Descanse: não haverá traumas. Saiba como lhes contar.
....


No Jornal i on line, de 14 de Dezembro de 2009, da autoria de Vanda Marques, que pode consultar clicando aqui, há um artigo interessante sobre este tema, do qual apresentamos os tópicos em azul.
Agora que as azáfamas do natal, as ansiedades, o corre-corre, que os brinquedos "desapareceram" das prateleiras de super e hiper-mercados, agora que as luzinhas se apagaram, que as ilusões terão sido mesmo algumas, agora que o barulho das musiquinhas se calaram, que as iluminações se desmontaram, que as guloseimas provocaram mais glicémia, colesteróis e outros «bichos» do género, penso que é tempo de meditar se aquela época deveria ter sido mais prolongada ou não, se se deveria manter diariamente (que exagero!) para benefício de todos (mas onde estão as possibilidades para isso?) continuando a provocar as ilusões que o artigo sublinha e recomenda como se vai responder a uma criança que pergunta: «Onde está o Pai Natal?», ou «O Pai Natal existe?».
Leia aquele artigo, que nós prometemos trazer aqui, agora que estamos todos numa «ressaca» de tudo aquilo que representou - que não representou, para muitos - O Natal e o seu Pai.
Mas que diabo de asneira!!! O Natal tem Pai?

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Natal?!

Pai Natal vai desaparecer!

Com culpas quase exclusivas, outrora, pela usurpação das festas natalícias, o Pai Natal pode mesmo ter os dias contados. São hoje novas as personagens que se lançam à conquista das emoções que a quadra gera. Não para fazer esquecer – como se fosse possível - o acontecimento central do Natal, o nascimento de Jesus Cristo. Antes com a ousadia, atrevimento mesmo, de “competir” com o Pai Natal, qual “genérico” desta época do ano.
Os dias que correm não colocam só em tensão a maior valorização do Presépio ou da árvore de Natal, do Menino Jesus ou do Pai Natal. Ganham relevância pública outras personagens, imaginadas, criadas e propostas apenas com o objectivo de induzir a comprar. E com a agressividade suficiente para atingir o imaginário de adolescentes e jovens, moldar comportamentos e criar novas necessidades.


Veja o comentário completo aqui

sábado, 14 de novembro de 2009

O nosso blogue


Reorganizar (renovar)

As ideias surgem sempre, em catadupas, que raramente conduzem de forma correcta a concretizar aquilo que julgamos ser útil. No caminho mudamos de opinião e outras ideias surgem.
Uma das coisas que aqui já está mal, embora propositadamente colocado, é aquele título «O nosso blogue». O blogue foi aqui colocado, organizado, baptizado, foi escrito... mas a partir de certo momento, entrando na auto-estrada cibernauta, ele deixa de ser meu ou nosso, no sentido restrito, embora legalmente seja eu o responsável. Entrando no espaço cibernauta, o blogue já não é nosso, é de todos. Mas quando se se encontra qualquer coisa que não obedece às regras ou pise os riscos de alguma legalidade, para uns tantos e que para nós seja desconhecida, aí vêm um ror de entidades e gentes a actuar sempre pronta e eficientemente (e zelosamente), como já sabemos.
Pensar, pensamos. Agir, queremos agir, mas afinal aquilo que na nossa situação quereríamos fazer (porque agora queremos fazer tudo), concluímos também que, afinal, o tempo que julgávamos poder dispôr a partir de agora seria suficiente para tudo isso, mas escasseia a olhos vistos. Tenho a sensação que o tempo está a correr muito depressa.
Mas o projecto que tenho em mente na reformulação deste blogue é tentar introduzir-lhe mais imagens desta terra, sendo necessário tempo e material para concretizar esta ideia.
Temos intenção de criar rubricas próprias, tipo etiquetas para os temas, surgindo-nos, para já, algumas facetas relacionadas com, por exemplo, uma rubrica chamada «RECORDAR» «OS NOSSOS CANTINHOS» que tem algum relacionamento com as referidas imagens e ainda algo mais sobre «INSTITUIÇÕES».
Estas ideias, além de outras que, certamente, irão surgir, terão em vista poder levar uma mensagem de saudade a todos os nossos conterrâneos da diáspora (ausentes de cá, até noutros países), para que lhes possamos recordar, se for o caso, algumas facetas, locais e outras curiosidades.
Vamos lá a ver se consigo o tal engenho, arte, tempo, disponibilidade e meios.
Apenas para «mostrar» um pouco dessa intenção, deixo aqui uma amostra com algumas fotos de uma igreja muito conhecida, que tem algumas peças e recantos já classificados de monumento nacional. Isto também para ilustrar este texto e a pública intenção. O local, não necessita de ajuda para se identificar. É a igreja de Nª Sª da Glória (Sé de Aveiro). Não foi nem é por nada de especial, apenas porque escolhi fazer fotos nocturnas, para experiência (e para aprender alguma coisa), neste local.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Histórias

O Sapato do Coração



Há sempre dois sapatos: o sapato esquerdo e o sapato direito.
O sapato esquerdo calça o coração. O sapato direito joga futebol.
Quando chove, os sapatos dão pontapés na chuva. Quando faz sol, os sapatos dão passeios aos domingos.
À noite, quando tu dormes, os sapatos dão passos pela casa do teu sonho.
Os sapatos, patos, patos, sapa, sapa, sapateiam.
Com saúde, vão até ao fim do mundo. Doentes, vão até ao sapateiro.
Três sílabas apenas: sa-pa-tos.
Mas podem ter quatro sílabas se forem muito pequeninos: sa-pa-ti-nhos. E novamente três se forem muito grandes: sa-pa-tões.
Os sapatos, na gramática, são uns brincalhões.
Brincalhões, merecem brincar. Menino que não meteu os sapatos no frigorífico não merece sorvete no Verão.
Não é asneira, não: são os sapatos no trapézio da imaginação.
Vê lá tu: já houve um sapato com pregos que subiu ao monte Evereste.
Nunca lá estiveste?
Pena: ensina geografia aos teus sapatos até eles ficarem sem tacões.
Enfim… faz tudo com os teus sapatos, sapatinhos, sapatões.
Mas, se um dia endureceres e fores mau sem razão, tira o sapato esquerdo, põe o pé no chão… E ouve descalço o teu coração.

Pedro Alvim
O sapato do coração
Lisboa, Plátano, 1981
Pode ver neste site aqui...

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