segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Gente destas terras - 40

Conselheiro Rodrigues de Bastos
Dr. Rui Moreira de Sá e Guerra
 
(Clique na imagem para aumentar)
Já por várias vezes por aqui tenho feito o devido realce histórico desta figura que foi o conselheiro Rodrigues de Bastos, natural do lugar do Moutedo, tendo desempenhado altos cargos da Nação, no século XIX.
Há dias uma senhora residente no lugar da Trofa telefonou-me. Lá fiquei a saber quem era e dei-lhe as informações que o telefonema originara.
Com alguma surpresa recebi um mail de um ilustre descendente do conselheiro Rodrigues de Bastos, o Dr. Rui Moreira de Sá e Guerra. Como sabemos, a rua conselheiro Rodrigues de Bastos, cuja história aqui ainda havemos de registar, em Arrancada do Vouga, pertinho do lugar onde nasceu, pretende destacar esta figura, natural daquele lugar e não de Arrancada. Esta rua esteve quase para ser mudada para Rua Souza Baptista, em tempos não muito recuados.
Esse mail anunciava-me o envio de um trabalho histórico-biográfico daquela ilustre personagem, cuja bibliografia, feita à minha maneira e com os elementos de que disponho, por aqui tenho postado, quando hoje sou surpreendido com um envelope A4 na minha caixa de correio.
A direcção estava correcta.
O remetente, pelo nome, não me era estranho. Desconfiei e acertei.
Abri e nele vinha um interessantíssimo exemplar, cuja capa digitalizada aqui fica reproduzida.
Ao autor, residente no Porto, já tive oportunidade de agradecer. Nesta cidade falecera o conselheiro Rodrigues de Bastos, no ano de 1862.
 
A parte mais curiosa e surpreendente, porque de imediato o comecei a ler, é que logo na página 6, diz que o conselheiro se matriculara no primeiro ano jurídico da Faculdade de Direito, como tem sido escrito em vários locais, em 31 de Outubro de 1790, voltando a inscrever-se, no segundo ano, em 1800, tendo sido premiado num dos anos jurídicos, terminando o curso em 1804. Houve um hiato de 10 anos. E o Dr. Rui Moreira de Sá e Guerra, diz, textualmente, no parágrafo seguinte:
 
«Parece, contudo, que não ficou inactivo pois, à conta do que foi escrito no blog «terrasdomarnel.blospot.pt», da autoria de José Marques Ferreira, no capítulo «Do Marnel ao Vouga», o brasileiro António Trajano escreveu no jornal do Brasil O Puritano que, em Coimbra onde estudara, tivera  como professor de latim o ilustre conselheiro José Joaquim Rodrigues de Bastos, latinista de nomeada.»
 
Segue o texto da história. Por nós ficamos cientes do destaque que foi dado a este modesto blog que, em jeito de conclusão, tal pormenor não seria tão conhecido como podia admitir-se, e repetindo o que aqui já foi escrito, também no Brasil era citado como ilustre personalidade da cultura e da literatura, talvez mais do que em Portugal e, particularmente, na sua freguesia.

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