domingo, 9 de junho de 2013

As Meninas Mascarenhas

O LIVRO LXII

A separação, entre Joaquim Álvaro e o Dr. José Joaquim da Silva Pinho, narrada na página anterior, não tem nada a ver com a sequência e desenvolvimento desta narração, «que eu tenho contado em palavras singelas, mas com verdade e exactidão, pela lembrança que me ficou dos acontecimentos. Não altero a linha de imparcialidade que tracei, porque o meu fim, escrevendo esta narração, não foi acusar ou arguir, foi fazer a exposição do que eu sabia e de que me recordava.», justifica o Dr. José Joaquim da Silva Pinho.
 
Solar de Vilar de Besteiros, onde viveram Joaquim Mascarenhas
de Mancelos Pacheco e esposa Maria Carolina Bandeira da Gama, pais
das Meninas Mascarenhas, Conforme blogue da Eb1 de Vilar de Besteiros
http://www.eb1-vilar-besteiros-tondela.rcts.pt/anossa.htm
Entretanto na Quinta da Cruz, em Torredeita, a mãe de Maria Mascarenhas, teve notícia da grave doença da esposa de Joaquim Álvaro. Como se percebe, ficou sobressaltada e aflitíssima a pobre senhora, que se viu atingida por mais um duro golpe.
Tinha desejo de partir imediatamente para Aguieira, afim de poder estar ao lado da filha. Mas as senhoras da Quinta da Cruz, fizeram sentir os melindres da situação e lá a convenceram a que ouvisse o conselho dos irmãos que estavam em Torredeita.
Curiosas estas apreciações e interrogações do Dr. Pinho:
«Não sei o que se passou nos concílios da família Bandeira, mas o que posso dizer é que a triste mãe não veio a Aguieira e que D. Maria morreu sem a tornar a ver. Não se deve acusar ninguém, no especial estado de relações das duas casas.
Minguam mesmo os elementos de apreciação para se fazer um juízo seguro e justo. Haveria falta da família Teles? A Família Bandeira teve alguma culpa? Não se sabe.»
O que se soube e correu foi que D. Maria Carolina, a mãe de Maria Mascarenhas, sentiu vivamente a morte da filha, chorando amargamente a sua desgraça.
Também corria, entre mil boatos mais ou menos fundados, é que de Torredeita não haveria nenhuma provocação, mas sim todo o desejo de paz e concórdia, escreveu o Dr. Pinho.
 
(continua)
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