segunda-feira, 3 de junho de 2013

Junta de Freguesia na história - 98

O edifício escolar
 
Actual edifício das escolas de Arrancada
Foto do blogue A POESIA DA ISAMAR, aqui
Tomamos contacto com o conteúdo de duas actas, de 1916,  que mencionam factos relacionados com a construção da escola primária de Arrancada do Vouga.
Na acta de 23 de Junho de 1916, já referida antes por causa da pretensa venda de um milhão de metros quadrados de pinhal no Moutedo, está referido que não era possível acabar os trabalhos no prazo.
Na acta de 13 de Agosto de 1916, dá a entender que a obra está pronta e que o fiscal da construção deve vistoriar a obra com vista à liquidação do valor consagrado no caderno de encargos.
Vejamos as transcrições:
 
Da acta de 23 de Junho de 1916:
«Tendo comparecido nesta sessão o empreiteiro da segunda tarefa da construção do edifício escolar e declarando ser-lhe impossível dá-la pronta no prazo marcado no auto de adjudicação, o que foi também reconhecido pelo técnico, foi deliberado prorrogar o dito prazo por mais dois meses. Foi também deliberado fazer-se o muro marginal da estrada em frente à escola destinada ao sexo masculino, bem como adquirir as capas para o aqueduto sobre a valeta para a entrada principal do referido edifício, sendo também autorizado esse e outros pagamentos referentes a trabalhos no edifício escolar.»
 
Da acta de 13 de Agosto de 1916:
«Em seguida foi deliberado oficiar ao fiscal da construção do edifício escolar para que venha vistoriar as mesmas obras, afim, principalmente, de aprovar definitivamente a primeira tarefa, visto já terem decorrido os prazos marcados no caderno de encargos e condições daquela empreitada. Foi também deliberado mandar construir o poço da mesma escola, por não dever esta funcionar ali sem haver água para manter convenientemente a higiene e limpeza da mesma, devendo o acabamento deste trabalho satisfazer por completo às exigências do projecto da Escola, superiormente aprovado, e do fim a que se destina. Foi também autorizado o pagamento destas despesas.»
 
Para quem, como nós e muitos outros, frequentaram aquela escola, recorda bem a existência de um poço, inimaginável em  tempos actuais, com apenas um pequeno murete de cerca de um metro de altura, a proteger a abertura do poço. Com acessos completamente livres, até ao local onde se encontrava, que era, sensivelmente, a meio do terreno entre o actual edifício e aquele que fica junto da rua Inspector Gomes dos Santos. Esta área era terreno livre, de cultura, a limitar o recreio da escola. A sul, nesse terreno, foram entretanto construídas as salas que serviram a Telescola.
 
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