segunda-feira, 13 de outubro de 2008

RESUMO HISTORICO DE VALONGO DO VOUGA

Respigamos do livro da Academia Nacional de Belas Artes - Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro - Zona Sul, Lisboa 1959, o seguinte resumo histórico desta terra do Marnel, a freguesia de Valongo do Vouga:
-«A freguesia, ocupando a parte baixa do Marnel e estendendo-se pelas ribeiras afluentes, dependeu do concelho medievo de Vouga, de que falámos a tratar de Lamas, seguindo-se nas vicissitudes apontadas.
Documentos já referidos atestam a existência de Valongo e Fermentões na primeira reconquista.
Encerrava contudo dois resumidos concelhos, o de Brunhido e o de Aguieira, dotados de forais novos em 1516 e 1514, respectivamente; pertencendo aquele à coroa e este à ordem de Cristo, que andou em comenda ou em regime enfitêutico.
O Infante D. Pedro, conde de Barcelos, o do Nobiliário, foi senhor de Brunhido, por compra a Martim de Espiunca, tendo tomado posse em 1309 por Vasco Martins da Cunha, seu mordomo-mor. Aí teve a faustosa D. Teresa Anes (com quem parece não ter casado) e aí residiu por vezes.»

  • O Valonguense António Simões Estima, no seu livro 'de Ualle Longum a Valongo do Vouga' - subsídios monográficos - 2003 - edição patrocinada pela Casa do Povo de Valongo do Vouga, trata este assunto de uma forma mais completa, exaustiva e pormenorizada quanto às origens de Valongo do Vouga e do Marnel. Permitimo-nos transcrever da página 27, o seguinte:
  • «Do ponto de vista arqueológico, basta considerar que a freguesia fica situada próximo do notável Cabeço de Vouga, onde os vestígios da "civita Marnel" tão citada nos nossos documentos pré-nacionais, são ainda importantíssimos a ponto de, pela vastidão e género da área fortificada e com o apoio das referências itinerárias, se ter procurado ver nela a cividade de Talábrica. Com origem, por certo, castreja, as povoações actuais de Valongo devem, em alguns casos, ter remotíssimas ligações com a pré-história da "civitas" sobredita.»

Vamos procurar publicitar aqui alguns aspectos da história destas terras, socorrendo-nos de elementos em arquivo e de outros, como é o caso, agora, do livro de António Simões Estima.






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