terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Souza Baptista - 1

Funcionário público no Brasil?

De Souza Baptista, por muito o que tem sido  escrito, não terá sido dito tudo, nomeadamente alguns pormenores de vida por que terá passado. As pesquisas servem para que se possa descobrir, sobre as coisas, os factos, a história e até a vida de pessoas. É o caso de, como resultado, se ter encontrado sobre Souza Baptista, o que nos leva a supor algo mais sobre a sua história de vida a que nos referimos no início. Por isso, com base na teoria explanada, é de supor que Souza Baptista, emigrado no Brasil, terá sido funcionário público do Estado de Minas Gerais, a crer na publicação encontrada e que a seguir deixamos digitalizada. Se assim for, poderá ter desempenhado funções estaduais no Brasil antes de se ter dedicado à indústria de mobiliário. Com as naturais reservas que a situação aconselha, deixamos esta curiosidade de Souza Baptista aquando da sua estadia no Brasil. Este recorte parece ser de um órgão oficial, uma espécie do nosso Diário da República, no qual era publicado tudo aquilo que se relacionava com a actividade público-administrativa do Estado de Minas Gerais.
E ali está a publicação seguinte:
«Ao mesmo sr. transmitiu-se o officio que lhe é dirigido pelo director da colónia do Barreiro, consultando si pode effectuar ao regente agrícola sr. Joaquim Soares de Souza Baptista o pagamento dos seus vencimentos.»
É de crer que sendo identificada a sua profissão e ordenando-se o pagamento dos seus venci-mentos, só era possível mediante a prestação de funções como funcionário daquele Estado. Esta situação reporta-se a 15 de Janeiro de 1896. A data de nascimento de Souza Baptista foi a 19 de Janeiro de 1874. Naquela data estava a completar 22 anos de idade.


 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Leandro Augusto Martins - 8


Manifestações de pesar

Após o falecimento de Leandro Augusto Martins, as notícias dando conta do infausto acontecimento e das suas repercussões, principalmente na freguesia de Valongo do Vouga, onde nasceu, a avaliar pelas descrições escritas que nos ficaram do jornal Soberania do Povo do ano de 1927, deixam claramente antever que foi, na época, um duro golpe e, em certa medida, uma surpresa um tanto inesperada.
Ficam as manifestações de quem escreveu, dos familiares, que se serviram da imprensa escrita para agradecer as manifestações de pesar, salientando-se a notícia, redigida por António Magalhães, publicada naquele semanário e que deixamos transcrita por  digitalização.
Após a faustosa inauguração do seu palacete, em Setembro de 1925, Leandro Martins apenas viveu mais cerca de dois anos, pelo que é de admitir que pouco tempo teve para usufruir das condições de habitabilidade que a construção de tal palacete, no princípio do século XX, proporcionava.
No seu estilo peculiar, de realçar a redacção da notícia antes referida de
António Magalhães, que está acrescentada de uma outra nota, que decorreu em 31 de Julho de 1927, na qual dá conhecimento de que neste dia receberam solenemente a primeira comunhão 119 crianças. Este número, em 1927, é manifestamente grande se se comparar com a actualidade.
Termina aqui esta série dedicada a um Valonguense que passa quase despercebido em grande parte da população, que pouco saberá quem foi e do que representou para a freguesia.

(Para aumentar, clique nas imagens)

domingo, 13 de dezembro de 2015

Leandro Augusto Martins - 7

O falecimento


Deixámos antever que iríamos rebuscar o que foi escrito sobre o falecimento de Leandro Augusto Martins, pelo conteúdo do post datado de 27 de Novembro passado. Assim é.
Podemos registar, antes de mais, que pouco tempo usufruiu da sua nova mansão, que mandou construir na Quinta da Póvoa do Espírito Santo, inaugurada, como foi dito, em Setembro de 1925. Com efeito, não chegou a dois anos, que a vida lhe deu para poder ver e habitar um palácio que, para a época, foi qualquer coisa de inédito, extraordinário e faustoso, tendo em conta o meio em que estava inserido.
A  data de nascimento deste Valonguense (Vascaíno do Rio de Janeiro, por adopção) necessita de ser confirmada, pois sempre apontámos para o dia 8 de Setembro de 1862, quando já encontrámos 7 de Setembro e, num caso sem importância, 9 de Setembro. Sem mais elementos, parece-nos ser a primeira a data correcta, embora a Soberania do Povo se encontre bem posicionada, historicamente, para que conhecesse e tivesse a certeza que foi o dia 8 de Setembro. Ao fundo deste, estão dois links que ajudam, em certa medida, a  deslindar esta situação e que estão mais completos em relação à história ligada a Leandro Martins, enquanto emigrante no Brasil.
Mas a vida contrariou os planos de Leandro Martins. Como se diz num dos blogues indicados nos links, uma grave doença na garganta afectou este português radicado no Rio de Janeiro. Com as suas posses tentou uma cirurgia na Alemanha (cidade de Berlim), onde veio a falecer. Essa cirurgia, disseram-nos, tinha em vista colocar uma prótese de prata (ou platina?). A medicina, na época ainda não conhecia, admitimos, as doenças cancerosas, nomeadamente a tiróide.
Esta intervenção cirúrgica, na capital alemã (Berlim), ainda este país não tinha sido dividido, como se sabe, resultou, repetimos, na morte (um tanto prematura) de Leandro Martins.
A notícia correu célere, publicando a Soberania do Povo o funesto acontecimento no número datado de 30/7/1927, como aqui se deixa digitalizado. Existem duas origens que coincidem e confirmam a data do desenlace de Leandro Martins, que aconteceu a 27/7/1927.
O seu corpo foi trasladado de Berlim para o Rio de Janeiro, onde foi sepultado.

A seguir: - A missa de 7º dia em Valongo e outros acontecimentos.

Ver:
http://www.agloriadovasco.blogspot.pt/2014/10/leandro-augusto-martins-o-presidente.html
http://paixaovascao.com.br/wiki/leandro_augusto_martins

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