sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A Junta de Freguesia na história - 104

O Escrivão da Junta em 1942
 
António das Neves Martins de Barros,
à esquerda, na companhia de Pedro
Fernandes, numa mostra de artesanato
realizada na Casa do Povo de
Valongo do Vouga, em que ambos
foram expositores.
Saímos, como antes já dissemos, da ordem cronológica de datas sobre histórias da Junta, para evidenciar um facto que, em 1942, e por motivos que hoje não fazem diferença alguma, são de enaltecer. No número 103 se refere e agora resume-se.
O sr. Joaquim Ferreira Rachinhas desempenhava as funções, que, na época, se designavam por  Escrivão da Junta. Pediu a sua demissão. Foi nomeada outra pessoa para aquelas funções.
E como consta na acta da sessão de 12 de Maio de 1942, foi nomeado o sr. António das Neves Martins de Barros, residente na Carvalhosa, pessoa íntegra em todo os factos de uma vida, nomeadamente por ser dos poucos (mas havia alguns) que eram declaradamente contra o regime político vigente. Sofreu as consequências, como outros o sofreram.
Inusitado e deveras surpreendente, para alguns, terá causado a sua nomeação para a Junta de Freguesia. É que as personalidades cuja postura de democrata e íntegro, mas discordando - que não se podia manifestar - raramente ou quase nunca eram nomeados para cargos públicos.
Por isso registamos que este conterrâneo foi aceite e desempenhou o cargo de Escrivão na Junta de Freguesia de 1942, que era composta por João Martins Pereira, presidente, Ernesto Gomes da Silva, secretário e Abílio Simões Gomes, tesoureiro, substituindo o aludido Joaquim Ferreira Rachinhas. A redacção da acta é a seguinte:
 
«Escrivão da Junta: - Foi nomeado o cidadão, António das Neves Martins de Barros, que, estando presente, entrou imediatamente ao serviço.»
 
Nos anos 50, séc. XX, houve contactos próximos com esta personalidade, éramos ainda uns imberbes adolescentes, do qual guardo algumas recordações, nomeadamente pelo facto de ser um artista autodidacta, que nos ofereceu, feito em barro, um emblema do F. C. Porto, porque sabia, já naquele tempo, que éramos, como ele, simpatizantes destas cores futebolísticas.
 
 
 
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