quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Gente destas Terras - 46

António José Ferreira Bastos - Perdido e achado no Douro, Enólogo por vocação, na empresa Mateus & Sequeira, Vinhos, SA

O Tó Zé, como é intimamente conhecido, mesmo quando ainda frequentava a escola básica (como agora é conhecida, e que também encerrou) fica à frente da casa de seus pais... isso mesmo... ali no Calvário de Valongo, da freguesia de Valongo do Vouga, do concelho de Águeda, talvez não sonhasse que já «fermentava» em si rios de vocação para os vinhos, seguindo o curso universitário de Enologia, acabando por «cair» a estagiar em São João da Pesqueira, e ali «colou» a sua vida (actividade) profissional na empresa vitivinícola Mateus & Sequeira, Vinhos S.A., como sede em São João da Pesqueira em pleno Douro. Reside em Vila Real. Os seus pais - José Costa Bastos e Maria Adelaide Martins Ferreira - continuam a residir lá atrás daquela escola, que pos visita quando a sua agitada actividade lhe dá algum tempo livre, para matar saudades. E a D. Adelaide, toda satisfeita, tem a oportunidade de apreciar enlevada, as agradáveis travessuras dos netos, juntamente com o babado avô, Zé.
O mister do seu trabalho já foi reconhecido a nível nacional e internacional, com diversos prémios e foi contemplado, na Revista CRISTINA, com uma reportagem exclusiva sobre as vindimas, no Douro.
Com a devida vénia à redacção deste já conceituado e prestigiado órgão de comunicação, permitimo-nos respigar algumas passagens, complementado com a digitalização de algumas fotos inseridas nesta reportagem de bom nível.
Com subtítulos "NO DOURO A VINDIMA É MAIS ELEGANTE", "NÉCTARES", "AMOR AO VINHO", e em cada um abordando um tema vincado com as vindimas, o tratamento das uvas, a sua escolha até terminarem todas as operações que contribuam e sejam causa da obtenção de bom vinho,  "o enólogo António Bastos tem a sua  teoria. Assegura que o vinho aproxima as pessoas. Num jantar de amigos é imprescindível. Na cozinha abre o apetite e é de opinião que o vinho está na moda".
E continua: "Todos os dias bebo vinho. Não me lembro de um único dia em que o não tenha feito. Até quando estou doente sabe bem. Tenho vinho de borla e pagam-me para beber... Ou melhor, pagam-me para provar, assim é que é!" (gargalhadas).
Antes explica as várias fases do tratamento da uva e esclarece que desta tudo se transforma, até para fazer as coisas mais estranhas e impensáveis. A matéria prima de que é feito o vinho, tem também aproveitamento para outras coisas, desde as tradicionais aguardentes até aos cosméticos.
É muito interessante ficar a conhecer o que é e como é a vida de um enólogo. Está sempre em actividade, porque toda a gente lhe pede para fazer sempre uma prova, mesmo nas confraternizações em que participa. E para que o trabalho e, consequentemente, para que a empresa tenha sucesso, o segredo é "amor, sacrifício e dedicação."
Já somos consumidores, há anos, da embalagem hermética do «Cabeça do Pote». Outras qualidades superiores, não lhe podemos chegar e já nos damos por satisfeitos com esta.
Aquela reportagem da conceituada Revista, cuja figura principal é um jovem de 40 anos, destas terras, é gratificante sabermos que o Tó Zé se alcandorou ao mais alto nível da produção de vinhos de grande qualidade, a nível nacional e internacional, precisamente no exagerado coração da primeira região demarcada do mundo e Património Mundial da UNESCO. E isto justifica e aumenta a sua responsabilidade e competência.
Aconselhamos vivamente a leitura desta magnífica reportagem. Porque engloba um filho da terra? Mas é claro! Não fazemos publicidade. Enaltecemos o trabalho de quem viu crescer um valor e uma competência local.
Se alongasse mais o que é dito na Revista CRISTINA, afugentava, tornando-se alongado e, necessariamente, fastidiosa a leitura aos meus visitadores.

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