segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Gentes destas Terras - 43

Souza Baptista
Faleceu em 28 Outubro 1963
Com este pequeno titulo, pretende-se lembrar um grande Valonguense. Talvez o maior de todos os tempos. Joaquim Soares de Souza Baptista.
Porque hoje, 28 de Outubro de 2013, completam-se cinquenta anos após o seu falecimento, naquela data de 1963.
Deixamos aqui este pequeno registo. Porque esquecer esta data seria uma ignomínia!
Não houve tempo para completar mais este apontamento, porque naquela data - 28 de Outubro de 1963 - estávamos na Guiné...
A intenção era ir rebuscar notícias de 1963 que nos permitissem uma imagem mais real do que teria sido a manifestação de pesar que naquele dia aconteceu. As  notícias que nos chegaram àquela pequena parcela de território de África negra, de terra vermelha e suor tropical quase impossível de suportar, principalmente nos primeiros tempos, foi de que na realidade o cortejo, as manifestações e as presenças foram inimagináveis.
Foi cumprida uma das suas vontades; ser sepultado em campa rasa, sem grandes floreados monumentais, como agora se vêm.
Era nossa intenção registar o facto. Aqui fica.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Conselheiro Rodrigues de Bastos - 1

Introdução

Capa da 'Vida e Obra do Conselheiro José
Joaquim Rodrigues de Bastos' na encadernação
da autoria do Dr. Rui Moreira de Sá e Guerra,
com a devida vénia.
Há já vários anos que tentava "conhecer" melhor a Vida, Obra e História do Conselheiro Rodrigues de Bastos, que, em 8 de Novembro de 1777, nascia no lugar do Moutedo.
Não será de espantar e de ficar de boca aberta se ao perguntar a alguém, que uma rua no lugar de Arrancada do Vouga, tem o nome deste Conselheiro e se completar a pergunta, procurando do entrevistado se sabe dizer quem foi este grande nome dos tribunais, da política, da literatura, cuja placa o imortaliza ali mesmo perto do cruzeiro, que tem como vizinho o Largo da Praça, certamente que poucos saberão responder.
Ingratidão de um povo que esquece os seus maiores, poderá afirmar-se com toda a legitimidade!
Isto para dizer que a freguesia teve grandes nomes que a projectaram em tempos idos, e valem tanto como os contemporâneos que por ela deram muito!
Acrescentar ainda que recentemente fui surpreendido pelo contacto de pessoas descendentes do Conselheiro Rodrigues de Bastos.
Como nos propomos dedicar algumas páginas a este vulto da nossa História local, teremos de acrescentar  ainda que de um desses descendentes, o Dr. Rui Moreira de Sá e Guerra, ilustre jurista formado na velha Universidade de Coimbra, do Instituto Português de Heráldica, cujo primeiro trabalho, admitimos, sobre aquele familiar, tetravô, consta de uma Separata do Boletim Municipal de Aveiro (Ano V-Junho de 1989 - Nº 11). Esta foi a primeira obra histórica do Conselheiro que me chegou às mãos, além do Tomo  I original, numa terceira edição de 1854, denominada «Collecção de Pensamentos, Máximas e Provérbios» (respeitada a grafia da época), que se encontram na barra lateral deste insignificante cantinho, que rapidamente esgotou.
O Dr. Rui Moreira de Sá e Guerra, por intermédio de um familiar residente na freguesia da Trofa, deste nosso concelho de Águeda, teve a gentileza de nos brindar com mais três obras originais do Conselheiro e que são: Meditações ou Discursos Religiosos, 5ª edição, 1850; Os Dois Artistas ou Albano e Virgínia, 2ª edição, 1853; e o Médico do Deserto, 2ª edição, 1864. Todas estas obras logo foram «devoradas» pelo público, mal saíram do prelo.
Do Dr. Rui Guerra temos a promessa de poder vir a conseguir ainda outras obras, que, diz, está a «investigar» o seu paradeiro, porque a maior parte delas estão religiosamente guardadas na sua importantíssima e valiosíssima biblioteca, a calcular pelo que me tem dito e outras, de tal maneira valiosas, que só algum alfarrabista ainda as possa preservar.
Para terminar este Introito, dizer ainda que da parte do Dr. Rui Moreira de Sá e Guerra, tivemos o privilégio de receber uma interessante encadernação de um trabalho inacabado, intitulado «Vida e Obra do Conselheiro José Joaquim Rodrigues de Bastos» nele fazendo menção ao blogue «Do Marnel ao Vouga», numa alusão a António Trajano, que aqui postamos há já bastante tempo, sobre uma página que dedicamos ao Conselheiro e na qual aquele nome, de origem brasileira, dizia que teve por professor na Universidade de Coimbra, onde estudava, um latinista de nomeada. Ele não era mais que o «jovem» da época, Rodrigues de Bastos, e agora acrescida de uma foto de nossa autoria da placa que está gravada em mosaicos numa parede da referida rua de Arrancada, que identifica e confirma a história que a ela está adjacente. E já inserida naquele recente trabalho e com um post aqui incrustado em 24 de Setembro passado.
Fiquemos por aqui...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Coisas e Loisas - 44

