quarta-feira, 24 de outubro de 2012

História de Serém

Os Fataunços 
 
Surgiu há tempos na minha caixa de correio electrónico um mail que me pedia elementos de familiares dos Fataunços, que foram residentes em Serém. Lá me desloquei e através de pessoas que residem na localidade, fui confrontado com alguns factos que considero históricos.
Porquê Fataunços?
 
Esta interrogação foi esclarecida de imediato. Deriva de uma localidade, com este nome, situada próximo de S. Pedro do Sul, mas, administrativamente, pertencente ao concelho de Vouzela.
Alguns habitantes de Fataunços vieram para Serém, por cá ficaram e assim passaram a ser conhecidos.
A razão desta imigração, admite-se ter tido origem num fidalgo de nome Francisco Rodrigues da Silva Fataunços, pai de sete ou oito filhos, que veio para Serém proceder à cobrança dos tributos, em representação do condado de Lafões, do qual Serém fazia parte. O nome de alguns dos filhos eram a Maria, Engrácia, António, José, Augusto e Francisco, pelo que nos foi indicado.
O Francisco, com o nome completo de Francisco Rodrigues da Silva Reis, casou com Ana Tavares da Silva, governanta da casa, já viúva, do lugar de Serém.
Esta, do primeiro matrimónio, cujo marido foi ferroviário, era mãe de Leonel Tavares Dias da Silva, conceituado comerciante naquele lugar de Serém, conhecedor desta história, que no-la transmitiu.
O referido Francisco Rodrigues da Silva Reis faleceu no princípio dos anos sessenta (séc. XX)deixando um vasto legado a algumas instituições, nomeadamente às Misericórdias de Águeda e Albergaria-a-Velha.
Esta família tem ainda descendentes na freguesia da Trofa (Águeda) e de Alquerubim. (A-A-Velha).
Uma casa senhorial, onde habitaram os Fataunços, cuja imagem aqui se deixa, será do séc. XVI ou XVII, não sabemos bem, uma vez que foi reconstruída depois do terramoto de 1755, por ter ficado, emconsequência deste, bastante danificada.
Junto desta casa está assinalada, na esquina da parede do lado direito da foto, a Estrada Real, que por ali passava, bem como os Caminhos de Santiago. Leonel Tavares Dias da Silva, cujo estabelecimento fica mesmo no cruzamento daquelas ruas, parece que possui uma respeitável colecção de cartas e postais de todo o mundo, que lhe enviam os caminheiros de Santiago, aos quais comprova a sua passagem naquele local, com o carimbo que usa na sua actividade comercial e respectiva assinatura.
 
 
 
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