quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Gente destas terras - 42

Capitão Amílcar da Fonseca Morais

Para fazer uma pequena biografia do valonguense capitão Amílcar da Fonseca Morais, natural de Lanheses, onde nasceu 17 de Março de 1931, nada melhor que consultar a grande quantidade de literatura e vídeos que andam pelo espaço cibernauta.
São disso prova, os vídeos que acima pode ver. Só por amostra...
O capitão Amílcar da Fonseca Morais, cf. António Simões Estima, in DE UALLE LONGUM a VALONGO DO VOUGA, Subsídios Monográficos, edição patrocinada pela Casa do Povo de Valongo do Vouga, 2003, cedo demonstrou uma grande vocação musical. Seus irmãos mais velhos, Manuel, José e António - já falecidos, também pessoas muito interessadas pela música, davam-lhe as primeiras lições, chegando a fazer parte da antiga Banda Valonguense, da Casa do Povo, de vida muito curta.
O irmão Manuel foi fundador e primeiro mestre dessa Banda, em colaboração com o grande benemérito Souza Baptista. Os outros dois foram executantes enquanto a citada banda existiu; posteriormente colaboraram com vários agrupamentos musicais da região.
Fez parte da Banda de Águeda, da Orquestra do Rancho da Rua de Além, de Assequins, e do Grupo Musical dos Vicentes, de Coimbra.
Alistou-se como voluntário do ex-Regimento de Infantaria de Coimbra, seguindo a vida militar. Aqui, durante vários anos, estudou e realizou composições musicais.
Cumpriu missões militares em Moçambique e Angola. No primeiro, foi trompetista da Orquestra de Salão da Rádio Club de Moçambique e em Angola leccionou acústica e história da música, na Academia de Luanda.
A convite da Câmara Municipal de Ponte de Lima, foi autor do Hino Limiano, da ilha dos amores do poeta António Feijó, publicado no Almanaque de Ponte de Lima, em 1980. Também é de sua autoria  o hino da Liga da Multi-Secular Amizade Portugal-China, gravado pela Banda da Guarda Nacional Republicana.
Transferido do Porto para Lisboa, em finais de 1978, foi destacado para reorganizar a Orquestra Ligeira do Exército (que esteve em Valongo do Vouga, Águeda e outras localidades do concelho), sedeada na Escola Electromecânica do Exército, em Paço de Arcos.
Foi promovido ao actual posto em 1980 e destacado para prestar serviço na Guiné-Bissau (onde estivemos), chefiando uma missão militar de cooperação. Ali estudou a cultura das etnias Balanta e Mandinga, recolhendo importante material temático dos seus cantares.
Em 1985 desloca-se aos EUA, Fullriver, Nova Inglaterra, para fazer parte do júri do 2º concurso de filarmónicas Luso-Americanas, sendo por si assinada a partitura Nas Margens do Águeda, peça de execução obrigatória neste festival. Dirigiu ainda, em 1987, o coral da Casa da Cultura dos trabalhadores da Quimigal.
Foi um grande dinamizador e obreiro na criação da UBA-União das Bandas de Águeda, escrevendo o hino para ser executado em conjunto, obrigatoriamente, nos seus festivais. Foi a espinha dorsal na estrutura pedagógica do Conservatório de Música de Águeda.
Em 1993, a Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura, com sede em Lisboa, conhecedora do grande trabalho desenvolvido pelo capitão Amílcar Morais, decidiu conferir-lhe a MEDALHA DE INSTRUÇÃO E ARTE.
Em 1998 fez parte, por convite, do júri da prova de aptidão profissional - PROVA DE SOLISTA DO 12º ANO - do concurso instrumental de sopro da Escola Profissional Artística do Vale do Ave (ARTAVE).
A ANATA (Associação dos Naturais e Amigos de Águeda), como personalidade do ano, atribuiu-lhe o Judeu de Ouro 2000.
Tem escrito e composto para Orquestras Ligeiras, Corais, Teatro, Bandas Filarmónicas e Bandas Militares, entre as quais ressaltam "Nas Margens do Rio Águeda", "Águeda Florida" e "Ressonâncias de Águeda".
É membro do INTERNATIONAL MILITARY SOCIETY.
Tem concluído o Cancioneiro do Concelho de Águeda. Trata-se de uma colectânea com cerca de 400 espécimes poético-musicais que constitui um  inestimável património colectivo e cultural
 
Nota: - Estas notas biográficas estão desactualizadas, como é fácil perceber e aceitar, pelo decurso do tempo desde a sua primeira redacção e edição de António Estima.
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