Os concelhos de Vouga, Aguieira e Brunhido
 
Pouco temos transcrito da Monografia de António Simões Estima, «De UALLE LONGUM a VALONGO DO VOUGA», Subsídios Monográficos, 2003, edição patrocinada pela Casa do Povo de Valongo do Vouga.
Neste trabalho há factos que são de realçar, como este dos concelhos, agora que tanto se fala em reformas administrativas, a nível das freguesias - e pouco a nível de concelhos - para se confirmar que Portugal esteve sempre mergulhado nestas andanças que, salvo opinião avalisada, eram constantemente alteradas, cheirando sempre mais a interesses pessoais, do que a facilidades de reorganização do território e sua administração. Vejamos este exemplo que nos narra António Simões Estima, na página 48 da Monografia citada:
 
 
 
«Já depois de criados os municípios de Aguieira e Brunhido, em 1514 e 1516, o município de Vouga, em 1689, abrangia os lugares de Arrancada, Carvalhal da Portela, Lanheses, metade de Aguieira (parte nascente do rio), Veiga, Sabugal, Cadaveira, Moutedo, Salgueiro, Viade, Redonda, Beco, A-do-Fernando, Cavadas, Troviscal, Toural e Levegadas.
Mas tarde, no chamado período de «danças» dos concelhos, tal a fartura de alterações concelhias, sofreu várias modificações. Pelo decreto de 28 de Junho de 1833, o concelho de Vouga ficou reduzido às freguesias de Macinhata, Valongo e Vale Maior.
Em 1850 o concelho tinha 2 juízes ordinários, dos órfãos e das sisas, 2 vereadores, 1 procurador, 1 escrivão da câmara, 4 escrivães do público, 2 almotacés, 1 alcaide, 3 capitães de ordenanças e 1 carcereiro, para além de outros empregados.
Os seus juízes, clérigos e militares, viviam nos principais aglomerados urbanos do concelho, como era o caso de Arrancada do Vouga, que chegou a ser sede provisória do município de Vouga, e aonde se realizavam os principais actos, como a arrematação de bens, no largo do Cruzeiro, então denominado Largo da Praça.
No Archivo dos Municípios Portugueses, de 1885, ao falar-se de Vouga, diz-se:
"A capital nominal deste concelho era a pequeníssima villa do mesmo nome, mas a sua verdadeira sede era o lugar de Arrancada."
Na Memória Sobre Foraes, a p. 164, diz-se: "Arrancada, com um cruzeiro com sua abóbada e a imagem de Cristo, ao pé do qual se arrematam as fazendas que se haviam de vender no Pelourinho do Vouga, e se faz só no lugar de Arrancada por costume antigo."
 Foi monteiro-mor deste município o Dr. José Agostinho de Figueiredo Pacheco Teles e seu administrador João Baptista de Figueiredo Pacheco Teles, da casa da Quinta de Aguieira, respectivamente, pai e irmão do Visconde de Aguieira e seu Capitão-Mor José Pereira Simões, da Quinta do Laranjal - Arrancada do Vouga.
Este concelho viria a ser extinto pelo decreto de 31 de Dezembro de 1853, tendo a sua área de jurisdição sido incluída no concelho de Águeda, criado em 1834.»

