O endereço telegráfico
Quando passamos os olhos pelos papeis antigos - como foi o caso que inspirou este apontamento -, encontramos agora palavras que, comparadas com os tempos actuais da informática e internet, embora façam entre elas algumas ligações, as primeiras estão completamente desfasadas e, até, moribundas.
Era bom que não morressem de todo e alguma coisa fique para a posteridade e, como agora se diz, para memória futura.
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Há por aí muitos exemplares, inclusivé o telegrama dirigido a Aristides de Sousa Mendes, pelo qual o ministro proibia que passasse mais vistos de entrada em Portugal aos Judeus. Mas pretendi este por ser menos decifrável, e que tem a data de 5 de Outubro de 1910.
Uma das coisas que se via muito nos papeis das empresas, por exemplo, em contraste com as modernas indicações de comunicação (e-mail, endereço electrónico, site, blogue e coisas do género), havia uma indicação para essas comunicações chamada «telegrama», simplesmente «teleg.» ou «endereço telegráfico». Neste caso, tal como agora, criava-se um nome, que, naturalmente, tinha de ser completamente diferente de outros já existentes. Esta situação, também como agora, tinha a intenção de tornar a comunicação rápida e pessoal. Compare com os endereços electrónicos, ou de e-mail, onde as semelhanças são evidentes.
Por outro lado, os telegramas pagavam uma taxa consoante o número de palavras a transmitir. Aqui a diferença é abismal. Praticamente qualquer texto, grande ou pequeno, por e-mail, é rapidinho que nem a própria luz, como o Lucky Luke.
Esses nomes das empresas, que deviam ter registado o seu endereço telegráfico, pelo qual apenas recebiam telegramas, era constituído, normalmente, por um nome que mais não fosse um certo «diminuitivo» da marca ou da empresa.
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