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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Solidariedade

Lema: Dê o melhor de si ao banco alimentar:
a sua solidariedade

Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram no passado fim-de-semana um total de 2.498 toneladas de géneros alimentares na campanha realizada em 1323 superfícies comerciais das zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora e Beja, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, S. Miguel, Viana do Castelo e Viseu.
A quantidade agora recolhida compara com 1.908 toneladas recolhidas em Novembro de 2008, ou seja, um acréscimo de 30,9%.
A campanha, cujo lema foi "Dê a melhor parte de si ao Banco Alimentar: a sua solidariedade" suscitou uma enorme adesão do público e dos voluntários que quiseram colaborar. As campanhas são extraordinárias cadeias de solidariedade onde cada elo - pessoas que colocam os seus donativos nos sacos do Banco Alimentar, voluntários que dão o seu tempo e trabalho e empresas que garantem seguros, transportes, refeições, segurança, limpeza - é indispensável e igualmente importante.

Leia tudo sobre esta causa aqui

Nota: Em Aveiro e por contacto com pessoas amigas, integradas em equipas de voluntariado deste fim-de-semana, previam para uma quantidade superior à da última campanha. Não temos notícias se de facto o objectivo terá sido alcançado.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alguém disse alguma coisa?

O que mais preocupa não é o grito dos violentos,
nem dos corruptos, nem dos desonestos,
nem dos sem ética. O que mais preocupa
é o silêncio dos bons.


Martin Luther King

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Saúde-Direito Universal?

As diferenças: Matar ou Morrer?

«Na altura eu própria tinha pouco mais de vinte anos e ia de um país onde não passava pela cabeça de ninguém desentubar, retirar o oxigénio, cortar o soro e os remédios a um doente a meio de um tratamento.»

Palavras de Laurinda Alves, jornalista, escritora, que pode ler aqui no Jornal I

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A INJUSTIÇA DA JUSTIÇA - II

Como prometi, aqui estou para dar conta das duas histórias que a página anterior mencionava. A história do "Jornal 24horas", reza assim:


«Como o Padre Cruz»

«A situação protagonizada pela irmã ...... é em tudo idêntica à que se conta na biografia oficial do Padre Cruz, que é dos mais venerados sacerdotes portugueses e considerado um santo pelo povo.

Conta-se na biografia que certo dia o Padre Cruz pretendia ir a Lisboa recolher dádivas para crianças desprotegidas, mas como não tinha dinheiro para o comboio, o revisor não autorizava que aquele padre entrasse na carruagem.

Entretanto, por razões nunca esclarecidas, o comboio avariou e não andava, até que o revisor acabou por deixar entrar o Padre Cruz e entretanto o comboio começou a andar.

Esta é uma das lendas atribuídas ao Padre Cruz e que agora é recordada a propósito da situação em que se viu envolvida a irmã ....... »


*******


A outra história que me contaram, penso que tinha como interveniente o Padre Américo, que foi conhecido em todo o país e não só. É esta:

Um dia o Padre Américo saiu do comboio e encontrou um individuo andrajoso, com aspecto de muito necessitado e vestindo umas calças rotas, sujas, enfim, num estado deplorável.

O Padre Américo terá olhado para a pessoa. Esta terá olhado para o Padre Américo.

Mas alguém, atento, viu que os dois entraram numa casa de banho pública.

Daí a momentos saíram de lá os dois personagens, o mendigo com umas calças de aspecto aceitável e o Padre Américo com umas calças rotas, esfarrapadas (passe o pleonasmo) sujas e imundas (mais um pleonasmo)!!!


Acho que estas duas histórias devem acabar sem comentários.

Quem souber ler, que leia. Obrigado!

A INJUSTIÇA DA JUSTIÇA - I



É isso mesmo!!! A justiça, sendo cega, parece que comete injustiças. No caso que agora passo a citar, é, na minha opinião, bastante injusta, senão mesmo despropositada e exagerada no preciosismo da sua aplicabilidade.

Para introito, basta. Vamos à história...

Sou leitor medianamente assiduo do "Jornal 24horas". Cito esta fonte, para os devidos efeitos. No número do dia 20 de Outubro (ontem), trazia uma notícia que passo a resumir:
Uma idosa, ao que tudo indica na notícia, abraçou uma vocação de missionária. Pertence a uma congregação, que não se especifica qual é mas que, para o caso, pouco importa. E como tal madre Teresa de Calcutá, "entrega-se aos outros" para fazer o bem, segundo o seu múnus, a sua vocação, a sua vida.

Embora de origem abastada, desprendeu-se e renunciou a todos os bens materiais e não tem nada nem usufrui de nada, costuma ainda dar o que tem, segundo o "Jornal 24horas". E lá vai ter com os marginais e, para o fazer, não tem dinheiro para o autocarro. Até que...
...chegou a certa altura foi multada em 50 euros por andar de autocarro "à boleia". Também não pagou a multa, porque, repita-se, não tinha dinheiro. Vai daí, foi um instante em que no processo foi lavrado o respectivo despacho a decretar a sua detenção e prisão, lançado e publicitado em tudo quanto era instituição da autoridade, creio.

Levou ainda uma sova, no Bairro onde queria desenvolver a sua actividade de bem-fazer, porque os traficantes desconfiavam que ela era informadora da polícia. Conforme consta na notícia, a sua generosidade e entrega fez que, como resultado da agressão, fosse transportada para uma Esquadra e como ali estava o mandado do Juiz, o agente não tinha outro remédio senão levá-la à cadeia de Santa Cruz do Bispo. E ela lá está a cumprir a pena de 30 dias de prisão efectiva.

Para esta "eficiência" da justiça, não tenho palavras. Por isso, socorrendo-me do "Jornal 24horas", respigo ainda, da autoria do jornalista Gonçalo Pereira, o seu comentário ná página 4, na rubrica NOTA DO DIA. Diz assim:

«Uma freira, já a entrar na terceira idade, está atrás das grades por não ter pago um bilhete de autocarro nem a multa devida pela "viagem à pendura".
A história é fantástica. Fala-nos de uma senhora que acredita poder fazer a diferença por conversar com jovens que andam em verdadeiros cursos de formação de criminosos. Mas que, por causa disso, levou uma sova de um grupo de traficantes de droga. Quando se deslocou à polícia para se queixar, foi levada para a cadeia devido ao tal "golpe do bilhete".
Pergunta-se: que terá passado na cabeça do juiz para mandar prender uma senhora a caminho da velhice por causa de um punhado de euros? Se calhar quis fazer dela um exemplo, tipo "dizem que a justiça deixa os facínoras ficarem na rua, mas já vou mostrar que não é assim".
Um tipo em situação ilegal em Portugal viola uma rapariga e é mandado em liberdade. Um sujeito abate outro dentro da esquadra e regressa a casa por ordem do juiz. Uma sexagenária anda de autocarro sem bilhete e o que faz? Atira-se a velha para a cadeia, claro! E quem lhe deu a surra? Aposto que ainda por aí anda.»

Da minha parte não encontro outras palavras para mais comentários. O destaque desta história não é feito por estar envolvida uma freira. Se a notícia referisse uma pessoa pobre, carente de meios, sem ter nada (e há tantas por aí!!!), tomaria a mesma posição de a destacar através deste meio. Mas há ainda duas pequenas histórias, uma que o "Jornal 24horas" também publicita relacionada com esta e outra que nos contaram há muito tempo. Remeto os meus ilustres visitantes para essas duas histórias que conto em separado desta.

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