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO - LXVII
 
Rainha D. Maria II, in Wikipédia.
Nome completo: Maria da Glória Joana Carlota
Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de
Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga
Os Cabrais tinham sido vencidos e começava uma época de regeneração política. O duque de Saldanha que ia já em retirada para a Galiza, praticamente desbaratado, recobrou forças e colocou-se à frente do movimento revolucionário que acabaria por triunfar.
Constituído o novo governo, pacificada a nação, lança-se um programa de tolerância política, de fomento económico, que devia levantar o país do atrazo e da prostração em que tinha até aí vivido.
A esse governo presidia o duque de Saldanha e faziam parte do ministério Rodrigo da Fonseca Magalhães e Fontes Pereira de Melo, este ministro pela primeira vez. Foi em 1851.
O governo mostrava-se seriamente empenhado no progresso e no adiantamento moral e material do país, resolvendo que a rainha visitasse as províncias do norte.
E meados de 1852, D. Maria II partia para o Porto. Os habitantes das terras que ela percorria aclamavam-na entusiasticamente. Cidades e vilas estiveram em festa à chegada da Boa Mãe, como a história lhe chama. No Porto os festejos foram brilhantíssimos.
Não havia ainda estradas boas nem caminhos de ferro, mas a cidade encheu-se de gente estranha que foi assistir à recepção feita à imperante pela briosa população das margens do Douro.
Ora, desta visita da rainha, invertem-se as previsões de Joaquim Álvaro na demanda com os Bandeira da Gama, por causa das órfãs. Nem ele poderia ter admitido tal plano urdido pelos seus adversários.
Joaquim Álvaro mantinha certo o seu triunfo, porque tinha por si a lei e o testamento de seu sogro, as autoridades locais eram-lhe favoráveis, pelo que as preocupações quase que tinham desaparecido.
Desta feita, os Bandeiras foram mais hábeis do que os Teles, formando um plano inteligente e simples que procuraram executar. Estavam saciados da justiça e dos tribunais, nos quais gastaram rios de dinheiro, aborrecidos e transtornados por tantas dilações e canseiras, pelo que nada queriam com os juízes que nunca lhes davam razão e lhes ganhavam nos emolumentos.
O novo plano de Torredeita foi organizado como no próximo capítulo se irá descrever.
 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Solidariedade

Quem pode (alguma coisa) a quem mais precisa
 
A Lucília e a Isabel, através do seu blog aqui lançaram uma campanha, vendendo por valores simbólicos, uma grande parte dos artigos de artesanato que confeccionam.
Tendo em vista a dinamização da iniciativa, aqui postamos o screen do seu blog, que clicando ali em cima, na palavra vermelha, vão ficar surpreendidos com o que fazem e, com isso, o quanto podem ajudar.
Ajude você também e aplique algumas moedas, de algumas que ainda lhe restam, e faça a sua boa acção, porque, com elas, também pode ajudar.
É uma frase feita, mas cabe bem aqui: Ajude a ajudar...

Marcha - Cidade Invicta


Banda Castanheirense - Águas do Botaréu-114º Aniv. (Cap. Amilcar Morais)


Gente destas terras - 42

Capitão Amílcar da Fonseca Morais

Para fazer uma pequena biografia do valonguense capitão Amílcar da Fonseca Morais, natural de Lanheses, onde nasceu 17 de Março de 1931, nada melhor que consultar a grande quantidade de literatura e vídeos que andam pelo espaço cibernauta.
São disso prova, os vídeos que acima pode ver. Só por amostra...
O capitão Amílcar da Fonseca Morais, cf. António Simões Estima, in DE UALLE LONGUM a VALONGO DO VOUGA, Subsídios Monográficos, edição patrocinada pela Casa do Povo de Valongo do Vouga, 2003, cedo demonstrou uma grande vocação musical. Seus irmãos mais velhos, Manuel, José e António - já falecidos, também pessoas muito interessadas pela música, davam-lhe as primeiras lições, chegando a fazer parte da antiga Banda Valonguense, da Casa do Povo, de vida muito curta.
O irmão Manuel foi fundador e primeiro mestre dessa Banda, em colaboração com o grande benemérito Souza Baptista. Os outros dois foram executantes enquanto a citada banda existiu; posteriormente colaboraram com vários agrupamentos musicais da região.
Fez parte da Banda de Águeda, da Orquestra do Rancho da Rua de Além, de Assequins, e do Grupo Musical dos Vicentes, de Coimbra.
Alistou-se como voluntário do ex-Regimento de Infantaria de Coimbra, seguindo a vida militar. Aqui, durante vários anos, estudou e realizou composições musicais.
Cumpriu missões militares em Moçambique e Angola. No primeiro, foi trompetista da Orquestra de Salão da Rádio Club de Moçambique e em Angola leccionou acústica e história da música, na Academia de Luanda.
A convite da Câmara Municipal de Ponte de Lima, foi autor do Hino Limiano, da ilha dos amores do poeta António Feijó, publicado no Almanaque de Ponte de Lima, em 1980. Também é de sua autoria  o hino da Liga da Multi-Secular Amizade Portugal-China, gravado pela Banda da Guarda Nacional Republicana.

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