segunda-feira, 8 de julho de 2013

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO - LXV
 
Por esta ponte passou a rainha D. Maria II, na sua deslocação 
ao Porto, pouco tempo depois de Maio ou durante o ano de 1852.
Por isso, esta ilustração, das ruínas da ponte.
Mas apesar da representação referida antes, de D. Maria Carolina, mãe de uma das filhas ainda viva, queria esquecer discórdias passadas e todos os desgostos que a vida lhe tinha proporcionado, porquanto o que ela pretendia era estar junto da sua Casimirinha, fosse onde fosse.
«Até certa altura da correspondência trocada, D. Maria Carolina imaginou triunfar, mas quando viu tantas hesitações e desculpas do lado  de Aguieira, considerou-se iludida e procurou disfarçar as suas penas, escrevendo cartas pouco sinceras destinadas a esconder o plano que fora traçado no seio de sua família.», era o que narrava o Dr. José Joaquim da Silva Pinho.
Aquela mãe andava desolada e aflita, face a algumas notícias que lhe chegavam da saúde da filha, mas deixou a sua casa e partiu para o Porto, para assistir às festas celebradas em honra da rainha D. Maria II, que se realizaram naquela cidade. Ela mesmo o denunciou numa das cartas escritas à sua prima D. Ana Teles, de Aguieira. O que não deixava de contradizer os sentimentos delicados do coração de mães carinhosas.
A filha mais nova estava enferma em Aguieira, de quem também era tutor o Dr. Joaquim Álvaro, como se referiu por esta narrativa. E sua mãe deslocava-se ao Porto para festejos tão ruidosos e interessantes que se realizavam no Porto, em honra da rainha.
Joaquim Álvaro decerto que também notou esta contradição das palavras e do sentimento que manifestava, sorrindo-se ironicamente à boa maneira dos triunfadores.
Ele tinha andado também nas festas em honra da Soberana, que fora esperar à entrada da velha ponte do rio Vouga (ainda inutilizada por ter ruído), na sua qualidade de Presidente da Câmara do extinto concelho de Vouga e foi até Albergaria no imponente séquito que se organizara e enchia a estrada de muito povo que aclamava ruidosamente a filha do imperador.
As festas da rainha foram desculpa de uma e outra família, rematava o Dr. Pinho.
 
(Continua)
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